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OS MELHORES ANOS: CHURCHILL 1940-45


Autor: MAX HASTINGS
Editora: CIVILIZAÇÃO

De leitura envolvente e pormenores brilhantes, Os Melhores Anos: Churchill 1940-45 de Max Hastings apresenta Churchill em tempo de guerra de forma clara e vívida. Ao examiná-lo pelos olhos daqueles que o conheceram bem e da perspetiva  de um maior leque de personalidades significativas - incluindo russos e americanos -, constrói um retrato completo da realiade por trás do ícone - heroico e exigindo heroísmo aos outros, prudente mas capaz de loucura; por vezes extremamente impopular, mas amado e admirado.

Podia ser apenas mais um livro sobre Churchill, mas é bem mais do que isso.
Esta obra sobre o "pai" da Guerra começou a tomar forma há nove anos atrás com a participação, como comentador, de Max Hastings na célebre biografia de Churchill de Roy Jenkins, onde Hastings demonstrou um profundo entusiasmo sobre a temática da Segunda Guerra Mundial.
Tendo o dia 10 de maio de 1940 como ponto de partida, o dia em que Churchill tomou a liderança da Grã-Bretanha, o autor destaca sobretudo a primeira metade do conflito onde, segundo o mesmo,  pode contribuir com mais novidades para a literatura sobre Churchill, o mesmo período em que o líder britânico esteve  no auge da sua atividade.
Max Hastings optou também por evidenciar os comportamentos de Churchill ao invés da descrição detalhada dos conflitos, realçando a relação conturbada do primeiro-ministro com o povo, o modo como o exército não esteve ao nível das suas expetativas, assim como desmistificando o impacto da relação com os seus generais como uma questão central da missão militar da Grã-Bretanha.
«Os Melhores Anos» é portanto uma obra portentosa, seja em termos de qualidade, de dimensão ou de interesse!

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OS PAPAS

Autor: JOHN JULIUS NORWICH
Editora: CIVILIZAÇÃO

John Julius Norwich centra-se na mais antiga instituição do mundo, seguindo a linha papal pelos séculos, desde o próprio São Pedro — tradicionalmente (ainda que, de modo algum, historicamente) o primeiro papa —, até ao presente, Bento XVI.
Dos cerca de 280 detentores do ofício supremo, alguns foram inquestionavelmente santos, enquanto outros se deleitaram com a mais indescritível iniquidade. Diz-se que um era mulher, só tendo este facto sido descoberto quando deu à luz imprevidentemente durante uma procissão papal. Quase tão chocante é a história de Formoso, assassinado e o seu corpo exumado, vestido com todos os paramentos litúrgicos, sentado num trono e sujeito a um julgamento. Ou a de João XII, sobre quem Gibbon escreveu: “pelo facto de violar virgens e viúvas, as peregrinas não iam visitar o santuário de São Pedro.”
John Julius Norwich atualiza a história papal com entusiasmantes investigações do antissemitismo do desprezível Pio XII, o possível assassinato de João Paulo I e o fenómeno do papa polaco, João Paulo II. Da glória de Bizâncio à decadência de Roma, da Heresia Albigense à controvérsia no seio da atual Igreja, Os Papas é uma obra escrita de forma soberba e reveladora.

O autor, John Julius Norwich, além de um célebre historiador, apresentador e autor de documentários para a televisão inglesa, é também um versátil escritor, como poderá constatar com a leitura da mais recente obra, «Os Papas».
Este livro conta a história, através dos seus representantes máximos, da mais longa monarquia absoluta ainda em persistência. São cerca de 2000 anos condensados numa única obra, numa demonstração clara de poder de síntese e seleção criteriosa de conteúdos que mantêm o leitor sempre concentrado no texto para não perder pitada.
Apesar do caráter desprendido que John Julius Norwich imprime à escrita, o que suscitará o interesse de meros curiosos que apenas queiram saber um pouco mais sobre o papado, este é um trabalho com o potencial para servir a comunidade científica. O autor tem um discurso assertivo, objetivo, neutro e, acima de tudo, fundamentado, uma vez que privou com alguns papas e desempenhou funções na Biblioteca do Vaticano.
O foco do autor incide sobretudo numa análise política, cultural e social, passando um pouco ao lado da teologia, recorrendo a esta apenas quando é útil destacar as questões doutrinárias. Segundo o autor, “ao fazê-lo, segui os passos de muitos dos papas, um número surpreendente dos quais parece ter-se interessado muito mais pelo seu próprio poder temporal do que pelo seu bem-estar espiritual”.
Para quem conhece o trabalho prévio deste autor a leitura d´«Os Papas» será uma confirmação do talento do mesmo e uma garantia da qualidade deste título, para todos aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ler John Julius Norwich, este será certamente uma agradável surpresa.

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IRMÃ

Autora: ROSAMUND LUPTON
Editora: CIVILIZAÇÃO

Quando Beatrice recebe um telefonema frenético a meio do almoço de domingo e lhe dizem que a sua irmã mais nova, Tess, desapareceu, apanha o primeiro avião de regresso a Londres. Mas quando conhece as circunstâncias que rodeiam o desaparecimento da irmã, apercebe-se, com surpresa, do pouco que sabe sobre a vida de Tess - e de que não está preparada para a terrível verdade que terá de enfrentar. A Polícia, o noivo de Beatrice e até a própria mãe aceitam ter perdido Tess, mas Beatrice recusa-se a desistir e embarca numa perigosa viagem para descobrir a verdade, a qualquer custo.

Apesar de experiente na escrita de guiões originais para televisão e cinema este é o primeiro romance de Rosamund Lupton, uma estreia sublime que faz antever uma carreira de sucesso.
Este «Irmã» vai além do típico thriller sobre de desaparecimento de uma pessoa, aqui somos confrontados com um tema controverso: a adulteração de um ensaio clínico.
Narrado pela personagem principal, este enredo nunca se torna monótono pois está preenchido com diálogos bem construídos.
Contrariando a previsibilidade, a autora consegue verdadeiramente surpreender com o desfecho deste «Irmã».
A título de curiosidade, no final do livro somos brindados com uma pequena entrevista à autora sobre o processo de criação da obra. (Gostamos desse pormenor).

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O LAGO DOS SONHOS

Autora: KIM EDWARDS
Editora: CIVILIZAÇÃO

Depois de vários anos no estrangeiro, Lucy regressa a casa. Encontrando-se numa encruzilhada na sua vida, sente-se perseguida pela morte misteriosa do pai, que ocorreu há uma década. Certa noite, já tarde, enquanto deambula pela enorme casa familiar na margem de um lago, descobre, escondida no assento de uma janela, uma coleção de objetos que, à primeira vista, parecem simples curiosidades, mas que depressa irão revelar uma complexa história familiar.
As saudades do passado, avivadas pelo reencontro com o seu primeiro grande amor, conduzem-na a situações inesperadas. Lucy descobre e explora os contornos do seu passado. A história da família como ela a conhecia é destruída – e, depois, dramaticamente reconfigurada, animando-a a viver com uma liberdade que ela nunca tinha experimentado antes.

Se leu o livro SEGREDOS DE FAMÍLIA de Kim Edwards com certeza prevê que este livro só pode ser bom. E tem razão, é verdadeiramente bom!
Em O LAGO DOS SONHOS a autora demonstra novamente a mestria na construção de romances onde o passado mexe com o presente.
Ao longo do enredo somos conduzidos por Lucy, uma jovem que regressa à terra natal e se vê envolvida na busca da verdade a respeito uma familiar sobre a qual, até então, ninguém ouvira falar. Para nos aproximar mais da estória, a autora faz descrições detalhadas que põem a nossa imaginação a fluir.
Apreciei particularmente o livro a partir da segunda metade onde tudo se começa a revelar.

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ANTES DE ADORMECER

Autor: S. J. WATSON
Editora: CIVILIZAÇÃO

«Durante o sono, a minha mente apagará tudo o que fiz hoje. Amanhã acordarei como acordei hoje de manhã. A pensar que ainda sou uma criança. A pensar que tenho toda uma vida de escolhas pela frente…»
As memórias definem-nos. O que acontece se perdemos as nossas memórias cada vez que adormecermos? O nosso nome, a nossa identidade, o nosso passado, até mesmo as pessoas de quem gostamos - tudo perdido numa noite. E a única pessoa em quem confiamos poderá estar a contar-nos apenas metade da história. Bem-vindos à vida de Christine.

Surpreendente!
Um enredo dirigido com mestria que nos faz sentir como a personagem principal, ou seja, no decurso da estória não sabemos no que ou em quem acreditar. Assim sendo, é um livro que nos mantém agarrados e desejosos para ler mais e mais.
A amnésia é o tema principal do livro e a partir daí o autor cria um thriller envolvente, com poucas personagens - mas suficientes.
Um romance que não lhe sairá da memória durante muito tempo!

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UMA QUESTÃO DE ATRAÇÃO


Autor: DAVID NICHOLLS
Editora: CIVILIZAÇÃO

Brian Jackson, estudante universitário, chegou à faculdade com um desejo mais forte do que o da aquisição de conhecimentos: ser uma estrela do concurso mais famoso da TV. Mas o seu avanço no Desafio Universitário é de certo modo travado pela sua atração crescente pela sedutora Alice Harbinson, que luta para deixar a sua marca como actriz. E, à medida que os obstáculos impedem a sua relação, Brian fica cada vez mais convencido de que só um sucesso esmagador no concurso o fará conquistá-la.

O grande foco do livro é o concurso "Desafio Universitário" e nesse sentido torna-se interessante, na medida em que é um bom motivo para aprender e recordar alguns aspectos de cultura geral.
O romance é escrito num tom jovem, espelhando algumas situações caricatas do quotidiano, e ilustra a década de 80.
A personagem principal atravessa o percurso da entrada na universidade e logo no início do livro traça objectivos que deseja ver cumpridos pós-licenciatura, mas será que alcançará o que pretende? Ou será que a ambição de vencer leva tudo a perder? O final do livro surpreende, por isso vale mesmo a pena ler.

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