Autores: ANTÓNIO EDUARDO MARTINS; ALBINO ANJO LOPES
O triângulo virtuoso da
economia do conhecimento é composto por três vértices: a flexibilidade
organizacional, a revolução tecnológica e o capital intelectual.
A flexibilidade compreende as
noções de pequena dimensão e de iniciativa e empreendedorismo, as quais,
conjugadas com a noção de rede intra e interorganizacional, criam as condições
que potenciam os efeitos de adaptabilidade às variações do mercado e às
necessidades de escala adequada ao modelo de ação.
A revolução tecnológica,
obtida pela conjugação da informática e das telecomunicações e, nomeadamente,
pelo desenvolvimento da Internet, transformou a atividade produtiva, colocando
a informação no lugar anteriormente ocupado pela energia, enquanto fator
principal da produção.
O capital intelectual é
entendido como uma interação de indivíduos, com os seus talentos específicos,
no seio de grupos dotados de espírito de equipa e comunidades de prática, com
motivação para a aprendizagem conjunta, seguindo protocolos certificados e
focalizados em garantir a qualidade do serviço prestado.
A importância da investigação
neste novo conceito de capital intelectual revela-se verdadeiramente
apaixonante, pois trata-se de partir à descoberta de uma nova fronteira, de um
recurso infinito – o conhecimento –, determinante para o crescimento da
economia e, por isso, do futuro do próprio Homem.
Este livro surge como
consequência de uma investigação contínua, enquadrada na dissertação de
mestrado em ciências empresariais de António Eduardo Martins e, retoma estudos
antecedentes em que os autores propunham um modelo interpretativo do capital social
em quatro dimensões, alicerçado no MDS (multidimensional scaling). Com este
trabalho os autores descomplexam a noção de capital social ao mesmo tempo que a
enquadram na realidade presente da economia do conhecimento.
Um dos méritos que se pode atribuir a esta publicação é a visão holística com que os autores analisam a
questão do capital humano, abrangendo uma multiplicidade de contributos
profissionais e académicos neste âmbito e, ainda, recorrendo a estudos de caso.
Os autores optaram por dividir a
obra em quatro fases, paralelas à sequência da investigação, que funcionam como um fio condutor. Desta forma, na primeira fase apresenta-se a perspetiva
histórica da gestão empresarial, o estado de arte da gestão e as diversas definições
de gestão de conhecimento e capital intelectual. A descrição metodológica, correspondente
à segunda fase desta obra, assenta sobretudo no estudo de caso dá suporte às
fases posteriores do estudo. Na terceira parte são
apresentados os dados empíricos da investigação, obtidos no
inquérito/questionário e na observação dos dados na Skandia (estudo de caso).
Por fim são divulgadas as conclusões que fazem emergir um modelo explicativo
sobre o capital intelectual.
“Capital Intelectual e Gestão
Estratégica de Recursos Humanos” é produto de uma fusão de backgrounds do conhecimento destintos mas complementares. António Eduardo Martins tem larga
experiência em gestão e economia, enquanto Albino Anjos Lopes é doutorado em
Psicologia e relaciona a sua atividade com a Gestão de Recursos Humanos.
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