UM PLANETA AMEAÇADO: A CIÊNCIA PERANTE O COLAPSO DA BIOSFERA

Autor: MIGUEL ALMEIDA
Editora: ESFERA DO CAOS

O aquecimento global e as alterações climáticas, assim como a redução da biodiversidade e outras ameaças que pairam sobre os frágeis equilíbrios ecológicos que afinal suportam a perenidade da vida no nosso planeta, são fenómenos que não podem mais ser ignorados e que constituem um portentoso desafio para o qual a ciência, os decisores políticos, as empresas e os cidadãos, num prazo relativamente curto, terão de encontrar respostas eficazes.
Esta obra diagnostica e denuncia, com rigor, propõe tarefas e abre janelas de esperança, com realismo, devendo então ser encarada como uma valiosa ferramenta de apoio à tomada de consciência, à identificação das causas do descalabro a que todos assistimos e à reflexão em torno das soluções.

A formação em Filosofia do autor está bem presente nesta obra, tendo em conta o nível de profundidade que Miguel Almeida consegue colocar no seu discurso. De facto, em «Um Planeta Ameaçado» a descrição é pautada pelo detalhe e clarividência, sem contudo ostentar dogmatismo. Este é mesmo um dos principais cartões-de-visita na escrita de Miguel Almeida, que transmite ponderação em cada palavra e estimula o pensamento do leitor, para que seja este a refletir sobre a problemática em questão.
Tendo dito isto, a introdução é feita através da conceptualização de “crise” adotada pelo autor, que serve para classificar as ameaças ambientais e ecológicas a diversos níveis, sendo a ameaça global o motivo de desenvolvimento nesta obra.
A partir daqui o livro multiplica-se em diverso capítulos, entre os quais se “pensa” a Ciência e se engendra a evolução da mesma. É proposta uma aproximação entre a Ciência e a sociedade, de forma a aumentar o impacto do conhecimento científico na tomada de decisão “coletiva”. É, contudo, transversal a toda a obra a urgência do alerta para a consciencialização do Homem sobre as consequências dos seus atos para o ambiente. Após uma revisão de literatura consistente o autor debate, em jeito de conclusão, a importância, necessidade e transformação da ciência no contexto da crise ecológica planetária.
De destacar, ao nível da organização do livro, a notória preocupação do autor em proporcionar uma experiência de consulta mais apurada. Desta forma, Miguel Almeida não se inibe de complementar o seu texto com a descrição completa das referências, finaliza todos os capítulos com notas sugestivas e faculta um índice Onomástico para uma identificação instantânea dos autores na prosa.

Saiba onde comprar este livro aqui!

A CONSTRUÇÃO DO SISTEMA INFORMATIVO EM PORTUGAL NO SÉCULO XX

Autor: JOEL FREDERICO DA SILVEIRA

Este livro é comprometido e apaixonado, porque, por detrás das suas palavras estão sempre presentes, e nem sempre bem dissimuladas, duas paixões. Uma é a paixão pela acção, alicerçada numa velha convicção de que a partir dos media se pode influenciar socialmente, se pode transformar a sociedade, se pode incidir sobre a política e os políticos: uma fé consolidada na capacidade dos media como cães de guarda da decência e honestidade pública, como agentes da pluralidade, da transparência e da democracia sem zonas opacas, como organizadores capazes de articular respostas de contrapoder. A outra paixão é por Portugal, como país, como sociedade organizada, como povo livre, digno de ser respeitado por quem tem a capacidade para manipular, portador, como todos os demais povos, do direito a ser objectivamente informados para poder ter capacidade de opção, capacidade de decidir sobre as suas decisões de compra e capacidade de decidir as suas opções de voto, sem serem manipulados pelos gestores de opinião nem pelos media.

Esta obra surge motivada pela visível decadência dos media tradicionais. Este contexto aliado à crise económica induz uma necessidade de reestruturação e recomposição dos media que poderá mesmo indicar um fim de um ciclo na história dos media. É com esta hipótese em mente que Joel Frederico da Silveira se propõe a analisar a relação historicamente complexa entre o sistema político e a comunicação social, com especial atenção à política de informação do Estado Novo.
Os conteúdos desta obra estão segmentados, com toda a lógica, em duas balizas temporais: de 1926 a 1974 e de 1974 a 1980.
Na primeira e mais extensa fase, que corresponde ao período que se prolonga desde a ditadura militar até ao fim do Estado Novo, é feito um levantamento à política de informação do regime, que obviamente passa pela censura, pela implementação do secretariado nacional de propaganda (SPN) e pelo condicionamento Industrial à Imprensa. Ainda na relação imprensa-Estado são explicados os motivos da lenta transição para a imprensa moderna e as consequências do pós-guerra no espectro político.
A segunda fase do livro corresponde ao pós-25 de Abril, onde, entre outros aspetos, se destacam a intervenção direta do Estado na imprensa em geral, a política de nacionalizações num período de grande instabilidade política, assim como, a economia da imprensa em que a análise se estende aos grupos privados.
Todos estes temas são tratados ao longo do livro com um grau de incisão que permite abordar casos particulares, ou seja, os exemplos remetem para órgãos de comunicação específicos. 
Joel Frederico da Silveira, que entre outras pertenceu à direção do SOPCOM (Associação Portuguesa para as Ciências da Comunicação) criou esta obra que, certamente, irá interessar a todos aqueles que estudam os Media.

Pode comprar o livro aqui!

INVEST [86]

Revista: INVEST
Número: 86

A mais recente publicação da «Invest» incide sob dois sectores de aposta relevante: a energia e a agricultura.
Neste contexto, é-nos apresentada uma inovação portuguesa que tem fomentado o interesse de investidores: o pavimento Waynergy, resultado de um trabalho académico desenvolvido na Universidade da Beira Interior, que faz com que se produza energia enquanto se anda. Conheça ao pormenor as potencialidades deste sistema.
Do Ribatejo chega-nos o relato de um aglomerado de empresas no sector agroindustrial. Com o projeto Agrocluster “pretende-se juntar as empresas e agentes do sector agroindustrial e pôr as coisas a mexer”, de acordo com Pedro Felix, vice-presidente da Comissão Executiva da Nersant. Fique a par das medidas que estão a permitir aumentar a competitividade das empresas associadas a este projeto.
Sofia Coutinho e Luís Santos falam sobre a “sua” eco aldeia. Um trabalho realizado com a ajuda de voluntários que tem feito florescer uma horta comunitária às portas de Leiria. Leia sobre este projeto e outras ideias a desenvolver por ambos. Ainda na região de Leiria, Pedro Cordeiro apresenta o “copão”, um recipiente para armazenamento e reciclagem de copos de plástico.
Na seção Negócios desta edição vai poder ainda ler sobre: a nova vida do ISLA; o Marketing para a gastronomia tradicional e, ainda, como reinventar produto no turismo.

Saiba como ser assinante desta revista aqui!

COMO FUNCIONA A MÚSICA

Autor: JOHN POWELL
Editora: BIZÂNCIO

Alguma vez, ao ouvir uma música fabulosa, se interrogou por que tem uma vontade súbita de dançar? Ou de chorar? Sempre teve curiosidade em perceber como sabem os músicos o que tocar a seguir quando estão a improvisar? E porque soam certas notas tão bem e outras são tão dissonantes? Descubra as respostas nesta jornada acerca de como funciona a música. John Powell, compositor de formação clássica e professor de Física, decidiu escrever este livro divertido, um extraordinário guia indolor sobre a música, quando descobriu que todos os que conheciam sobre o assunto lhe provocavam grandes dores de cabeça. Revela-nos factos pouco conhecidos, a ciência que subjaz ao que ouvimos, explica os fundamentos da harmonia, as escalas, o ritmo, e tantas outras coisas, de uma forma tão simples que qualquer leitor entenderá. Sabe também explicar-nos coisas muito curiosas como as razões pelas quais existe afinidade musical entre Led Zeppelin e Beethoven… Aqui está o que todos devemos e precisamos de saber, mesmo se incapazes de ler uma nota, para desfrutar ainda mais das músicas que gostamos de ouvir, ou de tocar.

Este livro de John Powell foi redigido a pensar em todos aqueles que sentem satisfação através da música sem contudo a compreenderem. Desta forma o autor expõe conteúdos que, segundo o mesmo, podem ser percebidos por quem tenha apenas conhecimentos básicos de matemática, como somar e subtrair, e saiba trautear a mais simples das melodias. Nesse sentido o autor recorre frequentemente à explicação de termos mais específicos para que o leitor não perca o fio à meada.
Além disso, acompanhando a leitura, são feitas sugestões de peças musicais, de fácil acesso na Internet, que complementam as observações do autor.
No entanto, John Powell direciona este livro também para músicos profissionais e acredita ter realizado aqui um trabalho que não vai causar frustração àqueles que detenham já um conhecimento mais aprofundado neste domínio. Estes podem ler sobre fatores elementares subjacentes à música que podem escapar mesmo a músicos experientes.
Em «COMO FUNCIONA A MÚSICA» o saber tem como fundamento informação real sobre a produção musical, sendo a formação do autor em Física a chave para esta compressão. De facto, John Powell defende que a arte não é o grande sustento da música, existem “regras de lógica, de engenharia e de físicas subjacentes a todo o lado criativo da música”. Assim, nesta obra a música surge decomposta até ao seu estado mais puro o que permite dar resposta às questões mais curiosas.

Pode comprar este livro aqui!

TECNOHOSPITAL [49]

Revista: TECNOHOSPITAL
Número: 49

Nesta edição é dada especial atenção às Engenharias e Tecnologias Aplicadas à Saúde. Ao todo na secção dossiê poderá ler cinco estudos relacionados com esta temática, coordenados pelo engenheiro Torres Farinha.
Num desses artigos Viriato M. Marques e Dulce Bento concluem que a Business Intelligence poderá ter inúmeras possibilidades de aplicação na gestão hospitalar e na saúde pública, saiba como e porquê.
Rúben Silva Oliveira e José Torres Farinha apresentam um estudo sobre a Realidade Aumentada onde explicam como esta pode potenciar um melhor desempenho nas intervenções de manutenção em equipamento hospitalar. De Luís Roseiro e Maria Augusto Neto pode ler-se um artigo com vista à otimização do procedimento num caso relativo a uma tíbia com uma fratura transversal.
Este dossiê fica completo com artigos relacionados com os Sensores Médicos  e os RobAid (robôs particularmente úteis em tarefas repetitivas e de elevado nível de precisão).
O entrevistado desta edição é José Santos Bacalhau que durante 46 anos se dedicou ao Serviço de Instalações do Centro Hospitalar de Coimbra. Conheça a sua história de vida ao serviço dos hospitais.
Já o artigo técnico é da responsabilidade de Vitorino de Matos Beleza, Rosária Santos e Marta Pinto e tem como título “Redução do consumo de água em circuitos abertos de água de arrefecimento”. Confira os dados recolhidos neste estudo.

Saiba como ser assinante da TecnoHospital aqui!

INFORMAÇÃO

Autor: JAMES GLEICK
Editora: TEMAS E DEBATES

James Gleick, um dos grandes nomes da divulgação científica e autor de bestsellers, apresenta-nos agora um livro já considerado a sua obra-prima, surpreendente e revolucionária, que nos mostra como a informação se tornou a qualidade que define a era moderna - o sangue, o combustível, o princípio vital do nosso mundo.
Desde a invenção de escritas e alfabetos até aos tambores falantes de África, incompreendidos durante tantos anos, Gleick conta-nos a história das tecnologias da informação que mudaram a própria natureza da consciência humana. Apresenta-nos as personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da compreensão atual da informação: Charles Babbage, o inventor do primeiro grande computador mecânico; Ada Byron, a brilhante e condenada filha do poeta, que se tornou a primeira programadora verdadeira; figuras fundamentais como Samuel Morse e Alan Turing; e Claude Shannon, criador da teoria da informação.

Uma História – é assim que James Gleick nos seduz, conta-nos uma história – e neste livro ela é contada de uma forma apaixonante, pois não se trata apenas de nos contar o modo como a Informação foi evoluindo, o autor teve a capacidade de relacionar uma série de conceitos e acontecimentos que ajudaram a construir aquilo que se define como “Informação”.
Entre outras, nesta História fazemos uma viagem à África subsariana para perceber como os tambores eram usados para transmitir informação quando os Europeus ainda procuravam uma forma de comunicar à distância. Com um recuo de dois milénios podemos perceber, por exemplo, como se processava a informação numa época anterior à escrita.
E é já completamente imersos na leitura que vamos ficar a conhecer a Teoria –  neste ponto o autor não abusa do aprofundamento das noções de equação e fórmulas. Procura, sim, retratar a vida e o trabalho de muitas mentes que teorizaram a Informação. Como explicar a Informação não seria viável sem abordar o trabalho de Claude Shannon, somos guiados até aos laboratórios da Bell nos anos 40 em plena Segunda Guerra Mundial, onde este trabalhava num sistema para encriptar conversas. Mas isto é apenas uma pequena amostra do material de interesse que pode ser lido sobre a Teoria.
Por fim, ficamos submersos pelo Dilúvio – aqui debate-se uma das problemáticas relacionadas com a Informação, o seu excesso. O mote é dado através da conceptualização de uma Biblioteca Universal onde não existem limites, a informação nunca pode ser esquecida, provocando o caos.

Pode comprar o livro aqui!

COMUNICAR 2.0

Autor: FILIPE CARRERA
Editora: SÍLABO

Sabia que a sua posição social e o seu rendimento anual dependem da sua capacidade de comunicar? Sabia que o maior terror de qualquer ser humano é falar em público?
Este livro dirige-se a todos os profissionais que querem melhorar as suas competências enquanto comunicadores, utilizando todos os meios à sua disposição na atualidade, superando barreiras culturais e programas mentais, alcançando os seus objetivos profissionais e pessoais num mundo globalizado.
Ao longo desta obra são apresentadas as mais avançadas técnicas de apresentação em sala e também utilizando tecnologias como: telemóvel, audioconferência, Skype, videoconferência, plataformas colaborativas, rádio, televisão, correio eletrónico, redes sociais, etc.
É dada particular atenção às ferramentas disponibilizadas pela Web 2.0; nesse âmbito poderá encontrar uma página no Facebook Comunicar 2.0, que funciona como um espaço de interatividade entre os leitores e o autor e de acesso a novos recursos em múltiplos formatos.

Seguindo o estilo das suas anteriores publicações, Filipe Carrera, que entre outras atividades tem feito um percurso de formador e orador a nível internacional, vem partilhar com o leitor a sua experiência como comunicador adquirida ao longo dos últimos 20 anos.
O autor, que admite ter sofrido de receio de comunicar em público durante a sua formação académica, defende que a qualidade de vida depende da forma como comunicamos e, desta forma, encontrou aqui a motivação para escrever este livro que transmite um conjunto de técnicas de aperfeiçoamento das competências de comunicação.
Desenvolvido para consulta e com uma estrutura bem delineada, este livro comtempla a grande variedade de formas de comunicar nos dias de hoje. Após uma introdução à essência da comunicação, somos conduzidos para uma detalhada exposição sobre a “Comunicação Presencial”, porque o modo como dizemos é mais determinante do que aquilo que é dito, onde o autor sugere as etapas de preparação da comunicação, os tipos de formato a explorar, a análise das audiências, entre outros.
Destaque ainda para o capítulo “Comunicação Multimédia”, onde são abordadas plataformas colaborativas determinantes na produtividade dos profissionais. A comunicação áudio e escrita são também tratadas com particularidade por Filipe Carrera. O conceito de feedback, por sua vez, surge como um conceito chave e transversal a toda a obra, sendo este uma das principais valias das quais um comunicador pode tirar partido dentro do contexto 2.0.

Saiba como comprar este livro aqui!

REVISTA DO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DO ISSSP [1]

Nome: REVISTA DO CENTRO DE INVESTIGAÇÃO DO ISSSP
Editora: PAPIRO

O Instituto Superior de Serviço Social do Porto procurando, através da estrutura científica e pedagógica dos cursos que leciona e das ações de formação específicas que disponibiliza, uma formação multidisciplinar integrada, pretende contribuir para o desenvolvimento desta reflexão centrada nas especificidades, fragilidades e possibilidades das nossas condições de desenvolvimento editando, através do seu Centro de Investigação em Ciências do Serviço Social a Revista Investigação em Trabalho Social que, assumindo um caráter temático, abrirá o seu espaço editorial a debates sobre a contemporaneidade dos problemas sociais, nomeadamente, na sociedade portuguesa.

Na primeira edição desta revista podemos ler os artigos de Vincent de Gaulejac sobre “O trabalho social contra a exclusão” onde se desenvolve uma reflexão sobre a exclusão, a desinserção e o trabalho social; de Maria Cidália Queirós e Marielle Christine Gros a respeito do “Rendimento Social de Inserção num contexto económico que não cessa de produzir excedentários”, um trabalho pormenorizado e bastante elucidativo; de Stéphane Rullac, com o tema “Trabalho social, urgência social, os sem abrigo fixo: uma crítica ilustrada do conceito de exclusão social”, ilustrando a reflexão através de um par formando pelos SDF e o trabalho social. O último artigo é sobre as considerações éticas da exclusão social, cuja autora é Maria Manuela Carvalho.
Uma edição que se adivinha de sucesso numa área em que cada vez mais é premente “debater os problemas e dilemas das práticas de intervenção social”.