26 junho 2017

CASAS [PÓS] RURAIS - ENTRE 1900 E 2015

Autora: ANA SARAIVA

Num relato que se estende por um século (1900-2015), são descritos três tipos habitacionais da arquitetura popular em Portugal: a “casa do trabalhador rural” (1900-1960), ligada à agropecuária; a “casa do emigrante” (1970-2015), ligada à emigração e a mudanças profundas nos campos; e a “casa emblematizada” (1990-2015), ligada à reificação da tradição. 
A obra apresenta uma teia de temas que se intersetam constantemente e que refletem a relação com as casas em aspetos como os materiais e técnicas de construção, o espaço construído, a genealogia familiar, a vizinhança, a economia, a política, a hibridização o consumo, a identidade e o património. 

Com base nas "práticas e discursos relativos a expressões da arquitetura doméstica em espaço (pós-)rural" dos últimos cento e quinze anos, em Portugal, esta obra "incide em casas de habitação e edifícios de apoio em espaço de aldeia, erguidos e ocupados num passado associado à produção agrícola dos campos e num presente mais próximo das realidade urbanas".
O concelho é Ourém é um terreno privilegiado neste estudo, onde primeiramente se faz uma abordagem à diminuição de moradias nas aldeias, nos anos mais recentes. Isto, "reforça a necessidade do estudo do passado para interpelar posicionamentos contemporâneos de indivíduos e de grupos sociais e políticos em relação à construção e (re)apropriação de moradias em contexto de pós-modernidade e pós-ruralidade".
Na prática, o livro divide-se em cinco capítulos. No primeiro, faz-se uma síntese do panorama socioeconómico do início do século XX até à atualidade. O segundo capítulo reflete sobre as casas rurais de Ourém construídas entre 1900 e 1960. Já o terceiro capítulo trata as práticas e discursos associados às casas de portugueses emigrantes em França, que foram erguidas em Ourém e noutros territórios portugueses entre 1960 e 1990. O quarto capítulo avança no estudo das casas de emigrantes erguidas entre 2000 e 2015 - em Ourém e na periferia de Paris - e retoma antigas casas rurais de Ourém que foram sujeitas a processos de emblematização nos últimos 15 anos.
Feita toda esta análise, "sobressaem mudanças profundas na relação dos cidadãos com os campos e na produção das aldeias como arenas culturais interativas e complexas. Conclui-se que a mobilidade virtual não substitui a mobilidade física e que a globalização conduz à cidadania multicultural, mas não impede o despovoamento dos territórios".

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22 junho 2017

GRANDES VIAGENS PORTUGUESAS

Autores: PÊRO VAZ DE CAMINHA, ANTÓNIO TENREIRO, ANTÓNIO DE ANDRADE, HERMENEGILDO CAPELO, SACADURA CABRAL

A maior parte das Grandes Viagens Portuguesas realizaram-se no processo de descobrimentos ou como sua continuação.
São os casos do «Achamento da terra do Brasil», do «Itinerário de António Tenreiro, que da Índia veio por terra a este reino de Portugal» ou ainda da «Expedição portuguesa ao interior de África» de Hermenegildo Capelo.
Outras inserem-se na evangelização católica, como é o caso da visita do padre António de Andrade aos «reinos do Tibete».

Neste livro, foi feita uma escolha em função da seleção que o escritor Branquinho da Fonseca publicou na antologia de 1964, com recurso às notas e biografias dessa publicação.
Esta obra inicia com a carta em que Pêro Vaz de Caminha dá a notícia a D.Manuel da descoberta portuguesa do Brasil: "um documento de enorme interesse histórico, em que a descrição é feita com particular vivacidade". 
Segue-se António Tenreiro, "o primeiro português que vem da Índia para Portugal por terra, depois de ter viajado pela Pérsia". 
Depois temos a viagem do padre António de Andrade ao Tibete, "uma proeza famosa, já que foi talvez o segundo europeu que subiu ao Tibete". 
O livro continua com "as viagens pelo interior de África, começadas ainda no tempo do Infante D.Henrique", que apesar de numerosas, de grande parte não existem "relatos diretos ou fidedignos, por isso este volume escolhe a viagem de Hermenegildo Capelo, já dos finais do século XIX".
O volume termina com a narrativa de Sacadura Cabral, a respeito da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, lado a lado com Gago Coutinho.
Convidamos, assim, os nossos leitores a embarcarem numa odisseia pelo Brasil, Índia, Tibete, África e Travessia do Atlântico Sul.

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21 junho 2017

DICIONÁRIO DE COMPETÊNCIAS

Autor: PEDRO B. DA CAMARA
Editora: EDITORA RH

A gestão por competências ocupa hoje um lugar central num modelo integrado de gestão de pessoas.
É esta a temática desenvolvida na presente obra, que está dividida em duas partes. Na I parte é feita uma breve introdução à gestão por competências e traçado um itinerário para a construção do modelo de competências de uma organização. A II parte consiste num dicionário de competências, contendo 146 diferentes competências pessoais, interpessoais, de liderança e gestão e técnico-profissionais, com a respetiva definição e matrizes de indicadores comportamentais observáveis.
Com este livro pretendemos contribuir para uma melhor utilização das competências como forma de desenvolver os ativos humanos nas organizações.

Doutorado em Ciências do Trabalho, o autor desenvolveu a carreira como gestor de recursos humanos em empresas multinacionais e é, atualmente, consultor em gestão estratégica de recursos humanos e professor.
Resultado do trabalho de mais de uma década nesta área, este livro é uma ferramenta que permite "a utilização das competências como instrumento de gestão", sendo um excelente auxiliar para académicos, gestores e estudiosos de gestão de pessoas.
A primeira parte do livro tem uma vertente teórica. O autor faz um breve resumo do impacto das competências na gestão de pessoas; explica os tipos de competências e como se faz uma identificação das competências relevantes para uma organização; apresenta a construção de um modelo de competências e de que modo se pode usar esse modelo como instrumento de gestão.
Na segunda parte da obra, temos acesso ao dicionário das competências em concreto. Ou seja, a mais de 146 competências comportamentais, de liderança e gestão e técnico-profissionais. De realçar que, a cada competência foi atribuído um número de série para facilitar a respetiva referenciação e consulta.

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08 junho 2017

O ADMIRÁVEL HORIZONTE DA BIOÉTICA

Autora: MARIA DO CÉU PATRÃO NEVES
Editora: GLACIAR

A Glaciar, em parceria com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, apresenta a colecção “A Ciência Disruptiva”, que terá um volume trimestral sobre cada um das áreas científicas que mais podem impactar a sociedade no futuro. 
O primeiro volume traz-nos uma reflexão prospectiva sobre a BioÉtica da sua mais conceituada estudiosa portuguesa, Maria do Céu Patrão Neves. Com uma primeira parte de introdução ao tema, tem uma segunda onde se estabelece quais as linhas que poderão conduzir esta área no futuro e qual a forma como poderá modificar as nossas vidas e comportamentos. 

Tal como introduz a autora, há "três diferentes modalidades por que a ética tem vindo a ser chamada a intervir no âmbito da ciência, desde a II Guerra Mundial. A primeira modalidade é a da imposição de limites, numa ação repressiva, determinada pelo medo do inédito, por vezes confundida pela comunicação social no sensacionalismo de que procura revestir as notícias para efeitos comerciais. (...) A segunda é a da elaboração de regras, numa ação normativa, exigida por imperativos legais na padronização das boas práticas. (...) A terceira é a da constituição de uma consciência esclarecida, lúcida, numa ação formativa, que tanto interpela o cidadão comum como o cientista".
Maria do Céu Neves lembra que "é a boa ética que gera a boa ciência". Com efeito, a autora refere que "uma ética que se exerce plena e exclusivamente no âmbito das suas competências, como exigência de fundamentação da ação e de racionalidade (lógica e coerente) dos seus processos, e tomando o humano, na sua universalidade, como fim último, garantirá que o conhecimento científico se desenvolva em benefício da humanidade na salvaguarda da dignidade da pessoa e da promoção da justiça social".
Assim, no primeiro capítulo desta obra, Maria do Céu Neves recorda como surge a bioética e como é feita a institucionalização da mesma. No segundo capítulo, a autora aborda os novos horizontes da bioética. E, no terceiro e último capítulo, expõe os desafios desta "ética aplicada à vida", nomeadamente, na produção da vida humana; na engenheirização do humano; na imortalização da vida humana e, ainda, na perfetibilização do humano.
Um livro muito relevante, numa época de múltiplos avanços científicos, que estão intrinsecamente ligados à evolução das sociedades em geral e do ser humano em particular.

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06 junho 2017

OS 200 MELHORES PERCURSOS DE TREKKING DE PORTUGAL

Autor: MIGUEL JUDAS

Com 561 km de comprimento, 218 km de largura e 2351 metros de altitude, Portugal é um mundo por descobrir, que compensa a (relativa) pequena dimensão do território com uma surpreendente variedade de paisagens. E que melhor modo haverá para o fazer senão a pé, com tempo para apreciar e usufruir do que não está à vista?
É esse o desafio que fazemos ao leitor neste guia: que parta à descoberta das serras e montanhas, das planícies e rios, das ilhas, praias e cidades, da história, do património e especialmente das gentes, sempre com um pé a seguir ao outro, porque o mais importante não é a partida nem a chegada. O que interessa é o caminho.

Apaixonado pelos caminhos do Portugal profundo, Miguel Judas guia-nos, a pé, pelos distritos de Portugal e ilhas. Há percursos de dificuldade baixa, média e alta. Em cada percurso sugerido são dadas as coordenadas, os pontos de partida e de chegada, a distância a percorrer e é apresentado um breve resumo do que por lá se pode encontrar.
De fácil consulta, este é o livro perfeito para começarem a traçar pequenas caminhadas nos vossos tempos livres.

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02 junho 2017

PALACETE MARQUES GOMES

Autor: DOMINGOS TAVARES
Editora: DAFNE

Este livro – que refunde e amplia um capítulo do livro Casas de Brasileiro – procura reconstituir este exemplo de arquitectura Beaux-Arts e compreender como um cidadão de torna-viagem contribuiu para a promoção da modernidade, oferecendo condições a um jovem artista para a realização desta obra de vanguarda. O ensaio pretende identificar as formas originais da casa, as condições da sua produção e as características de alguns dos usos determinantes para a caracterização da sua imagem. É uma viagem ao Erudito e popular na arquitectura dos Torna-Viagem, percorrendo um caminho que procura preencher um espaço ainda relativamente vazio no processo de conhecimento da arte de edificar em Portugal.

"Marques Gomes, o ricaço brasileiro que começava a ganhar estima em Canidelo pelos sinais de filantropo que ia evidenciando, escolheu o que entendeu ser a melhor posição na sua propriedade, e ali mandou erigir a imaginada casa própria em 1904. Ficou instalado no alto da colina sobranceira ao rio Douro, com largas vistas sobre a foz, a costa atlântica desde o cabedelo até à Praia de Salgueiros (...)".
A designação de palacete surgiu pela "evidência que assumiu naquela posição e pela marca de novidade das formas que definiam a sua presença forte na paisagem". António Correia da Silva foi o arquiteto escolhido por Marques Gomes para concretizar este projeto. "A expressividade arquitetónica oferecida à casa como um todo resulta dos critérios de representação adotados para o pavimento intermédio e da intenção de tornar percetíveis esses valores. Tudo na base da compreensão do enunciado clássico defendido pelos académicos das Beaux-Arts, que entende para a compreensão da obra a necessidade de equilíbrio entre o conjunto e elementos formais escolhidos do vocabulário ao antigo, a submissão a uma ordem geométrica que tem a simetria axial como regra básica orientadora, respeitando os necessários ajustamentos".
Durante vários anos não foi possível apreciar esta peça de arte, devido ao intenso crescimento da mata plantada na envolvente da casa. "Parcialmente tomada pela vegetação exótica da linha de festo da colina da Alumiara, depois ardida nas convulsões sociais geradas na revanche capitalista dos anos noventa do século passado, transformou-se numa espécie de ruína-fantasma a caminho do esquecimento". Espera-se, agora, uma nova vida e um novo olhar para este palacete e para o que ele representa.

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