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CITA-MINI | O SECADOR DE LIVROS


Título: O secador de livros
Texto: Carla Maia de Almeida
Ilustração: Sebastião Peixoto

Editora: CAMINHO

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DA RESTAURAÇÃO AO OURO DO BRASIL


Autor: ANTÓNIO BORGES COELHO
Editora: CAMINHO

Este volume abre com o golpe de Estado que rompeu o elo «constitucional» que ligava Portugal às nações de Espanha, de Itália e da Flandres, e restabeleceu a independência política, perdida em 1580.

Dividido em seis partes, este livro inicia com a 'restauração', seguindo-se os capítulos: 'romper o cerco e resistir', 'consulado do conde de castelo melhor', 'um reino, duas cabeças', 'a europa de relance' e, por fim, 'resplendor do ouro'.
Trata-se de um longo percurso, que começa em 1640 e termina mais de um século depois, em 1750, e que António Borges Coelho agradavelmente resume em 300 páginas.

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A COLEÇÃO PRIVADA DE ACÁCIO NOBRE

Autora: PATRÍCIA PORTELA
Editora: CAMINHO

Fui recolhendo, ao longo de 16 anos, cartas, diários, testemunhos, maquetas de jogos e armadilhas de Acácio Nobre (1869?-1968), um construtor de puzzles geométricos visionário no século XIX que uma ditadura silenciou no século XX e (quase) eliminou de uma História que ainda assim influenciou, de forma subtil e anónima, introduzindo uma marca indelével e inevitável nos séculos vindouros, como o nosso.
Acreditando que a obra literária pode desempenhar um papel crucial na reavaliação dos tempos que correm de uma forma que estará para sempre vedada à História, à Academia e à estratégia política, venho por este meio partilhar convosco a Coleção Privada de Acácio Nobre, na esperança de encontrar, mas também de dispersar, a sua obra, as suas ideias e os seus manifestos, procurando contribuir assim para a tarefa inglória de lutar pelo direito ao impossível, uma mastodôntica missão num país como este, que, por acidente geográfico, é o meu, e também foi, ainda que por breves momentos e de forma ingrata, o de Acácio Nobre.

Curiosamente, antes deste livro os únicos registos oficiais sobre Acácio Nobre, em Portugal, eram os arquivos da PIDE.
Patrícia Portela descobriu em 1999, na cave dos avós, uma arca com textos e projetos de Acácio Nobre, que a autora descreve como "o mais velho do círculo de futuristas portugueses, o mais novo do círculo de surrealistas franceses e um ativista republicano numa época em que era très cool apoiar a monarquia ou subscrever alguma forma de anarquismo fascista". A autora lembra que "delinear contos fantásticos ou puzzles geométricos foram algumas das formas que encontrou para imaginar uma possibilidade constante de um mundo para além deste em que vivemos".
Ao longo deste livro encontramos algumas cartas de Acácio Nobre dirigidas a João Franco, "uma figura central na política nacional durante décadas", onde Nobre apresenta, sucessivamente, "o projeto de execução de um método inovador para a educação de crianças e operários em Portugal", ou seja, o programa Kindergarten de Fröbel. Noutras cartas, endereçadas a várias figuras de poder, Acácio Nobre continuou a dar conhecer os seus projetos, como caso do Plano 1 de Ginástica Mecânica para Futuros Trabalhadores Industriais, sem esquecer o projeto de realização dos Kindergartens em Portugal, ao qual Nobre se dedicou durante décadas. Acácio Nobre queria "estimular o poder a imaginação e com isso catapultar o país para a modernidade já alcançada noutros países vizinhos".
Ficamos deliciados ao ler estas cartas, que mostram a enorme dedicação de Acácio Nobre pela construção de brinquedos para adultos.
Contudo, "desanimado com a ausência de resposta às suas cartas e propostas de introdução dos Kindergarten em Portugal, Acácio Nobre dedica a próxima década da sua vida a reescrever um manifesto encriptado, numerando todas as palavras do seu dicionário para poder transcrever o manifesto em números".
Defendemos que vale muito a pena ler este livro e conhecer a vida e obra de Acácio Nobre.

Lembramos ainda outro livro de Patrícia Portela, Wasteband, divulgado aqui.


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HISTÓRIAS FALSAS

Autor: GONÇALO M. TAVARES
Editora: CAMINHO

Arrogante, mais do que era seu costume, cheio de vaidade pela riqueza que ostentava e pelo estômago farto, Mercatore disse, para Diógenes:
– Se tivesses aprendido a bajular o rei, não precisavas de comer lentilhas.
E riu-se depois, troçando da pobreza evidenciada por Diógenes. O filósofo, no entanto, olhou-o ainda com maior arrogância e altivez. Já tivera à sua frente Alexandre, o Grande, quem era este, agora? Um simples homem rico?
Diógenes respondeu. À letra:
– E tu – disse o filósofo – se tivesses aprendido a comer lentilhas, não precisavas de bajular o rei. 
De «A história de Listo Mercatore»

O que é que pode encontrar neste livro?
"Breves narrativas: desvios ficcionais na história da filosofia antiga".
Ao todo são nove histórias "escritas no mesmo período" embora "publicadas em momentos muito distintos, em revistas portuguesas e numa antologia de contos (Jovens escritores para a nova Europa) publicada em italiano e húngaro.
Gonçalo M. Tavares escreveu estas histórias pois pretendia "em primeiro lugar, exercer um ligeiro desvio do olhar em relação à linha central da história da filosofia; por outro lado, tinha curiosidade em perceber o modo como a ficção (verosímil ou nem tanto) se pode encostar suavemente a um fragmento da verdade até ao ponto em que tudo se mistura e se torna uniforme".
Assim sendo, desafiamos os nossos leitores a conhecerem as histórias de: 'Julieta, a santa da Baviera'; de 'Lianor de Mileto'; de 'Listo Mercator'; de 'Metão, o Pequeno'; dos 'Tiranos'; de 'Aurius Anaxos'; de 'Elia de Mirceia', de 'Faustina, a Medrosa', e ainda, a história de 'Arquitas'.

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NO CÉU NÃO HÁ LIMÕES

Autor: SANDRO WILLIAM JUNQUEIRA
Editora: CAMINHO

No Céu não Há Limões descreve um mundo em guerra entre o Norte rico e o Sul pobre, em que os pobres do Sul tentam por todos os meios ter acesso ao bem-estar do Norte, e os do Norte usam de todos os meios para conservar a sua riqueza só para si.
Sandro William Junqueira não apresenta soluções, mas à medida que o livro se aproxima do final uma personagem se destaca – o padre –, procurando uma saída. Será esta uma saída?
O autor não dá a resposta. A resposta fica com cada um de nós, porque este é o nosso mundo.

Ao que parece, no céu não há, efetivamente, limões.
Talvez por isso, o ogre ainda não queira ir para lá, ou talvez não.
Numa das passagens do livro o autor escreve "ao olhar homens, mulheres, descendentes, crentes ou não-crentes, desapossados, desprotegidos, o Padre era forçado a admitir: um crente pegajoso não diverge assim tanto de um ateu convencido. Ambos trazem consigo toneladas de ambição tolas, arrogantes. E somente uns miligramas de humildade.". Será também este o nosso mundo? Teremos apenas alguns "miligramas de humildade"? Teremos nós direito à tal saída?
Este romance mexe com o leitor, levanta questões e faz refletir.

[Sandro William Junqueira nasceu em 1974 em Umtali, na Rodésia. Experimentou a música, escultura, pintura. Foi designer gráfico. Diz poesia e trabalha regularmente como ator e encenador. Leciona expressão dramática. É autor de projetos e ateliês de promoção do livro e da leitura. Em 2012 foi considerado um dos escritores para o futuro pelo semanário Expresso.]

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WASTEBAND


Autora: PATRÍCIA PORTELA
Editora: CAMINHO

Wasteband_(do inglês) – faixa de tempo perdido que dá forma aos dias, estendendo os momentos de espera em detrimento dos que exigem acão, criando assim uma maior probabilidade de acidentes e efeitos colaterais em vidas demasiado programadas. 
Waistband (do inglês) – faixa de tecido que dá forma à cintura de um vestido, de uma saia ou a um cós de umas calcas; elástico das cuecas.

Sergei Krikalev descolou a 19 de maio de 1991... e ficou algures no espaço pois não havia dinheiro para o trazer de volta (e também por questões políticas, sociais, culturais...). Entretanto, na terra, desenrola-se a história de José e Tânia e da respetiva faixa de tempo perdido - a wasteband.
"Wasteband é como quando estamos sentados no cinema, quando as luzes já se apagaram mas os anúncios ainda não começaram nem o pano descobriu o ecrã - é nesse preciso momento, entre a confusão do sentar e o quase silêncio antes do filme que tudo é possível; é a primeira chance de podermos ver o melhor filme das nossas vidas, é o momento em que podemos esperar ter a melhor experiência do dia, do ano, até do século. É o momento em que não se sabe o que se vai ver e em que existem todas as probabilidades de se ser surpreendido. Depois... começa o filme... acaba a espera. É nesse exato momento antes desse fim que nos encontramos agora".
Deixe-se levar pela imaginação e perca tempo com este livro!

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NA ESFERA DO MUNDO

Autor: ANTÓNIO BORGES COELHO
Editora: CAMINHO

Os portugueses tinham fé, lei e rei. A fé amarrava-os a uma crença e a um ritual da vida e da morte, legitimava a perseguição civil e armada aos mouros e aos «luteros»; a lei e o rei integravam-nos na comunidade que se individualizara no território ocidental da Hispânia desde o século XII. Outro laço, fortíssimo, provinha da partilha de uma língua que se estruturava na fala e na escrita e gerava um tesouro, hoje quase escondido, de textos geográficos, antropológicos, literários, históricos, linguísticos e científicos.

«NA ESFERA DO MUNDO» é o quarto volume da coleção 'História de Portugal' («Donde Viemos», «Portugal Medievo», «Largada das Naus») da autoria de António Borges Coelho, professor catedrático jubilado da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.
Este livro conta a história de um pequeno povo no extremo ocidental da Europa que provocou grandes mudanças a nível global. É a história de um povo que se moveu pela ambição e força de vontade "mas sem o comércio e o dinheiro, sem as descobertas na construção naval e na arte de navegar, sem a verticalidade dos comandos, sem a riqueza acumulada e os empréstimos para pagar os navios, as mercadorias, as armas, os mantimentos, os soldos, que fariam os desejos e a vontade?".
O estilo de narração de António Borges Coelho é fluído, proporcionando uma leitura ritmada e estimulante. Assim, entre outros, é descrita a perícia dos navegadores e o comércio além fronteiras, a sociedade portuguesa da época, o povoamento do Brasil, e batalhas emblemáticas deste período.

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CLARABOIA

Autor: JOSÉ SARAMAGO
Editora: CAMINHO

«Claraboia é a história de um prédio com seis inquilinos sucessivamente envolvidos num enredo. Acho que o livro não está mal construído. Enfim, é um livro também ingénuo, mas que, tanto quanto me recordo, tem coisas que já têm que ver com o meu modo de ser.» José Saramago

Um romance de época que José Saramago acabou de escrever a 5 de Janeiro de 1953 e assinou com o pseudónimo «Honorato».
Com personagens muito caricatas, quase tão distantes como comuns, cujas vidas privadas se tornam públicas para todos os leitores de CLARABOIA. Capítulo a capítulo entramos em casa de cada um dos inquilinos. Entre eles destacam-se o senhor Silvestre (o sapateiro) e a mulher, dona Mariana, que vivem um casamento feliz;  Abel (o hóspede deste casal); a dona Cândida (mãe de Isaura, uma leitora voraz e de Adriana, que prefere escrever no seu diário) e a dona Amélia (irmã da dona Cândida, que é parca em palavras contudo muito perspicaz); a dona Justina, a doente casada com o boémio Caetano; a dona Rosália, que venera o marido, e o senhor Anselmo, que pensa que controla tudo (pais de Maria Cláudia, uma bela moça de 19 anos); a dona Carmen, mulher do pacato Emílio e mãe do Henriquinho, que se considera uma "disgraciada" e, ainda, a dona Lídia, mulher independente cuja vida causa alguma estranheza nos vizinhos. Seis apartamentos, seis estórias.
Um enredo simples, bem conduzido, que não sendo a melhor obra de Saramago merece todo o respeito.

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O PINTOR DEBAIXO DO LAVA-LOIÇAS

Autor: AFONSO CRUZ
Editora: CAMINHO

A liberdade, muitas vezes, acaba por sobreviver graças a espaços tão apertados quanto o lava-loiças de um fotógrafo. Esta é a história, baseada num episódio real (passado com os avós do autor), de um pintor eslovaco que nasceu no final do século XIX, no império Austro- Húngaro, que emigrou para os EUA e voltou a Bratislava e que, por causa do nazismo, teve de fugir para debaixo de um lava-loiças.

Mais uma vez, Afonso Cruz mostra que está entre os melhores autores nacionais.
Ao longo do livro são apresentadas imensas mensagens que nos fazem reflectir. Aliás, por isso mesmo, o livro pode suscitar diferentes interpretações dependendo do leitor ou mesmo do momento em que se lê, tal como o episódio da mesa descrito no livro: podemos olhar para uma mesa, mas nem todos a vemos da mesma forma.
Todas as personagens têm algo especial (e incomum), mas sem dúvida que as minhas preferidas foram a principal (Jozef Sors) e o pai dele (que não entendia as metáforas).
De destacar as ilustrações do autor ao longo do livro que tanto nos levam a imaginar o "Livro dos Olhos Abertos" como o "Livro dos Olhos Fechados" que acompanham Jozef Sors.
Fabuloso!

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