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O SEGREDO DA BOTICÁRIA

  SINOPSE Escondida nas entranhas de Londres do século XVIII, uma botica secreta serve uma clientela pouco usual. Entre as mulheres londrinas, fala-se sobre uma mulher misteriosa chamada Nella que vende venenos bem disfarçados de remédios àquelas que precisem deles para os usar contra os homens que as maltratam. Contudo, o destino desta boticária fica comprometido quando a sua nova protegida, uma rapariga precoce de 12 anos, comete um erro fatal que terá consequências cujo eco se manterá durante séculos. Na atualidade, uma aspirante a historiadora chamada Caroline Parcewell passa o seu décimo aniversário de casamento sozinha, enfrentando os seus próprios demónios. Então, encontrará uma pista para resolver os assassinatos misteriosos que fizeram Londres tremer há mais de duzentos anos. A sua vida misturar-se-á com a da boticária numa reviravolta surpreendente do destino. E nem todos sobreviverão. O Segredo da Boticária  é uma estreia subversiva e viciante, cheia de suspense, com persona
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A ARMA PERFEITA

  “O ciberconflito continua a ser uma área cinzenta entre a guerra e a paz, um equilíbrio que muitas vezes parece prestes a desfazer-se”. Ao contrário do que sucedeu durante a Guerra Fria, na era dos conflitos digitais as novas configurações do poder global são muito opacas. O mais comum são as missões específicas com alvos civis. David E. Sanger, especialista em questões de segurança global e americana, aborda a duplicidade das relações internacionais americanas, por um lado ao não apoiar regras que banissem a ciberespionagem e, por outro, o choque perante as intervenções russas e chinesas nas redes americanas. Segundo o autor há um problema de indecisão na Casa Branca “agravado pela circunstância de a passagem norte-americana ao ataque já ter ultrapassado de tal maneira a mera defesa que os seus responsáveis hesitam em ripostar contra os ataques do exterior”. É um livro que descreve os acontecimentos mais marcantes da ciberguerra aos quais se junta um interessante comentário polí

TERRA DE LÁGRIMAS

  Até aos finais do século XIX, a floresta da bacia do Congo viveu em relativo isolamento. Contudo, a cultura das sociedades que habitavam a floresta tropical desabou num breve período sob as pressões da ocupação colonial. O fim do comércio atlântico de escravos, a procura de novas matérias-primas e novos mercados para alimentar a Revolução Industrial, assim como os avanços médicos que permitiram a sobrevivência dos colonizadores, motivaram a «Corrida à África». Robert Harms, professor de História e Estudos Africanos, conta nestas páginas como ocorreu o processo de desmoronamento das sociedades da floresta, exploradas por três regimes diferentes de extração de recursos coloniais; as coligações de comerciantes árabes, o Congo Francês e o Estado Livre do Congo, fundado por Leopoldo II da Bélgica. Esta narrativa vê as três conquistas coloniais como aspetos de um processo único motivado pelas novas exigências na economia global e pela rivalidade entre as grandes potências. De Robert

A ORIGEM DA CIÊNCIA

  Muitas vezes a Idade Média surge como um tempo de estagnação e perseguição, onde não existiu qualquer progresso científico. Galileu e Copérnico surgiram do nada. Um hiato entre o declínio de Roma e o Renascimento. A Idade das Trevas. Este é um mito que importa desconstruir.   “Não obstante as opiniões populares, os clichés jornalísticos e os historiadores mal informados, estudos recentes demonstram que a Idade Média foi um período de enormes avanços científicos, tecnológicos e culturais”. James Hannam, historiador da ciência, escreveu este livro para contar como a filosofia natural na Idade Média conduziu aos feitos da ciência moderna. De James Hannam Alma dos Livros | Saiba mais aqui

PENSAR, DEPRESSA E DEVAGAR

  No início do séc. XX, um médico tinha muitas intuições sobre os pacientes que poderiam vir a ter febre tifoide. Testava o palpite ao apalpar a língua do paciente. Desenvolveu um sentido de infalibilidade clínica. Plot twist. Este médico não lavava as mãos entre os exames. Daniel Kahneman apresenta-nos duas personagens. O Sistema 1, precipitado (personagem principal) e o Sistema 2, o mais vagaroso, o controlador preguiçoso – que deixa o Sistema 1 assumir o controlo. A evolução que nos fez interpretar o mundo através de padrões, deixa-nos a mercê de inúmeros vieses cognitivos. O preço a pagar são as decisões que devem muito à racionalidade (apesar de podermos pensar o contrário). Kahneman atira ao leitor uma miríade de perguntas e desafios para uma melhor aprendizagem de conceitos como a facilidade cognitiva, ancoragem, disponibilidade, efeito de aura, ilusão da validade, efeito de dotação, entre outros. Mostra que temos tendência para focar apenas no que vemos e não no que não vem

TRABALHO: UMA HISTÓRIA DE COMO UTILIZAMOS O NOSSO TEMPO

  As cianobactérias, que apareceram há 2,7 mil milhões de anos, trabalharam imenso para criar uma atmosfera rica em oxigénio que sustenta formas de vida muito mais complexas. Chegados a 1828, Gaspard-Gustave Coriolis introduziu o conceito perfeito para descrever o que as máquinas a vapor faziam. Trabalho. Para além disso, no francês (travail) evocava o esforço e sofrimento associados à labuta das classes inferiores do Terceiro Estado Francês. Nesta história de como utilizamos o nosso tempo, James Suzman apresenta uma narrativa ambiciosa. A partir do conceito de entropia, segue a trajetória da evolução humana face à introdução de novas tecnologias e novas formas de trabalho. Explora a transição de uma economia de caçadores-colectores para a agricultura e desta para a revolução industrial. Pelo caminho desfaz diversos mitos que influenciam o modo como vemos o trabalho nos dias de hoje. Suzman descreve a transição para a agricultura com a mudança mais revolucionária na história da human

CONDENAÇÃO - A POLÍTICA DA CATÁSTROFE

“Num mundo de catástrofes aparentemente aleatórias que as nossas mentes parecem singularmente mal equipadas para antecipar, não admira que o homem comum tenha recorrido tanto ao humor negro.” Peste Negra, Terramoto de Lisboa, Tsunami no Indico em 2004, Fukushima, Vesúvio e Krakatoa, Chernobyl, Titanic, Primeira e Segunda Guerra Mundial, Sida, Grandes fomes na Irlanda, Índia e China, Gripe Espanhola, Covid-19… Não faltaram ocasiões para o mais refinado humor negro. À excepção de algumas calamidades totalmente exógenas, como o impacto de um asteróide, os maiores acontecimentos desastrosos só o são mediante o contexto em que ocorrem. É o caso de um tsunami numa costa urbanizada, ou um agente patogénico em redes sociais densas. Este livro é um levantamento das catástrofes que assolaram a humanidade ao longo da história. Para demonstrar o ponto essencial do livro, que todas as catástrofes são provocadas pelo homem, o autor recorreu à história da economia, da sociedade, da cultura e