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UM NEUROCIRURGIÃO EM CONSTRUÇÃO


Título: Um neurocirurgião em construção
Autor: João Lobo Antunes

Editora: GRADIVA

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REGRESSO AO FUTURO - A nova emigração e a sociedade portuguesa

Organização: JOÃO PEIXOTO, ISABEL TIAGO DE OLIVEIRA, JOANA AZEVEDO, JOSÉ CARLOS MARQUES, PEDRO GÓIS, JORGE MALHEIROS & PAULO MIGUEL MADEIRA
Editora: GRADIVA

Entre as principais questões a esclarecer encontra-se o caminho que Portugal irá seguir após a encruzilhada da crise mundial de 2008 e do resgate financeiro de 2011. Estarão os novos movimentos de emigração fortemente dependentes da conjuntura, vindo a desacelerar após uma eventual recuperação económica do país? Serão um tipo de movimento distinto, que cria novas formas de transnacionalismo, a partir do qual a existência de duplas residências e de duplas atividades não põe em causa as ligações e interesses económicos no país? Ou serão um indicador da perda de espessura da sociedade  portuguesa, que pode assim ver-se sem muitas das suas elites e força de trabalho, acentuando o seu estatuto periférico na Europa?
Num contexto de inúmeros debates sobre a nova emigração portuguesa, este livro fornece respostas fundamentadas e sérias, contribuindo decisivamente para a reflexão e o conhecimento desta temática com consequências para o nosso futuro.

É bastante provável que qualquer português que leia esta publicação conheça outro português que emigrou nos últimos anos. E com este livro é possível perceber que a emigração contemporânea diverge substancialmente da emigração do passado.
De facto, nesta obra conclui-se que o Reino Unido é o principal destino do fluxo migratório português contemporâneo, integrando tanto profissionais qualificados como menos qualificados. França é também um dos principais principais destinos para os cidadãos nacionais, uma vez que lá já existe uma rede migratória sustentada e uma extensa comunidade portuguesa, resultado de movimentos migratórios passados. Há também o Luxemburgo, cuja emigração portuguesa "revela perfis, que de algum modo, a aproximam da situação verificada no caso do destino migratório francês". Quanto ao Brasil, o fluxo migratório é mais modesto, quando comparado com movimentos migratórios anteriores, ainda assim "trata-se de uma migração com elevados níveis de qualificação académica e/ou profissional e que se insere maioritariamente em profissões qualificadas e, genericamente, bem remuneradas". No caso da emigração para Angola, "carateriza-se por ser composta por uma elevada percentagem de homens" e "pela forte presença de indivíduos com níveis de qualificação superior".
Posto isto, deixamos aqui algumas das questões que podem ver respondidas neste livro, nomeadamente: A Europa Ocidental comunitária como destino ou diversificação com fluxos «mais para sul»?; Um fluxo de qualificados que arrasta um processo de brain drain ou uma emigração educacional e profissionalmente diversificada?; Há um declínio das redes sociais de conterrâneos e familiares e a afirmação da emigração como projeto individual suportado por canais institucionais?; Emigração portuguesa contemporânea: «constante estrutural» ou fenómeno conjuntural?
De destacar ainda que este livro resulta de um projeto de investigação, financiado pela FCT, que decorreu entre 2013 e 2015, e que envolveu várias instituições universitárias portuguesas (SOCIUS/CSG, ISEG, Universidade de Lisboa; CEG, IGOT, Universidade de Lisboa; CES, Universidade de Coimbra; CIES, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa).

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A CHAVE DE SALOMÃO

Autor: JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS
Editora: GRADIVA

O corpo de Frank Bellamy, o director de Tecnologia da CIA, é descoberto no CERN, em Genebra, na altura em que os cientistas procuram o bosão de Higgs, também conhecido por Partícula de Deus. Entre os dedos da vítima é encontrada uma mensagem incriminatória.
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The Key: Tomás Noronha
A mensagem torna Tomás Noronha o principal suspeito do homicídio. Depressa o historiador português se vê na mira da CIA, que lança assassinos no seu encalço, e percebe que, se quiser sobreviver, terá de deslindar o crime e provar a sua inocência.
Ou morrer a tentar.
Começa assim uma busca que o conduzirá às mais surpreendentes descobertas científicas alguma vez feitas.

Este livro é descrito como uma "empolgante aventura que arrasta o leitor para o perturbador mundo da consciência e da natureza mais profunda do real, José Rodrigues dos Santos volta a afirmar-se como o grande mestre do mistério.". Nós concordamos.
De facto, mais uma vez, José Rodrigues dos Santos não desaponta os seguidores.
"A informação científica e técnica incluída neste romance é genuína. As teorias e as hipóteses aqui apresentadas são sustentadas por cientistas". Ou seja, o autor teve o cuidado de pesquisar e apresentar dados verdadeiros, que depois romanceou. Isto torna, obviamente, o livro ainda mais interessante para todos os leitores que tenham curiosidade em saber as respostas às seguintes questões:
Será que a alma existe?
O que acontece quando morremos?
O que é a realidade?
Se quer saber essas respostas, vale a pena ler este livro e acompanhar as aventuras de Tomás Noronha e da companheira, Maria Flor.

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O FIM DO PODER

Autor: MOISÉS NAÍM
Editora: GRADIVA


Numa investigação original e muito bem fundamentada, Naím mostra como o impulso anti-establishment dos micropoderes pode derrubar tiranos, desalojar monopólios e abrir novas e extraordinárias oportunidades, mas também levar ao caos e à paralisia. Naím cobre habilmente as mudanças sísmicas em curso no mundo dos negócios, da religião, da educação, das famílias, com exemplos retirados de todas as áreas da actividade humana. Acessível e convincente, O Fim do Poder constitui um olhar revolucionário sobre o fim inevitável do poder – e sobre como esse fim irá mudar o nosso mundo. 

Enquanto ministro do Desenvolvimento do governo da Venezuela (finais dos anos 80), Moisés Naím experienciou "um desfasamento entre a percepção e a realidade do meu poder", ou seja, constatou as limitações desse poder. Caraterística que tem vindo a confirmar ao longo dos anos através do contato com personalidades detentoras de poder, de diferentes domínios, que partilham o mesmo pensamento e confirmam a teoria da decadência do poder (o autor refere que este livro não é um apelo a que se tenha pena dos que estão no poder).
Antes de mais o objetivo é avaliar o impacto da decadência do poder - para o bem e para o mal. Para isso o autor apresenta a sua definição de poder com rigor, sendo o poder "a capacidade de orientar ou de prevenir as ações presentes ou futuras de outros grupos e indivíduos". Segundo o mesmo, o poder pode ser expresso através de quatro canais, o músculo (força), o código (apelo ao sentido moral), a promoção (mudança na percepção para nos levar a escolher algo) e a recompensa (recurso a benefícios).
A teoria proposta por Moisés Naím assenta nas fragilidades das barreiras ao poder, sendo agora mais fácil chegar ao topo essa posição torna-se efémera. De acordo com o autor, isto acontece devido à ascensão dos micropoderes potenciada por três revoluções: a revolução do mais - aumento de tudo, mais países, populações, melhor nível de vida; a revolução da mobilidade - dinheiro, pessoas, bens e ideias movimentam-se como nunca antes; e a revolução das mentalidades - mudanças de expetativas e aspirações.
O livro tem muito interesse porque as observações do autor são transversais a várias entidades e também porque foge às leituras tradicionais sobre o poder, que evocam sistematicamente a posição antagônica entre potências (análise geopolítica, particularmente do paradigma E.U.A. e China), e o foco na internet. 
Interessante, também, é a discussão sobre as consequências negativas que a fragilidade do poder, no seu todo, podem ter para a nossa vida. Isto é, um mundo onde não exista autoridade é um mundo onde se torna mais difícil tomar decisões, as vidas são "governadas por incentivos e medos de curto prazo, e menos poderemos planear as nossas ações e projetar o futuro". Como já foi avançado por alguns filósofos, a dispersão do poder pode conduzir ao caos e anarquia. 

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O INÍCIO DO INFINITO - Explicações que transformam o mundo

Autor: DAVID DEUTSCH
Editora: GRADIVA

É bom ouvir num tempo de crise que o progresso existe mesmo: o futuro vai ser melhor do que o passado!
E, ainda para mais, o progresso vai ser infinito. Eis o que afirma o físico, especialista em computação quântica, David Deutsch. Conduzindo o leitor para um fascinante caminho que passa não só pelas ciências mas também pelas filosofia, pela história, pela arte, pela ética e pela política, Deutsch conta-nos nesta obra profundamente original como o ser humano consegue fornecer explicações cada vez melhores do mundo à sua volta e como essas explicações tornam melhor a sua vida no mundo. O aumento do conhecimento humano das leis da Natureza tem conduzido a uma melhor condição humana.

"Um progresso, simultaneamente rápido para ser notado e suficientemente estável para perdurar por muitas gerações foi alcançado apenas uma vez na história da nossa espécie". Será o progresso finito e terminará com uma catástrofe ou como fim de um ciclo?  O autor afirma que o progresso é ilimitado, e a infinidade do mesmo é defendida neste livro, sendo que esta tese é transversal a várias áreas do conhecimento.
O progresso a que o autor se refere, quer seja teórico ou prático, tem origem numa única atividade humana - a busca por boas explicações. Por isso mesmo David Deutsch começa por nos elucidar sobre o alcance das explicações, aprofundando diversos conceitos: explicação, criatividade, empirismo, relativismo, falibilismo, problema, racional, etc... 
Entre outros argumentos o autor recusa a ideia que o nosso conhecimento provém da experiência sensorial, mas sim da especulação alternada com a crítica.
São imensos os pontos de interesse neste trabalho. Por exemplo quando o autor aborda a criatividade artificial, para nos dizer que a inteligência artificial não evoluiu significativamente porque existe um problema filosófico por solucionar - a nossa capacidade para perceber como funciona a criatividade. Sobre o optimismo diz que é a teoria de que todos os fracassos se devem ao conhecimento insuficiente.
David Deutsch é um reputado investigador no domínio da física quântica, tendo sido galardoado pela comunidade científica pelo seu contributo para o desenvolvimento da física teórica.

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UM MILIONÁRIO EM LISBOA

Autor: JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS
Editora: GRADIVA

Kaloust Sarkisian completa a arquitectura do negócio mundial do petróleo e torna-se o homem mais rico do século. Dividido entre Paris e Londres, cidades em cujas suítes dos hotéis Ritz mantém em permanência um beldade núbil, dedica-se à arte e transforma-se no maior coleccionador do seu tempo.
Mas o destino interveio.
O horror da matança dos Arménios na Primeira Guerra Mundial e a hecatombe da Segunda Guerra Mundial levam o milionário arménio a procurar um novo sítio para viver. Após semanas a agonizar sobre a escolha que teria de fazer, é o filho quem lhe apresenta a solução:
Lisboa.
O homem mais rico do planeta decide viver no bucólico Portugal. O país agita-se, Salazar questiona-se, o mundo do petróleo espanta-se. E a polícia portuguesa prende-o.
Baseado em acontecimento verídicos, Um Milionário em Lisboa conclui a espantosa história iniciada em O Homem de Constantinopla e transporta-nos no percurso de vida do arménio que mudou o mundo - confirmando José Rodrigues dos Santos como um dos maiores narradores da literatura contemporânea.

Tratando-se do segundo volume da versão romanceada da vida de Caloust Gulbenkian, este livro arranca precisamente após os acontecimentos d´ «O Homem de Constantinopla». Sendo o romance introduzido sob a perspetiva de Krikor (filho de Caloust Gulbenkian), com a morte de Caloust Gulbenkian, num prólogo que abre o "apetite" para o que se vai ler a seguir.
Este romance histórico está organizado em três momentos, o "HORROR" da Primeira Guerra Mundial, a "BELEZA" que vai desde os primeiros anos do pós-guerra até ao início da Segunda Guerra, e por fim o "EXÍLIO" após Gulbenkian escolher Portugal para viver.
«Um Milionário em Lisboa» é uma leitura que se faz com agrado, não só porque a personalidade de Gulbenkian é de uma grande riqueza, mas também porque é contextualizada com uma época de incidências politicas e sociais relevantes, para além de se movimentar nos meandros da arte e do negócio petrolífero.
Para os fãs do autor, ou para quem tenha curiosidade de saber mais sobre aquele que a dada altura foi o homem mais rico do mundo, esta é uma obra a não perder de vista, seja para complementar a leitura d`«O Homem de Constantinopla» ou para ler isoladamente.

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CHINA 3.0 - A TERCEIRA GERAÇÃO DE POLÍTICOS

Autor: MARK LEONARD (coord.)
Editora: GRADIVA

A China não está só a mudar de líderes: está também a avançar para a fase seguinte do seu desenvolvimento. Esta colectânea única de ensaios - escritos pelos mais importantes pensadores chineses da actualidade - dá uma perspetiva sem par dos grandes debates em curso sobre o futuro do modelo de crescimento da China, do sistema político deste país e da sua política externa. Os textos aqui publicados mostram que a China se encontra no início de uma mudança tão radical como foram a revolução comunista de Mao Tsé-Tung (China 1.0) e a revolução capitalista de Deng Xiaoping (China 2.0). Chamamos a esta fase China 3.0.

Atualmente, numa fase de mudança de paradigma, a China lida sobretudo com problemas relacionados com a gestão do sucesso alcançado na era Deng, isto é, a China vive uma crise de êxito. São estes a abundância, a estabilidade e o poder - "Os feitos incríveis do passado criaram um público poderoso para cada uma das políticas (...) mas o apego a esses feitos acarreta o perigo de autodestruição".
Com esta ideia em mente, esta obra propõe-se a absorver o pensamento da elite intelectual chinesa, com a recolha das ideias essenciais que decorrem do debate entre as diferentes escolas de pensamento.
Assim, o debate em torno da Economia (fugir da armadilha da abundância), apresenta ensaios da autoria da Nova Esquerda, da Nova Direita e dos Igualitários do mundo livre. A Política (fugir da armadilha da estabilidade) é discutida por Neoconservadores, Neomaoístas e Liberais. Por fim a Política Externa (fugir da armadilha do poder) mostra os pontos de vista de Globalistas e Realistas defensivos em oposição aos Neocomunistas (nacionalistas).
O livro termina com uma reflexão sobre a importância da China para a Europa, da autoria de François Godement e Jonas Parello-Plesner. Com a premissa que a China conhece melhor o que se passa na Europa do que vice-versa, estes autores apresentam cinco conclusões a tirar dos ensaios para que a Europa possa ter um melhor desempenho na relação com a China.

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OUTRAS TERRAS NO UNIVERSO: UMA HISTÓRIA DE DESCOBERTA DE NOVOS PLANETAS

Autores: LUÍS TIRAPICOS; NUNO CARDOSO SANTOS; NUNO CRATO
Editora: GRADIVA

Este livro conta a fascinante história da descoberta dos planetas. Dos planetas do nosso sistema solar, mas, sobretudo, daqueles que se acharam desde 1995 a girar em torno de estrelas distantes. Desde então o velho sonho de filósofos gregos, clérigos heréticos e astrónomos arrojados tomou corpo nas centenas de planetas extra-solares que a moderna investigação astronómica detectou na Via Láctea. Escrito por um dos protagonistas destas descobertas, o astrofísico Nuno Cardoso Santos, e por dois divulgadores da astronomia, Luís Tirapicos e Nuno Crato, este é um relato dos avanços e recuos da ciência, de frustrações e conquistas, e, em última análise, da busca contemporânea por outras formas de vida no universo.

A motivação para a produção deste livro reside no fascínio do homem pelo espaço, que faz da astronomia uma das áreas que mais curiosidade suscita, atestada pelas notícias que vão chegando sempre que ocorre uma nova descoberta neste campo. É com esta ideia em mente que nos é apresentado o livro.

Curiosidade que vai aumentando à medida que vamos deixando as páginas fluírem diante dos nossos olhos. A viagem começa por um tema que não deixa ninguém indiferente, a possibilidade de existência de vida noutro planeta, e como a procura de resposta para esta dúvida tem sido uma inquietação da humanidade ao longo dos tempos. A descrição da busca interminável de planetas similares à Terra é, portanto, incontornável neste livro.
E é de descrições que vive «Outras Terras no Universo». Os autores explicam que o relato feito das aventuras retratadas é feito de forma simplificada, onde estão descritos os principais métodos utilizados com recurso a analogias, para que seja possível ao leitor obter um conhecimento “superficial” da física inerente a cada um, isto num campo de investigação tão abrangente que de outra forma tornaria a leitura pesada. Esta preocupação dos autores surge como um incentivo à leitura de um público menos especializado nesta matéria. Outro argumento favorável à leitura deste livro é o facto de este ser escrito por autores com elevado grau de especialização em disciplinas distintas, um dos quais ligado a projetos de investigação de novos planetas e participante em algumas das descobertas recentes.

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OS SUPERFICIAIS - O que a internet está a fazer aos nossos cérebros

Autor: NICHOLAS CARR
Editora: GRADIVA

Amplamente considerado o livro sobre o debate em curso acerca do poder e dos perigos da tecnologia, esta obra aborda desassombradamente as consequências intelectuais e culturais da internet. Em parte história das ideias e em parte divulgação científica, Os Superficiais abunda em apreciações certeiras e cáusticas ao mesmo tempo que nos inquieta com questões profundas sobre o estado da mente contemporânea. Uma leitura urgente sobre o actual pensamento superficial.

O autor começa por falar da preocupação com a diminuição da atenção para ler textos longos como consequência do hábito em ler textos curtos on-line. Depois de algumas reflexões com recurso a Nietzsche e McLuhan o autor fala, por exemplo, da alteração que a internet veio provocar nos meios de comunicação, como o facto de nas revistas e jornais se reduzirem os textos, aumentarem os títulos e optarem por layouts semelhantes aos dos websites. Além disso, o autor reflete num capítulo muito interessante sobre a influência que a internet teve sobre o uso dos livros.
Depois de um capítulo dedicado à Google o autor debruça-se sobre o uso da memória.
Com recurso a vários artigos, discussões e autores, este livro apresenta-se como uma ferramenta interessante para refletirmos sobre a utilização da internet, do computador e do facilitismo, deixando uma afirmação muito curiosa: "ao passarmos a depender de computadores para mediar o nosso entendimento do mundo, é a nossa própria inteligência que se aplana e se transforma em inteligência artificial".

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PIPOCAS COM TELEMÓVEL e outras histórias de falsa ciência

Autores: DAVID MARÇAL e CARLOS FIOLHAIS
Editora: GRADIVA

A falsa ciência que circula na internet, nos media, que se vê no supermercado e até - pasme-se! - na escola; a falsa ciência na saúde e a falsa ciência na própria ciência. Num livro bem-humorado e muito esclarecedor, os autores desmontam alguns «factos» pseudcientíficos que se construíram e alimentam no nosso quotidiano. Como eles próprios afirmam, «se a ciência pode ser divertida, a pseudociência é garantidamente muito divertida». Uma leitura informativa que expõe os logros mais actuais.
Não há lugares seguros.
A única segurança terá de estar no leitor: uma atitude crítica poderá evitar-lhe contratempos e poupar dinheiro. Lembre-se de que a ciência assenta na observação, na experiência e na correcção de erros, e não nas palavras de pretensas autoridades que nunca aceitam ser corrigidas. Não se deixe enganar!

Logo no início surgem histórias de falsa ciência recorrendo ao exemplo que dá nome ao livro, isto é, a (im)possibilidade de se fazerem pipocas com telemóveis. Recheado de humor este livro é perfeito para quem quer saber mais sobre ciência de uma forma agradável, divertida mas de confiança.
Posto isto, os autores realçam que existe uma diferença entre jornalismo e ciência, deixando um alerta para os cuidados a ter na preparação de uma notícia sobre ciência onde, segundo os mesmos, o problema é precisamente a "ausência da própria ciência".
No capítulo "falsa ciência de supermercado" somos alertados para o uso da ciência como bandeira publicitária para produtos alimentares. Os autores lembram que, por exemplo, a Danone chegou a reconhecer que não existe nenhuma evidência científica de que um iogurte Activia por dia «regula o trânsito intestinal». 
Muitos outros temas de interesse podem ser lidos neste livro, nomeadamente, a falsa ciência na escola, na saúde e até mesmo na própria ciência.
É de ler para crer!

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COMPREENDER AS RELAÇÕES INTERNACIONAIS


Autores: CHRIS BROWN; KIRSTEN AINLEY
Editora: GRADIVA

Um livro de referência no estudo das relações internacionais agora traduzido para português a partir da quarta edição original. Os autores examinam de forma sistemática as questões clássicas da teoria das relações internacionais - poder, interesse nacional, política externa e guerra - ao mesmo tempo que fornece uma análise do impacto da globalização na segurança, na governação e na economia mundial. Procura-se sempre mostrar com as teorias apresentadas e avaliadas pelos autores podem ajudar a dar sentido aos complexos acontecimentos mundiais actuais, da ascensão da Rússia e da China à crise económica mundial e a mudança do papel da América, passando pelos desafios da política de identidade e dos direitos humanos.

A quarta edição deste livro, destinado à disciplina de Relações Internacionais, surge renovada com a introdução de um capítulo que sumariza as ocorrências mundiais dos últimos quatro anos, perspectivando ainda o futuro do mundo, como multipolar. Da mesma forma acompanha a evolução do Tribunal Penal Internacional, motivo pelo qual foi amplamente revisto o capítulo dedicado aos direitos humanos, direito humanitário e guerra humanitária.
Para "compreender" as Relações Internacionais vai precisar de ler os 12 capítulos deste livro, que começa por definir relações internacionais, desenvolve a teoria no século XX e a dos dias de hoje, trata questões de poder e segurança, equilíbrio de poder, globalização, identidade, entre outros.
Nota de destaque para a caixa de leituras complementares que acompanha cada um dos capítulos, com  uma aposta sobretudo nas publicações periódicas fortemente difundidas na internet.
A leitura desta obra vai exigir consumo de tempo, mas é totalmente satisfatória e acessível, mesmo para quem começa agora a dar os primeiros passos nesta disciplina.

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A EUROPA SEGUNDO PORTUGAL

Coordenação: JOSÉ EDUARDO FRANCO e PEDRO CALAFATE
Editora: GRADIVA

A Europa é hoje um tema omnipresente na cultura portuguesa. A Europa chega a ser mesmo a grande obsessão de Portugal.
Perdido o império, virámos os olhos para a Europa como uma espécie de ponto de fuga, uma tábua de salvação para o nosso secular atraso e subdesenvolvimento. A Europa tornou-se, com a democracia, uma espécie de utopia possível.
Mas o tema da Europa impôs-se pelo menos desde o tempo do Marquês de Pombal, na medida em que a propaganda pombalina tornou a Europa das Luzes, mitificada, uma meta a atingir e a superar, e, ao mesmo tempo, uma bitola pela qual passámos a medir os níveis de atraso e progresso do país. Ficámos desde então obcecados por uma Europa idealizada que queríamos igualar e da qual sempre nos sentimos tão distantes. Foi então que ganhámos o terrível e crónico complexo de «país-cauda da Europa». Hoje, o mito da Europa do progresso permanece intocável, apesar de todas as desilusões da integração europeia.

Coordenado por José Eduardo Franco e Pedro Calafate (Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa), este livro conta com a colaboração de autores de pólos distintos das Ciências Sociais, o historiador Carlos Leone, o filósofo Luís Machado de Abreu e da literatura, José Eduardo Branco. Esta multidisciplinaridade contribui para o enriquecimento teórico desta obra, em virtude do grau de especialização dos autores e sentido crítico que conferem aos seus textos.
O livro está organizado de forma a transmitir uma perspetiva histórica do desenvolvimento das Ideias de Europa, sob o ponto de vista português. Desta forma, a conceptualização de Europa começa na Idade Média, época em que a Europa ainda não estava presente no pensamento político e cultural português. A análise à evolução do conceito Europa estende-se, sistematicamente, desde o século XVI até ao século XXI, cada século correspondente a um capítulo da obra. O nível de detalhe deste trabalho é, portanto, um bom argumento para a aquisição do livro.
De destacar o posfácio de Guilherme d´Oliveira Martins, sob o título “Ideias de Europa e Portugal”, onde este sugere a ligação às raízes europeias como condição essencial à compreensão da história portuguesa. O livro é acompanhado por uma lista de sugestões de leitura paralelas a este assunto.

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O ÚLTIMO SEGREDO

Autor: JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS
Editora: GRADIVA

Uma paleógrafa é brutalmente assassinada na Biblioteca Vaticana quando consultava um dos mais antigos manuscritos da Bíblia, o Codex Vaticanus. A polícia italiana convoca o célebre historiador e criptanalista português, Tomás Noronha, e mostra-lhe uma estranha mensagem deixada pelo assassino ao lado do cadáver.
A inspectora encarregada do caso é Valentina Ferro, uma beldade italiana que convence Tomás a ajuda-la no inquérito. Mas a sucessão de homicídios semelhantes noutros pontos do globo leva os dois investigadores a suspeitarem de que as vítimas estariam envolvidas em algo que as transcendia.
Na busca da solução para os crimes, Tomás e Valentina põem-se no trilho dos enigmas da Bíblia, uma demanda que os conduzirá à Terra Santa e os colocará diante do último segredo do Novo Testamento. A verdadeira identidade de Cristo.
Baseando-se em informações históricas genuínas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra excepcional como o grande mestre do mistério. Mais do que um notável romance, O Último Segredo desvenda-nos a chave do mais desconcertante enigma das Escrituras.

É com agrado que o Cita-Livros vê o regresso da carismática personagem Tomás Noronha.
Neste novo livro, José Rodrigues dos Santos mantém-se fiel ao seu estilo, com um tema polémico e um enredo que deixa o leitor completamente absorvido. Assim, torna-se um prazer desbravar as páginas deste livro para descobrir o "Último Segredo".
Nós já sabemos qual é o segredo. E vocês?

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O CHAPÉU DE VERMEER

Autor: TIMOTHY BROOK
Editora: GRADIVA

Num quadro de Vermeer, um militar fala com uma rapariga que ri. Num outro, uma jovem pesa moedas de prata junto a uma janela. Num terceiro, frutos caem de uma taça de porcelana sobre um tapete turco.
As imagens de Vermeer assombram-nos com a sua beleza e o seu mistério. Que histórias se escondem por detrás destes instantes captados de uma forma tão subtil e tão bela? Através destas imagens íntimas, Timothy Brook revela-nos a rápida expansão do mundo do século XVII, desde os caçadores de castores do Canadá e as minas de prata das Américas até à própria Delft e aos mares da China.

A ideia de escrever o livro resultou da experiência do autor leccionar um curso de História Mundial na Universidade de Stanford e na Universidade de Toronto.
Ao longo do livro o leitor vê-se transportado para "dentro" dos quadros. Timothy Brook descreve as vivências de Vermeer enquanto este pintou os quadros, abordando assim o acto de pintar  e, ainda, a atmosfera social e cultural da época. Como não poderia deixar de ser, também dá a conhecer a história do chapéu de Vermeer e muitos factos da vida do pintor.
Um livro riquíssimo, que não deve ficar apenas nas mãos dos amantes de Vermeer e das artes, pois esta obra é muito mais do que isso.

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PASSATEMPO "A CABEÇA DE SÉNECA"

O blog Cita-Livros tem um novo passatempo!
Desta vez, vamos oferecer um exemplar do livro "A cabeça de Séneca" de Paulo Bugalho, numa parceria com a editora Gradiva.
Para se habilitarem a ganhar este livro têm de indicar um ou mais problemas que podem resultar de um triângulo amoroso, em forma de comentário a este post. No final, têm de colocar o vosso nome e email.
Não existe limite de comentários por pessoa.
Este passatempo é válido até dia 4 de Setembro.
O vencedor será anunciado no dia 6 de Setembro e contactado por email de modo a indicar a morada na qual deverá ser entregue o prémio.

Boa sorte!

O CEMITÉRIO DE PRAGA

Autor: UMBERTO ECO
Editora: GRADIVA


Durante o século XIX, entre Turim, Palermo e Paris, encontramos uma satanista histérica, um abade que morre duas vezes, alguns cadáveres num esgoto parisiense, um garibaldino que se chamava Ippolito Nievo, desaparecido no mar nas proximidades do Stromboli, o falso bordereau de Dreyfus para a embaixada alemã, a disseminação gradual daquela falsificação conhecida como Os Protocolos dos Sábios de Sião (que inspirará a Hitler os campos de extermínio), jesuítas que tramam contra maçons, maçons, carbonários e mazzinianos que estrangulam padres com as suas próprias tripas, um Garibaldi artrítico com as pernas tortas, os planos dos serviços secretos piemonteses, franceses, prussianos e russos, os massacres numa Paris da Comuna em que se comem os ratos, golpes de punhal, horrendas e fétidas reuniões por parte de criminosos que entre os vapores do absinto planeiam explosões e revoltas de rua, barbas falsas, falsos notários, testamentos enganosos, irmandades diabólicas e missas negras. Óptimo material para um romance-folhetim de estilo oitocentista, para mais, ilustrado com os feuilletons daquela época. Há aqui do que contentar o pior dos leitores. Salvo um pormenor. Excepto o protagonista, todos os outros personagens deste romance existiram realmente e fizeram aquilo que fizeram. E até o protagonista faz coisas que foram verdadeiramente feitas, salvo que faz muitas que provavelmente tiveram autores diferentes. Mas quando alguém se movimenta entre serviços secretos, agentes duplos, oficiais traidores e eclesiásticos pecadores, tudo pode acontecer. Até o único personagem inventado desta história ser o mais verdadeiro de todos, e se assemelhar muitíssimo a outros que estão ainda entre nós. Um romance fantástico, de um autor que uma vez mais mostra saber como nenhum outro combinar erudição, humor e reflexão.


O livro contém uma multiplicidade de factos e acontecimentos que não aborrece – mantém o leitor sempre focado na narrativa – prende do início ao fim através de uma combinação entre o humor, momentos de meditação e os vastos conhecimentos que caracterizam este pensador.
É um clássico instantâneo que tem tudo para se tornar num dos livros do ano.
Em suma nota 10 em 10.

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PORTUGAL NA HORA DA VERDADE

Autor: ÁLVARO SANTOS PEREIRA
Editora: GRADIVA


Agora que iniciamos a segunda década do novo século, não restam dúvidas de que Portugal enfrenta actualmente a crise de um século:
∙ o pior crescimento económico médio desde a Primeira Guerra Mundial;
∙ a taxa de desemprego mais elevada dos últimos 80 anos;
∙ a maior dívida pública dos últimos 160 anos;
∙ a maior dívida externa dos últimos 120 anos (quando tivemos de declarar bancarrota);
∙ o regresso em força da emigração.
Por isso, é relevante perguntar: como chegámos a esta situação? Porque é que não fomos ainda capazes de sair da crise que assola o país há mais de uma década? Como é que, afinal, podemos vencer a crise nacional?
Este livro mostra que Portugal vive hoje três grandes crises: a crise das finanças públicas, a crise da competitividade e do crescimento e a crise do endividamento externo. Entre as questões debatidas, incluem-se as seguintes: qual é o verdadeiro estado das nossas finanças públicas? Porque é que o nosso Estado gasta tanto? Quantos institutos e outras entidades públicas existem e quanto gastam? E porque estamos tão endividados? Será a dívida nacional sustentável? Quão grave é o problema de competitividade das nossas exportações?


"Portugal na hora da verdade - como vencer a crise nacional" além de explicar a situação em que vivemos faz ainda uma retrospectiva da nossa história económica para sabermos o que somos, de onde viemos e para onde vamos. Faz também uma comparação entre Portugal e outros países.
Está escrito de uma forma muito simplificada, dando-nos até a sensação de estar a "ouvir" o autor.No final de cada capítulo há, ainda, resumos que facilitam a "digestão" da informação.
Um livro essencial para quem quer saber praticamente tudo sobre o estado da nossa situação económica e que faz todo o sentido no momento que atravessamos.
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O ANJO BRANCO


Autor: JOSÉ RODRIGUES DOS SANTOS
Editora: GRADIVA


“A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo. O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.
No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longínquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.
Chamam-lhe o Anjo Branco.
Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar”.


Mais uma vez, o jornalista português encarnou o papel de romancista e não deixou os leitores ficarem mal. Escrito ao estilo que o próprio já nos habituou e com uma história que não nos deixa indiferentes.
Confesso que depois de ler este já estou à espera do próximo! (Aliás, nem as prateleiras das livrarias portuguesas são as mesmas sem um romance de José Rodrigues dos Santos).
Lembro que “O anjo branco” de José Rodrigues dos Santos foi o livro mais vendido em Portugal em 2010. Com efeito, “O anjo branco” é o quarto romance do autor a afirmar-se como o livro mais vendido do ano no país.
Este foi o romance histórico de José Rodrigues dos Santos de venda mais rápida.
De realçar que José Rodrigues dos Santos alcançou o título de escritor mais vendido da década 2001-2010, em Portugal.


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