O FUTURO DA MENTE

Autor: MICHIO KAKU
Editora: BIZÂNCIO

Michio Kaku leva-nos numa visita guiada ao que o futuro da mente nos reserva, do ponto de vista de um físico. Não só nos explica de forma consistente como funciona o cérebro, como também nos indica como as tecnologias de ponta poderão vir a alterar o nosso quotidiano permitindo-nos uma outra compreensão das doenças mentais e da inteligência artificial. Com o conhecimento que Michio Kaku tem da ciência moderna, e dada a sua capacidade de prever os desenvolvimentos futuros, O Futuro da Mente é uma obra imperdível sobre a expansão das fronteiras das neurociências.

Na linha dos anteriores trabalhos de Michio Kaku (ex: A Física do Futuro), este é um livro que vai cativar o leitor desde o início. Isto porque Michio Kaku tem a capacidade de abordar uma temática tão complexa como a mente e explicá-la de forma acessível a um público alargado, o que só está ao alcance de um especialista, ou alguém com  paixão pelo tema em questão, como é o caso de  Michio Kaku.
O autor propõe uma leitura sobre o futuro da mente em três momentos. Em primeiro lugar vamos perceber como funciona o cérebro e a evolução desta "ferramenta" ao longo da história. Neste ponto, o autor fala ainda sobre as tecnologias que se encontram atualmente à disposição dos cientistas para o estudo do cérebro. A primeira parte do livro não fica completa sem o autor expressar a perspetiva que tem, como físico, sobre a consciência. Sendo a consciência central para o debate sobre a mente, Michio Kaku apresenta ainda uma definição de consciência, que engloba o reino animal, naquele que é um dos pontos de grande interesse neste livro.
A segunda parte da obra é dedicada à interface cérebro-máquina (ICM), onde podemos ler sobre tecnologias que permitem a gravação de memórias, a leitura da mente, o registo de sonhos em vídeo e a telecinesia. Em suma, o autor avalia como as tecnologias irão evoluir e como estão em curso projetos nos quais os computadores, em interação com o cérebro, possam manipular os objetos que o rodeiam. Na terceira parte Michio Kaku analisa formas não convencionais de consciência, dos sonhos, drogas e doença mental, dando uma perspectiva sobre como no futuro o cérebro poderá ser controlado e manipulado para tratar doenças como a depressão, Alzheimer, Parkinson e outras. 
Neste livro também é explorada a consciência não humana (robots), e a ideia da física quântica de que a consciência é possivelmente a base fundamental da realidade.

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COMO SE ESCREVE UM ROMANCE POLICIAL

Autor: G. K. CHESTERTON
Editora: ALÊTHEIA

Mais um texto notável, a juntar à colecção que a Alêtheia tem vindo a publicar de G.K. Chesterton, o criador de Padre Brown, cujas histórias detectivescas ao melhor estilo britânico nos agarram até à última página. Nesta obra, Chesterton debruça-se sobre o método e a crítica à escrita deste género literário e com a sua natural acutilância (sempre actual apesar da época) analisa os melhores da literatura mundial.

O autor começa por explicar que tem total consciência de que nunca conseguiu escrever um policial, mas que o facto de ter fracassado muitas vezes significa que tentou.
Chesterton apresenta alguns princípios fundamentais para se escrever um livro deste género, depois aponta os erros cometidos por alguns autores de romances policiais, como por exemplo, "fazer das personagens humanas personagens-tipo - não tanto porque o autor não seja suficientemente inteligente para descrever personagens reais, mas porque está realmente convencido de que é um desperdício fazê-lo num tipo de literatura que é irreal". O autor, toca também em pontos como: o ideal do romance policial; o romance sensacionalista e a domesticidade do detetive. Sherlock Holmes também faz parte da análise de Chesterton, que por um lado afirma que "as histórias de Sherlock Holmes são narrativas de ótima qualidade, divertidas e conscenciosas", porém há erros a assinalar, como o "erro de apresentar um investigador que é indiferente à filosofia e à poesia, dando a entender que a filosofia e a poesia não caem bem a um investigador".
Posto isto, Chesterton entra em defesa deste género literário, afirmando que "quem queira compreender verdadeiramente a razão psicológica da popularidade do romance policial, terá de começar por se libertar de uma série de lugares-comuns". O autor, escreve ainda sobre a inocência do criminoso e Cecil Chesterton sobre o romance policial como obra de arte, onde sustenta que "nenhuma forma artística foi um alvo tão claro desta condenação indiscriminada como o tipo de narrativa habitualmente designada por romance policial".

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CONSTRUÇÃO MAGAZINE [61]

Número: 61

Nesta «Construção Magazine», que tem como tema principal a ‘Arquitetura e Tecnologia’, pode acompanhar, a conversa entre o arquiteto João Mendes Ribeiro e o projetista Paulo Maranha, sobre os desafios colocados à arquitetura, pela própria natureza da profissão, pela conjuntura e pela necessidade de responder às necessidades dos clientes.
No dossier, poderá ler sobre:
- ‘Betão de ultra-elevado desempenho: da investigação em engenharia de materiais à concepção em arquitectura. Dois projectos de Eduardo Souto Moura’, onde a autora considera que os resultados obtidos com este projecto, “notáveis no campo da arquitectura, da engenharia e da indústria”.
- ‘A importância da teoria da construção na comunicação de um projecto à obra’, aqui conclui-se  que “para se atingir um elevado grau de eficácia no projecto de arquitectura na fase de comunicação à obra em Portugal, terão que existir profundas alterações ao nível técnico legal e conceptual o processo do projecto/construção”.
- ‘A inovação na arquitetura – o palácio de cristal como referência da prática projetual’, artigo no qual o autor lembra que “no Palácio de Cristal, o ferro é tema central de projeto e assume o protagonismo integral no exercício de composição arquitetónica”. 
- ‘O tempo do paradoxo: a inovação pela reabilitação’, os autores apresentam um conjunto de trabalhos, nomeadamente: a Casa do Chá no Castelo de Montemor-o-Velho; o Centro de Artes Visuais; o Palheiro na Cortegaça; o Laboratório Chimico; a Casa da Escrita e, ainda, o Centro de Artes Contemporâneas dos Açores.
- ‘Inovação e projeto na arquitetura – o ensino e a investigação’, onde o autor afirma que “a missão duma universidade tem três vertentes essenciais, o ensino, a investigação e a extensão”.

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INDÚSTRIA & AMBIENTE [86]

Número: 86

Os recursos minerais e os solos são o foco da edição nº86 da revista «Indústria e Ambiente».
Neste âmbito, descubra no dossier desta edição por que é que “a indústria mineira portuguesa tem vindo a fazer um grande esforço de adaptação para tornar o processo de flutuação mais amigo do ambiente”, contudo “ alguns produtos ainda usados são potencialmente tóxicos”.
Saiba quais são as vantagens da remediação por eletrocinética; e por que motivo “subsistem lacunas de conhecimento sobre a extensão da contaminação de solos resultante da atividade mineira em Portugal”.
Perceba como “as escombreiras em autocombustão representam um impacte ambiental ainda mais significativo devido à libertação descontrolada de gases com efeito de estufa, emissão de compostos orgânicos voláteis, partículas, elementos tóxicos, etc”.
E fique também a par das políticas públicas, intervenções e resultados do processo de reabilitação ambiental de áreas mineiras degradadas em Portugal, com ênfase nas dos minérios radioativos.
A grande entrevista desta edição foi feita a Carlos Caxaria, presidente da EDM – Empresa de Desenvolvimento Mineiro, que destacou a evolução de Portugal no setor mineiro e de descontaminação dos solos, granjeada através da alocação de fundos comunitários a diversos projetos.

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A RÁDIO EM PORTUGAL - 'Sempre no ar, sempre consigo'

Autor: ROGÉRIO SANTOS

O aparelho de rádio estava ali, num lugar central da sala. À minha memória afluem os ruídos do rádio quando sintonizado em ondas curtas, com o meu pai a procurar não sei bem o quê nessas ondas. Talvez porque começara a ouvir as emissões em português da BBC desde a II Guerra Mundial, à espera de informação verdadeira sobre a realidade do nosso país. Ele nunca me conseguiu explicar a origem de ruídos e sons se ouvirem mais altos e mais baixos, vindos daquelas ondas, às vezes desaparecendo no meio de outros sons. Lembro-me, em igual época, das emissões em ondas médias, com vozes graves de locutores e muita música. Na magia da infância, procurei o dono da voz por detrás da telefonia, mas ele não estava, o que aumentou o meu fascínio e curiosidade.

O livro «A Rádio em Portugal - 'Sempre no ar, sempre consigo' (1941-1968)» surge no seguimento do livro «Vozes da rádio (1924-1939)», editado em 2005. 
Segundo Rogério Santos, "o objetivo principal deste livro é investigar o contributo cultural da rádio e a relação da sua programação com um mundo mais vasto, o da música, incluindo a promoção de artistas, a realização de espetáculos, a promoção de fonogramas e o modo como a rádio e os jornais se articulavam". Além disso, ao autor teve como missão "interrogar a relação das instituições públicas do Estado Novo com as estações, os programadores e os autores". Para isso, Rogério Santos interrogou-se sobre: o impacto político e ideológico na programação das estações; a importância dos produtos independentes na rádio; que inovações estéticas e de programação introduziram; que alterações estruturais ao longo de quase trinta anos de emissões radiofónicas e, ainda, qual o peso relativo de cada estação ou grupos de estações.
Com efeito, este livro é bastante rico e tem indubitavelmente enorme valor cultural.

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O LIVRO DAS PERGUNTAS DO ALTA DEFINIÇÃO

Autor: DANIEL OLIVEIRA

Pense bem. Responda. E revele o que dizem os seus olhos.
«A pergunta certa é geralmente mais importante do que a resposta certa à pergunta errada».  
E quais são as suas perguntas certas?
Todos nós – por instinto de sobrevivência, por amor, por vergonha ou por orgulho – nos codificamos ao longo da vida, construindo uma zona de conforto que nos permite ser o que os outros esperam de nós em diferentes circunstâncias da vida comum. Só nós sabemos o que somos e quais as perguntas e respostas da nossa vida. 
Esta é uma oportunidade de estar em «Alta Definição» e de se colocar no papel de quem responde, mostrando a si e aos seus o que afinal dizem os seus olhos.

Segundo o autor, as muitas vidas com as quais se deparou no programa «Alta Definição» deram-lhe um olhar sobre os outros que o "obrigou a refletir sobre o modo como trazer ao de cima o melhor de cada um, a sua essência". Por isso mesmo, se alguma vez pensou que gostava que o Daniel Oliveira lhe fizesse uma entrevista, esta é uma excelente oportunidade para tornar esse pensamento em realidade.
Com efeito, Daniel Oliveira acredita que muitas das perguntas criadas para o programa da SIC "são as perguntas certas para muita gente. Muitos espectadores dão por si a encontrar respostas ou a refletir sobre assuntos que nunca tinham sido abordados daquela maneira".
E claro, como não poderia deixar de ser, a entrevista começa com:
- O meu nome é...
- Tenho...
- E estou como sou no Alta Definição.
Depois de mais de 200 perguntas, a última também é óbvia, mas deixamos para si a resposta.

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TECNOHOSPITAL [63]

Revista: TECNOHOSPITAL
Número: 63

A edição nº 63 da revista «TecnoHospital» tem como foco central as diversas temáticas subjacentes à gestão de gases medicinais. Com efeito, estes mesmos gases, que se vêm utilizando nos hospitais portugueses há várias dezenas de anos, tornaram-se preponderantes na realização de muitas ações de diagnóstico e tratamento de diversas patologias, que vão desde o suporte respiratório até à utilização como agentes anestésicos, sendo também aplicados no funcionamento e calibração de equipamentos médicos.
O decreto-lei nº 176/2006, de 30 de agosto, conhecido como o Estatuto do Medicamento, veio consagrar o regime aplicável aos gases medicinais. O enquadramento jurídico dos gases medicinais relativamente ao acondicionamento, rotulagem, folheto informativo, direção técnica, transporte, distribuição, comercialização, fornecimento e entrega domiciliária dos mesmos foi definido através da publicação da deliberação nº 056/CD/2008, da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, IP – Infarmed.
Nesta edição da «TecnoHospital» aborda-se esta temática através dos artigos de: João Infante - ‘Sistemas de distribuição de gases medicinais: engenharia hospitalar - velhos trilhos, novos rumos’; Cátia Caneiras - ‘Gestão de gases medicinais: uma visão integrada’; Jacinto Nepomuceno Paixão - ‘Rede de gases medicinais’, e ainda, Serra de Matos - ‘Legislação dos sistemas de gases medicinais e vácuo e exaustão de gases anestésicos’.

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A PUBLICIDADE SEGUNDO O MEU TIO OLAVO

Autor: EDSON ATHAYDE
Editora: CHIADO EDITORA

Um descontraído manual de como se faz e se vive a publicidade, escrito por um criativo que escolheu Portugal e foi reconhecido pelo mundo.
Esta edição 2.0 precisa de ser lida por antigos e novos, decanos e jovens, portugueses, brasileiros, angolanos, moçambicanos e quem mais quiser perceber de boa publicidade feita em português.

Um best seller reeditado este ano, com novos textos e novos temas.
Uma das coisas admiráveis neste livro é o facto de não se destinar apenas a quem trabalha em publicidade. Este livro é muito mais do que isso, é perfeito para quem é cliente de uma agência de publicidade, mas também para o consumidor. Ou seja, para todos. Porque todos temos a aprender com este livro, sejamos marketeers, clientes ou consumidores.
A primeira parte do livro foca-se na vida do autor e na definição de publicidade. Depois, Edson Athayde explora, de forma clara e transparente, o trabalho das agências de publicidade: o que são, como funcionam, a relação entre os clientes e as agências. Fala também sobre os marketeers e sobre o marketing político, onde, entre outros, ficamos a saber como começou a relação de Edson Athayde com José Sócrates e António Guterres. Tudo isto, de forma simples, divertida e criativa. E claro, com os ensinamentos do querido Tio Olavo, que tornam o livro ainda mais rico.
No final, o autor lembra algumas das campanhas mais marcantes que produziu em Portugal: o spot "Laranja", o spot do Pedro Lamy para a Galp, os spots "Ogilvy e Krypton para MTV", "In Love MTV Aids Campaign", "Ministério da Saúde Bebé Master", "MTV Shot Aids", "WWF Fósforos", "Master Alzheimer Pastas Abraz". E claro, uma das publicidades que marcou uma geração: o «Tou Xim».

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CAMINHAR PELO PORTO

Autor: GERMANO SILVA
Editora: PORTO EDITORA

Este livro é, simultaneamente, um repositório de histórias do Porto e um guia para quem pretende conhecer o Porto dessas histórias.
Com ele, parta à descoberta de um Porto diferente. De um Porto monumental, mas também da cidade das escadinhas, da aragem que sobe do Douro, dos recantos típicos que se precipitam nas encostas sobre o rio.
E sobretudo descubra o Porto de quem o habitou e habita, do portuense de todos os tempos, da sua longa caminhada de milénios e do afã que sempre o motivou na construção da sua cidade.
Caminhe pelo Porto, atravessando a sua história, na companhia de quem melhor o conhece.

Há sete pontos essenciais a visitar, de acordo com este guia. Comece pelos Clérigos, da Praça da Liberdade a São Bento, um passeio de cerca de dois quilómetros, que demora cerca de duas horas. Depois, percorra o Morro da Sé, em cerca de 45 minutos, da Batalha à Ribeira, "um pedaço do Porto que será um testemunho vivo e eloquente da vida de um povo". Segue-se a Marginal, numa extensão de 4,5 quilómetros, do Infante ao Passeio Alegre. Posto isto, descubra a Foz Velha, em pouco mais de uma hora, vá do Passeio Alegre à Praça do Ourigo, "este não é um passeio como outro qualquer (...) intentamos com ele uma viagem em retrospetiva a um passado de festas e romarias". Mude o rumo, e conheça as Fontaínhas, desde Santa Clara ao Prado do Repouso, serão mais de duas horas para apreciar "um dos mais curiosos bairros da cidade oriental - o Bonfim". Ainda pelo Porto Oriental, vá de Soares dos Reis ao Bolhão, e entre na baixa do Porto. Há ainda um último ponto de destaque neste guia: o Palácio de Cristal, num percurso de Carlos Alberto à Igreja de Cedofeita, que lhe dará a conhecer "uma cidade industrializada, mas que não se apartou ainda de antigas tradições e de ruínas floridas".
Um guia com excelente bom gosto, ao qual nem os portuenses vão conseguir resistir.

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500 FRASES QUE MUDARAM A NOSSA HISTÓRIA


Autor: JOÃO FERREIRA

Da Antiguidade até aos nossos dias. De autores dos quatro cantos da Terra. De políticos a artistas, humoristas, escritores, ativistas, filósofos antigos e modernos, reis e rainhas. Aqui encontra 500 frases fundamentais que mudaram, de alguma forma, a nossa História de Portugal e do Mundo. João Ferreira, autor dos bestsellers Histórias Rocambolescas da História de Portugal e Histórias Bizarras de um Mundo Absurdo, percorreu livros, arquivos nacionais e internacionais para nos trazer este grande livro de citações, cada uma delas contextualizada na época e na sua autoria. Sim, porque há frases que estamos habituados a atribuir a determinada pessoa que nunca a proferiu.

João Ferreira resolveu alguns problemas associados a citações ao escrever este livro: “atribuição da mesma frase a diferentes autores; dúvidas sobre as datas em que foram ditas ou escritas; as obras onde tinham sido publicadas; ou mesmo se alguma vez tinham sido ditas por quem era”.
Com esta obra, viaje pela história e conheça a origem de várias frases emblemáticas, algumas das quais usamos no nosso dia a dia.
As 500 frases deste livro estão divididas por vários temas, nomeadamente: a existência e os sentimentos, o amor e o ódio, a vida e a morte, a guerra e a paz, o dinheiro, o trabalho e a preguiça, a política, a liberdade, a esperança, a inveja, a mentira, o bem e o mal, as artes, o espetáculo, a ciência, a literatura, o desporto, a moda e, ainda, o humor.
Um livro perfeito para se ler sem perder o fio à meada. 

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CONSTRUÇÃO MAGAZINE [60]

Revista: CONSTRUÇÃO MAGAZINE
Número: 60


A edição número 60 da revista «Construção Magazine» sobre ‘Caldas, Argamassas e Betões’ é um tributo à personalidade do Eng.º Jorge Lourenço, descrito como “um professor marcante, um engenheiro conhecedor, e um excelente amigo, que deixa uma enorme saudade”, pelo diretor da revista, Eduardo Júlio.

Poderá ler sobre ‘Caldas de cimento: aplicações, composição e caracterização’ (páginas 8-12), um estudo onde se concluiu que “as caldas de selagem têm um papel fundamental nas ligações aço/calda/material de suporte, sendo responsáveis pela transferência de carga e protecção das armaduras. O seu desempenho e a avaliação das suas características mecânicas são fundamentais para a sua aplicação”.
Segue-se ‘A importância de utilização de argamassas e betões leves na execução de enchimentos e camadas de forma’ (páginas 14-17), que demonstra que “uma forma de compatibilizar as necessidades técnicas e de custos é o recurso a betões e argamassas leves, produzidas com agregados leves como a argila expandida. A utilização deste agregado, além de permitir a obtenção de betão leve, com propriedades de isolamento térmico e resistência ao fogo, permite obter resistências elevadas de carácter estrutural”.
Já o artigo ‘Betões estruturais de agregados leves’ (páginas 18-21) “apresenta-se como um método objetivo e abrangente para a composição e produção de betão estrutural de agregados leves (BEAL), o qual permite ajustar a densidade, a consistência e a resistência mecânica do betão aos valores pretendidos”.
Quanto ao trabalho sobre a ‘Fluidez de pastas de cimento CEM II na presença de adjuvantes poliméricos: efeitos da temperatura ambiente’ (páginas 22-25), “é avaliado o comportamento reológico de pastas de cimento com introdução de policarboxilatos modificados, para diferentes temperaturas ambientes”.
No que respeita aos ‘Betões com agregados leves aplicados a estruturas’ (páginas 26-29), concluiu-se que “é possível construir estruturas de betão leve com elevada capacidade de carga e comportamento dúctil”.
Nesta edição fique também a par da regulamentação dos produtos de construção.

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O ESTRANHO CASO DE SEBASTIÃO MONCADA

Autor: JOÃO PEDRO MARQUES
Editora: PORTO EDITORA

Correm tranquilamente os primeiros dias de Junho de 1832 quando um casal desconhecido vem alojar-se numa estalagem da Foz do Douro. Ele é um homem de meia-idade e porte altivo, chamado Sebastião Moncada, e ela, uma mulher mais nova, de olhar assustado e gestos inquietos.
O casal chega rodeado de uma atmosfera de mistério, cuja persistência vai exigir a intervenção da Polícia. Mateus Vilaverde é o oficial da Guarda Real que fica encarregado do caso, mas a sua investigação complica-se extraordinariamente com a chegada do exército liberal de D. Pedro, que, desembarcado nas praias do Mindelo, ocupa a cidade do Porto. É, então, num cenário de guerra que Mateus vai descobrindo a história de Sebastião Moncada. Mas à medida que o vai fazendo vê-se impelido a investigar-se a si próprio e a confrontar-se com os seus afectos, desejos e fantasmas.
Tendo como pano de fundo o Portugal das Guerras Liberais e o estoicismo das gentes do Porto, cercadas durante mais de um ano pelo enorme e impiedoso exército miguelista, O Estranho Caso de Sebastião Moncada é um romance sobre a importância do acaso e das coincidências na vida humana e sobre a coragem necessária para enfrentar e viver as consequências de um grande amor.

Duas estórias marcam a narrativa deste livro, por um lado, Sebastião Moncada e Francisca, e por outro, Mateus Vilaverde e Luísa. Ambos os casais vivem um amor clandestino e é precisamente este o fio condutor do livro, cuja narrativa se situa na época das Guerras Liberais e do confronto entre D.Pedro e D.Miguel. É também dada a conhecer uma cidade do Porto onde à data reinava a miséria e o poder desmedido. No todo, é possível encarar este livro como uma aula de história romanceada e bem conduzida pelo autor. Um livro recheado de descrições que nos envolvem na história do Norte de Portugal do século XIX. Além do Porto, podemos conhecer outras cidades como por exemplo Penafiel, sendo interessante para quem as conhece fazer uma comparação entre o passado descrito nesta obra e o presente.
«Mistério, paixão e coragem» são as três palavras que definem esta obra.

José Pedro Marques é autor foi professor e é autor de vários artigos relacionados com a época colonial, sendo ainda autor de outros livros, por exemplo, «Uma fazenda em África», também editado pela Porto Editora.

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O FIM DO PODER

Autor: MOISÉS NAÍM
Editora: GRADIVA


Numa investigação original e muito bem fundamentada, Naím mostra como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia. Naím cobre habilmente as mudanças sísmicas em curso no mundo dos negócios, da religião, da educação, das famílias, com exemplos retirados de todas as áreas da actividade humana. Acessível e convincente, O Fim do Poder constitui um olhar revolucionário sobre o fim inevitável do poder – e sobre como esse fim irá mudar o nosso mundo. 

Enquanto ministro do Desenvolvimento do governo da Venezuela (finais dos anos 80), Moisés Naím experienciou "um desfasamento entre a percepção e a realidade do meu poder", ou seja, constatou as limitações desse poder. Caraterística que tem vindo a confirmar ao longo dos anos através do contato com personalidades detentoras de poder, de diferentes domínios, que partilham o mesmo pensamento e confirmam a teoria da decadência do poder (o autor refere que este livro não é um apelo a que se tenha pena dos que estão no poder).
Antes de mais o objetivo é avaliar o impacto da decadência do poder - para o bem e para o mal. Para isso o autor apresenta a sua definição de poder com rigor, sendo o poder "a capacidade de orientar ou de prevenir as ações presentes ou futuras de outros grupos e indivíduos". Segundo o mesmo, o poder pode ser expresso através de quatro canais, o músculo (força), o código (apelo ao sentido moral), a promoção (mudança na percepção para nos levar a escolher algo) e a recompensa (recurso a benefícios).
A teoria proposta por Moisés Naím assenta nas fragilidades das barreiras ao poder, sendo agora mais fácil chegar ao topo essa posição torna-se efémera. De acordo com o autor, isto acontece devido à ascensão dos micropoderes potenciada por três revoluções: a revolução do mais - aumento de tudo, mais países, populações, melhor nível de vida; a revolução da mobilidade - dinheiro, pessoas, bens e ideias movimentam-se como nunca antes; e a revolução das mentalidades - mudanças de expetativas e aspirações.
O livro tem muito interesse porque as observações do autor são transversais a várias entidades e também porque foge às leituras tradicionais sobre o poder, que evocam sistematicamente a posição antagônica entre potências (análise geopolítica, particularmente do paradigma E.U.A. e China), e o foco na internet. 
Interessante, também, é a discussão sobre as consequências negativas que a fragilidade do poder, no seu todo, podem ter para a nossa vida. Isto é, um mundo onde não exista autoridade é um mundo onde se torna mais difícil tomar decisões, as vidas são "governadas por incentivos e medos de curto prazo, e menos poderemos planear as nossas ações e projetar o futuro". Como já foi avançado por alguns filósofos, a dispersão do poder pode conduzir ao caos e anarquia. 

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A NEUTRALIDADE PORTUGUESA NO TEMPO DE D. PEDRO II

Autor: ANA LEAL DE FARIA
Editora: ESFERA DO CAOS


As circunstâncias históricas que estruturaram a diplomacia moderna em Portugal proporcionam a análise de um modelo de «diplomacia de guerra», logo abandonado com a assinatura da paz cuja manutenção está subjacente a uma política de neutralidade, que exige habilidade negocial e prestígio. A assinatura da paz luso-castelhana, em 1668, marcou a transição para um período de neutralidade e distanciamento relativamente às questões europeias apenas interrompido, já no final do reinado de D. Pedro II, com a intervenção na Guerra de Sucessão de Espanha. A adesão de Portugal à Grande Aliança de Haia, a 16 de Maio de 1703, assinalou uma inversão da política externa portuguesa, num tempo em que o problema económico pesava cada vez mais na balança das decisões. O Tratado de Methuen, assinado no final desse ano, culminaria três décadas de pressão britânica e abriria uma nova etapa nas relações entre Portugal e Inglaterra.

Desenvolvido no contexto do programa do seminário Guerra e Diplomacia, do Mestrado em História Moderna (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), este livro tem como pano de fundo o estudo da dimensão externa do Estado, durante um época de aceleramento das relações internacionais. Sendo uma obra pautada por uma exposição objetiva do tema, suportada por uma investigação rigorosa. 
Ana Leal de Faria enquadra bem a baliza temporal sobre a qual este estudo recai - entre o pleno reconhecimento internacional da casa de Bragança, como legítima herdeira do trono de Portugal e o envolvimento de D. Pedro II, como parte interessa na Guerra de Sucessão de Espanha. Por outro lado a autora especifica bem o que entende por neutralidade -  sendo este o conceito chave do trabalho - o conceito de neutralidade com que a autora trabalha significa não tomar partido por nenhuma das partes que se envolvem em discussão, sendo um termo que evoluiu no movimento civilizacional europeu. A neutralidade resulta da soberania para a tomada de decisão, podendo ser gerida conforme as circunstâncias - negociação dos beligerantes com terceiros e destes com cada uma das partes envolvidas em conflito.
São vários os tópicos analisados pela autora - os princípios básicos das relações internacionais nos seculos XVII e XVIII, com destaque para os direitos dinásticos, balança comercial e equilíbrio de poderes. Segue-se a discussão da politica externa de D. Pedro, num período marcado pela generalização da guerra, onde a autora aborda os obstáculos a uma neutralidade ativa, para terminar com o distanciamento de Portugal na fase de paz na Europa. Para além disso, é tratada a politica de casamento da corte portuguesa. O capítulo final do livro evidencia o papel de Portugal durante  a Guerra de Sucessão de Espanha.
Ana Leal de Faria tem estudado as áreas da História Diplomática e Diplomacia, particularmente entre os séculos XVII e inícios do século XIX. Atualmente é Professora na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, tendo já recebido o Prémio Aristides Sousa Mendes e o prémio Gulbenkian de História Moderna e Contemporânea de Portugal, como reconhecimento do trabalho de investigação que tem vindo a realizar.

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O TERCEIRO CHIMPANZÉ: A EVOLUÇÃO E O FUTURO DO ANIMAL HUMANO

Autor: JARED DIAMOND
Editora: TEMAS E DEBATES

Partilhamos noventa e oito por cento do nosso ADN com os chimpanzés. No entanto, somos a espécie dominante no planeta - fundamos civilizações, desenvolvemos intricadas formas de comunicação, aprendemos a ser cientistas, construímos enormes cidades e criamos obras de arte maravilhosas - enquanto as duas espécies de chimpanzés, o comum e o pigmeu, continuam concentrados nas suas necessidades básicas. Porque é que esses dois por cento criaram uma divergência tão grande entre três espécies tão próximas? Nesta obra fascinante, o vencedor do Pulitzer Jared Diamond explica-nos como o animal humano, em tão pouco tempo, desenvolveu a capacidade de dominar o mundo… e os meios para o poder destruir. Um livro brilhante, que nos volta a colocar no lugar mais apropriado, longe do antropocentrismo em que costumamos viver. Porque nós somos apenas  «O Terceiro Chimpanzé».

«O Terceiro Chimpanzé» é um livro estimulante que vai abalar algumas das ideias preconcebidas que temos sobre nós mesmos, como humanos. O objetivo de Jared Diamond com este trabalho é demonstrar que apesar de os humanos apresentarem qualidades singulares, que nos demarcam das restantes espécies e que colocam em risco a nossa sobrevivência, apenas a compreensão da nossa natureza pode ajudar a moldar o nosso comportamento.
O autor salienta que os nossos problemas estão estritamente relacionados com a nossa ascendência animal. Jared Diamond explica que os mesmos problemas podem ser encontrados em várias outras espécies, sendo por nós ampliados, pelo nosso crescente domínio tecnológico e aumento demográfico a um ritmo acelerado. Assim, ao longo do texto são colocados em perspectiva os comportamentos dos humanos e de outras espécies, para ajudar a perceber "o terceiro chimpanzé".
O livro conta a historia da nossa ascensão e queda. Começa por recuar muito no tempo, até às nossas origens, com uma abordagem à tradição arqueológica e aos dados recentes da biologia molecular. Estes dois ramos científicos são os que mais pistas fornecem sobre a evolução humana e o que nos levou a separar dos nossos mais próximos parentes do reino animal – O Grande Salto em Frente. A segunda parte avalia as mudanças do ciclo da vida humana: a evolução da sexualidade humana, a ciência do adultério, a escolha de parceiros sexuais, a origem das raças humanas e, ainda, por que envelhecemos e morremos.
Para além disso, o autor discute o que consideramos que nos afasta definitivamente dos animais, com destaque para as nossas características culturais, a língua, a arte, a tecnologia e a agricultura. Após este ponto são tratadas as características que podem ditar o fim da nossa espécie, como a xenofobia e o isolamento extremo, sendo feito um estudo sobre a história mundial registada sobre o extermínio xenófobo em massa – segundo o autor, a recusa em enfrentar a nossa história condena-nos a repetir os erros do passado numa escala mais perigosa. Por fim são apresentados argumentos sobre como estamos a reverter o progresso alcançado num período de tempo muito mais rápido.

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