21 março 2017

DESASSOSSEGO DE ENSINAR

Autor: DANIEL JOANA
Editora: ESFERA DO CAOS

Desassossego de Ensinar é uma obra que retrata os desafios da Escola portuguesa dos nossos dias, segundo uma perspetiva dinâmica, mul­tímoda e muito pessoal. Como ensinam os professores? O que pensam os pais? Como aprendem os alunos? Por que razão se abor­recem? O que lhes atiça a curiosidade? De onde vem a indisciplina? Que geração vem aí?

Contrariamente ao que se possa esperar ao ler o título desta obra, Daniel Joana considera que este livro não é para professores, nem para alunos, pois nele não encontrarão "nada de novo", já que "nestas páginas não está mais do que uma pequena parcela do que se passou e passa todos os dias dentro de uma sala de aula e da alma de quem a vive". Assim sendo, este livro destina-se "a alguém que apenas vê a escola por fora" e que desta forma "talvez possa entender melhor esta geração de gente que aprende e que tenta ensinar.".
Daniel Joana define este livro como "uma coletânea de crónicas, de artigos críticos, de contos (...) um diário, uma autobiografia profissional".
Neste livro estão retratadas experiências desde 2008 até 2015 e que passam por escolas em Coimbra, Quiaios, Figueira da Foz, Sátão e Guarda, num tom descontraído e envolvente, que nos aproxima da realidade que se vive nas escolas portuguesas.

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17 março 2017

A ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA - O fundo Administração do Concelho de Torres Vedras


Autora: SUZETE LEMOS MARQUES

Este é um trabalho de natureza historicista e tecnicista, enquadrável no paradigma custodial, tão necessário e pertinente para a promoção do acesso à informação acumulada nos arquivos municipais e, neste caso particular, do Arquivo Municipal de Torres Vedras. Pois não chega afirmarmos o princípio do livre acesso à informação se, no momento seguinte, anularmos esse acesso pela não organização da informação aí acumulada e, consequentemente, a sua não comunicação. Aqui reside uma das maiores contradições dos arquivos, de que a porta aberta não é condição suficiente para garantia do acesso à informação.

Suzete Marques inicia este trabalho com uma "reflexão teórica sobre a função arquivística mais complexa: a organização arquivística". De facto, a organização é uma das palavras-chave neste contexto, uma vez que "não se pode comunicar um fundo sem que este esteja organizado, da mesma forma que não existe preservação e conservação sem antes se organizarem os documentos.". Assim a autora introduz a organização arquivística e, depois, aborda a normalização, aclarando as diferentes normas existentes e fazendo uma análise crítica às normas internacionais. Uma vez que para aceder à informação "é necessário desenvolver instrumentos que sejam capazes de permitir a sua localização e recuperação", Suzete Marques apresenta detalhadamente os instrumentos de descrição documental.
No segundo capítulo desde livro é apresentado o fundo Administração do Concelho de Torres Vedras, "desde a sua caraterização à metodologia usada na sua organização".
Já na terceira parte desta obra faz-se uma abordagem à profissão de arquivista, suportada pela "experiência e aprendizagem" da autora.
Este é o primeiro livro da coleção Ciência da Informação (CI) – uma parceria das Edições Colibri com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta coleção "pretende ser a montra de muitos trabalhos finais de mestrado e doutoramento em Ciência da Informação, assim como de reunião de estudos dispersos de docentes e investigadores incontornáveis na área da Ciência da Informação. Um projeto pioneiro em Portugal.".
Ficamos a aguardar as próximas publicações.

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16 março 2017

PORTO - PATRIMÓNIO MUNDIAL - 20 ANOS, 20 IMAGENS


Editora: INCM

«A 5 de dezembro de 1996 na cidade de Mérida, no México, o Centro Histórico do Porto foi acrescentado à lista dos sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO tendo por base o critério IV (cultural), considerando que este bem possui notável valor universal pelo seu tecido urbano e pelos seus inúmeros edifícios históricos que testemunham o desenvolvimento ao longo do último milénio de uma cidade europeia virada para o ocidente pelas suas ligações comerciais e culturais.»
Porto Património Mundial — 20 Anos/20 Imagens testemunha a metamorfose através das visões do geógrafo Álvaro Domingues, do historiador Gaspar Martins Pereira e do repórter Manuel Carvalho, associadas a vinte olhares fotográficos, «de um Porto presente, vivo, vibrante, repleto de gente, com histórias e relações a consolidar-se, na ponte entre ontem e amanhã.»

Coube ao atual presidente da Câmara Municipal do Porto a introdução desta bela obra. Neste âmbito, Rui Moreira refere que "são mil as maneiras de viver o Centro Histórico do Porto. Partindo do Morro da Sé - onde se situam as primeiras marcas populacionais - e experimentando a gastronomia e o vinho, abeirando-se do rio Douro e atravessando a icónica ponte, são muitos os pontos de interesse, exemplares de arquitetura, obras de arte pública, que desenham uma experiência de atravessamento da História.".
Álvaro Domingues, por sua vez, faz um breve resumo das centenas de anos de história da cidade do Porto, com grande destaque para o património e para a mobilidade, terminando a sua intervenção dizendo que "quando se fala da cidade, fala-se da diversidade, da relação, da cultura, dos valores civilizacionais positivos, das oportunidades, do ambiente de liberdade e tolerância".
Já Gaspar Martins Pereira centra o seu discurso nas mudanças que ocorreram nestes 20 anos, reforçando "os sinais de modernidade que se conjugam com novas dinâmicas culturais e económicas. Sobretudo nas ruas da baixa, uma babel de línguas e rostos veio reforçar a feição cosmopolita e de abertura ao mundo do Porto.".
Por fim, Manuel Carvalho recorda o grandioso dia de 5 de dezembro de 1996, quando nasceu o Porto Património Mundial. Até porque, acredita, "sem esse dia mágico de há 20 anos, sem o reconhecimento mundial de um património que conserva essas memórias e projeta essa identidade, seria sem dúvida muito mais difícil perceber o velho burgo, protegê-lo e amá-lo como merece.".

Este livro está escrito em português, inglês e francês.

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15 março 2017

MARCA PESSOAL

Autora: MANON ROSENBOOM ALVES
Editora: RH EDITORA

Porque é que certas pessoas parecem ter sucesso mais facilmente do que outras? Hoje em dia não basta ter um curso superior nem um MBA para se destacar ou para ser valorizado conforme deseja. É essencial ter consciência das suas qualidades únicas e saber como comunicá-las junto das pessoas ou empresas que são importantes para si. Com base em métodos comprovados, estudos científicos e determinadas experiências, vai entender como tirar o maior partido das suas caraterísticas pessoais, comunicação verbal, não-verbal e online, etiqueta e vestuário para desenvolver, reforçar e manter a sua marca pessoal.

Para começar, Manon Alves lembra que "os clientes não fazem negócios com empresas, mas sim com pessoas" e nesse sentido a autora espera que este livro sirva de guia para a construção da marca pessoal do leitor.
Assim, o primeiro capítulo do livro é dedicado, precisamente, a explicar o que é o marketing pessoal e por que motivo é importante "ter e ser uma marca pessoal".
Depois, "irá descobrir os elementos que fazem parte de uma marca pessoal bem-sucedida, baseada nos três vv", ou seja, o Valor interior, onde se propõe uma introspeção e definição de objetivos; o Valor exterior, onde se dão diretrizes sobre comunicação da marca pessoal presencialmente e online, bem como sobre a imagem pessoal, uma vez que "o nosso visual e as roupas que usamos transmitem mensagens sobre as quais as pessoas fazem a sua interpretação" e "poucos programas ensinam sobre assuntos como estar corretamente vestido para entrevistas e criar uma imagem profissional com a qual a pessoa se sente confortável e que transmite profissionalismo e competência". Quanto ao Valor atribuído, a autora prevê que o leitor entenda "como pode avaliar melhor como os outros o veem e como pode aumentar o seu autoconhecimento com base no feedback que pessoas importantes para si possam dar". No final, Manon Alves dá "dicas sobre como pode fortalecer a sua marca pessoal e continuar a aumentar a sua visibilidade".
Tal como a autora, esperamos que depois de lerem este livro saibam como fazer o vosso próprio plano de marketing pessoal e identifiquem os meios certos para "adaptar e fortalecer" a vossa marca pessoal.

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08 março 2017

ASSESSORES DE IMPRENSA E JORNALISTAS

Autor: VASCO RIBEIRO
Editora: AFRONTAMENTO

É importante que jornalistas e assessores se conheçam bem, que conheçam bem as respetivas áreas de intervenção, os constrangimentos específicos de cada domínio, as especificidades de um sistema comu- nicacional complexo e que muda, hoje, quase a cada dia que passa. Nesse sentido, este livro -- mais um resultado palpável, entre vários outros que têm sido dados à estampa, de um já longo trabalho de reflexão e investigação do autor -- traz um inestimável contributo ao tal conhecimento mútuo que se deseja. Conhecimento que é essencial para a compreensão, a colaboração e o respeito de parte a parte. Com ele podem beneficiar, sem dúvida, os profissionais de ambos os lados da fronteira, assessores e jornalistas. Mas pode igualmente beneficiar o público, todo o público para quem eles alegadamente trabalham e que é, no limite, a sua verdadeira razão de ser. (Joaquim Fidalgo, in Prefácio)

Vasco Ribeiro inicia este livro com um resumo das teorias da comunicação de massa e respetivos efeitos e com uma breve abordagem à "notícia como construção social da realidade".
O capítulo sobre as fontes de informação no processo de produção de notícias é o núcleo duro desta obra. Aqui o autor explora vários temas, nomeadamente, a rotina; o acesso privilegiado das fontes de poder; as notícias como produto do capitalismo; as fontes profissionais ao serviço dos grupos de pressão; a interação entre os jornalistas e fontes de informação; o pragmatismo das fontes profissionais de informação; a crescente dependência do jornalismo face às fontes de informação; a negociação permanente; os modos de saber usar a fonte; a relação adversativa e de troca; o "casamento de conveniência" e, ainda, a utilização e citação de fontes em função da credibilidade.
Após analisar os pontos acima referidos, Vasco Ribeiro conclui que atualmente se considera que "a fonte é, na maioria dos casos, o ponto de partida do processo de produção noticiosa" e, nesse sentido, "o trabalho do jornalista sofre fortes constrangimentos (ou é, pura e simplesmente inviável) sem o acesso a fontes de informação. Por outro lado, a qualidade da notícia depende muito da qualidade da fonte (ou fontes) que esteve na sua origem. Daí que exista uma «hierarquia de credibilidade» entre as fontes, que o jornalista respeita na expetativa de garantir uma informação mais rigorosa e qualificada.". O autor refere também que a capacidade dos assessores de imprensa fornecerem "dados pertinentes" e criarem "eventos noticiáveis atingiu um elevado grau de sofisticação", simplificando, por sua vez, o trabalho dos jornalistas. Assim, "fontes e jornalistas criam entre si uma «relação simbiótica», que decorre da perceção de que juntos conseguem mais facilmente concretizar os seus objetivos.".
No final do livro fica a promessa deste investigador e professor universitário desenvolver mais publicações sobre como as organizações e as fontes profissionais de informação têm atuado ao longo da história.