GUIA PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E ECOLÓGICA

Coord.: MARIA DANIEL VAZ DE ALMEIDA & BELA FRANCHINI

O Guia para uma Alimentação Saudável e Ecológica convida-nos a uma viagem ao mundo da alimentação equilibrada e ambientalmente sustentável — ao respeito pela biodiversidade, produção e gastronomia local, aos seus princípios e fundamentos científicos. Explora ainda os conceitos de higiene e segurança alimentar, com medidas práticas, da aquisição ao consumo. Consolida os conhecimentos através de jogos didáticos sobre a temática da alimentação. Destina-se ao público em geral, particularmente a formadores e educadores: professores de todos os ciclos de ensino, educadores de infância, pais e encarregados de educação.

Este guia resulta do trabalho de várias nutricionistas que se uniram em torno do conceito da "alimentação saudável, sustentável e ecológica em articulação com os aspetos sociais, culturais, económicos e religiosos da alimentação".
Assim, neste guia encontramos, por exemplo, recomendações que visam a promoção de estilos de vida saudáveis para adultos e para crianças; informações sobre os nutrientes e a nova roda dos alimentos; orientações sobre a rotulagem alimentar e nutricional (onde se recomenda a leitura dos rótulos e se explica qual a melhor forma de a fazer) e, também, informações úteis sobre a preparação de alimentos.
Além disso, ficamos a saber mais detalhes sobre a nutrição e a ecologia, nomeadamente, sobre "as relações existentes entre a natureza e as escolhas alimentares, visando uma alimentação sob o ponto de vista ambiental sustentável e igualmente saudável", até porque "o que se escolhe para comer e beber influencia o ambiente".
Outro tema importante que é explorado neste livro é a higiene e segurança alimentar. Aqui são-nos apresentados os tipos de contaminação; os fatores influenciadores da contaminação biológica e os fatores necessários para a ocorrência de doença por este tipo de contaminação; bem como as medidas preventivas na aquisição, transporte, armazenamento, preparação e confeção dos alimentos, na higiene pessoal, na lavagem da loiça e no tratamento de resíduos, entre outros.
São também propostos alguns jogos didáticos, destinados a crianças e jovens de diferentes grupos etários, com o objetivo de "propiciar um clima de aprendizagem consolidando conhecimentos teóricos através de uma abordagem divertida".
Portanto, este guia é uma boa aposta para todos os que querem alimentar-se melhor e de forma sustentável.

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PORTO GRAPHIC

Autor: SÉRGIO FONSECA

Ao percorrer as ruas e edifícios do Porto, encontramo-nos com este livro, com as suas cores, símbolos e sinais, que se unificam para dar significado à cidade. A compreensão da mesma baseia-se na sua observação, prestando especial atenção aos pormenores e à forma de ver.
O azulejo das fachadas, as portas com rosáceas em ferro, as fachadas em Arte-Nova, as capelas e as igrejas revestidas com azulejo, os graffitis nas caixas da eletricidade, os gradeamentos dos varandins, os desenhos da calçada portuguesa, os dragões e a nova imagem gráfica da cidade são signos visuais que identificam e caracterizam a cidade, dando-lhe uma identidade própria.
Todos estes elementos, quer tenham cariz popular ou erudito, quer remetam para o sagrado ou profano, formam esta cidade, formam o “Porto”.

As imagens deste livro estão organizadas pelos seguintes temas: portas e janelas; azulejo (padrão, publicidade, figurativo, floral, contemporâneos); arte urbana; gradeamentos; lojas; sinalética; pavimento; tetos; dragões e, no final, são apresentadas situações várias.
Na prática, com este livro percorremos a cidade noutra perspetiva, passando por ruas como Cedofeita, Miguel Bombarda, Caldeireiros, 31 de Janeiro, alguns locais emblemáticos como o Mercado do Bolhão e a Estação de São Bento, bem como outros sítios que por norma fogem do roteiro turístico.
O livro está escrito em português, inglês, francês e espanhol. Portanto, além de ser um bom livro para os portuenses e os portugueses, também é uma excelente escolha para oferecermos a amigos estrangeiros (e, claro, para os turistas).

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A COLEÇÃO PRIVADA DE ACÁCIO NOBRE

Autora: PATRÍCIA PORTELA
Editora: CAMINHO

Fui recolhendo, ao longo de 16 anos, cartas, diários, testemunhos, maquetas de jogos e armadilhas de Acácio Nobre (1869?-1968), um construtor de puzzles geométricos visionário no século XIX que uma ditadura silenciou no século XX e (quase) eliminou de uma História que ainda assim influenciou, de forma subtil e anónima, introduzindo uma marca indelével e inevitável nos séculos vindouros, como o nosso.
Acreditando que a obra literária pode desempenhar um papel crucial na reavaliação dos tempos que correm de uma forma que estará para sempre vedada à História, à Academia e à estratégia política, venho por este meio partilhar convosco a Coleção Privada de Acácio Nobre, na esperança de encontrar, mas também de dispersar, a sua obra, as suas ideias e os seus manifestos, procurando contribuir assim para a tarefa inglória de lutar pelo direito ao impossível, uma mastodôntica missão num país como este, que, por acidente geográfico, é o meu, e também foi, ainda que por breves momentos e de forma ingrata, o de Acácio Nobre.

Curiosamente, antes deste livro os únicos registos oficiais sobre Acácio Nobre, em Portugal, eram os arquivos da PIDE.
Patrícia Portela descobriu em 1999, na cave dos avós, uma arca com textos e projetos de Acácio Nobre, que a autora descreve como "o mais velho do círculo de futuristas portugueses, o mais novo do círculo de surrealistas franceses e um ativista republicano numa época em que era très cool apoiar a monarquia ou subscrever alguma forma de anarquismo fascista". A autora lembra que "delinear contos fantásticos ou puzzles geométricos foram algumas das formas que encontrou para imaginar uma possibilidade constante de um mundo para além deste em que vivemos".
Ao longo deste livro encontramos algumas cartas de Acácio Nobre dirigidas a João Franco, "uma figura central na política nacional durante décadas", onde Nobre apresenta, sucessivamente, "o projeto de execução de um método inovador para a educação de crianças e operários em Portugal", ou seja, o programa Kindergarten de Fröbel. Noutras cartas, endereçadas a várias figuras de poder, Acácio Nobre continuou a dar conhecer os seus projetos, como caso do Plano 1 de Ginástica Mecânica para Futuros Trabalhadores Industriais, sem esquecer o projeto de realização dos Kindergartens em Portugal, ao qual Nobre se dedicou durante décadas. Acácio Nobre queria "estimular o poder a imaginação e com isso catapultar o país para a modernidade já alcançada noutros países vizinhos".
Ficamos deliciados ao ler estas cartas, que mostram a enorme dedicação de Acácio Nobre pela construção de brinquedos para adultos.
Contudo, "desanimado com a ausência de resposta às suas cartas e propostas de introdução dos Kindergarten em Portugal, Acácio Nobre dedica a próxima década da sua vida a reescrever um manifesto encriptado, numerando todas as palavras do seu dicionário para poder transcrever o manifesto em números".
Defendemos que vale muito a pena ler este livro e conhecer a vida e obra de Acácio Nobre.

Lembramos ainda outro livro de Patrícia Portela, Wasteband, divulgado aqui.


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CONSTRUÇÃO MAGAZINE [71]

Número: 71

Jorge de Brito, co-editor desta edição da Construção Magazine, recorda que "a utilização de agregados reciclados em argamassas e betões tem vindo a ser investigada há algumas décadas e, apesar dos bons resultados, não tem verdadeiramente sido transposta para a prática. Esta dificuldade é abordada na entrevista com o Prof. Ravindra Dhir, um dos pioneiros mundiais nesta área". Com efeito, Ravinda K. Dhir "aponta a necessidade de demonstrar a robustez do betão constituído com agregados reciclados como o passo mais importante para a massificação do seu uso. O investigador considera também determinante desenvolver uma investigação exaustiva sobre o melhor uso a dar aos agregados reciclados finos".
De realçar também "uma seleção de trabalhos de investigadores radicados em Portugal, no Brasil, em Espanha e na Noruega. Apesar de incidir exclusivamente na utilização de resíduos minerais, foca uma gama de propriedades mecânicas, de durabilidade e reológicas que ilustra bem o nível de conhecimento da utilização de agregados reciclados em argamassas e betões, sendo mesmo proposta uma metodologia de utilização direta em cálculo estrutural", tal como explica Jorge de Brito.
Neste âmbito, leia os artigos que compõe o dossier desta edição:
- Durabilidade de argamassas com resíduos de cerâmica para reabilitação de rebocos;
- Proposta de dimensionamento de betões estruturais com agregados reciclados grossos;
- Avaliação da resistência de aderência de argamassas de revestimento vertical produzidas com agregado miúdo reciclado de concreto;
- Análisis a flexión en vigas de hormigón armado con árido grueso reciclado;
- Retração de betões com agregados finos reciclado.

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PORTUGAL - DA DÉCADA DE 50 AOS NOSSOS DIAS

Autor: FERNANDO CORRÊA DOS SANTOS
Editora: PRIME BOOKS

Fernando Corrêa dos Santos é o mais antigo repórter fotográfico português no ativo. Ao longo dos mais de 65 anos de atividade profissional foi testemunha dos acontecimentos mais marcantes, privou com as figuras mais importantes de várias áreas e construiu um espólio inigualável. Este livro mostra cerca de 100 das suas fotografias mais emblemáticas, às quais se somam os comentários exclusivos de mais de 70 dos seus protagonistas: de ex-presidentes da República à filha de BB King, passando por vários outros políticos, os mais importantes artistas do espetáculo e da música, vedetas da rádio e televisão, craques do desporto, sem esquecer nomes enormes do nosso jornalismo, todos contribuiram para nos ajudar a melhor compreender, interpretar e apreciar estas fotografias.

É muito interessante folhear este livro e ler os testemunhos da maioria dos protagonistas destas imagens, captadas por Fernando Corrêa dos Santos. De facto, este livro transporta-nos para o passado, através das fotografias e dos textos, tudo a preto e branco, com a sobriedade que o registo impõe.
No prefácio deste livro, Armando Baptista-Bastos, recorda "O Diário Popular, diário onde ambos trabalhamos, está cheio de trabalhos memoráveis de Corrêa dos Santos: sugestivos, esclarecedores, representativos de um domínio cultural que dialoga, de forma intensa, com as outras formas de arte. É uma vida repleta de incidentes, de percursos decisivos, de correspondências com a História, de fraternidades nunca recusadas. Uma vida que se completa e realiza na perspetiva de que a imagem de nós mesmos é aquela que pertence a todos os outros.".
Acreditamos que este livro é um prazeroso auxiliar de memória, de momentos-chave da sociedade portuguesa, desde a década de 50 até ao presente.

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CONDOMÍNIO - DIREITOS E DEVERES

Editora: INCM

A maioria do tecido urbano vive em prédios em regime de propriedade horizontal, vendo-se obrigada a partilhar um mesmo espaço comum com outras pessoas.
Estabelecem-se entre si relações de vizinhança, tanto sociais como jurídicas, em que estão presentes vários agentes, entre eles, proprietários, condóminos e administradores de condomínio.
Para um melhor conhecimento dos direitos e deveres de cada um, surge a obra Condomínio: Direitos e Deveres, onde o leitor poderá encontrar toda a legislação referente à matéria.

Esta 2.ª edição, revista e atualizada, divide-se em quatro partes essenciais. A primeira parte, mais extensa, dedica-se à legislação dos condomínios, onde estão patentes o regime jurídico da segurança contra incêndios em edifícios; o regulamento geral do ruído; o modelo da ficha técnica da habitação; o regime de manutenção e inspeção de ascensores e outros meios de elevação; o regulamento dos requisitos acústicos dos edifícios; os julgados de paz (organização, competência e funcionamento); reajusta o programa de apoio financeiro criado pelo decreto-lei n.º7/99, de 8 de janeiro, designado SOLARH, "que tem por objeto a concessão de um apoio financeiro especial, sob a forma de empréstimo sem juros, a agregados familiares de fracos recursos económicos, de modo a permitir-lhes a realização de obras nas habitações de que são proprietários e que constituem a sua residência permanente"; o regime especial de comparticipação e financiamento na recuperação de prédios urbanos em regime de propriedade horizontal, abreviadamente designado por RECRIPH; o regime da conta poupança-condomínio; o regime jurídico da propriedade horizontal e, ainda, o regime de licenciamento de obras particulares. 
Já a segunda parte foca outros diplomas relevantes (artigos selecionados), no âmbito do código civil (título II do direito de propriedade) e do código de processo civil (título I da ação em geral). 
Na terceira parte deste livro poderá ler sobre algumas recentes referências à jurisprudência nesta matéria.
Por último, na quarta parte do livro encontrarão uma minuta de regulamento de condomínio, uma vez que, "em todos os prédios com mais de quatro condóminos é obrigatória a existência de um regulamento que esclareça as normas de utilização do prédio e o relacionamento dos condóminos entre si e com a administração".
Por tudo isto, consideramos que este livro é muito útil para todos aqueles que vivem em prédios em regime de propriedade horizontal.

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ARQUITECTURA EM PÚBLICO

Autor: PEDRO GADANHO
Editora: DAFNE

A afirmação da arquitectura portuguesa através da mediatização revelou-se uma boa metáfora para explicar como os media de massa acolhem, digerem, ampliam, apropriam e finalmente deitam fora qualquer assunto que sirva para captar a atenção e o share. Diz-se aqui como o campo arquitectónico adquiriu pujança, como se reflectiu e como acabou por ser escrutinado na esfera pública. Mas podia falar-se de arte, culinária, futebol ou qualquer outra coisa. 
Nas entrelinhas desta expansão mediática ficou também uma história parcial e uma crítica cultural da arquitectura portuguesa entre 1990 e 2005. Nas estórias picantes que aqui se revisitam, esses 15 anos foram o período áureo em que, mais que qualquer meio especializado, o jornal Público deu as boas vindas a uma prática que – pelo menos do ponto de vista mediático – se tornaria numa das grandes exportações da cultura portuguesa contemporânea.

Este livro "procura explicar de forma convincente como podem chegar os arquitectos e as suas arquitecturas a diferentes públicos através dos media (e porque só uns tantos são notícia e outros ficam na maioria silenciosa).". Sendo assim, esta é "uma narrativa de sociologia da informação num domínio tradicionalmente pouco comum para a própria actividade jornalística.".
Pedro Gadanho, escolheu o exemplo do jornal Público, dado este "ter assumido com grande exigência (em continuidade do que o Expresso tinha feito) uma informação que podemos considerar regular sobre as arquitecturas que eram notícia, habitualmente nos seus suplementos culturais e frequentemente a meio caminho entre o 'ensaio' crítico e o descritivo.". Com efeito, segundo o autor, "este jornal ilustrou particularmente bem como o campo arquitectónico encontrou na mediatização generalista uma arena privilegiada para construir uma visibilidade pública expandida.". 
Esta obra divide-se em cinco partes essenciais: contextos de uma modernização (a mediatização generalizada da arquitetura; a presença na imprensa não especializada, a seleção de um medium para a análise); construção da visibilidade mediática (cultura, construção da cidade e diversificação temática; fatores e momentos charneira; as grandes obras e a emergência mediática dos protagonistas); afirmação e apropriação na esfera pública (polémica, debate e afirmação na esfera pública; reflexos e construção mediática; as apropriações simbólicas da arquitetura); efeitos e repercussões (reflexividades do fenómeno da mediatização; aceitação e rejeição da ideia de mediatização; a emergência de uma imagem da arquitetura) e, em jeito de conclusão, a função da opinião; o regresso à esfera pública e, ainda, uma teoria da mediatização da arquitetura.
Na prática, este livro oferece um retrato exato de uma produção cultural como ela é, de facto, vista pelo público.

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A ECONOMIA PORTUGUESA NA ZONA EURO

Autor: ALEXANDRE PATRÍCIO GOUVEIA
Editora: ALÊTHEIA

Com prefácio de Álvaro Santos Pereira, esta obra procura reflectir «sobre os erros cometidos no passado de forma a evitar a sua repetição, criando simultaneamente as condições para que Portugal possa crescer mais rapidamente, convergindo com os países mais desenvolvidos da Zona Euro».  

«Este livro de Alexandre Patrício Gouveia ajuda-nos a compreender as razões e os desequilíbrios que nos conduziram à recente crise nacional, enquadrando devidamente os constrangimentos a que somos sujeitos por pertencermos ao espaço europeu e à moeda única.»
Prof. Álvaro Santos Pereira

Neste livro, escrito de forma muito clara e direta, Alexandre Patrício Gouveia faz uma análise íntegra e muito relevante sobre a União Europeia em geral, e a economia portuguesa neste âmbito, em concreto. 
Assim, o autor começa por lembrar a construção da integração europeia, depois lança a seguinte questão: Têm justificação as regras da União Europeia? Aqui, o autor analisa a relação inversa entre dívida pública e crescimento económico; a relação inversa entre deficits orçamentais e crescimento económico; uma relação direta entre: deficits orçamentais e taxas de juro, deficits orçamentais e deficits externos e deficits orçamentais e desemprego. Posto isto, Alexandre Patrício Gouveia aborda a evolução da economia portuguesa desde a entrada na zona euro até 2011 e, em seguida, fala detalhadamente sobre os efeitos do programa de assistência económica e financeira, entre 2011 e 2015, na economia portuguesa. Neste livro, também se realçam os principais desequilíbrios ainda por resolver em Portugal, nomeadamente, os níveis excessivos da dívida externa, de dívida pública, de dívida das empresas; o nível elevado do desemprego e, ainda, a insuficiente implementação de reformas estruturais. 
Uma parte significativa do livro é dedicada aos desequilíbrios da sociedade portuguesa não explicitamente referidos no programa de assistência económica e financeira, onde o autor escreve, a título de exemplo, sobre poupança; natalidade; sistema de pensões e reformas e preços da eletricidade.
O autor acredita que "a integração europeia foi uma aposta ganhadora que está contudo ainda em evolução" e que "a Europa terá que ter o realismo e a coragem de implementar reformas estruturais que lhe permitam recuperar a sua competitividade num mundo globalizado.".

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