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PALACETE MARQUES GOMES

Autor: DOMINGOS TAVARES
Editora: DAFNE

Este livro – que refunde e amplia um capítulo do livro Casas de Brasileiro – procura reconstituir este exemplo de arquitectura Beaux-Arts e compreender como um cidadão de torna-viagem contribuiu para a promoção da modernidade, oferecendo condições a um jovem artista para a realização desta obra de vanguarda. O ensaio pretende identificar as formas originais da casa, as condições da sua produção e as características de alguns dos usos determinantes para a caracterização da sua imagem. É uma viagem ao Erudito e popular na arquitectura dos Torna-Viagem, percorrendo um caminho que procura preencher um espaço ainda relativamente vazio no processo de conhecimento da arte de edificar em Portugal.

"Marques Gomes, o ricaço brasileiro que começava a ganhar estima em Canidelo pelos sinais de filantropo que ia evidenciando, escolheu o que entendeu ser a melhor posição na sua propriedade, e ali mandou erigir a imaginada casa própria em 1904. Ficou instalado no alto da colina sobranceira ao rio Douro, com largas vistas sobre a foz, a costa atlântica desde o cabedelo até à Praia de Salgueiros (...)".
A designação de palacete surgiu pela "evidência que assumiu naquela posição e pela marca de novidade das formas que definiam a sua presença forte na paisagem". António Correia da Silva foi o arquiteto escolhido por Marques Gomes para concretizar este projeto. "A expressividade arquitetónica oferecida à casa como um todo resulta dos critérios de representação adotados para o pavimento intermédio e da intenção de tornar percetíveis esses valores. Tudo na base da compreensão do enunciado clássico defendido pelos académicos das Beaux-Arts, que entende para a compreensão da obra a necessidade de equilíbrio entre o conjunto e elementos formais escolhidos do vocabulário ao antigo, a submissão a uma ordem geométrica que tem a simetria axial como regra básica orientadora, respeitando os necessários ajustamentos".
Durante vários anos não foi possível apreciar esta peça de arte, devido ao intenso crescimento da mata plantada na envolvente da casa. "Parcialmente tomada pela vegetação exótica da linha de festo da colina da Alumiara, depois ardida nas convulsões sociais geradas na revanche capitalista dos anos noventa do século passado, transformou-se numa espécie de ruína-fantasma a caminho do esquecimento". Espera-se, agora, uma nova vida e um novo olhar para este palacete e para o que ele representa.

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ARQUITECTURA EM PÚBLICO

Autor: PEDRO GADANHO
Editora: DAFNE

A afirmação da arquitectura portuguesa através da mediatização revelou-se uma boa metáfora para explicar como os media de massa acolhem, digerem, ampliam, apropriam e finalmente deitam fora qualquer assunto que sirva para captar a atenção e o share. Diz-se aqui como o campo arquitectónico adquiriu pujança, como se reflectiu e como acabou por ser escrutinado na esfera pública. Mas podia falar-se de arte, culinária, futebol ou qualquer outra coisa. 
Nas entrelinhas desta expansão mediática ficou também uma história parcial e uma crítica cultural da arquitectura portuguesa entre 1990 e 2005. Nas estórias picantes que aqui se revisitam, esses 15 anos foram o período áureo em que, mais que qualquer meio especializado, o jornal Público deu as boas vindas a uma prática que – pelo menos do ponto de vista mediático – se tornaria numa das grandes exportações da cultura portuguesa contemporânea.

Este livro "procura explicar de forma convincente como podem chegar os arquitectos e as suas arquitecturas a diferentes públicos através dos media (e porque só uns tantos são notícia e outros ficam na maioria silenciosa).". Sendo assim, esta é "uma narrativa de sociologia da informação num domínio tradicionalmente pouco comum para a própria actividade jornalística.".
Pedro Gadanho, escolheu o exemplo do jornal Público, dado este "ter assumido com grande exigência (em continuidade do que o Expresso tinha feito) uma informação que podemos considerar regular sobre as arquitecturas que eram notícia, habitualmente nos seus suplementos culturais e frequentemente a meio caminho entre o 'ensaio' crítico e o descritivo.". Com efeito, segundo o autor, "este jornal ilustrou particularmente bem como o campo arquitectónico encontrou na mediatização generalista uma arena privilegiada para construir uma visibilidade pública expandida.". 
Esta obra divide-se em cinco partes essenciais: contextos de uma modernização (a mediatização generalizada da arquitetura; a presença na imprensa não especializada, a seleção de um medium para a análise); construção da visibilidade mediática (cultura, construção da cidade e diversificação temática; fatores e momentos charneira; as grandes obras e a emergência mediática dos protagonistas); afirmação e apropriação na esfera pública (polémica, debate e afirmação na esfera pública; reflexos e construção mediática; as apropriações simbólicas da arquitetura); efeitos e repercussões (reflexividades do fenómeno da mediatização; aceitação e rejeição da ideia de mediatização; a emergência de uma imagem da arquitetura) e, em jeito de conclusão, a função da opinião; o regresso à esfera pública e, ainda, uma teoria da mediatização da arquitetura.
Na prática, este livro oferece um retrato exato de uma produção cultural como ela é, de facto, vista pelo público.

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EDUARDO SOUTO DE MOURA: ATLAS DE PAREDE, IMAGENS DE MÉTODO

Textos: PEDRO BANDEIRA, PHILIP URSPRUNG, DIOGO SEIXAS & EDUARDO SOUTO DE MOURA
Editora: DAFNE

Como é que um arquitecto trabalha? Sabemos que gere um número complexo de solicitações, das exigências peculiares do cliente às limitações geológicas do terreno, passando pelo autoritarismo dos regulamentos e pela subjectividade do mestre-de-obras. O projecto é o lugar onde essa gestão ganha forma documental e a Arquitectura é o saber que permite operar o projecto.
Mas como é que se cartografa esse saber? Como é que ele é composto? Como é que ele se constrói?
Este livro navega por essas interrogações, utilizando o imaginário visual do arquitecto Eduardo Souto de Moura para ensaiar algumas hipóteses. As muitas imagens que conquistaram o espaço do livro foram sendo recolhidas pelo arquitecto e dialogam com desenhos e projectos originais. Estiveram ou estão ainda afixadas nas paredes do seu escritório, arquivadas em gavetas pesadas, penduradas nas paredes de casa e, particularmente, presentes ou latentes no modo como o arquitecto imagina a Arquitectura.

Nesta obra os autores procuraram "estratificar, de modo ilusoriamente objectivo, as imagens que se assumem como metodologia para pensar o projecto de arquitectura". Apesar de Eduardo Souto de Moura ter acompanhado a construção deste atlas "abdicou da última palavra na selecção e combinação final das imagens (na sua ordem e na sua associação) na expectativa de também ele ser surpreendido por uma nova narrativa construída a partir de imagens que ele conhece tão bem". É provável que tenha ficado surpreendido, nós com certeza ficamos. Este atlas, de grande porte e capa dura, apresenta-se como uma fascinante reunião de imagens e do trabalho de um dos mais notáveis arquitetos portugueses.
As imagens apresentadas podem dividir-se em quatro grandes grupos: "imagens que emergem no âmbito da concepção do projeto e que de certo modo o antecedem; imagens que emergem durante a produção do projecto e que com ele concorrem; imagens que emergem da comunicação do projecto, afirmando-se quase sempre como imagens que lhe são posteriores; e, finalmente, imagens que emergem com a materialização da obra, com a sua recepção, imagens que a apropriação da obra, idealizada pelo autor ou participada por outros".

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LEPROSARIA NACIONAL

Autores: Paulo Providência; Vítor M. J. Santos; Ana Luísa Santos; Sandra Xavier; Emanuel Brás & Luís Quintas 
Editora: DAFNE

O antigo Hospital-Colónia Rovisco Pais, na Tocha, onde funcionou o que em tempos se chamou a Leprosaria Nacional, foi concebido nos anos de 1930 e a sua construção prolongou-se até ao final dos anos 1950. Projectado pelo arquitecto Carlos Ramos sob a tutela do «médico empreendedor» Bissaya Barreto, esta obra hospitalar constituiu-se como uma pequena colónia, com bairros de habitação, equipamentos e espaços públicos, onde foram confinados os portadores da doença de Hansen em Portugal. Alguns destes espaços e edifícios têm vindo, desde 1996, a ser convertidos e remodelados para funcionamento do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais, outros encontram-se em ruína e outros acolhem ainda ex-doentes de Hansen. Neste livro procuram descodificar-se vários níveis de interpretação que acompanharam a construção do conjunto, os conhecimentos médicos sobre a doença, a transformação do edificado e a imagem dos espaços e construções.


Sandra Xavier e Paulo Providência explicam que "este livro regista uma abordagem interdisciplinar à Leprosaria Nacional Rovisco Pais, decorrente do interesse comum de um conjunto de investigadores das áreas da Antropologia, Arquitectura e Fotografia sobre o edifício - a sua história -, e sobre a doença de Hansen para a qual foi concebida".
Com efeito, o livro dá-nos uma visão abrangente, tanto da doença, como do edifício.
Assim sendo, resultou numa obra valiosa e completa, recheada de textos e imagens que nos dão a conhecer a profunda história desta Leprosaria. Por ter uma abordagem multidisciplinar, este livro é útil para investigadores de diversas áreas do conhecimento, que daqui podem tirar proveito.

Quanto à doença, tal como é assinalado neste livro, já foram curados "mais de 14 milhões de pacientes, em duas décadas, eliminando a lepra de 119 países". Dados da OMS de 105 territórios revelam que "a prevalência global registada no início de 2012 situou-se em 181.941 casos". Atualmente, o combate faz-se maioritariamente na Ásia e na África.


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