O ADMIRÁVEL HORIZONTE DA BIOÉTICA

Autora: MARIA DO CÉU PATRÃO NEVES
Editora: GLACIAR

A Glaciar, em parceria com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, apresenta a colecção “A Ciência Disruptiva”, que terá um volume trimestral sobre cada um das áreas científicas que mais podem impactar a sociedade no futuro. 
O primeiro volume traz-nos uma reflexão prospectiva sobre a BioÉtica da sua mais conceituada estudiosa portuguesa, Maria do Céu Patrão Neves. Com uma primeira parte de introdução ao tema, tem uma segunda onde se estabelece quais as linhas que poderão conduzir esta área no futuro e qual a forma como poderá modificar as nossas vidas e comportamentos. 

Tal como introduz a autora, há "três diferentes modalidades por que a ética tem vindo a ser chamada a intervir no âmbito da ciência, desde a II Guerra Mundial. A primeira modalidade é a da imposição de limites, numa ação repressiva, determinada pelo medo do inédito, por vezes confundida pela comunicação social no sensacionalismo de que procura revestir as notícias para efeitos comerciais. (...) A segunda é a da elaboração de regras, numa ação normativa, exigida por imperativos legais na padronização das boas práticas. (...) A terceira é a da constituição de uma consciência esclarecida, lúcida, numa ação formativa, que tanto interpela o cidadão comum como o cientista".
Maria do Céu Neves lembra que "é a boa ética que gera a boa ciência". Com efeito, a autora refere que "uma ética que se exerce plena e exclusivamente no âmbito das suas competências, como exigência de fundamentação da ação e de racionalidade (lógica e coerente) dos seus processos, e tomando o humano, na sua universalidade, como fim último, garantirá que o conhecimento científico se desenvolva em benefício da humanidade na salvaguarda da dignidade da pessoa e da promoção da justiça social".
Assim, no primeiro capítulo desta obra, Maria do Céu Neves recorda como surge a bioética e como é feita a institucionalização da mesma. No segundo capítulo, a autora aborda os novos horizontes da bioética. E, no terceiro e último capítulo, expõe os desafios desta "ética aplicada à vida", nomeadamente, na produção da vida humana; na engenheirização do humano; na imortalização da vida humana e, ainda, na perfetibilização do humano.
Um livro muito relevante, numa época de múltiplos avanços científicos, que estão intrinsecamente ligados à evolução das sociedades em geral e do ser humano em particular.

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OS 200 MELHORES PERCURSOS DE TREKKING DE PORTUGAL

Autor: MIGUEL JUDAS

Com 561 km de comprimento, 218 km de largura e 2351 metros de altitude, Portugal é um mundo por descobrir, que compensa a (relativa) pequena dimensão do território com uma surpreendente variedade de paisagens. E que melhor modo haverá para o fazer senão a pé, com tempo para apreciar e usufruir do que não está à vista?
É esse o desafio que fazemos ao leitor neste guia: que parta à descoberta das serras e montanhas, das planícies e rios, das ilhas, praias e cidades, da história, do património e especialmente das gentes, sempre com um pé a seguir ao outro, porque o mais importante não é a partida nem a chegada. O que interessa é o caminho.

Apaixonado pelos caminhos do Portugal profundo, Miguel Judas guia-nos, a pé, pelos distritos de Portugal e ilhas. Há percursos de dificuldade baixa, média e alta. Em cada percurso sugerido são dadas as coordenadas, os pontos de partida e de chegada, a distância a percorrer e é apresentado um breve resumo do que por lá se pode encontrar.
De fácil consulta, este é o livro perfeito para começarem a traçar pequenas caminhadas nos vossos tempos livres.

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PALACETE MARQUES GOMES

Autor: DOMINGOS TAVARES
Editora: DAFNE

Este livro – que refunde e amplia um capítulo do livro Casas de Brasileiro – procura reconstituir este exemplo de arquitectura Beaux-Arts e compreender como um cidadão de torna-viagem contribuiu para a promoção da modernidade, oferecendo condições a um jovem artista para a realização desta obra de vanguarda. O ensaio pretende identificar as formas originais da casa, as condições da sua produção e as características de alguns dos usos determinantes para a caracterização da sua imagem. É uma viagem ao Erudito e popular na arquitectura dos Torna-Viagem, percorrendo um caminho que procura preencher um espaço ainda relativamente vazio no processo de conhecimento da arte de edificar em Portugal.

"Marques Gomes, o ricaço brasileiro que começava a ganhar estima em Canidelo pelos sinais de filantropo que ia evidenciando, escolheu o que entendeu ser a melhor posição na sua propriedade, e ali mandou erigir a imaginada casa própria em 1904. Ficou instalado no alto da colina sobranceira ao rio Douro, com largas vistas sobre a foz, a costa atlântica desde o cabedelo até à Praia de Salgueiros (...)".
A designação de palacete surgiu pela "evidência que assumiu naquela posição e pela marca de novidade das formas que definiam a sua presença forte na paisagem". António Correia da Silva foi o arquiteto escolhido por Marques Gomes para concretizar este projeto. "A expressividade arquitetónica oferecida à casa como um todo resulta dos critérios de representação adotados para o pavimento intermédio e da intenção de tornar percetíveis esses valores. Tudo na base da compreensão do enunciado clássico defendido pelos académicos das Beaux-Arts, que entende para a compreensão da obra a necessidade de equilíbrio entre o conjunto e elementos formais escolhidos do vocabulário ao antigo, a submissão a uma ordem geométrica que tem a simetria axial como regra básica orientadora, respeitando os necessários ajustamentos".
Durante vários anos não foi possível apreciar esta peça de arte, devido ao intenso crescimento da mata plantada na envolvente da casa. "Parcialmente tomada pela vegetação exótica da linha de festo da colina da Alumiara, depois ardida nas convulsões sociais geradas na revanche capitalista dos anos noventa do século passado, transformou-se numa espécie de ruína-fantasma a caminho do esquecimento". Espera-se, agora, uma nova vida e um novo olhar para este palacete e para o que ele representa.

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HIPERESPAÇO

Autor: MICHIO KAKU
Editora: BIZÂNCIO

Haverá outras dimensões além das que conhecemos? Haverá portais que dão acesso a outros universos? O que aconteceu antes do primeiro dia da Criação? Estas são algumas questões que continuam no centro da actividade científica. 
Neste livro, Michio Kaku revela-nos um panorama fascinante que mudará por completo a nossa visão do Cosmos, e leva-nos para uma viagem deslumbrante por novas dimensões. 

Publicado originalmente em 1994, «Hiperespaço» teve a primeira edição em português no final do ano passado.
Apesar de já terem passado vários anos desde a publicação original este livro mantém-se atual, uma vez que a teoria do hiperespaço é bastante complexa e a investigação nesta área ainda tem um longo caminho pela frente. 
Para nos dar uma noção do que é esta teoria Michio Kaku dividiu este livro em quatro partes. Na primeira parte o autor destaca "a ideia de que as leis da Natureza se tornam mais simples e mais elegantes, quando são expressas em dimensões múltiplas", por exemplo, "se observarmos a Terra a partir do espaço é fácil compreendermos as leis um tanto obscuras que regem o clima", ou seja, ao visualizar numa terceira dimensão. Já na segunda parte, Michio Kaku sublinha que "a teoria do hiperespaço poderá ser capaz de unificar todas as leis da Natureza conhecidas numa única teoria", o que seria extraordinário. A terceira parte faz-nos abrir a mente e equacionar se o espaço pode ser "esticado até se rasgar ou quebrar". Ou seja, "o hiperespaço pode constituir um meio de «tunelar» através do espaço e do tempo". Para terminar, o autor levanta a questão-chave desta obra: se for demonstrado que a teoria do hiperespaço está correta, quando seremos capazes de dominar o poder desta teoria?
E é com esta questão em mente que vos desafiamos a entrar nesta odisseia científica.

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PÁTRIA OU MORTE


Autor: ALBERTO BARRERA TYSZKA
Editora: PORTO EDITORA

Miguel Sanabria, médico oncologista e professor universitário recém-reformado, vê a sua vida ser invadida por uma inquietação que rapidamente se tornará permanente e aflitiva. Entre Beatriz, esposa e fervorosa antichavista, e Antonio, irmão fiel ao radicalismo da revolução bolivariana, Sanabria está, tal como o país, encurralado e esmagado sob o peso de duas formas de vida. Quando de Cuba chega um telemóvel com vídeos surpreendentes dos últimos momentos do Comandante, o que fazer? «Que vida pode caber num telefone?» Hugo Chávez está doente, e arrastou consigo a Venezuela para a doença. 

Neste livro é apresentada uma perspectiva abrangente do contexto social venezuelano, sobretudo durante o período da doença de Hugo Chávez, através das várias personagens que compõem a trama, com peripécias muitas vezes correlacionadas. Este contexto social está sobretudo presente na corrupção, violência, propaganda política e no confronto ideológico, em «Pátria ou Morte» ensombrado pelo misterioso estado clínico de Hugo Chávez.
Duas das personagens estão a desenvolver trabalhos de investigação, com motivações distintas, sobre o carismático líder venezuelano, o que dá um enquadramento bem conseguido ao enredo. Torna-se muito interessante para o leitor a compreensão sobre as facetas de Hugo Chávez, desenvolvidas ao longo do livro. Trata-se da ascensão e construção de uma imagem baseada num espírito revolucionário, sem o ter sido, para um símbolo religioso com o evoluir da doença.

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MANIFESTO ANTI-KEYNES - Uma perspetiva da Escola Austríaca

Autor: CARLOS NOVAIS GONÇALVES
Editora: CHIADO EDITORA

A refutação do Keynesianismo, onde o consumo cria a sua própria produção, o investimento cria a sua própria poupança e a despesa cria o seu próprio rendimento.

Carlos Novais inicia esta obra com algumas notas onde "desconstrói alguns dos argumentos do Keynesianismo original". De facto, a primeira parte deste livro é um ensaio de Carlos Novais onde o autor "descreve criticamente a teoria keynesiana original, quebrando mitos que sobrevivem até aos dias de hoje. O caso mais exemplar é a forma como as afirmações de Say sobre o papel da oferta foram distorcidas e como a distorção foi reproduzida no tempo, ao ponto de se tornar uma verdade absoluta entre economistas nos dias de hoje".
Este livro inclui também dois ensaios traduzidos de dois grandes pensadores da Escola Austríaca, Hans-Hermann Hoppe e Murray Rothbard. Segundo Carlos Novais "estes dois ensaios, com preocupações diferentes, complementam-se".
Assim, o autor defende que a publicação deste manifesto "pretende, em primeiro lugar, expor em língua portuguesa uma dissecação crítica frontal, ainda que sintética, de erros cometidos em pontos fulcrais pela teoria económica Keynesiana - na aplicação dos conceitos de desemprego, de moeda, de juro e do crescimento económico - que se irradiaram em diferentes variantes da doutrina que se tornou dominante; e, em segundo lugar, enquadrar a personalidade de Keynes no seu pensamento e história concreta de sucesso, dado em boa verdade ter influenciado toda a doutrina económica e o espectro político, da esquerda à direita (incluindo até os seus extremos), passando pelo centro".

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DESASSOSSEGO DE ENSINAR

Autor: DANIEL JOANA
Editora: ESFERA DO CAOS

Desassossego de Ensinar é uma obra que retrata os desafios da Escola portuguesa dos nossos dias, segundo uma perspetiva dinâmica, mul­tímoda e muito pessoal. Como ensinam os professores? O que pensam os pais? Como aprendem os alunos? Por que razão se abor­recem? O que lhes atiça a curiosidade? De onde vem a indisciplina? Que geração vem aí?

Contrariamente ao que se possa esperar ao ler o título desta obra, Daniel Joana considera que este livro não é para professores, nem para alunos, pois nele não encontrarão "nada de novo", já que "nestas páginas não está mais do que uma pequena parcela do que se passou e passa todos os dias dentro de uma sala de aula e da alma de quem a vive". Assim sendo, este livro destina-se "a alguém que apenas vê a escola por fora" e que desta forma "talvez possa entender melhor esta geração de gente que aprende e que tenta ensinar.".
Daniel Joana define este livro como "uma coletânea de crónicas, de artigos críticos, de contos (...) um diário, uma autobiografia profissional".
Neste livro estão retratadas experiências desde 2008 até 2015 e que passam por escolas em Coimbra, Quiaios, Figueira da Foz, Sátão e Guarda, num tom descontraído e envolvente, que nos aproxima da realidade que se vive nas escolas portuguesas.

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A ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA - O fundo Administração do Concelho de Torres Vedras


Autora: SUZETE LEMOS MARQUES

Este é um trabalho de natureza historicista e tecnicista, enquadrável no paradigma custodial, tão necessário e pertinente para a promoção do acesso à informação acumulada nos arquivos municipais e, neste caso particular, do Arquivo Municipal de Torres Vedras. Pois não chega afirmarmos o princípio do livre acesso à informação se, no momento seguinte, anularmos esse acesso pela não organização da informação aí acumulada e, consequentemente, a sua não comunicação. Aqui reside uma das maiores contradições dos arquivos, de que a porta aberta não é condição suficiente para garantia do acesso à informação.

Suzete Marques inicia este trabalho com uma "reflexão teórica sobre a função arquivística mais complexa: a organização arquivística". De facto, a organização é uma das palavras-chave neste contexto, uma vez que "não se pode comunicar um fundo sem que este esteja organizado, da mesma forma que não existe preservação e conservação sem antes se organizarem os documentos.". Assim a autora introduz a organização arquivística e, depois, aborda a normalização, aclarando as diferentes normas existentes e fazendo uma análise crítica às normas internacionais. Uma vez que para aceder à informação "é necessário desenvolver instrumentos que sejam capazes de permitir a sua localização e recuperação", Suzete Marques apresenta detalhadamente os instrumentos de descrição documental.
No segundo capítulo desde livro é apresentado o fundo Administração do Concelho de Torres Vedras, "desde a sua caraterização à metodologia usada na sua organização".
Já na terceira parte desta obra faz-se uma abordagem à profissão de arquivista, suportada pela "experiência e aprendizagem" da autora.
Este é o primeiro livro da coleção Ciência da Informação (CI) – uma parceria das Edições Colibri com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta coleção "pretende ser a montra de muitos trabalhos finais de mestrado e doutoramento em Ciência da Informação, assim como de reunião de estudos dispersos de docentes e investigadores incontornáveis na área da Ciência da Informação. Um projeto pioneiro em Portugal.".
Ficamos a aguardar as próximas publicações.

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