12 outubro 2016

A IMAGEM-TEMPO - CINEMA II

Autor: GILLES DELEUZE
Editora: DOCUMENTA

A teoria do cinema não recai sobre o cinema mas sobre os conceitos do cinema, que não são menos práticos, efectivos ou existentes do que o próprio cinema. Os grandes autores de cinema são como os grandes pintores ou os grandes músicos: ninguém fala melhor do que eles do que fazem. Mas, ao falarem, tornam-se outra coisa, tornam-se filósofos ou teóricos, até mesmo Hawks que não queria saber de teorias, até mesmo Godard quando finge desprezá-las. Os conceitos do cinema não estão dados no cinema. E no entanto são os conceitos do cinema, não teorias sobre o cinema. Pelo que há sempre uma hora, mais cedo ou mais tarde, em que já não se trata de perguntar «o que é o cinema?» mas «o que é a filosofia?». O cinema em si é uma nova prática das imagens e dos signos da qual a filosofia tem de fazer a teoria como prática conceptual. Porque nenhuma determinação técnica, seja aplicada (psicanálise, linguística) ou reflexiva, é suficiente para constituir os conceitos do próprio cinema. [Gilles Deleuze]

Segundo Deleuze uma reflexão insuficiente concluirá "que a imagem cinematográfica está necessariamente no presente. Mas esta ideia feita, ruinosa para toda a compreensão do cinema, é menos culpa da imagem-movimento que de uma reflexão demasiado apressada. Porque, por outro lado, a imagem-movimento suscita já uma imagem do tempo que se distingue dela por excesso ou por defeito, por cima ou por baixo do presente como curso empírico: desta vez o tempo já não se mede pelo movimento, antes é ele mesmo o número ou a medida do movimento (representação metafísica)".
O autor conclui que "entre a imagem-movimento e a imagem-tempo há muitas transições possíveis, passagens quase imperceptíveis, ou até mistos". Aliás, "do cinema clássico para o cinema moderno, da imagem-movimento para a imagem-tempo, o que muda não são só os cronossignos, mas os noossignos e os lectossignos, uma vez dito que é sempre possível multiplicar as passagens entre os dois regimes assim como acentuar as suas diferenças irredutíveis".
Por toda a teoria (que também é prática) inerente a esta obra, sugerimos a leitura deste livro aos estudantes de cinema.

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04 outubro 2016

START UP EM 12 MESES

Autora: MELINDA F. EMERSON
Editora: SELF

Este livro é para quem quer fazer da sua paixão a sua profissão. Melinda Emerson decidiu criar um guia prático mensal, 12 meses passo a passo, para ajudar outros que pretendem lançar o seu negócio. Conselhos imperdíveis, tabelas com informação real e importante, e todos os passos necessários para se tornar um CEO de sucesso na aventura de criar um negócio.

Doze meses. Sim, Melinda Emerson acredita que um ano é o tempo ideal para planear um negócio de forma eficaz. 
Ter uma boa ideia de negócio é importante, mas não é suficiente para este prosperar. Nesse âmbito, Melinda revela cinco perguntas que "qualquer aspirante a empreendedor deveria responder antes de abrir um negócio", que são: Quanto custa produzir o seu produto ou fornecer o seu serviço profissional? Por quanto vai vender? O seu negócio pode ser facilmente copiado? O seu marketing faz sentido? Sabe vender-se?
Ao longo deste livro, a autora ajuda a responder a estas questões.
Assim sendo, na prática, os primeiros passos para criar uma start up em 12 meses são: organizar um plano de vida, elaborar um plano financeiro, pensar como um empresário, criar um modelo de negócio e contratar um advogado e um contabilista. Estas são as tarefas para os três primeiros meses. Depois deverá começar a delinear quem serão os clientes, a organizar as finanças, a criar uma marca para o negócio, a desenvolver o site e a criar uma estratégia de conteúdos. Nos restantes seis meses deve passar à ação, ou seja, abrir um estabelecimento (nesta fase poderá trabalhar em casa, mas convém ter uma morada comercial, por exemplo), formar uma equipa, estabelecer sistemas de apoio ao cliente e fazer um inventário para ter a certeza que está tudo no devido lugar.
Se já atravessou todos estes passos deverá estar preparado para lançar o negócio.
Melinda Emerson refere que "nos negócios, você nunca perde; ou vence ou aprende!". Portanto se têm uma ideia a fervilhar que tal lerem este livro e começarem a pô-la em prática?

03 outubro 2016

TIC E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Autores: SYLVIE FAUCHEUX, CHRISTELLE HUE & ISABELLE NICOLAÏ

Será que as TIC podem ser o vetor do desenvolvimento sustentável a nível mundial? Como conseguir que o crescimento económico enverede por um novo caminho mais benéfico para o ambiente e a coesão social? Por outras palavras, como encontrar o caminho do desenvolvimento sustentável? Muitos consideram que a resposta a esta questão passa pela generalização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). No entanto, quais são os riscos e as oportunidades (diretas e indiretas) das TIC em relação às três dimensões da sustentabilidade, ou seja, a economia, a vertente social e o ambiente? A tese segundo a qual as TIC contribuiriam favoravelmente para o processo de desmaterialização, através da mudança estrutural da economia, é sustentável a médio e longo prazo.

Neste livro os autores pretendem demonstrar que as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) "ao contrário da perceção generalizada, não são sinónimo de conservação do ambiente, de coesão social ou até de equidade".
Nesse sentido, o primeiro capítulo desta obra destaca os desafios da relação entre as TIC e o desenvolvimento sustentável, "apresentando simultaneamente as grandes áreas de aplicação das TIC no futuro, cujas repercussões são consideradas as mais importantes do ponto de vista das políticas de desenvolvimento sustentável". Já no segundo capítulo, o enfoque recai sobre os riscos e as oportunidades das TIC para promoverem um desenvolvimento sustentável, apresentando "uma análise pormenorizada de todos os impactos diretos e indiretos sobre cada uma das dimensões do desenvolvimento sustentável, nomeadamente a dimensão económica, a social e a ambiental". Por fim, o último capítulo aborda as políticas e medidas que condicionaram a generalização das TIC em prol do desenvolvimento sustentável.
Dada a abrangência do tema, acreditamos que este livro será útil, por exemplo, a estudantes que frequentam cursos no domínio da inovação tecnológica, economia industrial, economia social, economia do ambiente e do desenvolvimento sustentável, assim como os estudantes de escolas de engenharia e escolas comerciais.

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