17 abril 2017

PÁTRIA OU MORTE


Autor: ALBERTO BARRERA TYSZKA
Editora: PORTO EDITORA

Miguel Sanabria, médico oncologista e professor universitário recém-reformado, vê a sua vida ser invadida por uma inquietação que rapidamente se tornará permanente e aflitiva. Entre Beatriz, esposa e fervorosa antichavista, e Antonio, irmão fiel ao radicalismo da revolução bolivariana, Sanabria está, tal como o país, encurralado e esmagado sob o peso de duas formas de vida. Quando de Cuba chega um telemóvel com vídeos surpreendentes dos últimos momentos do Comandante, o que fazer? «Que vida pode caber num telefone?» Hugo Chávez está doente, e arrastou consigo a Venezuela para a doença. 

Neste livro é apresentada uma perspectiva abrangente do contexto social venezuelano, sobretudo durante o período da doença de Hugo Chávez, através das várias personagens que compõem a trama, com peripécias muitas vezes correlacionadas. Este contexto social está sobretudo presente na corrupção, violência, propaganda política e no confronto ideológico, em «Pátria ou Morte» ensombrado pelo misterioso estado clínico de Hugo Chávez.
Duas das personagens estão a desenvolver trabalhos de investigação, com motivações distintas, sobre o carismático líder venezuelano, o que dá um enquadramento bem conseguido ao enredo. Torna-se muito interessante para o leitor a compreensão sobre as facetas de Hugo Chávez, desenvolvidas ao longo do livro. Trata-se da ascensão e construção de uma imagem baseada num espírito revolucionário, sem o ter sido, para um símbolo religioso com o evoluir da doença.

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10 abril 2017

MANIFESTO ANTI-KEYNES - Uma perspetiva da Escola Austríaca

Autor: CARLOS NOVAIS GONÇALVES
Editora: CHIADO EDITORA

A refutação do Keynesianismo, onde o consumo cria a sua própria produção, o investimento cria a sua própria poupança e a despesa cria o seu próprio rendimento.

Carlos Novais inicia esta obra com algumas notas onde "desconstrói alguns dos argumentos do Keynesianismo original". De facto, a primeira parte deste livro é um ensaio de Carlos Novais onde o autor "descreve criticamente a teoria keynesiana original, quebrando mitos que sobrevivem até aos dias de hoje. O caso mais exemplar é a forma como as afirmações de Say sobre o papel da oferta foram distorcidas e como a distorção foi reproduzida no tempo, ao ponto de se tornar uma verdade absoluta entre economistas nos dias de hoje".
Este livro inclui também dois ensaios traduzidos de dois grandes pensadores da Escola Austríaca, Hans-Hermann Hoppe e Murray Rothbard. Segundo Carlos Novais "estes dois ensaios, com preocupações diferentes, complementam-se".
Assim, o autor defende que a publicação deste manifesto "pretende, em primeiro lugar, expor em língua portuguesa uma dissecação crítica frontal, ainda que sintética, de erros cometidos em pontos fulcrais pela teoria económica Keynesiana - na aplicação dos conceitos de desemprego, de moeda, de juro e do crescimento económico - que se irradiaram em diferentes variantes da doutrina que se tornou dominante; e, em segundo lugar, enquadrar a personalidade de Keynes no seu pensamento e história concreta de sucesso, dado em boa verdade ter influenciado toda a doutrina económica e o espectro político, da esquerda à direita (incluindo até os seus extremos), passando pelo centro".

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