EGOÍSTA [52]

Revista: EGOÍSTA
Número: 52

Esta edição que tem como missão REVOLUCIONAR.
Com o bom gosto ao qual já nos habituou, esta «Egoísta» revoluciona através da liberdade artística.
A grande entrevista deste número foi feita a Eduardo Lourenço, que deixou uma mensagem aos leitores "devíamos respirar mal o ar que respiramos tão bem, não nos habituarmos a que isto desaparecerá como um mau sonho".
Podemos também apreciar as emblemáticas fotografias que Alfredo Cunha tirou no dia 25 de abril de 1974 e perceber melhor o contexto em que foram tiradas.
Também para apreciar são as fotografias de Annie Leibovitz, disponíveis num "excerto exclusivo do livro 'Annie Leibovitz' em Portugal", onde a autora apresenta alguns dos seus retratos mais famosos. "As suas fotografias são, ao mesmo tempo, intimistas, icónicas e esteticamente vastas e singulares.". Nesta edição da 'Egoísta' podemos ver, por exemplo, fotografias que Annie tirou a Clint Eastwood, Angelina Jolie e Andy Warhol.
Para ler, há também textos de Lídia Jorge, Mário de Carvalho, Valério Romão, João Adelino Faria, entre outros.

A próxima edição da 'Egoísta' será publicada em Dezembro.

O OLHAR DO FOTÓGRAFO

Autor: MICHAEL FREEMAN
Editora: DINALIVRO

Quer queiramos quer não, fotografar já não é o que era. De facto, a fotografia digital revolucionou por completo todo o processo de composição e de tratamento da imagem, que pode agora ser recriada, corrigida ou até simplesmente ignorada assim que acabamos de premir o obturador. Ciente das potencialidades infinitas actualmente ao alcance de profissionais e de amadores, Michael Freeman, fotógrafo e escritor de renome internacional, ensina-o, no presente livro, a trabalhar com as novas ferramentas de edição de imagem, revelando-lhe também todos os seus segredos. Para o autor, porém, a fotografia, para além de poder ser um mero documento, é sobretudo uma expressão da criatividade humana e o bom fotógrafo necessariamente um artista. Nesse sentido, Freeman convida-o a redescobrir um sem-número de técnicas tradicionais relativas à composição, enquadramento, equilíbrio e ritmo das imagens, bem como à sua profundidade, textura, contraste e perspectiva.

Tal como nos é revelado no início desta magnífica obra "este é o primeiro livro no qual se explora o tema da composição do enquadramento para profissionais e grande amadores da fotografia digital. Uma obra que abrange as técnicas tradicionais de composição e as novas potencialidades de edição de imagem digital para elaborar excelentes fotografias. Michael Freeman mostra-nos como explorar as situações e os locais para encontrar os melhores momentos fotográficos.". Com efeito, é mesmo isto que acontece. Neste livro está patente uma vasta apresentação de trabalhos fotográficos, acompanhados por ilustrações esquemáticas, que explicam detalhadamente como e por que motivo as fotografias resultam, ou não, de determinada forma. De facto, "há muitos preparativos no processo de exposição de uma fotografia que não são percetíveis no resultado final" e este livro explica de forma muito clara quais são esses preparativos.
Esta é, portanto, uma obra essencial para estudantes de fotografia e, particularmente, para amadores, que não podendo fazer um curso têm aqui uma excelente ferramenta de apoio.

MARKETING DE SERVIÇOS


Autores: MARIA DO ROSÁRIO ALMEIDA & JOÃO MANUEL PEREIRA
Editora: SÍLABO

Os serviços apresentam atualmente um peso relevante no PIB destas economias, encontrando-se direta ou indiretamente presente na maioria das atividades económicas e relações de troca, mesmo quando o objeto destas relações não seja diretamente o serviço. Como objeto específico da transação, ou até mesmo como mero complemento diferenciador de um produto, os serviços e o marketing a estes associados têm sido alvo de estudo e atenção particular. De facto, dada a natureza e as características intrínsecas dos serviços, o marketing assumiu neste âmbito um estatuto de prática e de disciplina de estudo autónoma. Ao serem reconhecidas as características que distinguem os serviços dos bens de consumo, o Marketing de Serviços emerge por forma a proporcionar uma visão distinta e própria da gestão de marketing neste setor de atividade, através de um conjunto de princípios e de abordagens específicas e essenciais.

Começando por uma 'introdução aos serviços', os autores explicam que atualmente "além da intangibilidade, são ainda atribuídas aos serviços outras características como a inseparabilidade, heterogeneidade e perecibilidade", definindo o papel de cada uma delas. Ainda neste contexto introdutório, os autores abordam 'a oferta e a diversidade dos serviços', através de um esquema de classificações, relevante para se compreender a variedade da oferta dos serviços. Além disso, os autores explicam quais são os atributos primários e secundários dos serviços.
O segundo capítulo do livro centra-se nos serviços na era das TIC e o terceiro capítulo dedica-se ao tema do livro: o marketing de serviços. Aqui, entre outros, pode ler-se sobre: a caracterização do marketing de serviços; a classificação do marketing de serviços segundo o modelo triangular; a segmentação do mercado dos serviços e, ainda, a diferenciação e o posicionamento dos serviços.
No quarto capítulo, por sua vez, os autores focam-se no cliente como elemento central da organização, realçando o valor do cliente para a empresa e o CRM (Customer Relationship Management). Nos capítulos seguintes, podemos ler sobre o fator qualidade nos serviços; a gestão dos recursos em contexto de serviços e, ainda, o planeamento e plano de marketing.
Este livro será certamente útil, tanto para as empresas, como para os estudantes de marketing.

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DESIGN E RISCO DE MUDANÇA

Autor: VICTOR MARGOLIN

Design e Risco de Mudança é o primeiro volume da coleção Design e. Esta coleção quer ser uma das múltiplas vias em que o Design se escreve. Este livro, Design e Risco de Mudança, lança-nos interrogações múltiplas que se prendem, desde logo, com o próprio título: qual o risco a que se refere Victor Margolin?

Segundo Victor Margolin, os designers "são responsáveis pelos artefactos, sistemas e ambientes que constituem o mundo social - pontes, edifícios, internet, transportes, publicidade, vestuário e equipamento de construção são apenas algumas alguns exemplos. Sem os designers, as empresas não teriam nada para confeccionar, nem serviços para oferecer". Além disso, Margolin acredita que os designers podem obter mais autonomia, dando como exemplo a cidade de Curitiba, no Brasil, que se transformou "num laboratório de urbanismo sustentável, sem ter de recorrer a tecnologia muito avançada". Victor Margolin aborda também quais os cenários futuros, a ética, os valores e as estratégias para a mudança.
Posto isto, o autor centra-se no desperdício, "parte integrante da vida", defendendo que se não podemos diminuir a quantidade de desperdícios orgânicos, é possível reduzir drasticamente a produção de desperdícios sintéticos. "Os designers desempenham um papel essencial na passagem de uma economia insustentável de desperdício para uma economia sustentável", afirma.
As causas sociais são o desafio que o autor apresenta em seguida, reforçando que apesar de se criarem peças muito atrativas e acessíveis, essas ainda não estão ao alcance de todos, conseguindo ainda "deixar de fora aqueles com necessidades especiais, tais como os idosos e os incapacitados". Aliás, Margolin afirma que "a comunidade do Design não tem muita experiência na criação de condições para dar resposta a necessidades sociais".
Posteriormente o autor apresenta o artigo 'Projecto para uma Boa Sociedade: action frame para o século XXI'.
É ainda abordado o design da democracia, o design para a democracia o design numa democracia, onde o autor conclui que "existem precedentes em cada um destes domínios, e são cada vez mais necessárias as capacidades do Design para gerar novos instrumentos de transformação social".
No final, Victor Margolin, entrevista Alice Branco e Hugo Branco, tendo como tema de conversa 'desenhar o futuro'.
De facto, este livro resume de forma brilhante o papel do design e dos designers na sociedade. 
Consideramos que este livro deve mesmo ser lido por todos os interessados em design (nas mais variadas formas) e até mesmo pelos que não tendo uma ligação óbvia no contexto de trabalho se interessam pela evolução de uma área que, efetivamente, está presente no nosso dia-a-dia e merece ser melhor compreendida e interpretada.

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LEPROSARIA NACIONAL

Autores: Paulo Providência; Vítor M. J. Santos; Ana Luísa Santos; Sandra Xavier; Emanuel Brás & Luís Quintas 
Editora: DAFNE

O antigo Hospital-Colónia Rovisco Pais, na Tocha, onde funcionou o que em tempos se chamou a Leprosaria Nacional, foi concebido nos anos de 1930 e a sua construção prolongou-se até ao final dos anos 1950. Projectado pelo arquitecto Carlos Ramos sob a tutela do «médico empreendedor» Bissaya Barreto, esta obra hospitalar constituiu-se como uma pequena colónia, com bairros de habitação, equipamentos e espaços públicos, onde foram confinados os portadores da doença de Hansen em Portugal. Alguns destes espaços e edifícios têm vindo, desde 1996, a ser convertidos e remodelados para funcionamento do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais, outros encontram-se em ruína e outros acolhem ainda ex-doentes de Hansen. Neste livro procuram descodificar-se vários níveis de interpretação que acompanharam a construção do conjunto, os conhecimentos médicos sobre a doença, a transformação do edificado e a imagem dos espaços e construções.


Sandra Xavier e Paulo Providência explicam que "este livro regista uma abordagem interdisciplinar à Leprosaria Nacional Rovisco Pais, decorrente do interesse comum de um conjunto de investigadores das áreas da Antropologia, Arquitectura e Fotografia sobre o edifício - a sua história -, e sobre a doença de Hansen para a qual foi concebida".
Com efeito, o livro dá-nos uma visão abrangente, tanto da doença, como do edifício.
Assim sendo, resultou numa obra valiosa e completa, recheada de textos e imagens que nos dão a conhecer a profunda história desta Leprosaria. Por ter uma abordagem multidisciplinar, este livro é útil para investigadores de diversas áreas do conhecimento, que daqui podem tirar proveito.

Quanto à doença, tal como é assinalado neste livro, já foram curados "mais de 14 milhões de pacientes, em duas décadas, eliminando a lepra de 119 países". Dados da OMS de 105 territórios revelam que "a prevalência global registada no início de 2012 situou-se em 181.941 casos". Atualmente, o combate faz-se maioritariamente na Ásia e na África.


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DOURO - VIAGENS E HISTÓRIAS

Autores: Pedro Veloso, Susana Fonseca e Sérgio Fonseca

Ler este livro é deixar-se levar numa viagem pelo rio Douro, desde as caves em V. N. de Gaia até à região do Douro Internacional. É entrar pelas paisagens e abraçá-las com o olhar. É saber mais sobre cada local da região demarcada do Douro. É conhecer a mesma região pela mão do historiador Gaspar Martins Pereira que assina a Introdução. É entrar num universo imaginado com histórias sobre o modo de vida das gentes do Douro.
Este livro aguça o apetite de conhecer mais a região. Tem informações úteis. Convida-o a levar para sua casa como recordação.

Um grande tesouro português em forma de livro. O Douro é uma das zonas mais bonitas de Portugal e este guia mostra-o de uma forma brilhante. Recorrendo, por um lado, a imagens ilustrativas e com muito bom gosto e, por outro lado, a textos curtos, mas precisos, este guia é perfeito para quem quer visitar esta zona do país. Poderá também ser um excelente cartão de visita para mostrar esta zona de Portugal a um turista. De realçar que o livro «Douro - Viagens e Histórias» existe também em inglês, espanhol, francês e alemão.
Este livro dá a conhecer o Porto; o vinho do Porto; a história da região demarcada do Douro; imagens do vinho do Porto, rótulos e cartazes; o Baixo Corgo; o Cimo Corgo; o Douro superior; as aldeias vinhateiras; o Parque Nacional do Douro Internacional e, ainda, outros concelhos de interesse. No final, pode visualizar o mapa do Douro e seguir viagem sem se perder.

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COMO VIVER (OU NÃO) EM 777 FRASES

Organização de: RICHARD ZENITH
Editora: QUETZAL

Um livro de autoajuda de um dos maiores autores de Língua Portuguesa de todos os tempos. Disposto em 7 secções temáticas, precedidas por 7 frases preparatórias e sucedidas por uma conclusão em 7 frases, é este um extraordinário conjunto de reflexões e conselhos úteis para lidarmos com o misterioso e nem sempre cómodo facto de existirmos. 
A Vida Vivida / A Vida Eterna / A Vida da Imaginação / A Vida Afectiva / A Vida Pensada / A Vida do Eu Inúmero / A Vida não Vivida. Todos os grandes temas tratados em pequenos trechos de uma imensa genialidade. Para ler de rajada, ou como um oráculo ou um Livro de Horas. 

Richard Zenith afirma no início deste livro que "o risco de uma colectânea de frases geniais não é tanto o de que as frases, arrancadas do contexto original, percam o seu verdadeiro sentido. No caso de Fernando Pessoa, um fingidor inveterado, podemos até duvidar de que a noção de «verdadeiro sentido» faça algum sentido. A descontextualização, usada com os devidos cuidados, é uma poderosa ferramenta para nos revelar coisas nunca antes observadas".
Com efeito, para todos os que gostam de frases marcantes, este livro é, indubitavelmente, uma inspiração preciosa.
Ler o livro num só dia é possível, mas talvez seja melhor saborear o sentido de cada frase e ler, e refletir, ao longo dos dias. E, claro, se optar por ler uma frase por dia já sabe que terá um pensamento de Pessoa consigo durante 777 dias.
Para terminar, teremos de citar uma das frases:
"Reconhecer a verdade como verdade, e ao mesmo tempo como erro; viver os contrários, não os aceitando; sentir tudo de todas as maneiras, e não ser nada, no fim, senão o entendimento de tudo - quando o homem se ergue a este píncaro, está livre, como em todos os píncaros, está só, como em todos os píncaros, está unido ao céu, a que nunca está unido, como em todos os píncaros".

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SALADAS DE TODO O ANO

Autora: EDITE VIEIRA PHILIPS

"As saladas são o arco-íris da nossa mesa, uma festa para a saúde, os olhos e o paladar", como nos afirma a autora. O primeiro capítulo é reservado aos elementos dietéticos dos ingredientes - das vitaminas aos sais minerais, com recomendações directas sobre os seus efeitos na saúde. As receitas recorrem com sabedoria às ervas aromáticas a que se seguem as salsas, os temperos e molhos e as guarnições que para além do efeito decorativo, enriquecem as potencialidades gastronómicas das saladas.

Edite Vieira Philips inicia o livro lembrando que é importante aproveitar os produtos que a natureza nos dá, remetendo os leitores para as sugestões apresentadas neste livro "na esperança de que, entre nós, as saladas sejam promovidas da sua actual posição de cabo-raso para a de general - escalão opulento que amplamente merecem".
Mas antes das sugestões propriamente ditas, a autora recorda alguns elementos dietéticos de certos ingredientes, como por exemplo, dos agriões, da alface, das azeitonas, da beterraba, da cenoura, dos cogumelos, do feijão, do limão, da maçã, da melancia, do pimento e da salsa. Edite Vieira Philips assinala também os usos medicinais destes ingredientes.
As receitas são fáceis de seguir e nós, no Cita-Livros, já experimentamos algumas.

A NOITE INTEIRA JÁ NÃO CHEGA

Autora: ROSA LOBATO DE FARIA
Editora: BABEL

“Rosa Lobato de Faria (ela, que conhece como raros a música da palavra) tem a coragem de, por assim dizer, restituí-­la à sua condição rítmica essencial, despojada e inteira. No percurso da memória, a palavra dispensa qualquer forma de maquilhagem. Os poemas deste livro confirmam assim um dom muito raro que é o da espontaneidade na elaboração.” – in Luís Forjaz Trigueiros 

Vasco Rosa, inicia com uma nota editorial recordando que "a poesia foi sem dúvida a fonte da vocação literária de Rosa Lobato de Faria, que ao longo dos anos extravasou a quase todos os campos da criação escrita, ao mesmo tempo que ela sempre manteve o prazer e a competência de declamar muito bem versos de outros poetas (e seus) nos mais variados ambientes culturais e circunstâncias".
Neste contexto, os Herdeiros de Rosa Lobato de Faria homenagearam a autora, nos oitenta anos do seu nascimento, com esta obra, que reúne poemas de 1983 a 2010.
Uma verdadeira obra de arte, tanto no conteúdo (indiscutivelmente precioso), como na forma em que nos é apresentado.
Este livro é, certamente, um precioso documento para todos os fãs da autora, e da poesia em geral.

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A INSTALAÇÃO DO MEDO

Autor: RUI ZINK
Editora: TEODOLITO

Dois homens batem à porta. «Bom dia, minha senhora, viemos para instalar o medo. E, vai ver, é uma categoria».

O medo, esse malandro. É-nos apresentado por dois homens (que o vão instalar) e até temos direito à demonstração do produto. Já imaginaram? É, de facto, uma categoria.
Segundo a "Directiva nº 359/13. Portaria 8: 'Todos os lares devem ter o medo instalado num prazo de 120 dias" e para isso um dos homens explica que "não cabe só a nós instalar o medo, é preciso que também haja, da parte dos concidadãos, um estado de disponibilidade mental (eu diria mesmo moral) para aceitar o medo. É como um sinal. Não é só importante que a emissão do sinal seja forte, é também conveniente que a recepção o seja".
Com muita criatividade, Rui Zink instalou o medo. Fortemente recheado de alusões políticas e económicas (os mercados, por exemplo, são por vezes referidos), este livro carregado de medos consegue ser divertido.
E no final... surpreende, porque os maus estão onde menos se espera.

NO CÉU NÃO HÁ LIMÕES

Autor: SANDRO WILLIAM JUNQUEIRA
Editora: CAMINHO

No Céu não Há Limões descreve um mundo em guerra entre o Norte rico e o Sul pobre, em que os pobres do Sul tentam por todos os meios ter acesso ao bem-estar do Norte, e os do Norte usam de todos os meios para conservar a sua riqueza só para si.
Sandro William Junqueira não apresenta soluções, mas à medida que o livro se aproxima do final uma personagem se destaca – o padre –, procurando uma saída. Será esta uma saída?
O autor não dá a resposta. A resposta fica com cada um de nós, porque este é o nosso mundo.

Ao que parece, no céu não há, efetivamente, limões.
Talvez por isso, o ogre ainda não queira ir para lá, ou talvez não.
Numa das passagens do livro o autor escreve "ao olhar homens, mulheres, descendentes, crentes ou não-crentes, desapossados, desprotegidos, o Padre era forçado a admitir: um crente pegajoso não diverge assim tanto de um ateu convencido. Ambos trazem consigo toneladas de ambição tolas, arrogantes. E somente uns miligramas de humildade.". Será também este o nosso mundo? Teremos apenas alguns "miligramas de humildade"? Teremos nós direito à tal saída?
Este romance mexe com o leitor, levanta questões e faz refletir.

[Sandro William Junqueira nasceu em 1974 em Umtali, na Rodésia. Experimentou a música, escultura, pintura. Foi designer gráfico. Diz poesia e trabalha regularmente como ator e encenador. Leciona expressão dramática. É autor de projetos e ateliês de promoção do livro e da leitura. Em 2012 foi considerado um dos escritores para o futuro pelo semanário Expresso.]

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O FUTURO DA MENTE

Autor: MICHIO KAKU
Editora: BIZÂNCIO

Michio Kaku leva-nos numa visita guiada ao que o futuro da mente nos reserva, do ponto de vista de um físico. Não só nos explica de forma consistente como funciona o cérebro, como também nos indica como as tecnologias de ponta poderão vir a alterar o nosso quotidiano permitindo-nos uma outra compreensão das doenças mentais e da inteligência artificial. Com o conhecimento que Michio Kaku tem da ciência moderna, e dada a sua capacidade de prever os desenvolvimentos futuros, O Futuro da Mente é uma obra imperdível sobre a expansão das fronteiras das neurociências.

Na linha dos anteriores trabalhos de Michio Kaku (ex: A Física do Futuro), este é um livro que vai cativar o leitor desde o início. Isto porque Michio Kaku tem a capacidade de abordar uma temática tão complexa como a mente e explicá-la de forma acessível a um público alargado, o que só está ao alcance de um especialista, ou alguém com  paixão pelo tema em questão, como é o caso de  Michio Kaku.
O autor propõe uma leitura sobre o futuro da mente em três momentos. Em primeiro lugar vamos perceber como funciona o cérebro e a evolução desta "ferramenta" ao longo da história. Neste ponto, o autor fala ainda sobre as tecnologias que se encontram atualmente à disposição dos cientistas para o estudo do cérebro. A primeira parte do livro não fica completa sem o autor expressar a perspetiva que tem, como físico, sobre a consciência. Sendo a consciência central para o debate sobre a mente, Michio Kaku apresenta ainda uma definição de consciência, que engloba o reino animal, naquele que é um dos pontos de grande interesse neste livro.
A segunda parte da obra é dedicada à interface cérebro-máquina (ICM), onde podemos ler sobre tecnologias que permitem a gravação de memórias, a leitura da mente, o registo de sonhos em vídeo e a telecinesia. Em suma, o autor avalia como as tecnologias irão evoluir e como estão em curso projetos nos quais os computadores, em interação com o cérebro, possam manipular os objetos que o rodeiam. Na terceira parte Michio Kaku analisa formas não convencionais de consciência, dos sonhos, drogas e doença mental, dando uma perspectiva sobre como no futuro o cérebro poderá ser controlado e manipulado para tratar doenças como a depressão, Alzheimer, Parkinson e outras. 
Neste livro também é explorada a consciência não humana (robots), e a ideia da física quântica de que a consciência é possivelmente a base fundamental da realidade.

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COMO SE ESCREVE UM ROMANCE POLICIAL

Autor: G. K. CHESTERTON
Editora: ALÊTHEIA

Mais um texto notável, a juntar à colecção que a Alêtheia tem vindo a publicar de G.K. Chesterton, o criador de Padre Brown, cujas histórias detectivescas ao melhor estilo britânico nos agarram até à última página. Nesta obra, Chesterton debruça-se sobre o método e a crítica à escrita deste género literário e com a sua natural acutilância (sempre actual apesar da época) analisa os melhores da literatura mundial.

O autor começa por explicar que tem total consciência de que nunca conseguiu escrever um policial, mas que o facto de ter fracassado muitas vezes significa que tentou.
Chesterton apresenta alguns princípios fundamentais para se escrever um livro deste género, depois aponta os erros cometidos por alguns autores de romances policiais, como por exemplo, "fazer das personagens humanas personagens-tipo - não tanto porque o autor não seja suficientemente inteligente para descrever personagens reais, mas porque está realmente convencido de que é um desperdício fazê-lo num tipo de literatura que é irreal". O autor, toca também em pontos como: o ideal do romance policial; o romance sensacionalista e a domesticidade do detetive. Sherlock Holmes também faz parte da análise de Chesterton, que por um lado afirma que "as histórias de Sherlock Holmes são narrativas de ótima qualidade, divertidas e conscenciosas", porém há erros a assinalar, como o "erro de apresentar um investigador que é indiferente à filosofia e à poesia, dando a entender que a filosofia e a poesia não caem bem a um investigador".
Posto isto, Chesterton entra em defesa deste género literário, afirmando que "quem queira compreender verdadeiramente a razão psicológica da popularidade do romance policial, terá de começar por se libertar de uma série de lugares-comuns". O autor, escreve ainda sobre a inocência do criminoso e Cecil Chesterton sobre o romance policial como obra de arte, onde sustenta que "nenhuma forma artística foi um alvo tão claro desta condenação indiscriminada como o tipo de narrativa habitualmente designada por romance policial".

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CONSTRUÇÃO MAGAZINE [61]

Número: 61

Nesta «Construção Magazine», que tem como tema principal a ‘Arquitetura e Tecnologia’, pode acompanhar, a conversa entre o arquiteto João Mendes Ribeiro e o projetista Paulo Maranha, sobre os desafios colocados à arquitetura, pela própria natureza da profissão, pela conjuntura e pela necessidade de responder às necessidades dos clientes.
No dossier, poderá ler sobre:
- ‘Betão de ultra-elevado desempenho: da investigação em engenharia de materiais à concepção em arquitectura. Dois projectos de Eduardo Souto Moura’, onde a autora considera que os resultados obtidos com este projecto, “notáveis no campo da arquitectura, da engenharia e da indústria”.
- ‘A importância da teoria da construção na comunicação de um projecto à obra’, aqui conclui-se  que “para se atingir um elevado grau de eficácia no projecto de arquitectura na fase de comunicação à obra em Portugal, terão que existir profundas alterações ao nível técnico legal e conceptual o processo do projecto/construção”.
- ‘A inovação na arquitetura – o palácio de cristal como referência da prática projetual’, artigo no qual o autor lembra que “no Palácio de Cristal, o ferro é tema central de projeto e assume o protagonismo integral no exercício de composição arquitetónica”. 
- ‘O tempo do paradoxo: a inovação pela reabilitação’, os autores apresentam um conjunto de trabalhos, nomeadamente: a Casa do Chá no Castelo de Montemor-o-Velho; o Centro de Artes Visuais; o Palheiro na Cortegaça; o Laboratório Chimico; a Casa da Escrita e, ainda, o Centro de Artes Contemporâneas dos Açores.
- ‘Inovação e projeto na arquitetura – o ensino e a investigação’, onde o autor afirma que “a missão duma universidade tem três vertentes essenciais, o ensino, a investigação e a extensão”.

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INDÚSTRIA & AMBIENTE [86]

Número: 86

Os recursos minerais e os solos são o foco da edição nº86 da revista «Indústria e Ambiente».
Neste âmbito, descubra no dossier desta edição por que é que “a indústria mineira portuguesa tem vindo a fazer um grande esforço de adaptação para tornar o processo de flutuação mais amigo do ambiente”, contudo “ alguns produtos ainda usados são potencialmente tóxicos”.
Saiba quais são as vantagens da remediação por eletrocinética; e por que motivo “subsistem lacunas de conhecimento sobre a extensão da contaminação de solos resultante da atividade mineira em Portugal”.
Perceba como “as escombreiras em autocombustão representam um impacte ambiental ainda mais significativo devido à libertação descontrolada de gases com efeito de estufa, emissão de compostos orgânicos voláteis, partículas, elementos tóxicos, etc”.
E fique também a par das políticas públicas, intervenções e resultados do processo de reabilitação ambiental de áreas mineiras degradadas em Portugal, com ênfase nas dos minérios radioativos.
A grande entrevista desta edição foi feita a Carlos Caxaria, presidente da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, que destacou a evolução de Portugal no setor mineiro e de descontaminação dos solos, granjeada através da alocação de fundos comunitários a diversos projetos.

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