FREUD, JUNG, LACAN: SOBRE O INCONSCIENTE

Autor: LUÍS M. AUGUSTO

Freud, Jung, Lacan: Sobre o Inconsciente debruça-se de um modo exaustivo, ainda que a um nível introdutório, sobre as teorias fundamentais do inconsciente da autoria dos três teóricos da psicanálise mais importantes até aos nossos dias. O texto divide-se em três grandes capítulos dedicados ao aspeto principal de cada uma destas teorias. No caso de Freud, aborda-se a sua teoria do inconsciente de um ponto de vista genético e do desenvolvimento das duas tópicas de modo a explicar porque é que formam uma teoria única. O inconsciente coletivo é o fil rouge que une o capítulo dedicado a Jung, autor de um surpreendente e quase proibitivo enciclopedismo. Em relação a Lacan, debruçamo-nos sobre a sua complexa teoria do inconsciente estruturado como uma linguagem, uma conceção que continua a funcionar como um maná inesgotável para a compreensão de aspetos culturais e científicos de relevo no pensamento contemporâneo. O texto permite pelo menos dois níveis de análise, um nível mais referencial no texto principal, com as abundantes notas de rodapé a facultar um nível mais crítico.

"As perspetivas freudiana, junguiana e lacaniana representam hoje muito provavelmente as três principais vertentes da teoria e da prática psicanalítica.". Com efeito, apesar de atualmente "parecer inconcebível, podemos imaginar um tempo em que o indivíduo humano não tinha consciência de si como uma unidade psicofísica agindo no meio circundante de modo mais ao menos consciente e voluntário e, como tal, responsável em maior ou menor medida pelos seus atos e até mesmo pelos seus pensamentos e intenções. (...) Não temos de olhar para esse tempo como passado; aquilo que podemos ver como um tempo 'primitivo' é não só o tempo atual de certas culturas em zonas geográficas mais ou menos remotas, mas o presente que muitos indivíduos que 'partilham' connosco as estruturas civilizacionais (direito, ciência, religião, etc.) fundadas na crença mais ou menos explícita da autoconsciência como propriedade do humano na sua maturidade e sanidade mental.". O autor explica ainda que "um dos aspetos mais interessantes do ponto de vista da história das ideias é a coincidência em meados do século XIX de crenças populares e das pseudo-ciências (magnetismo animal ou mesmerismo, por exemplo) com conceções filosóficas de carácter sistemático e ainda de hipóteses da nascente psicologia experimental à procura de verificação, todas elas em torno do inconsciente. (...) Coube a Sigmund Freud descobrir um método que, embora não completamente conforme os métodos desta psicologia experimental nascente, introduzia possibilidades de análise até então insuspeitadas (...). Firmando o terreno, a evolução do pensamento psicanalítico depressa obrigaria a divisões internas e à formação de rebentos: uma das primeiras divisões dá-se precisamente com a psicologia analítica pela mão de C. G. Jung e, alguns anos mais tarde, 'retornando' a Freud, Jacques Lacan abriu caminhos novos que continuam por explorar e cujas consequências desafiam ainda hoje a nossa compreensão.".
Uma obra relevante para todos os que se interessam pelo mundo do inconsciente. 

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EGOÍSTA [51]

Revista: EGOÍSTA
Número: 51

Uma edição dedicada à poesia, com poemas e arte unidos em perfeita sintonia. Nesta «Egoísta» podemos ler e ver os trabalhos de Adrienne Rich, Alex Kanevsky, Amalia Bautista, Ana Luísa Amaral, Annie Leibovitz, Antonia Pozzi, Antonio Cicero, António Ramos Rosa, António Saias, Armando Silva Carvalho, Augusto Brázio, Christophe  Jacrot, Eduardo Pitta, Eugénio de Andrade, Fabiano Calixto, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Gastão Cruz, Helena Gonçalves, Helga Moreira, Hilda Hilst, Inês Dias, Jaime Rocha, João Camilo, João Rui de Sousa, João Vilhena, Lu Yun, Luís Filipe Cunha, Manuel San Payo, Margarida Ferra, Maria do Rosário Pedreira, Maria João Gonçalves, Maria Manuela Viana, Maria Teresa Horta, Marina Tsevetáieva, Nuno Júdice, Pedro Cláudio, Pedro Tamen, Rainer Maria Rilke, Ricardo Alevizos, Rodrigos Prazeres Saias, Rui Cóias, Sylvia Plath, thegirlnextdoor, Vasco Graça Moura.
Deixamos algumas imagens do interior, que comprovam que realmente esta edição é belíssima:
Ficamos rendidos a este número da «Egoísta» e aguardamos ansiosamente pelo próximo.

PPP E O CUSTO DE UM ESTADO FRACO - Toda a verdade sobre as parcerias público-privadas

Autor: SÉRGIO DE AZEVEDO
Editora: ALÊTHEIA

Sabia que os encargos líquidos com as Parcerias Público-Privadas rodoviárias e ferroviárias são o equivalente a 10 anos de subsídios de férias de todos os funcionários públicos e de todos os reformados portugueses?
Sabia que a maioria dos contratos das PPP é coincidente com os períodos eleitorais nacionais, e que, nalguns casos, foram as concessionárias que definiram as suas próprias remunerações?
Neste livro, descobrirá toda a verdade sobre as Parcerias Público-Privadas ferroviárias e rodoviárias: quem ganhou, quem perdeu e quem vai pagar a factura de um dossier onde tudo valeu.

O prefácio de José Gomes Ferreira é bastante elucidativo e resume perfeitamente todo o contexto do livro. Com efeito, este livro "não é apenas mais um texto sobre as PPP, é uma peça decisiva para se perceber a História Contemporânea de Portugal: selecciona dados, relaciona, interpreta, ajuda a perceber as motivações e a clarificar resultados. (...) As Parcerias Público-Privadas, sobretudo as parcerias rodoviárias, são apenas um dos capítulos mais negros dessa deriva financeiramente suicidária de todo um país: os portugueses estão a pagar quantias exorbitantes em portagens num sector onde não há concorrência...".
Assim sendo, o primeiro capítulo do livro é dedicado à definição geral de conceitos relevantes no âmbito desta matéria; segue-se a evolução legislativa no quadro das PPP e as suas implicações; os factos gerais da primeira fase de audições da Comissão de Inquérito às PPP; os encargos para o Estado Português com as PPP rodoviárias e ferroviárias e, ainda, um total de 216 conclusões e recomendações aprovadas na Comissão Parlamentar de Inquérito às PPP.
Para aliviar um pouco o nosso pensamento, Sérgio de Azevedo afirma que atualmente "é quase obsceno dizer que há coisas boas na crise que atravessamos. Mas de facto há. Se não fosse a crise nunca teríamos descoberto a dimensão deste problema. Teríamos tido muito provavelmente mais três PPP rodoviárias e continuávamos num caminho de ilusão e de alguma loucura. O lado bom desta crise permitiu-nos também estarmos mais atentos e mais sensíveis para casos de incompetência, de abuso e de gestão danosa. E isso é bom.".
Para terminar, dizer que este é um livro que os cidadãos portugueses deviam ler se pretendem ficar mais esclarecidos sobre o que realmente se passou aos longo dos anos com as PPP e que contribuiu para a situação que o país atualmente atravessa.

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INDÚSTRIA E AMBIENTE [84]

Número: 84

Nesta edição da «Indústria e Ambiente» leia a entrevista a Afonso Lobato de Faria, onde o presidente do grupo «Águas de Portugal» aborda "a reestruturação do setor da água e o objetivo dessa reforma, ou seja, a sustentabilidade do setor, para a qual deverão contribuir as agregações em alta. Afonso Lobato de Faria explica também como a harmonização pode trazer justiça social e por que razão a lógica de privatização aplicada aos resíduos não se coloca na água e saneamento".
Segue-se o dossier «Águas e Resíduos», nomeadamente com os seguintes artigos: «Novos desafios para as instalações prediais: a recuperação e reutilização de recursos», de Armando Silva Afonso; «Qualidade e tratamento de água e águas residuais. Desafios e oportunidades», de Maria João Rosa, Elsa Mesquisa e Catarina Silva; «Processos e tecnologias de tratamento de resíduos sólidos: o papel dos TMB no desafio português de desvio dos RUB dos aterros», de Mário Russo; «Políticas públicas da água em Portugal: passado, presente e futuro», de João Howell Pato; «Gestão patrimonial de infraestruturas, economia e regulação», de Maria Adriana Cardoso; «Sobre a articulação entre os sistemas de planeamento territorial e dos recursos hídricos em Portugal - criar sinergias para reduzir pressões e potenciar benefícios», de Teresa Fidélis.
Paulo Praça, por sua vez, convida-o a refletir sobre os «Resíduos urbanos: um novo paradigma entre o setor público e o privado».

A próxima edição da revista terá como tema a «Internacionalização».

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COMO CRIAR UM NEGÓCIO DE BOLOS DECORADOS


Autora: SÓNIA AZOIA
Editora: MARCADOR

Destinado a quem esteja a começar agora no mundo do cake design e dos bolos decorados, ou a quem já tenha uma vasta experiência, este livro é ideal. Além de dicas e truques essenciais para quem quer fazer bolos decorados (seja para oferecer aos amigos, seja para construir um pequeno negócio), inclui ainda ótimas receitas, das mais simples às mais complexas, que podem ser cofeccionadas consoante as ocasiões.

Para começar, este é um livro esteticamente muito apelativo. Não apenas pelas fotos dos bolos, mas por toda a cor e grafismo que o tornam um livro delicioso.
No que respeita ao conteúdo, o livro inicia com um resumo da história do cake design e da evolução do mesmo. Posto isto, explica-lhe o que fazer antes de começar a fazer bolos, nomeadamente, como fazer as contas (como aplicar um preço a cada tipo de bolo), quais o fatores que podem encarecer um bolo, o processo de tornar esta uma atividade profissional a tempo inteiro, como elaborar um projeto e como se processa a venda de bolos à fatia. Por si só, estes elementos tornam este livro tão especial. Além de explicar como se fazem bolos (que é a parte seguinte), a autora teve o cuidado de explicar o contexto do negócio, dando uma perspetiva diferente a este livro.
Posto isto, o foco vai para os utensílios e equipamentos; as pastas de açúcar e a respetiva aplicação; as cores (os corantes e as suas aplicações); como preparar um saco de pasteleiro; os bolos, as coberturas e os recheios. 
O passo seguinte são as receitas. Inúmeras receitas que exploram vários tipos de bolos para nove mesas distintas.
Mas antes de terminar ainda há dicas e truques da autora para que tudo corra pelo melhor.

Sónia Azóia desde sempre gostou de fazer bolos, mas em 2004 deixou o emprego de então e começou a trabalhar numa pastelaria para perceber se fazer bolos passaria a ser a nova profissão a tempo inteiro. Em 2005 frequentou um curso de pastelaria e rapidamente percebeu que o que a fascinava eram os bolos decorados. Atualmente é formadora no «Istofaz-se», a primeira Escola de Decoração Artística de Bolos acreditada em Portugal.

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O CÁLCULO DE RISCO EM PROJETOS DE INVESTIMENTO


Autor: EDUARDO SÁ SILVA
Editora: VIDA ECONÓMICA

Conheça nesta obra o processo de cálculo do risco baseado em probabilidades.
Os conceitos de variância, covariância, correlação e desvio-padrão são elementos-chave para o entendimento do risco nos projetos de investimentos. Faz-se igualmente referência à simulação Monte Carlo.
O capítulo 6 é reservado para outros critérios alternativos, nomeadamente, o período de recuperação (payback), a análise de sensibilidade, a taxa de atualização ajustada pelo risco e os fluxos equivalentes certos.

"O risco pode ser definido como o grau de incerteza ou a possibilidade de perda, ou seja, a probabilidade de ocorrência do evento gerador dessa perda". Começa assim este livro, prático, recheado de exemplos, fórmulas, tabelas e outros conteúdos que o ajudarão entender o que é o risco; as diferenças entre situações de dependência, de alguma dependência e de total dependência; o cálculo da probabilidade de ocorrência; entre outros métodos de cálculo de risco.
Sendo que o autor conclui que o "método probabilístico pressupõe que se estimem os fluxos de caixa segundo várias hipóteses de evolução possível dos diferentes estados da economia, e que é possível conhecer-se, de forma objetiva ou subjetiva, as possibilidades de ocorrência dessas hipóteses. Neste contexto, é possível definir o perfil de risco do projeto, através da distribuição dos fluxos de caixa, e descrevê-lo através de duas medidas: o valor esperado ou a esperança matemática e o desvio-padrão".

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O INÍCIO DO INFINITO - Explicações que transformam o mundo

Autor: DAVID DEUTSCH
Editora: GRADIVA

É bom ouvir num tempo de crise que o progresso existe mesmo: o futuro vai ser melhor do que o passado!
E, ainda para mais, o progresso vai ser infinito. Eis o que afirma o físico, especialista em computação quântica, David Deutsch. Conduzindo o leitor para um fascinante caminho que passa não só pelas ciências mas também pelas filosofia, pela história, pela arte, pela ética e pela política, Deutsch conta-nos nesta obra profundamente original como o ser humano consegue fornecer explicações cada vez melhores do mundo à sua volta e como essas explicações tornam melhor a sua vida no mundo. O aumento do conhecimento humano das leis da Natureza tem conduzido a uma melhor condição humana.

"Um progresso, simultaneamente rápido para ser notado e suficientemente estável para perdurar por muitas gerações foi alcançado apenas uma vez na história da nossa espécie". Será o progresso finito e terminará com uma catástrofe ou como fim de um ciclo?  O autor afirma que o progresso é ilimitado, e a infinidade do mesmo é defendida neste livro, sendo que esta tese é transversal a várias áreas do conhecimento.
O progresso a que o autor se refere, quer seja teórico ou prático, tem origem numa única atividade humana - a busca por boas explicações. Por isso mesmo David Deutsch começa por nos elucidar sobre o alcance das explicações, aprofundando diversos conceitos: explicação, criatividade, empirismo, relativismo, falibilismo, problema, racional, etc... 
Entre outros argumentos o autor recusa a ideia que o nosso conhecimento provém da experiência sensorial, mas sim da especulação alternada com a crítica.
São imensos os pontos de interesse neste trabalho. Por exemplo quando o autor aborda a criatividade artificial, para nos dizer que a inteligência artificial não evoluiu significativamente porque existe um problema filosófico por solucionar - a nossa capacidade para perceber como funciona a criatividade. Sobre o optimismo diz que é a teoria de que todos os fracassos se devem ao conhecimento insuficiente.
David Deutsch é um reputado investigador no domínio da física quântica, tendo sido galardoado pela comunidade científica pelo seu contributo para o desenvolvimento da física teórica.

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WASTEBAND


Autora: PATRÍCIA PORTELA
Editora: CAMINHO

Wasteband_(do inglês) – faixa de tempo perdido que dá forma aos dias, estendendo os momentos de espera em detrimento dos que exigem acão, criando assim uma maior probabilidade de acidentes e efeitos colaterais em vidas demasiado programadas. 
Waistband (do inglês) – faixa de tecido que dá forma à cintura de um vestido, de uma saia ou a um cós de umas calcas; elástico das cuecas.

Sergei Krikalev descolou a 19 de maio de 1991... e ficou algures no espaço pois não havia dinheiro para o trazer de volta (e também por questões políticas, sociais, culturais...). Entretanto, na terra, desenrola-se a história de José e Tânia e da respetiva faixa de tempo perdido - a wasteband.
"Wasteband é como quando estamos sentados no cinema, quando as luzes já se apagaram mas os anúncios ainda não começaram nem o pano descobriu o ecrã - é nesse preciso momento, entre a confusão do sentar e o quase silêncio antes do filme que tudo é possível; é a primeira chance de podermos ver o melhor filme das nossas vidas, é o momento em que podemos esperar ter a melhor experiência do dia, do ano, até do século. É o momento em que não se sabe o que se vai ver e em que existem todas as probabilidades de se ser surpreendido. Depois... começa o filme... acaba a espera. É nesse exato momento antes desse fim que nos encontramos agora".
Deixe-se levar pela imaginação e perca tempo com este livro!

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COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL NO SÉCULO XXI: Diálogos entre a gestão e a academia

Coordenação: PEDRO NEVES & MIGUEL PEREIRA LOPES
Editora: EDITORA RH

Indicadores recentes mostram que as escolas portuguesas das áreas de comportamento organizacional e gestão estão bem avaliadas internacionalmente. Os indicadores sobre a evolução da investigação científica feita em Portugal mostram a mesma tendência positiva. Então, o que falha para que a produtividade em Portugal não tenha acompanhado esta evolução científica? Neste livro encontrará casos de sucesso na colaboração entre a academia e a realidade empresarial e institucional do nosso país, que mostram que é possível inverter a ineficiente tradução do avanço científico em resultados de negócio. A leitura destes casos de sucesso nos «diálogos entre a gestão e a academia» é fundamental como exemplo inspirador e potenciador das melhores práticas de gestão em Portugal.

Este livro surge para mostrar como a gestão e a academia se encontram "intrinsecamente interligadas e que o conhecimento centrado em apenas uma das perspetivas é, inequivocamente, incompleto". Para o efeito foram convidados vários académicos e gestores em comportamento organizacional em Portugal, "resultando numa diversidade que mostra as múltiplas perspetivas existentes sobre o comportamento organizacional (e todos os possíveis diálogos que daí resultam)".
Esta diversidade está, efetivamente, presente ao longo do livro, onde se pode ler sobre: liderança; justiça organizacional; cultura organizacional; comunicação; papel das emoções; negociações; capital psicológico positivo; improvisação; mudança organizacional; inovação; trabalho temporário; expatriados; empreendedorismo e responsabilidade social.
Por tudo isto, este livro é uma excelente opção para todos os que pretendem compreender a ligação entre a teoria e a prática, aplicada no contexto nacional.

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DESIGN ET AL


Coordenação: EMÍLIO TÁVORA VILAR
Editora: D.QUIXOTE

Dez perspectivas sobre o design escritas pelos mais destacados professores universitários portugueses. O design nas suas vertentes principais: industrial, comunicação, gestão, produto, investigação, multimédia, história e teoria.

Segundo Emílio Távora Vilar, este livro surge pois "não obstante de existir já um conjunto de sólidas abordagens teóricas, estas são geralmente de difícil transposição para o campo do projecto e têm-se revelado de pouca utilidade para quem precisa de ferramentas concretas para resolver problemas específicos ou para sustentar decisões. É pois necessária uma maior ênfase no desenvolvimento de uma vertente académica que proporcione um efectivo suporte à prática e que, ao mesmo tempo, possa contribuir de forma sistemática para um alargamento do corpo conceptual nesta área". Foi portanto com isto em mente que surgiu esta obra.
O primeiro texto, de Eduardo Aires, tem como tema os «Contributos para a definição de um modelo de análise gráfica», com o "propósito de estabelecer uma plataforma visual informativa, de modo a permitir um conhecimento e entendimento gráfico, analisando as primeiras páginas dos jornais diários portuenses que começaram a ser publicados na segunda metade do século XIX e atravessaram todo o século XX". O autor concluiu que "os esquemas organizam o conhecimento visual e gráfico do objecto de estudo e proporcionam informação acerca de como se processa, transformando dados abstractos invisíveis em fenómenos gráficos. Daí o seu carácter multifuncional, uma vez que não só mediatizam a compreensão como também a memória e o próprio comportamento. (...) Com esta metodologia, e tendo como referência as leis de Gestalttheorie, construiu-se um conjunto de soluções gráficas passíveis de serem aplicadas, em forma de esquema, não só às primeiras páginas dos jornais como a qualquer outro produto editorial impresso".
Já Emílio Távora Vilar abordou a «Gestão da imagem: o design como recurso estratégico", onde revelou que "em tempos de transição como os que se vivem, uma estratégia de imagem eficaz implica a compreensão do processo de desmaterialização em curso, a perspectivação do seu alcance e a capacidade de antecipação das situações que se alteram em sua função; implica ainda a adaptação às dinâmicas dos suportes virtuais - com uma atenção especial aos portais -, a exploração transversal e sinérgica dos novos media - cooptando designadamente valências audiovisuais e multimédia - e uma aproveitamento criativo das tecnologias de informação e comunicação". 
«Poeta, ou aquele que faz: design lacónico para um mundo menos cínico», por Francisco Providência, toca em temas como: ética do design, invenção do artificial; estética do design, esperança de superação da indiferença; três propostas para investigação em design: biodesign, ecodesign e metadesign; design português para um experiência da beleza; design criativo, da matemática à arte; design do assombro nos limites do dizível.
Heitor Alvelos apresenta-nos «The 'D' word: sete considerações e tácticas em redor da múltipla destituição do design», um ensaio redigido em 2012 e originalmente escrito em inglês. Um texto que pode não abordar obviamente o 'design' mas que se mostra como "metáfora dos dilemas urgentes que os designers enfrentam". Assim sendo, somos levados a olhar para O Natal dos Hospitais, a Feira Medieval de Santa Maria da Feira, a telenovela Dancin´Days, o iPod Suffle, entre outros, com uma perspetiva realista salpicada com humor. Há ainda espaço para o "The museum of me me me me me me me", o 'expressing oneself', onde se aborda a questão a difusão massiva do quotidiano (real? talvez não) no mundo virtual, bem como a ilusão de que se é ativista porque se faz um "gosto" numa causa divulgada no facebook. São exemplos de algumas questões que fazem pensar. A ler!
José Bártolo mostra-nos os «Modos de produção: notas para uma economia política do design», dado que "os modelos de produção alteraram-se e, com eles, um nova economia política do design foi surgindo. Uma verdadeira crítica da produção imaterial em design, uma semiótica da prática crítica contemporânea, afigura-se, por isso, como tarefa urgente e fundamental".
Para os leigos em design, talvez os próximos textos sejam particularmente interessantes, o primeiro, de Maria Teresa Cruz sobre «Arte & Design. Design & Estética. Ou os caminhos da razão técnica». Na primeira parte do texto, Maria Teresa Cruz fala sobre a semelhança entre arte e design: "A musealização do design, ao suscitar por fim, com toda a clareza, um regime especificamente estético de acolhimento do design, traz uma nova luz ao velho debate sobre arte e design, mostrando ao mesmo tempo os seus limites e equívocos. (...) As semelhanças entre as obras de arte e os objectos de design modernos são sensíveis para o olho do espectador mais inocente. As mesmas linhas geométricas, as mesmas superfícies lisas, o mesmo despojamento ornamental. (...) Seja qual for a dramatização da sua diferença, o facto é que ambos, arte e design, participam intensamente desse movimento de abstração e de simbolização que a razão moderna leva a cabo em todos os domínios da realidade.", sendo que a autora aborda ainda o design e a estética. No segundo texto, Mário Moura, fala sobre «Escrever sobre design na internet». Neste texto o autor começa por explicar que na opinião dele escrever num blogue não é menos importante do que publicar num jornal ou numa revista. "Porquê escrever na internet?", pergunta, "Porque é fácil", responde. "No caso de um designer, a possibilidade de escrever ou ler um texto no mesmo computador que usa para trabalhar é provavelmente a grande causa da explosão crítica na área que ocorreu nos primeiros anos deste século". Mário Moura conclui "não há design sem sociedade, e a fundação da sociedade democrática é o debate". O terceiro texto que destacamos é de Paulo Parra, sobre «As origens do design português: 'design suave'», onde o autor refere: "ultimamente tem-se falado muito de design no nosso país, mas normalmente é de design importado ou então de design nacional importado, que significa produtos concebidos em Portugal segundo moldes internacionais". De facto, Paulo Parra recorda que "hoje todos os territórios têm a sua bandeira, mas na época das Descobertas muitos povos terão contactado pela primeira vez com uma bandeira, através da nossa. Tal aconteceu com o mobiliário (...) e a caravela (...) e o português, moeda mandada cunhar por D.Manuel I em 1499, e que é considerada a primeira moeda global...". O autor lembra ainda que "a nossa história está presente ao longo de milhões de anos, em que desenvolvemos componentes, produtos, sistemas, até chegarmos ao inovador chip de papel...".
Vasco Branco, por sua vez, escreveu sobre «Design e investigação em design: algumas reflexões», onde concluiu que "ironicamente, parece que o que torna um designer investigador é uma sessão de auto-análise que lhe permita passar a escrito o que decidiu e revelou o desenho e cujo contributo inovador deveria ser avaliado pelos pares, na sua própria linguagem. (...) Provavelmente qualquer atelier de design é um laboratório de investigação. Se não é, poderia ou deveria sê-lo".
Victor M. Almeida estudou o «Design em Portugal: da democratização à popularização», onde concluiu que se verifica "um desconhecimento generalizado da real dimensão da disciplina nas escolas de ensino básico, o que se traduz, inevitavelmente, numa diminuição na procura dos respectivos cursos no ensino superior. Se atendermos à transversalidade disciplinar como uma característica essencial do design, será fácil partilhar o conceito de que em todas as outras áreas científicas, pedagógicas e ocupacionais há design implícito. Basta que nos mobilizemos a explicá-lo à sociedade".
Se é designer, deve ler. Se é professor na área, deve ler. Se é leigo na área, deve ler.

RH MAGAZINE [89]

Revista: RH MAGAZINE
Número: 89

Abra a revista e conheça a SEA - Agência de Empreendedores Sociais, que através da Fábrica do Empreendedor já entrou na vida de mais de 1500 famílias e ajudou mais de 300 pessoas a regressar ao mercado de trabalho em apenas um ano.
Em seguida, leia a entrevista a António Henriques, CEO do Grupo CH, que afirma: "somos dos que acreditam que pessoas felizes constroem organizações vencedoras. É por isso que partilhamos cada vez mais a nosso fórmula com outras empresas". Com efeito, atualmente o Grupo CH é um "projeto de referência que produz resultados excecionais em toda a cadeia de valor. Colaboradores felizes, clientes satisfeitos, práticas que são um exemplo para a sociedade". 
Continue a sua leitura com os artigos de Maria João Velez e Pedro Neves sobre «O lado negro da liderança: quando os chefes se tornam abusivos»; de Cláudia Mamede e Neuza Ribeiro, a respeito da «Inteligência moral na liderança» e ainda de António Rodrigues que aborda «A revisão colaborativa da avaliação de desempenho».
Outros artigos de interesse são os de Paulo Mateus Calado sobre «As boas causas para os colaboradores»; de Carlos Sezões, que foca a «Gestão integrada de talento: da atração à retenção» e também de Sofia Monteiro, que apresenta «A música como fator inspirador de mudança e motivação».

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EXCEL APLICADO À GESTÃO

Autor: ANTÓNIO MARTINS
Editora: SÍLABO

O Excel é a folha de cálculo mais utilizada pelos profissionais de gestão e negócios para análise e apresentação de resultados.
Este livro, escrito de um modo claro e conciso, aborda e explora as ferramentas que o Excel disponibiliza de um modo especificamente orientado para serem utilizadas num contexto de gestão e negócios.
Não pressupõe nenhum conhecimento prévio de Excel nem sequer terminologia de gestão. Sempre através de exemplos, apresenta inicialmente os fundamentos lógicos do Excel para os leitores principiantes. Numa segunda fase, evolui para matérias e ferramentas normalmente denominadas por Excel Avançado, usando a metodologia de estudo de casos aplicados à gestão e negócios. Não ultrapassando a óptica do utilizador, desenvolve, no final, as macros de comandos e o Visual Basic. Pode ser utilizado com qualquer versão do Excel.
Escrito especificamente para aqueles que trabalham ou estudam num meio envolvente de gestão. Fundamental para tirar o melhor partido do Excel.

Se ainda não está familiarizado com os conceitos básicos de Excel não terá problemas, pois é precisamente com este ponto que se inicia o livro: aprenda os conceitos básicos de folhas de cálculo e  inserção e edição de dados. A formatação de dados e folhas é o passo seguinte, aqui há vários pontos a ter em conta como por exemplo o processo de cálculo, a introdução às funções matemáticas e estatísticas, a estatística descrita no Excel, as funções lógicas, os gráficos, entre outros.
Posto isto, começa a secção de Excel avançado. Nesta segunda parte do livro poderá aprender a manipulação de texto, a utilização de datas e tempos, a consulta e a referência, as funções de informação e auditoria de fórmulas, a partilha e transferência de dados, a validação de dados, para mencionar alguns.
Segue-se a terceira parte do livro: macros e visual basic. "Visual Basic for Applications (VBA) é uma linguagem de programação que permite automatizar nas aplicações do Microsoft Office. Oferece um ambiente de programação de suporte às aplicações Microsoft Office (Word, Excel, Access e PowerPoint). Um programa (ou macro) é uma sequência de comando (representam acções) que podemos executar as vezes que forem necessárias evitando dessa forma tarefas repetitivas". Assim sendo, este capítulo ser-lhe-à útil para saber instalar e ativar o VBA, criar e editar macros, trabalhar com variáveis e funções, entre outros.
É um livro bastante ilustrativo, com recurso a imensas imagens que facilitam a execução das instruções apresentadas no livro.
Será certamente útil para o seu negócio.

INDÚSTRIA E AMBIENTE [83]


Número: 83

Com uma capa particularmente interessante, este número da «Indústria e Ambiente» dedica-se à energia e competitividade - fornecer, produzir, transformar.
Leia a introdução feita por Clemente Pedro Nunes, coeditor do dossier desta edição e depois leia a grande entrevista a Luís Mira Amaral, onde este "aponta aquilo que considera serem os grandes erros da política energética portuguesa, nomeadamente a aposta, que classifica de excessiva, no setor eólico, em detrimento da biomassa ou do solar térmico, que acredita terem mais potencial. Defende também a aposta na mobilidade elétrica à escala urbana e vinca a necessidade de se interligar as redes de transporte de mercadorias, substituindo o transporte rodoviário e apostando na bitola europeia". 
Posto isto entre no dossier desta edição com os seguintes artigos: 'Economia da energia - A importância da eficiência energética', por João de Jesus Ferreira, 'Optimização das tarifas de electricidade em Portugal', de Henrique Gomes, 'Serão os biocombustíveis uma solução para a transição para um sistema mais sustentável de energia?', por Pedro Sampaio Nunes, e ainda, 'Indústria nacional de aerogeradores - uma aposta sustentável?', de José Pinto de Sá.
Estando a revista a celebrar o vigésimo aniversário, "a data simbólica que vai assinalar-se nas próximas edições, culminará com um evento sob o mote 'A indústria e o Ambiente 2020', no âmbito do qual se pretende criar um espaço de reflexão e de debate sobre a interligação da Indústria com os domínios da Energia, Ambiente e Economia."
Outros temas de interesse para ler nas secções 'notícias', 'crimes e contraordenações ambientais', 'internacionalização', 'pessoas e empresas', 'eventos', 'vozes ativas' e também a 'opinião, por Diogo Faria de Oliveira'.

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CULTURA CIENTÍFICA EM PORTUGAL - Uma perspectiva histórica

Autor: LUÍS MIGUEL BERNARDO
Editora: U.PORTO

Numa perspectiva histórica e em contexto internacional, este livro descreve o estado da cultura científica portuguesa desde o aparecimento da ciência moderna até aos nossos dias. Desde o século XVIII, algumas elites nacionais pugnaram pelo estabelecimento pleno da ciência em Portugal. Porém, a nação portuguesa não acompanhou esse movimento, não prezou a ciência nem reconheceu os seus valores culturais. Os portugueses só recentemente terão compreendido a importância da actividade científica para o progresso nacional. A leitura deste livro revela que a ciência é um meio importante de transformação social e um alicerce indispensável da nossa civilização.

Estando a ciência na ordem do dia, é relevante divulgar um livro sobre a «Cultura científica em Portugal - uma perspetiva histórica». Numa obra bastante completa, Luís Miguel Bernardo inicia com os pontos: ciência e método, objetivos e funções da ciência, limites da ciência, universalidade da ciência; em seguida aborda o valor da ciência, nomeadamente, o valor cultural, as correntes filosóficas, a ciência, arte e poesia, o valor educativo e o valor económico. Posto isto, o autor foca o ensino, divulgação e promoção, em concreto, os museus, centros e exposições, a divulgação através da imprensa nos séculos XIX e XX, a educação popular, a socialização da ciência e também a juventude e ciência. E porque em torno da ciência há incompreensões, receios e medos, Luís Miguel Bernardo explica a incompreensão das teorias científicas, a dinâmica e a estabilidade social, os receios de origem cultural, o medo da guerra tecnológica, o perigo genético e outros perigos e ainda a responsabilidade dos cientistas neste âmbito. Mas afinal, quais são as condições para o desenvolvimento científico no nosso país? Para perceber este ponto, o autor escreve sobre liberdades coletivas e individuais, a paz e bem estar económico, a atividade industrial e o apoio estatal e mecenato. Outro capítulo relevante prende-se precisamente com a ligação entre os cientistas e a sociedade, neste o autor apresenta a investigação individual ou coletiva, o lugar do cientista na sociedade, os cientistas - agentes da paz ou da guerra, as associações de cientistas, os boicotes científicos, o lugar da ciência na sociedade, a fraude científica e os mártires da ciência. Por último, Luís Miguel Bernardo remete para a indústria e o progresso, assim, aborda a ciência pura e aplicada, teórica e experimental, a ciência e a indústria, a ciência e o progresso, o futuro da ciência e da tecnologia, as perspetivas pessimistas e as otimistas.
Um livro de profunda relevância para qualquer cidadão que tenha interesse em entender a evolução da atividade científica em Portugal.
Para refletirem, fica uma citação do livro:
"Para haver um desenvolvimento activo e vigoroso da ciência, cedo se reconheceu serem necessárias várias condições, como a liberdade, a independência relativamente ao poder, a paz, o relativo bem-estar económico, um ensino público de qualidade, uma indústria activa e inovadora e apoio institucional e social à cultura científica. É verdade que é difícil e até utópico garantir a concretização de todas essas condições e que, portanto, a independência e a neutralidade da ciência podem até considerar-se um mito. No entanto, uma forte presença dessas condições conduz necessariamente a uma ciência mais objectiva e verdadeira."

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INTRODUÇÃO À ESCRITA CRIATIVA

Autor: JOÃO DE MANCELOS

O talento e o esforço são qualidades essenciais a qualquer aspirante a escritor. No entanto, é preciso também conhecer técnicas para criar personagens, gerar suspense, inventar espaços, retratar épocas, construir diálogos naturais... Destinado a jovens e a adultos, este manual transmite essas estratégias, com recurso a exemplos da literatura portuguesa e estrangeira. Constitui, portanto, um instrumento de trabalho fundamental tanto para alunos como para orientadores de oficinas de Escrita Criativa. 

«Introdução à escrita criativa» é um manual útil, que já vai na quarta edição. É um livro prático, leve e agradável de ler. 
À medida que vai lendo este livro, irá deparar-se com os seguintes tópicos: o que é e o que não é a escrita criativa; a preparação para a escrita; a arte de elaborar parágrafos iniciais; o suspense: como enervar o leitor; as personagens, gente de papel e tinta; ensine as personagens a falar; quem conta o quê?; estratégias para criar uma atmosfera; um futuro para a escrita criativa e, ainda, algumas obras de escrita criativa recomendadas pelo autor.
Alguns pormenores que podemos ir desvendando prendem-se, por exemplo, com o facto de o autor sugerir que entreviste a sua personagem, isto para poder traçar fielmente um perfil físico e psicológico da mesma. Na prática, deverá interrogar-se sobre: elementos básicos (como o nome, idade, género...); etnia e nacionalidade; aspeto físico; traços psicológicos; doenças e/ou deficiências; religião e vida espiritual; opções políticas; entre outros. O autor também desafia o leitor a levar a cabo alguns exercícios ao longo do livro, um deles, algo controverso, é "registar as conversas do quotidiano (...). Desloque-se a um café pouco frequentado, e portanto não muito ruidoso, com um gravador oculto no bolso do casaco ou da camisa. (...) Dez minutos de gravação bastam para obter um excerto autêntico, uma fatia do mundo real, que irá, mais tarde, transformar artisticamente".
João de Mancelos é doutorado em Literatura Norte-Americana, e professor na Universidade Católica Portuguesa, em Viseu, onde orientou diversas teses, algumas sobre Escrita Criativa.

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