26 abril 2016

BES - OS DIAS DO FIM REVELADOS

Autora: ALEXANDRA FERREIRA
Editora: CHIADO EDITORA

Passaram dezoito meses desde o desaparecimento do Banco Espírito Santo, no dia 3 de Agosto de 2014. Na casa da Pedra da Nau, Ricardo Salgado ouviu decretado o fim do banco de família pelo Governador do Banco de Portugal. Ao seu lado estava a mulher, Maria João. O dia foi talvez o pior das suas vidas. 
O Banco de Portugal e o Governo de então, liderado por Pedro Passos Coelho e Paulo Portas justificaram a decisão de acabar com o banco como a única que não teria custos para os portugueses. Um argumento politicamente astuto mas que hoje se sabe que irrealista. 
Entre Julho e Outubro de 2015, Ricardo Salgado esteve impedido de sair de casa. Durante esses meses que viveu com resiliência assinalável, durante muitas horas de conversa, contou os dias do fim do banco que liderou mais de vinte anos. A história está longe de ser financeira. É politica, é familiar, é de pessoas que cometem erros. Não é um livro dobre culpas e responsabilidades. É o enredo de uma história com muitos protagonistas. Desengane-se quem pensa que só existe um. 

É difícil entender como é que o Banco Espírito Santo acabou, mas também é razoável acreditar que a culpa não foi exclusivamente de uma pessoa.
De qualquer forma, é importante percebermos os diferentes lados desta história. E é nesse contexto que surge esta obra. Afinal, qual é a versão de Ricardo Salgado? Neste livro, que se escreve entre o passado e o presente, o banqueiro fala do início do fim, de Zé Guilherme (o amigo de Ricardo Salgado, que lhe ofereceu num ato de gratidão - segundo o próprio - alguns milhões de euros), de Álvaro Sobrinho (que, segundo Ricardo Salgado, mentiu e escondeu informações relevantes que conduziram ao buraco no BES Angola), da família Espírito Santo, do Grupo Espírito Santo, de como preparou a própria sucessão (e de como ela aconteceu efetivamente) e, claro, do abismo em que o BES caiu.
Quanto aos lesados, que continuam a manifestar-se, "a questão a responder para estas pessoas é só uma: de quem é a responsabilidade do não pagamento de 597 milhões de euros a clientes de retalho do BES que compraram o papel comercial que era dívida das empresas do Grupo Espírito Santo. A resposta tem dois níveis de análise. Um pragmático, se há ou não dinheiro para pagar a estas pessoas. A outra obriga a refletir como se chegou aqui.".
Alexandra Ferreira, jornalista há 10 anos, publica neste livro a longa conversa com Ricardo Salgado, "onde conta como o banqueiro viveu os últimos dias do Banco a que presidiu quase 30 anos".

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