PORTO - PATRIMÓNIO MUNDIAL - 20 ANOS, 20 IMAGENS


Editora: INCM

«A 5 de dezembro de 1996 na cidade de Mérida, no México, o Centro Histórico do Porto foi acrescentado à lista dos sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO tendo por base o critério IV (cultural), considerando que este bem possui notável valor universal pelo seu tecido urbano e pelos seus inúmeros edifícios históricos que testemunham o desenvolvimento ao longo do último milénio de uma cidade europeia virada para o ocidente pelas suas ligações comerciais e culturais.»
Porto Património Mundial — 20 Anos/20 Imagens testemunha a metamorfose através das visões do geógrafo Álvaro Domingues, do historiador Gaspar Martins Pereira e do repórter Manuel Carvalho, associadas a vinte olhares fotográficos, «de um Porto presente, vivo, vibrante, repleto de gente, com histórias e relações a consolidar-se, na ponte entre ontem e amanhã.»

Coube ao atual presidente da Câmara Municipal do Porto a introdução desta bela obra. Neste âmbito, Rui Moreira refere que "são mil as maneiras de viver o Centro Histórico do Porto. Partindo do Morro da Sé - onde se situam as primeiras marcas populacionais - e experimentando a gastronomia e o vinho, abeirando-se do rio Douro e atravessando a icónica ponte, são muitos os pontos de interesse, exemplares de arquitetura, obras de arte pública, que desenham uma experiência de atravessamento da História.".
Álvaro Domingues, por sua vez, faz um breve resumo das centenas de anos de história da cidade do Porto, com grande destaque para o património e para a mobilidade, terminando a sua intervenção dizendo que "quando se fala da cidade, fala-se da diversidade, da relação, da cultura, dos valores civilizacionais positivos, das oportunidades, do ambiente de liberdade e tolerância".
Já Gaspar Martins Pereira centra o seu discurso nas mudanças que ocorreram nestes 20 anos, reforçando "os sinais de modernidade que se conjugam com novas dinâmicas culturais e económicas. Sobretudo nas ruas da baixa, uma babel de línguas e rostos veio reforçar a feição cosmopolita e de abertura ao mundo do Porto.".
Por fim, Manuel Carvalho recorda o grandioso dia de 5 de dezembro de 1996, quando nasceu o Porto Património Mundial. Até porque, acredita, "sem esse dia mágico de há 20 anos, sem o reconhecimento mundial de um património que conserva essas memórias e projeta essa identidade, seria sem dúvida muito mais difícil perceber o velho burgo, protegê-lo e amá-lo como merece.".

Este livro está escrito em português, inglês e francês.

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MARCA PESSOAL

Autora: MANON ROSENBOOM ALVES
Editora: RH EDITORA

Porque é que certas pessoas parecem ter sucesso mais facilmente do que outras? Hoje em dia não basta ter um curso superior nem um MBA para se destacar ou para ser valorizado conforme deseja. É essencial ter consciência das suas qualidades únicas e saber como comunicá-las junto das pessoas ou empresas que são importantes para si. Com base em métodos comprovados, estudos científicos e determinadas experiências, vai entender como tirar o maior partido das suas caraterísticas pessoais, comunicação verbal, não-verbal e online, etiqueta e vestuário para desenvolver, reforçar e manter a sua marca pessoal.

Para começar, Manon Alves lembra que "os clientes não fazem negócios com empresas, mas sim com pessoas" e nesse sentido a autora espera que este livro sirva de guia para a construção da marca pessoal do leitor.
Assim, o primeiro capítulo do livro é dedicado, precisamente, a explicar o que é o marketing pessoal e por que motivo é importante "ter e ser uma marca pessoal".
Depois, "irá descobrir os elementos que fazem parte de uma marca pessoal bem-sucedida, baseada nos três vv", ou seja, o Valor interior, onde se propõe uma introspeção e definição de objetivos; o Valor exterior, onde se dão diretrizes sobre comunicação da marca pessoal presencialmente e online, bem como sobre a imagem pessoal, uma vez que "o nosso visual e as roupas que usamos transmitem mensagens sobre as quais as pessoas fazem a sua interpretação" e "poucos programas ensinam sobre assuntos como estar corretamente vestido para entrevistas e criar uma imagem profissional com a qual a pessoa se sente confortável e que transmite profissionalismo e competência". Quanto ao Valor atribuído, a autora prevê que o leitor entenda "como pode avaliar melhor como os outros o veem e como pode aumentar o seu autoconhecimento com base no feedback que pessoas importantes para si possam dar". No final, Manon Alves dá "dicas sobre como pode fortalecer a sua marca pessoal e continuar a aumentar a sua visibilidade".
Tal como a autora, esperamos que depois de lerem este livro saibam como fazer o vosso próprio plano de marketing pessoal e identifiquem os meios certos para "adaptar e fortalecer" a vossa marca pessoal.

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ASSESSORES DE IMPRENSA E JORNALISTAS

Autor: VASCO RIBEIRO
Editora: AFRONTAMENTO

É importante que jornalistas e assessores se conheçam bem, que conheçam bem as respetivas áreas de intervenção, os constrangimentos específicos de cada domínio, as especificidades de um sistema comu- nicacional complexo e que muda, hoje, quase a cada dia que passa. Nesse sentido, este livro -- mais um resultado palpável, entre vários outros que têm sido dados à estampa, de um já longo trabalho de reflexão e investigação do autor -- traz um inestimável contributo ao tal conhecimento mútuo que se deseja. Conhecimento que é essencial para a compreensão, a colaboração e o respeito de parte a parte. Com ele podem beneficiar, sem dúvida, os profissionais de ambos os lados da fronteira, assessores e jornalistas. Mas pode igualmente beneficiar o público, todo o público para quem eles alegadamente trabalham e que é, no limite, a sua verdadeira razão de ser. (Joaquim Fidalgo, in Prefácio)

Vasco Ribeiro inicia este livro com um resumo das teorias da comunicação de massa e respetivos efeitos e com uma breve abordagem à "notícia como construção social da realidade".
O capítulo sobre as fontes de informação no processo de produção de notícias é o núcleo duro desta obra. Aqui o autor explora vários temas, nomeadamente, a rotina; o acesso privilegiado das fontes de poder; as notícias como produto do capitalismo; as fontes profissionais ao serviço dos grupos de pressão; a interação entre os jornalistas e fontes de informação; o pragmatismo das fontes profissionais de informação; a crescente dependência do jornalismo face às fontes de informação; a negociação permanente; os modos de saber usar a fonte; a relação adversativa e de troca; o "casamento de conveniência" e, ainda, a utilização e citação de fontes em função da credibilidade.
Após analisar os pontos acima referidos, Vasco Ribeiro conclui que atualmente se considera que "a fonte é, na maioria dos casos, o ponto de partida do processo de produção noticiosa" e, nesse sentido, "o trabalho do jornalista sofre fortes constrangimentos (ou é, pura e simplesmente inviável) sem o acesso a fontes de informação. Por outro lado, a qualidade da notícia depende muito da qualidade da fonte (ou fontes) que esteve na sua origem. Daí que exista uma «hierarquia de credibilidade» entre as fontes, que o jornalista respeita na expetativa de garantir uma informação mais rigorosa e qualificada.". O autor refere também que a capacidade dos assessores de imprensa fornecerem "dados pertinentes" e criarem "eventos noticiáveis atingiu um elevado grau de sofisticação", simplificando, por sua vez, o trabalho dos jornalistas. Assim, "fontes e jornalistas criam entre si uma «relação simbiótica», que decorre da perceção de que juntos conseguem mais facilmente concretizar os seus objetivos.".
No final do livro fica a promessa deste investigador e professor universitário desenvolver mais publicações sobre como as organizações e as fontes profissionais de informação têm atuado ao longo da história.

INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS

Autor: EDUARDO SÁ SILVA
Editora: VIDA ECONÓMICA

A obra apresenta os conceitos elementares de fluxo, fundo de maneio (FM), necessidade de fundo de maneio (NFM), tesouraria líquida (TL) e outros de uma forma aprazível, sem descurar o rigor científico. Com casos práticos.

Eduardo Sá Silva refere que esta é "uma obra essencialmente didática" que tem como objetivo principal "uma abordagem da gestão financeira na sua componente mais relevante que é a dinâmica dos fluxos financeiros". Isto porque "o dinheiro é a preocupação de qualquer gestor".
Na prática, neste livro o autor começa por abordar os objetivos essenciais da função financeira, contextualizando também a evolução desta função. Posto isto, Eduardo Sá Silva passa a explicar a análise financeira e o processo de normalização contabilística, já que enquanto a análise financeira "visa o apuramento do resultado", a perspetiva contabilística "visa a identificação e análise dos primeiros fluxos financeiros, de modo a assegurar o normal funcionamento da empresa". 
Segue-se a noção de fundo de maneio; a problemática do equilíbrio financeiro; a composição do balanço funcional; as necessidades de fundo de maneio e o ciclo de exportação, sendo ainda apresentadas "várias situações possíveis de ocorrer em termos financeiros".
O autor refere também o quadro dos fluxos e as FM/NFM/TL; os métodos dos rácios; o efeito de alavancagem e a rentabilidade da exploração e o risco associado.
Eduardo Sá Silva apresenta ainda uma série de casos práticos, com exercícios sobre os temas acima descritos.
Mas a obra não termina por aqui. Ainda há lugar para abordar as NFM e o financiamento bancário, ou seja, é explicada "a ligação entre as NFM e a visão de quem concede o crédito"; para descrever o cálculo do crescimento sustentável e para demonstrar os fluxos de caixa. Sendo que Eduardo Sá Silva apresenta no final desta obra dois casos práticos "relativos à elaboração da demonstração dos fluxos de caixa e origem e aplicação de fundos".
Estamos, portanto, perante uma obra que se mostra muito útil para estudantes, empresários e gestores, que desta forma terão ao dispor uma série de informações relevantes que os poderão auxiliar no momento de tomar uma decisão. 
De referir que esta obra veio substituir a obra anterior 'Gestão financeira - Análise de fluxos financeiros'.

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PESOS E PORÇÕES DE ALIMENTOS

Autores: ANA GOIOS, MARGARIDA LIZ MARTINS, ANA CAROLINA OLIVEIRA, CLÁUDIA AFONSO & TERESA F. AMARAL

A avaliação da ingestão alimentar requer a quantificação da porção de cada alimento consumido. Obteve-se a porção média de alimentos, a partir de pesagens efetuadas por um grupo constituído por cinco nutricionistas, utilizando alimentos nacionais e importados, disponíveis no mercado no Norte de Portugal. Este manual, desenvolvido com o objetivo de facilitar a quantificação de alimentos, fornece uma alternativa atualizada, rápida e viável à pesagem de uma grande variedade de porções de alimentos. Para além da inclusão de novos alimentos e de novos grupos de alimentos, a presente edição deste manual visa também atualizar alguma informação recolhida na 1ª edição.

Neste manual o leitor encontrará dados relativos "a cerca de 1750 alimentos, incluindo diferentes formas de apresentação e métodos de confeção, resultantes de um total de 21550 pesagens". Nesta edição houve o cuidado de fazer uma "adaptação aos padrões alimentares atuais", procurando "dar resposta às tendências de consumo".
Na prática, são apresentadas as seguintes unidades de medida: "medidas caseiras (cálice, caneca, chávena almoçadeira, chávena de café, copo, colher de café, colher de chá, colher de sobremesa, colher de sopa, colher de servir, forma de arroz/puré, mão-cheia, prato raso, prato de café, prato de sobremesa, prato de sopa, scoop, taça e tigela), embalagem, lata, pacote, tetrapack e outras que se consideraram pertinentes para determinados alimentos".
Quanto aos alimentos, estão organizados nos seguintes grupos:
- Leite, produtos lácteos e alternativas de origem vegetal;
- Carne e derivados;
- Pescado e derivados;
- Ovos e derivados;
- Leguminosas frescas, secas e derivados;
- Cereais e derivados;
- Bagas, sementes e outros produtos de origem vegetal;
- Bolachas e biscoitos;
- Cereais prontos-a-comer, barras e farinhas especiais;
- Produtos hortícolas, tubérculos, saladas e sopas;
- Fruta fresca, frutos oleaginosos, outros frutos e derivados;
- Azeite, óleo e gorduras;
- Açúcar, mel, derivados e outros adoçantes;
- Cacau e derivados;
- Sobremesas doces, bolos de pastelaria, gelados e outros doces;
- Molhos, sal, especiarias e ervas aromáticas;
- Pratos de carne, pratos de pescado e outros pratos;
- Refeições pré-preparadas, boiões de alimentação infantil, sandes e fastfood;
- Aperitivos e snacks;
- Bebidas alcoólicas e bebidas não alcoólicas.
É, portanto, um livro abrangente e que certamente será muito útil a todos os interessados na avaliação nutricional.
Esta obra é resultado de uma investigação desenvolvida na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

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TUDO POR UMA BOA HISTÓRIA

Coordenação: ANABELA NATÁRIO, ISABEL NERY, SOFIA BRANCO (Sindicato dos Jornalistas)

Como são preparadas as reportagens? Como são sentidas pelos repórteres? Que contrariedades enfrentam? Vinte e quatro jornalistas de várias gerações oferecem-nos um relato vivo sobre o que acontece no terreno, dando-nos a conhecer melhor uma profissão que, numa época de informação fácil e barata, mas ao mesmo tempo tão perigosamente manipulável, nunca foi tão importante para a democracia.

Neste livro encontramos 24 relatos sobre como se prepara e se sente uma reportagem, na perspetiva do jornalista. São textos de jornalistas, sobre jornalismo, mas não meramente para jornalistas. São para todos os que querem perceber o jornalismo e "a razão de ele ser".
No prefácio, Isabel Nery refere que "o que estes repórteres nos deixam é, ao mesmo tempo, uma lufada de esperança e um alerta para o que pode fazer perigar a missão de informar - logo, o direito de ser informado".
Nestes relatos encontramos diversos desafios que se impõe a quem quer fazer jornalismo e ficamos mais próximos daqueles que tantas vezes são criticados pela sociedade. Uma vez que, por norma, são os jornalistas a dar voz a quem quer ou precisa de o fazer, desta vez temos um livro onde a liberdade de expressão não teve limites e onde podemos conhecer esse mensageiro.
José Pedro Castanheira, Catarina Santos, Carlos Daniel, Cândida Pinto, José António Cerejo, Conceição Queiroz, Miguel Carvalho, Catarina Gomes, Sena Santos, Vânia Maia, Rui Cardoso Martins, Bárbara Baldaia, Cesário Borga, Sofia Lorena, Vítor Serpa, Ana Sousa Dias, Nuno Tiago Pinto, Ana Margarida de Carvalho, Tiago Carrasco, Ana Sofia Fonseca, Pedro Caldeira Rodrigues, Ana Cristina Pereira, Tiago Salazar e, ainda, Mário Cruz, são os notáveis 24 que dão vida a este livro.

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OS INOVADORES

Autor: WALTER ISAACSON
Editora: PORTO EDITORA

Quais as capacidades que permitiram a certos inventores e empreendedores transformar as suas ideias visionárias em realidade? O que provocou os seus saltos criativos? Por que razão alguns foram bem-sucedidos e outros fracassaram? Em Os Inovadores, Walter Isaacson dá resposta a estas questões, oferecendo-nos a mais completa história da revolução digital, uma narrativa fascinante acerca daqueles que criaram o computador e a Internet. Numa escrita empolgante e ágil, Isaacson organiza um roteiro minucioso que começa com Ada Lovelace, filha de Lord Byron e pioneira da programação na década de 1840, passa pela fundação do mítico Silicon Valley e segue até aos nossos dias, com Steve Jobs ou Bill Gates. 

Neste livro, Walter Isaacson lembra que apesar da internet e do computador serem das mais importantes invenções da nossa época poucos sabem quem os criou. Esta é a história desses "pioneiros, hackers, inventores e empreendedores" que, contrariamente ao que por vezes se imagina, trabalharam essencialmente em equipa.
Neste âmbito, o autor focou-se "em cerca de doze dos avanços mais significativos da era digital e nas pessoas que os levaram a cabo", analisando também "as forças sociais e culturais que abriram caminho ao ambiente necessário à inovação".
Além disso, Walter Isaacson recorda que a verdadeira criatividade da era digital foi fruto daqueles que conseguiram ligar as artes e as ciências, porque "acreditavam na importância da beleza". Este facto é reforçado ao longo desta obra, onde se conclui que no futuro a inovação nascerá, precisamente, "de pessoas capazes de cruzar beleza com engenharia, humanidade com tecnologia, poesia com processadores".
Uma obra admirável sobre a revolução digital, que merece a atenção de todos.

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A IMAGEM-TEMPO - CINEMA II

Autor: GILLES DELEUZE
Editora: DOCUMENTA

A teoria do cinema não recai sobre o cinema mas sobre os conceitos do cinema, que não são menos práticos, efectivos ou existentes do que o próprio cinema. Os grandes autores de cinema são como os grandes pintores ou os grandes músicos: ninguém fala melhor do que eles do que fazem. Mas, ao falarem, tornam-se outra coisa, tornam-se filósofos ou teóricos, até mesmo Hawks que não queria saber de teorias, até mesmo Godard quando finge desprezá-las. Os conceitos do cinema não estão dados no cinema. E no entanto são os conceitos do cinema, não teorias sobre o cinema. Pelo que há sempre uma hora, mais cedo ou mais tarde, em que já não se trata de perguntar «o que é o cinema?» mas «o que é a filosofia?». O cinema em si é uma nova prática das imagens e dos signos da qual a filosofia tem de fazer a teoria como prática conceptual. Porque nenhuma determinação técnica, seja aplicada (psicanálise, linguística) ou reflexiva, é suficiente para constituir os conceitos do próprio cinema. [Gilles Deleuze]

Segundo Deleuze uma reflexão insuficiente concluirá "que a imagem cinematográfica está necessariamente no presente. Mas esta ideia feita, ruinosa para toda a compreensão do cinema, é menos culpa da imagem-movimento que de uma reflexão demasiado apressada. Porque, por outro lado, a imagem-movimento suscita já uma imagem do tempo que se distingue dela por excesso ou por defeito, por cima ou por baixo do presente como curso empírico: desta vez o tempo já não se mede pelo movimento, antes é ele mesmo o número ou a medida do movimento (representação metafísica)".
O autor conclui que "entre a imagem-movimento e a imagem-tempo há muitas transições possíveis, passagens quase imperceptíveis, ou até mistos". Aliás, "do cinema clássico para o cinema moderno, da imagem-movimento para a imagem-tempo, o que muda não são só os cronossignos, mas os noossignos e os lectossignos, uma vez dito que é sempre possível multiplicar as passagens entre os dois regimes assim como acentuar as suas diferenças irredutíveis".
Por toda a teoria (que também é prática) inerente a esta obra, sugerimos a leitura deste livro aos estudantes de cinema.

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