COMO SE ESCREVE UM ROMANCE POLICIAL

Autor: G. K. CHESTERTON
Editora: ALÊTHEIA

Mais um texto notável, a juntar à colecção que a Alêtheia tem vindo a publicar de G.K. Chesterton, o criador de Padre Brown, cujas histórias detectivescas ao melhor estilo britânico nos agarram até à última página. Nesta obra, Chesterton debruça-se sobre o método e a crítica à escrita deste género literário e com a sua natural acutilância (sempre actual apesar da época) analisa os melhores da literatura mundial.

O autor começa por explicar que tem total consciência de que nunca conseguiu escrever um policial, mas que o facto de ter fracassado muitas vezes significa que tentou.
Chesterton apresenta alguns princípios fundamentais para se escrever um livro deste género, depois aponta os erros cometidos por alguns autores de romances policiais, como por exemplo, "fazer das personagens humanas personagens-tipo - não tanto porque o autor não seja suficientemente inteligente para descrever personagens reais, mas porque está realmente convencido de que é um desperdício fazê-lo num tipo de literatura que é irreal". O autor, toca também em pontos como: o ideal do romance policial; o romance sensacionalista e a domesticidade do detetive. Sherlock Holmes também faz parte da análise de Chesterton, que por um lado afirma que "as histórias de Sherlock Holmes são narrativas de ótima qualidade, divertidas e conscenciosas", porém há erros a assinalar, como o "erro de apresentar um investigador que é indiferente à filosofia e à poesia, dando a entender que a filosofia e a poesia não caem bem a um investigador".
Posto isto, Chesterton entra em defesa deste género literário, afirmando que "quem queira compreender verdadeiramente a razão psicológica da popularidade do romance policial, terá de começar por se libertar de uma série de lugares-comuns". O autor, escreve ainda sobre a inocência do criminoso e Cecil Chesterton sobre o romance policial como obra de arte, onde sustenta que "nenhuma forma artística foi um alvo tão claro desta condenação indiscriminada como o tipo de narrativa habitualmente designada por romance policial".

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CONSTRUÇÃO MAGAZINE [61]

Número: 61

Nesta «Construção Magazine», que tem como tema principal a ‘Arquitetura e Tecnologia’, pode acompanhar, a conversa entre o arquiteto João Mendes Ribeiro e o projetista Paulo Maranha, sobre os desafios colocados à arquitetura, pela própria natureza da profissão, pela conjuntura e pela necessidade de responder às necessidades dos clientes.
No dossier, poderá ler sobre:
- ‘Betão de ultra-elevado desempenho: da investigação em engenharia de materiais à concepção em arquitectura. Dois projectos de Eduardo Souto Moura’, onde a autora considera que os resultados obtidos com este projecto, “notáveis no campo da arquitectura, da engenharia e da indústria”.
- ‘A importância da teoria da construção na comunicação de um projecto à obra’, aqui conclui-se  que “para se atingir um elevado grau de eficácia no projecto de arquitectura na fase de comunicação à obra em Portugal, terão que existir profundas alterações ao nível técnico legal e conceptual o processo do projecto/construção”.
- ‘A inovação na arquitetura – o palácio de cristal como referência da prática projetual’, artigo no qual o autor lembra que “no Palácio de Cristal, o ferro é tema central de projeto e assume o protagonismo integral no exercício de composição arquitetónica”. 
- ‘O tempo do paradoxo: a inovação pela reabilitação’, os autores apresentam um conjunto de trabalhos, nomeadamente: a Casa do Chá no Castelo de Montemor-o-Velho; o Centro de Artes Visuais; o Palheiro na Cortegaça; o Laboratório Chimico; a Casa da Escrita e, ainda, o Centro de Artes Contemporâneas dos Açores.
- ‘Inovação e projeto na arquitetura – o ensino e a investigação’, onde o autor afirma que “a missão duma universidade tem três vertentes essenciais, o ensino, a investigação e a extensão”.

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INDÚSTRIA & AMBIENTE [86]

Número: 86

Os recursos minerais e os solos são o foco da edição nº86 da revista «Indústria e Ambiente».
Neste âmbito, descubra no dossier desta edição por que é que “a indústria mineira portuguesa tem vindo a fazer um grande esforço de adaptação para tornar o processo de flutuação mais amigo do ambiente”, contudo “ alguns produtos ainda usados são potencialmente tóxicos”.
Saiba quais são as vantagens da remediação por eletrocinética; e por que motivo “subsistem lacunas de conhecimento sobre a extensão da contaminação de solos resultante da atividade mineira em Portugal”.
Perceba como “as escombreiras em autocombustão representam um impacte ambiental ainda mais significativo devido à libertação descontrolada de gases com efeito de estufa, emissão de compostos orgânicos voláteis, partículas, elementos tóxicos, etc”.
E fique também a par das políticas públicas, intervenções e resultados do processo de reabilitação ambiental de áreas mineiras degradadas em Portugal, com ênfase nas dos minérios radioativos.
A grande entrevista desta edição foi feita a Carlos Caxaria, presidente da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, que destacou a evolução de Portugal no setor mineiro e de descontaminação dos solos, granjeada através da alocação de fundos comunitários a diversos projetos.

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A RÁDIO EM PORTUGAL - 'Sempre no ar, sempre consigo'

Autor: ROGÉRIO SANTOS

O aparelho de rádio estava ali, num lugar central da sala. À minha memória afluem os ruídos do rádio quando sintonizado em ondas curtas, com o meu pai a procurar não sei bem o quê nessas ondas. Talvez porque começara a ouvir as emissões em português da BBC desde a II Guerra Mundial, à espera de informação verdadeira sobre a realidade do nosso país. Ele nunca me conseguiu explicar a origem de ruídos e sons se ouvirem mais altos e mais baixos, vindos daquelas ondas, às vezes desaparecendo no meio de outros sons. Lembro-me, em igual época, das emissões em ondas médias, com vozes graves de locutores e muita música. Na magia da infância, procurei o dono da voz por detrás da telefonia, mas ele não estava, o que aumentou o meu fascínio e curiosidade.

O livro «A Rádio em Portugal - 'Sempre no ar, sempre consigo' (1941-1968)» surge no seguimento do livro «Vozes da rádio (1924-1939)», editado em 2005. 
Segundo Rogério Santos, "o objetivo principal deste livro é investigar o contributo cultural da rádio e a relação da sua programação com um mundo mais vasto, o da música, incluindo a promoção de artistas, a realização de espetáculos, a promoção de fonogramas e o modo como a rádio e os jornais se articulavam". Além disso, ao autor teve como missão "interrogar a relação das instituições públicas do Estado Novo com as estações, os programadores e os autores". Para isso, Rogério Santos interrogou-se sobre: o impacto político e ideológico na programação das estações; a importância dos produtos independentes na rádio; que inovações estéticas e de programação introduziram; que alterações estruturais ao longo de quase trinta anos de emissões radiofónicas e, ainda, qual o peso relativo de cada estação ou grupos de estações.
Com efeito, este livro é bastante rico e tem indubitavelmente enorme valor cultural.

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O LIVRO DAS PERGUNTAS DO ALTA DEFINIÇÃO

Autor: DANIEL OLIVEIRA

Pense bem. Responda. E revele o que dizem os seus olhos.
«A pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada».  
E quais são as suas perguntas certas?
Todos nós – por instinto de sobrevivência, por amor, por vergonha ou por orgulho – nos codificamos ao longo da vida, construindo uma zona de conforto que nos permite ser o que os outros esperam de nós em diferentes circunstâncias da vida comum. Só nós sabemos o que somos e quais as perguntas e respostas da nossa vida. 
Esta é uma oportunidade de estar em «Alta Definição» e de se colocar no papel de quem responde, mostrando a si e aos seus o que afinal dizem os seus olhos.

Segundo o autor, as muitas vidas com as quais se deparou no programa «Alta Definição» deram-lhe um olhar sobre os outros que o "obrigou a refletir sobre o modo como trazer ao de cima o melhor de cada um, a sua essência". Por isso mesmo, se alguma vez pensou que gostava que o Daniel Oliveira lhe fizesse uma entrevista, esta é uma excelente oportunidade para tornar esse pensamento em realidade.
Com efeito, Daniel Oliveira acredita que muitas das perguntas criadas para o programa da SIC "são as perguntas certas para muita gente. Muitos espectadores dão por si a encontrar respostas ou a refletir sobre assuntos que nunca tinham sido abordados daquela maneira".
E claro, como não poderia deixar de ser, a entrevista começa com:
- O meu nome é...
- Tenho...
- E estou como sou no Alta Definição.
Depois de mais de 200 perguntas, a última também é óbvia, mas deixamos para si a resposta.

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TECNOHOSPITAL [63]

Revista: TECNOHOSPITAL
Número: 63

A edição nº 63 da revista «TecnoHospital» tem como foco central as diversas temáticas subjacentes à gestão de gases medicinais. Com efeito, estes mesmos gases, que se vêm utilizando nos hospitais portugueses há várias dezenas de anos, tornaram-se preponderantes na realização de muitas ações de diagnóstico e tratamento de diversas patologias, que vão desde o suporte respiratório até à utilização como agentes anestésicos, sendo também aplicados no funcionamento e calibração de equipamentos médicos.
O decreto-lei nº 176/2006, de 30 de agosto, conhecido como o Estatuto do Medicamento, veio consagrar o regime aplicável aos gases medicinais. O enquadramento jurídico dos gases medicinais relativamente ao acondicionamento, rotulagem, folheto informativo, direção técnica, transporte, distribuição, comercialização, fornecimento e entrega domiciliária dos mesmos foi definido através da publicação da deliberação nº 056/CD/2008, da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP – Infarmed.
Nesta edição da «TecnoHospital» aborda-se esta temática através dos artigos de: João Infante - ‘Sistemas de distribuição de gases medicinais: engenharia hospitalar - velhos trilhos, novos rumos’; Cátia Caneiras - ‘Gestão de gases medicinais: uma visão integrada’; Jacinto Nepomuceno Paixão - ‘Rede de gases medicinais’, e ainda, Serra de Matos - ‘Legislação dos sistemas de gases medicinais e vácuo e exaustão de gases anestésicos’.

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A PUBLICIDADE SEGUNDO O MEU TIO OLAVO

Autor: EDSON ATHAYDE
Editora: CHIADO EDITORA

Um descontraído manual de como se faz e se vive a publicidade, escrito por um criativo que escolheu Portugal e foi reconhecido pelo mundo.
Esta edição 2.0 precisa de ser lida por antigos e novos, decanos e jovens, portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos e quem mais quiser perceber de boa publicidade feita em português.

Um best seller reeditado este ano, com novos textos e novos temas.
Uma das coisas admiráveis neste livro é o facto de não se destinar apenas a quem trabalha em publicidade. Este livro é muito mais do que isso, é perfeito para quem é cliente de uma agência de publicidade, mas também para o consumidor. Ou seja, para todos. Porque todos temos a aprender com este livro, sejamos marketeers, clientes ou consumidores.
A primeira parte do livro foca-se na vida do autor e na definição de publicidade. Depois, Edson Athayde explora, de forma clara e transparente, o trabalho das agências de publicidade: o que são, como funcionam, a relação entre os clientes e as agências. Fala também sobre os marketeers e sobre o marketing político, onde, entre outros, ficamos a saber como começou a relação de Edson Athayde com José Sócrates e António Guterres. Tudo isto, de forma simples, divertida e criativa. E claro, com os ensinamentos do querido Tio Olavo, que tornam o livro ainda mais rico.
No final, o autor lembra algumas das campanhas mais marcantes que produziu em Portugal: o spot "Laranja", o spot do Pedro Lamy para a Galp, os spots "Ogilvy e Krypton para MTV", "In Love MTV Aids Campaign", "Ministério da Saúde Bebé Master", "MTV Shot Aids", "WWF Fósforos", "Master Alzheimer Pastas Abraz". E claro, uma das publicidades que marcou uma geração: o «Tou Xim».

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CAMINHAR PELO PORTO

Autor: GERMANO SILVA
Editora: PORTO EDITORA

Este livro é, simultaneamente, um repositório de histórias do Porto e um guia para quem pretende conhecer o Porto dessas histórias.
Com ele, parta à descoberta de um Porto diferente. De um Porto monumental, mas também da cidade das escadinhas, da aragem que sobe do Douro, dos recantos típicos que se precipitam nas encostas sobre o rio.
E sobretudo descubra o Porto de quem o habitou e habita, do portuense de todos os tempos, da sua longa caminhada de milénios e do afã que sempre o motivou na construção da sua cidade.
Caminhe pelo Porto, atravessando a sua história, na companhia de quem melhor o conhece.

Há sete pontos essenciais a visitar, de acordo com este guia. Comece pelos Clérigos, da Praça da Liberdade a São Bento, um passeio de cerca de dois quilómetros, que demora cerca de duas horas. Depois, percorra o Morro da Sé, em cerca de 45 minutos, da Batalha à Ribeira, "um pedaço do Porto que será um testemunho vivo e eloquente da vida de um povo". Segue-se a Marginal, numa extensão de 4,5 quilómetros, do Infante ao Passeio Alegre. Posto isto, descubra a Foz Velha, em pouco mais de uma hora, vá do Passeio Alegre à Praça do Ourigo, "este não é um passeio como outro qualquer (...) intentamos com ele uma viagem em retrospetiva a um passado de festas e romarias". Mude o rumo, e conheça as Fontaínhas, desde Santa Clara ao Prado do Repouso, serão mais de duas horas para apreciar "um dos mais curiosos bairros da cidade oriental - o Bonfim". Ainda pelo Porto Oriental, vá de Soares dos Reis ao Bolhão, e entre na baixa do Porto. Há ainda um último ponto de destaque neste guia: o Palácio de Cristal, num percurso de Carlos Alberto à Igreja de Cedofeita, que lhe dará a conhecer "uma cidade industrializada, mas que não se apartou ainda de antigas tradições e de ruínas floridas".
Um guia com excelente bom gosto, ao qual nem os portuenses vão conseguir resistir.

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