TECNOHOSPITAL [73]

Revista: TECNOHOSPITAL
Número: 73

Com base na temática 'Arquitetura e Construção em Saúde', leia a entrevista ao arquiteto António Rocha Lobo, que "acompanhou vários modelos de construção hospitalar ao longo do seu percurso, desde o envolvimento total do Estado em todas as fases do processo até às Parcerias Público-Privadas (PPP). Embora reconheça a necessidade de haver técnicos especializados no Ministério da Saúde, capazes de transmitir conhecimentos e orientações, considera não ter havido perda de qualidade na construção".
De facto, em Portugal, a "entrada em cena de privados sem experiência de construção hospital legitima preocupações sobre a qualidade e o rigor destas obras", por isso, são levantadas algumas questões nesta edição da TecnoHospital, tais como, "Estarão estes atores capacitados para cumprir com as exigências associadas a estes edifícios? O sucesso de edifícios novos e da reabilitação estará dependente da iniciativa que estas empresas possam ter de consultar técnicos experientes? Será necessário mudar procedimentos?".
Neste sentido, são apresentados três artigos relevantes:
- Arquitetura e construção hospitalar, onde os autores levantam a questão: O que será mais difícil para os arquitetos? Fazer / projetar arquitetura na área de saúde ou abordar a história, conceitos e perspetivas de futura da arquitetura de saúde em Portugal?;
- Nascimento de um hospital, aqui o autor explica que "no contexto dos projetos hospitalares, a importância da etapa de conceção não oferece qualquer dúvida. Assumindo-se como uma das grandes responsáveis pelo sucesso ou insucesso de um equipamento de saúde, a conceção tem papel basilar na obtenção de qualidade, porque combina a organização do espaço e a estética, servindo de base à solução tecnológica;
- O edifício hospitalar a partir do século XVIII - As origens das instalações especiais, onde se demonstra como "a alteração dos métodos de construção, o aparecimento das instalações elétricas, as técnicas de ventilação e de climatização, de modo geral, do aparecimento e desenvolvimento das instalações especiais e das técnicas de construção do edifício hospitalar são alguns aspetos desta história" pois "constituem marcos importantes de transição para as soluções que hoje conhecemos".

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EGOÍSTA [57]

Revista: EGOÍSTA
Número: 57

Traição é o tema da atual edição da «Egoísta».
Mário Assis Ferreira, diretor da revista, introduz: 
"A traição é um estatuto. Do traidor e do traído.
Pois que não trai quem quer, só trai quem pode. E, para o poder, só um amigo tem esse estatuto.
Tal como o traído, na desprevenida confiança outorgada, na incauta confissão de sentimentos, na imerecida partilha de frustrações e anseios.
Dessa recíproca vulnerabilidade, só possível entre amigos, pode nascer a traição.
Talvez por isso a traição nasça de meras circunstâncias, mas não seja alheia a convicções.".
Os trabalhos apresentados nesta edição, como sempre de elevado nível, são:
*Serpentine, de Mark Laita (fotografia); 
*Uma questão de honra, de Mia Couto (texto); 
*Uma história romana, de Nuno Júdice (texto); 
*4 contos pueris, de Patrícias Reis e Rodrigo Prazeres Saias (texto e ilustração); 
*A medida do tempo, de Ana Dias Silva (texto); 
*Caravaggio (pintura); 
*A verdade do vinho, de Helder Macedo (texto); 
*Até tu?, de Pedro Vieira (texto); 
*Correr isolado para a baliza, de Afonso Cruz (texto e fotografia); 
*Where children sleep, de James Molison (fotografia); 
*Tetralogia: traição e atração na obra de Wagner - Do ouro do Reno à Valquíria (1856), de Yvette Centeno (texto); 
*Filho da destruição, de Luís Filipe Cunha (fotografia); 
*Traições em noite egípcia, de Pedro Almeida Vieira (texto); 
*Pedro Proença (texto e ilustração); 
*A mãe, de Teresa Pinto Leite (texto); 
*Samba em atropelo, de Lara Longle (texto); 
*Aquele que nos maltrata, de Ana Folhadela Figueiredo Pina (texto); 
*A Europa infiel, de Francisco Seixas da Costa (texto);
*Another November, de Laura Stevens (fotografia e texto).

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A FOME

Autor: MARTÍN CAPARRÓS
Editora: TEMAS E DEBATES


Na procura dos mecanismos que estão na origem da inanição em massa e da luta contra ela, Martín Caparrós derruba barreiras geográficas e históricas, o que torna este livro não só uma análise crítica da história da fome mas também uma viagem a diferentes regiões do mundo, das mais pobres a algumas das mais ricas: o Níger, a Índia, o Bangladeche, a Argentina, Madagáscar, o Sudão do Sul e os Estados Unidos da América. «Se o leitor ou a leitora se der o trabalho de ler este livro, se se entusiasmar e o ler em - digamos - oito horas, nesse intervalo terão morrido de fome 8000 pessoas: 8000 são muitas pessoas. Se não se der esse trabalho, essas pessoas terão morrido na mesma, mas terá a sorte de não ter sabido disso.»


Há um excerto que, de certa forma, resume uma parte do problema para o qual Martín Caparrós nos vai alertando ao longo do livro. "Por agora, a mecanização concentrada da agricultura deixou o mundo cheio de pessoas de que a empresa global não precisa. Não só os camponeses deslocados pela - concentração produzida pela - utilização de máquinas mais potentes nos campos da Argentina, do Brasil, da Ucrânia, mas também os que desesperam nos campos da Costa do Marfim, da Índia ou da Etiópia porque os seus produtos já não podem competir com os daquelas zonas.
Muitos deles sobrevivem plantando como podem as suas terras, obtendo rendimentos dignos da época de Cristo. É difícil negar que há formas melhores de as aproveitar. Entre 1700 e 1960, a população mundial quintuplicou e as superfícies cultivadas também. Mas nos trinta anos seguintes - durante a Revolução Verde - a população aumentou cerca de 80 por cento e a terra cultivada apenas 8 por cento: a quantidade de alimentos disponíveis cresceu porque as mesmas terras produziram mais tudo isso.
Mas agora os países ricos chegaram - ou estão a chegar - ao seu limite e procuram novos espaços fora das suas fronteiras. O problema é que esses espaços - como sempre aconteceu - estão ocupados. Essa população é um incómodo: sobra, aborrece-os; tentam livrar-se dela para usarem as suas terras em benefício próprio. Para o mundo produzir mais comida - a comida cujos restos poderiam alimentá-los - os descartáveis têm de desaparecer: não têm lugar neste esquema de desenvolvimento concentrado".
Martín Caparrós falou com muita desta gente desprotegida e conta-nos a realidade de algumas dessas pessoas. Por exemplo, o caso de Aï, "Aï nunca teve comida suficiente, nunca foi a uma cidade, nunca teve luz elétrica nem água corrente nem um fogareiro a gás nem uma retrete, nunca deu à luz num hospital, nunca viu um programa de televisão, nunca usou calças, nunca teve um relógio nem uma cama, nunca bebeu uma Coca-Cola, nunca comeu uma pizza, nunca escolheu um futuro, nunca pensou que a sua vida pudesse ser diferente do que é.".
Outro facto a realçar é a "fome de género", já que "há muitas culturas onde a pouca comida é distribuída de tal forma que os homens recebem mais do que as mulheres", que resulta em duas trágicas consequências, por um lado mais de mil mulheres morrem de parto por dia devido a deficiências nutricionais e, por outro lado, "todos os anos nascem 20 milhões de crianças que não se formam plenamente e começam a sua vida com um peso inferior àquele que deveriam ter e viverão assim, porque os corpos mal alimentados das mães não produzem o leite necessário. É o mais vicioso de todos os ciclos: mães mal alimentadas que criam filhos subdesenvolvidos.".
Estes são apenas alguns exemplos que vamos lendo nesta obra, que merece toda a nossa consideração.

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INDÚSTRIA & AMBIENTE [96]

Número: 96

A atual edição da «Indústria & Ambiente» destaca a indústria automóvel e de componentes.
António Guerreiro de Brito, diretor da revista, realça a forte mudança que se tem vindo a assistir no setor automóvel e "em especial no seu relacionamento com o condutor e com as cidades. Com efeito, perceciona-se a inevitável chegada das viaturas sem condutor, onde seremos uma espécie de viajantes instalados em computadores com rodas. Nessa fase, deixaremos de ser condutores ativos e poderemos começar a esquecer o exame de condução. Esta mudança, poderá, finalmente, encorajar uma outra no caminho da sustentabilidade, a mudança da perspetiva do produto para a do serviço, desmaterializando a propriedade".
Neste âmbito, leia a entrevista a Luís Reis, responsável pelo desenvolvimento de negócio associado à mobilidade do Centro para a Excelência e Inovação na Indústria Automóvel (CEIIA), onde, por exemplo, este "sintetiza a transição a que hoje assistimos de um conceito de automóvel enquanto produto para um conceito de automóvel enquanto parte integrante de uma rede de mobilidade perfeitamente articulada na dinâmica urbana" e "afirma que a indústria já está a acompanhar esta mudança de paradigma, bem como a mudança para uma eletrificação total ou parcial (através da hibridização) dos motores".
Recomendamos, também, a leitura dos artigos que completam o dossier «Indústria Automóvel e de Componentes», nomeadamente:
- Desenvolvimento de um motor BMW para funcionar como Range Extender;
- Projeto FST Novabase - protótipos de automóveis;
- Reciclagem de polímetros e compósitos de matriz polimétrica;
- Só a Europa é que não quis ver... Ainda sobre o escândalo da VW.

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BARRAGENS, SOCIEDADE E AMBIENTE

Autor: ANTÓNIO GONÇALVES HENRIQUES
Editora: ESFERA DO CAOS

Ao longo do século XX as barragens foram marcantes para o desenvolvimento económico e assumiram-se como elementos simbólicos de identidade das populações.
A emergência das preocupações ambientais, nas décadas de 1970 e 1980, obrigaria contudo a repensar os projectos de construção destas importantes infraestruturas. Com efeito, os rios constituem ecossistemas complexos, muito ricos e diversificados, que proporcionam serviços ecológicos indispensáveis para a própria sobrevivência da espécie humana. Mais de 60% dos rios, a nível mundial, foram fortemente modificados pela construção de barragens, que afectaram os ecossistemas fluviais.
Entretanto, o crescimento populacional e os desafios ao desenvolvimento que se acentuaram no início do século XXI, bem como a tomada de consciência acerca da necessidade imperiosa de controlar as emissões dos gases com efeito de estufa para prevenir as alterações climáticas, recolocariam de novo pressão sobre a premência de se construírem novas barragens, não só para a produção de energia, mas também para possibilitar a expansão da agricul­tura e o abastecimento de água em condições seguras.

Ao lermos este livro percebemos que os aproveitamentos hidráulicos "têm múltiplas configurações, em função dos usos da água que visam satisfazer, das condições naturais de ocorrências da água e dos locais onde são implementados", sendo as barragens um dos elementos principais destes aproveitamentos. As barragens, por sua vez, "introduzem sempre alterações nos cursos de água, modificando os regimes de escoamento e de transporte de sedimentos, e constituem barreiras para as espécies aquáticas migradoras, causando o fraccionamento dos habitats e dos ecossistemas aquáticos". Além disso, às barragens estão associadas obras anexas, que geram "impactes ambientais cumulativos com os impactes da barragem e da albufeira". 
Nesta obra, conseguimos entender quais são os impactes mais característicos sobre os diferentes fatores ambientais e de que forma estes se podem minimizar.
António Gonçalves Henriques explica que "sendo as barragens infraestruturas em que a avaliação de impacte ambiental é particularmente complexa, procurou-se, neste livro, explorar as vertentes da avaliação de impacte ambiental, explorando vários exemplos elucidativos e referindo as técnicas de análise que podem ser adoptadas" e, desta forma, "contribuir para uma melhor avaliação do impacte ambiental não só pelos promotores e pelas autoridades da Administração Pública, mas também pelo público interessado que é chamado a participar activamente.".

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O APRENDIZ DE GUTENBERG


Autora: ALIX CHRISTIE

Peter Schoeffer é um jovem ambicioso à beira de alcançar o sucesso como escriba em Paris quando o seu pai adotivo, o rico mercador Johann Fust, o convoca à cidade de Mainz para conhecer um homem extraordinário.
Gutenberg, inventor de profissão, criou um método revolucionário – há quem diga blasfemo – de produção de livros: uma máquina a que chama de prensa. Fust está a financiar a oficina de Gutenberg e ordena a Peter que se torne o seu aprendiz. Ressentido por ser forçado a abandonar uma carreira tão prestigiante como escriba, Peter inicia a sua aprendizagem na “arte mais negra”.
À medida que as suas habilidades crescem, assim cresce também a admiração por Gutenberg e a dedicação a um projeto ousado: a impressão de cópias da Bíblia Sagrada.
Mas quando forças externas se alinham contra eles, Peter vê-se num dilema entre os velhos costumes e as novas criações que ameaçam transformar o mundo. Conseguirá ele encontrar uma forma de superar os obstáculos numa batalha que poderá mudar a História?

Baseado em eventos e pessoas reais, este romance histórico faz-nos recuar no tempo e imaginar como seria olhar pela primeira vez para uma página impressa.
Apesar da relutância inicial de Peter perante esta nova arte e depois de alguns contratempos sobre a obra a selecionar para imprimir, o grupo foi arrojado. "Se o papa, o cardeal, o prior não podiam dar a Gutenberg um texto a imprimir, então eles iam escolher e imprimir o que quisessem." De facto, assim foi e a Bíblia Sagrada foi a escolha deles. "Para aquele livro todo-poderoso, cada homem trouxe o seu conhecimento específico, que despojou na forja da criação."
Seguiram-se alguns debates sobre como produzir o livro, já que "a Bíblia tinha de ser um livro de ambão, naturalmente: grande o suficiente para os monges lerem no refeitório, mas austero e dentro dos meios de qualquer abade."
Gutenberg "era o tipo de homem que insistia até as coisas cederem, um bruto capaz de extrair deles mais do que alguma julgariam ter.", no fim de contas "o verdadeiro génio de Gutenberg residia na ordenação do trabalho, em decompor e rearranjar todas as peças.". De facto, mais do que o interesse que a impressão nos vai despoletando ao longo do livro, é Gutenberg que nos prende neste enredo, contado pelo aprendiz Peter Schoeffer ao abade Trithemius. Do início ao fim há uma pergunta que nos vem à cabeça: o que é que Gutenberg fez? A resposta, claro, deixamos que sejam vocês a encontrar.

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SEGURAR LOUCOS OU EMPURRAR ELEFANTES - Conversas sobre gestão de pessoas com líderes empresariais portugueses

Autor: RUI NASCIMENTO ALVES
Editora: EDITORA RH

Muitas organizações nacionais, apesar da adversidade dos tempos mais recentes, de um ciclo económico e social desfavorável, conseguiram manter-se viáveis, tornar-se mais robustas, lançar e desenvolver novos negócios, inovar, exportar e, com tudo isso, tornar-se mais competitivas e rentáveis.
Fizeram-no através de uma forma diferenciada de gestão dos seus líderes, colaboradores e equipas. Estes gestores e empresas optaram por estratégias radicalmente diferentes ou focaram-se no essencial? Quais os seus segredos para atrair, reter, desenvolver, motivar, compensar e reconhecer as suas pessoas? O que podemos aprender com as suas práticas de gestão?

São 30 as entrevistas que fazem parte deste livro e as organizações são as seguintes: Abreu Advogados, Almadesign, Banco Alimentar Contra a Fome, Banco Carregosa, Bensaude, Bluepharma, CIN, Critical Software, Delta Cafés, Ervideira, Four Views Hotels, Frezite, Gelpeixe, GENERG, Grupo Luís Simões, H3, Instituto S. João de Deus, Ivity Brand Corp., José Avillez, Manuel Ramos - M.A.R. Kayaks (Nelo), Nutri Ventures, Pelcor, Procalçado, RESUL, Santini, Science4you, Sovena, Thema Hotels & Resorts, WeDo Technologies e, ainda, o Wygroup.
Em cada entrevista ficamos a conhecer um pouco da evolução da empresa em geral e depois, em concreto, alguns aspetos relacionados com a questão dos recursos humanos e dos desafios que cada empresa enfrenta. Por exemplo, faziam ideia de que um negócio como o da Santini tem alguma dificuldade em manter os funcionários durante muito tempo, por ser um negócio de certa forma sazonal? Ou, o caso da Thema Hotels & Resorts que assume ser mais fácil manter os funcionários em Coimbra (porque são mais ligados à terra) do que em Lisboa (onde ficam, em média, dois anos)? São vários os pormenores com os quais cada empresa tem de lidar no dia-a-dia, devido ao seu ramo de atividade, ou localização, ou política interna, entre outros aspetos, e que tornam cada caso único.
Consideramos, portanto, que este livro é bastante interessante para os estudantes e profissionais da área dos recursos humanos, bem como, para o público em geral.

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JUSTIÇA, CORRUPÇÃO E JORNALISMO - Os desafios do nosso tempo

Autores: ANDRÉ VENTURA & MIGUEL FERNANDES
Editora: VIDA ECONÓMICA

Justiça, Corrupção e Jornalismo proporciona ao leitor uma viagem pelos meandros dos grandes casos de corrupção do nosso tempo, fornecendo novos dados e novas perspetivas sobre as negociatas de milhões e as escandalosas tentativas do poder em silenciar a comunicação crítica.
Os autores pegam em factos, lembram casos, abrem caminho para uma reflexão profunda.
Em nome do direito à informação!
Esta obra foi construída sobre um diálogo entre os autores o que a torna um projeto inovador. A intenção é mostrar às pessoas um diálogo franco e aberto entre o mundo da justiça e do jornalismo. Apresentar as diferenças sem máscaras. Encetar a discussão sem meias medidas.

Este livro, que também consideramos de real interesse para o público em geral, apresenta-se como um excelente ponto de partida para um debate aprofundado entre professores e estudantes de comunicação social. Seria mesmo interessante que alguns alunos pegassem em determinados assuntos abordados neste livro, não apenas para reflexão, como para desenvolverem trabalhos de investigação com o objetivo de responder a certos pontos cruciais do jornalismo português.
André Ventura e Miguel Fernandes, ligados ao 'Correio da Manhã' e 'CMTV', dão-nos o ponto de vista do jornalismo e do direito sobre os temas aqui desenvolvidos. Ao longo do livro, mais do que expressarem a própria opinião, os autores apresentam algumas possíveis resoluções para os problemas e condicionamentos que existem no panorama no jornalismo nacional.
Algumas das questões lançadas pelos autores são:
- Qual a relação que os jornalistas devem ter com o segredo de justiça?
- Até que ponto as "fugas de informação" devem continuar a ser o fio condutor de uma investigação jornalística?
- Que tipo de jornalismo devemos ambicionar ter em Portugal?
- Atualmente existe a possibilidade de um jornalista de constituir assistente no processo. Que pode ou deve fazer um profissional com a informação que tem em mãos?
- Outra questão que está relacionada com a divulgação de informação jurídica: a posição dos organismos judiciais em relação à partilha de informação. Faz sentido continuar a ser assim?
- O jornalista deve assumir o papel não só de transmissor de informação, de uma informação que é fidedigna, tratada e confirmada, mas também de análise crítica dessa informação? E que no fundo pode condicionar a sua própria divulgação?
Quase a terminar o livro, os autores partilham com os leitores o estatuto do jornalista e o código deontológico do jornalista.
Tempo ainda para algumas conclusões relevantes no âmbito do que foi debatido ao longo desta obra, onde os autores defendem que "a legislação penal deve prever e incluir no seu rol o crime específico de condicionamentos ou aniquilação da liberdade de comunicação social, punindo igualmente a tentativa"; "a importância da garantia de isenção e imparcialidade dos órgãos de comunicação social"; e ainda o facto de ser "tão importante salvaguardar a liberdade de mercado quanto o pluralismo das fontes que constituem a sociedade de informação", bem como "a necessidade de proteger o jornalista e as fontes de informação".

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