20 fevereiro 2015

INDÚSTRIA & AMBIENTE [89]

Número: 89

A edição número 89 da revista «Indústria e Ambiente» apresenta um dossier dedicado à ‘Higiene, Saúde e Segurança no Trabalho: Bem-estar como eixo de afirmação no mercado’. Pedro Azeres, Professor Catedrático da Escola de Engenharia da Universidade do Minho, defende que é “necessário que haja um estímulo ao aumento da produção científica na área da Segurança e Saúde no Trabalho, que passará por um maior investimento neste domínio”. 
Posto isto, poderá ler no dossier desta «Indústria & Ambiente» três artigos de grande interesse no âmbito desta temática, nomeadamente:
- Certificação Voluntária de Técnicos Europeus de Segurança e Saúde Ocupacionais (por Alberto Miguel);
- Engenharia de Segurança – componente essencial da Gestão do Risco e da Sustentabilidade dos Sistemas Industriais. Um apontamento (por António Oliveira);
- O exercício da Medicina no Trabalho. Enquadramento, caracterização e constrangimentos (por Rui Costa Silva).

A próxima edição da revista ‘Indústria & Ambiente’ terá como tema central a ‘Energia 2020’.

Saiba como pode ser assinante desta revista aqui!

19 fevereiro 2015

O ACONTECIMENTO

Autor: AFONSO VALENTE BATISTA
Editora: GLACIAR

Os Da Purificação Bernardes. E o Estorvo. Ambrósio, que sonhava ser escritor. E o Estorvo. Por estes dias um primeiro-ministro morto. E o Estorvo. Há sempre alguém que, ainda hoje, nos estorva a esperança. Afonso Valente Dias traz-nos um romance sobre os dias que são todos assim: a crise que nos gela e estorva, mas um homem que ainda crê ser possível a Esperança.

O Estorvo,  “o Presidente do Conselho - cognominado pelos do reviralho o Estorvo – habitava o Palácio de São Bento (…) e mandava no país a que prometera criar um Estado Novo”. Este, “a princípio relutante ao chamamento, depois sentindo-se providencial, apoderou-se das obediências do povo e agarrou-se ao mando. E assim, com autoridade que dizia não se discutir, ficou a ser o seu dono, durante tanto tempo que o tempo teve o tamanho de uma eternidade”.
Os Da Purificação Bernardes,  “atravessaram os tempos como alguém que sempre viveu recostado em posses, teres e haveres. Medraram em negócios de terras e lavouras, ano bom, ano mau, o tempo e as suas imprecisões é que mandavam. Acomodavam-se ao que havia de vir na esperança que o divino não os iria abandonar”.
O Ambrósio, “que sonhava ser escritor e um dia poder escrever um livro sobre a esperança. (…) A vida, o destino, as forças do mundo, a arrumação no catálogo do Estado social, o que quer que fosse, puseram Ambrósio, que sonhava ser escritor, a viver de remedeios, essa coisa estranha como se fosse um limbo de ser um pobre menos pobre”.
Estas são as personagens principais, deste «Acontecimento». A estória é célere e na segunda parte do livro já se vive em democracia. Aliás, é precisamente quando se dá “o ACONTECIMENTO”, o tal “maldito navio virado de barriga para o ar mesmo em frente da imperial praça do falecido Império, transformado no único ACONTECIMENTO que amotinava as gentes, embora de forma pacífica, já fizera muito estrago à saúde mental do pobre povo que se estava a iniciar nos novos caminhos da liberdade e da democracia”.
E de repente, na terceira parte, eis que chegamos a um passado bem recente, onde “Está tudo falido. Os grandes jolas que estavam à frente dos bancos e das empresas nos States abotoaram-se com a narda toda e deixaram o pessoal a ver navios”. E quem vem à memória? O ACONTECIMENTO.
Este é um livro que se lê com um misto de sensações, que evoca pensamentos e quase que exorciza. 

Mais detalhes sobre este livro aqui!

18 fevereiro 2015

MARKETING DIGITAL 360

Editora: ACTUAL

Qual a melhor Estratégia Digital para o seu projecto ou organização? O que deve fazer especificamente para o pôr em prática e medir resultados?
A web é o único canal onde o investimento em marketing continua a aumentar. Estar on-line é inevitável, o desafio é como fazer bem e de forma eficiente. Com este livro vai perceber como responder a estas questões com soluções simples, rápidas e práticas.

Um livro descomplicado, prático e eficiente para quem precisa de dominar o básico do marketing digital.
De facto, este livro é relevante tanto para quem ainda está a começar a explorar o marketing digital, como para quem já tem alguma experiência e precisa de acrescentar ou renovar alguns conceitos atuais.
Na prática, o livro divide-se em 18 partes essenciais:
- plano de marketing digital (estratégia de blended marketing - integração do marketing tradicional com o digital, objetivos, ferramentas, etc);
- website profissional (domínio, alojamento, estrutura do website, a opção do wordpress, conteúdos, entre outros);
- loja on-line (custos e requisitos legais, escolha da plataforma, métodos de pagamento, conteúdos, publicidade on-line, entre outros);
- webmaster tools (para que serve, funcionalidades, índice do Google, rastrear, problemas e segurança, etc);
- e-mail marketing (legislação e boas práticas, como criar uma boa lista, plataformas, conteúdos, segmentação e personalização, etc);
- redes sociais e social media (micro-blogging, rede social profissional, álbuns de imagens, transmissão em direto, apresentações, áudio, etc);
- Facebook marketing (planeamento, configurações, conteúdos, interação com os fãs, grupos, eventos, publicidade, estatísticas, entre outros);
- Google Plus (vantagens da presença no Google+, perfil/páginas no Google+, interação, comunidades, eventos, etc);
- YouTube marketing (criar, personalizar e configurar um canal, funcionalidades adicionais, como criar vídeos, entre outros);
- produção de vídeo (ferramentas básicas de criação, editores on-line, produção de vídeo profissional, planos e enquadramento, teleponto, som, câmara de vídeo/fotográfica, iluminação, entre outros);
- vídeo marketing (YouTube analytics, anúncios no YouTube, publicidade grátis no YouTube, otimização mobile, legendas, transcrição e tradução, entre outros);
- transmissão em direto (utilização de hangouts, YouTube live events, transmissão Ustream e outras formas de transmissão, etc);
- otimização de vídeos (vídeo SEO, vídeo ranking, vídeo hosting, tags, títulos, descrição, comentários, social media, playlist, etc);
- otimização para motores de pesquisa (SEO, SEM, keywords, link building, entre outros);
- Google Adwords (escolha de palavras-chave relevantes, índice de qualidade, criação de bons anúncios, landing pages, remarketing, controlo de resultados, etc);
- mobile marketing (como criar um website mobile, website vs aplicação, QR Code, realidade aumentada, SMS, entre outros);
- Google Analytics (para que serve, começar em 6 passos, público-alvo, painéis de controlo, entre outros);
- ferramentas de produtividade (Google Drive, Gmail, Google Chrome, Google Alerts, etc).
Como podem ver, este livro é bastante abrangente e uma referência no que respeita ao marketing digital.
De realçar ainda que "este livro representa também uma experiência de aprendizagem muito interativa, que vai além do simples papel, expandido-se e complementando-se com o fantástico mundo digital no website dedicado em: www.livromarketingdigital.com".

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06 fevereiro 2015

A HORA DAS SOMBRAS

Autor: JOHAN THEORIN
Editora: PORTO EDITORA

Numa manhã de setembro de 1972, na remota ilha de Öland, na Suécia, o pequeno Jens aventura-se na densa névoa, movido pelo desejo de explorar o mundo para além do jardim dos seus avós maternos; não regressaria mais a casa. Depois de vasculhada toda a ilha, a Polícia convence-se de que o menino terá caído ao mar e morrido afogado.
Vinte anos mais tarde, a mãe, Julia, recebe uma chamada inesperada do pai, um reformado mestre de embarcações, a residir ainda em Öland, dizendo-lhe ter recebido nessa mesma manhã uma encomenda anónima com uma das sandálias que Jens calçava naquele dia fatídico.
À luz de novas provas, é forçoso que Julia regresse à ilha para encetar novas investigações. Apesar de contrariada, acaba por aceitar o regresso à terra onde cresceu e, depressa, pai e filha se verão enleados num puzzle que os retém presos ao passado. Pela primeira vez, Julia ouve falar de um personagem mítico de Öland, um tal Nils Kant, que em tempos fora o homem mais temido. Mas há muito que Nils está morto e enterrado. Antes mesmo do desaparecimento de Jens. Não obstante, há gente que afirma tê-lo visto deambular pela charneca ao cair da noite…

Gerlof, o avô, e Julia, a mãe, ainda sentem culpa por não terem estado em casa no dia em que o pequeno Jens decidiu avançar o muro. Ao longo do livro, o passado de Nils Kant assume uma posição forte neste enredo e Nils surge como o principal suspeito do desaparecimento de Jens, apesar de supostamente ter morrido antes do pequeno desaparecer. Aliás, apesar de tudo indicar que Jens também morreu, ficamos sempre com a sensação (e a esperança) de que talvez não tenha sido isso que aconteceu. Mas claro, só no final é que descobrimos a verdade. E o final é surpreendente.
De facto, Johan Theorin consegue transportar o leitor para a estória e leva-nos a viver as angústias desta mãe e deste avô, que teimam e não desistir de saber o que aconteceu a Jens há vinte anos.
Como a estória se desenrola numa época de frio, é também um livro perfeito para lermos nesta altura do ano.

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05 fevereiro 2015

ALTAS DO ZOOPLÂNCTON MARINHO E ESTUARINO DA COSTA ATLÂNTICA

Autores: FERNANDO MORGADO; LUÍS R. VIEIRA; PEDRO RÉ & AMADEU SOARES
Editora: AFRONTAMENTO

Há cerca de três décadas que os autores deste atlas se dedicam ao estudo do plâncton marinho e estuarino. Embora as abordagens temáticas tenham sido diversificadas, com significativas mudanças e evoluções científicas e tecnológicas, a identificação taxonómica e os guias de identificação continuam a ser áreas de impulso para todos os projetos biológicos e oceanográficos, especialmente aqueles que lidam com estudos de base relativos à ecologia, biologia e poluição marinha. Profissionais e estudantes de pós-graduação procuram constantemente informação sobre a identificação taxonómica que normalmente se encontra distribuída por vários livros e revistas. Este guia constitui uma oportunidade de fornecer informações relativas à classificação taxonómica e descrição dos organismos planctónicos marinhos e estuarinos da costa atlântica. Todas as figuras são suportadas por descrições de identificação pormenorizadas, assim como fornecidos detalhes de identificação e descrição taxonómica das espécies, assumindo uma importância fundamental para o desenvolvimento de uma grande variedade de estudos científicos. 

Este altas, resultado da colaboração entre as Edições Afrontamento e o Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, foi criado com o intuito de "satisfazer um certo número de propósitos de natureza muito diversa, sendo o principal o de fotografar organismos zooplanctónicos no seu estado natural.". Neste altas "foram seleccionadas apenas os organismos intactos, mas nas amostras contêm normalmente uma grande quantidade de partes do corpo de uma grande diversidade de organismos como por exemplo, antenas, espinhos, peças bucais, etc.". De facto, neste altas "os organismos zooplanctónicos mais relevantes dos estuários e da costa Norte Atlântica, na sua maioria até ao nível de espécie, são identificados, descritos e fotografados detalhadamente, efectuando a sinopse da sua taxonomia.". Este altas está dividido em duas partes: na primeira é apresentada a sistemática dos principais organismos zooplanctónicos, na segunda parte é apresentado um extenso altas fotográfico das principais espécies.
Assim, este atlas visa ser "uma referência importante para o estudo das comunidades zooplanctónicas de ecossistemas das zonas costeiras".
Consideramos que guia de identificação e descrição de grupos e espécies do zooplâncton terá grande utilidade para investigadores, professores e planctonologistas.

04 fevereiro 2015

O DECRESCIMENTO

Autor: NICHOLAS GEORGSCU-ROEGEN

O pensamento económico ocidental, ao considerar o processo económico como um movimento mecânico de vaivém entre produção e consumo inserido num sistema fechado, ignorou, por completo, a metamorfose da ciência desde a dupla revolução de Carnot e Darwin: a descoberta da entropia e da evolução. Fundamentada no dogma mecanicista, cada vez mais anacrónico, a ciência económica do crescimento negligencia as dimensões biogeofísicas da atividade humana e nega a existência da biosfera da qual dependemos.
Fechada no seu modelo mecanicista retirado da prestigiosa Mecânica racional da Europa Clássica, a ciência económica da nossa civilização Termoindustrial ignora as interações reais entre atividade tecnoeconómica, prolongamento da evolução biológica, e as transformações do meio ambiente planetário.
Esta obra que o Instituto Piaget publica, com o apoio da Fundação EDP através do Programa Livros com Energia, situa-se no âmago do debate atual sobre a crise da nossa civilização.

Nicholas Georgescu-Roegen (1906-1994) deixou um legado imenso e mal conhecido do grande público. O seu trabalho "oferece uma demonstração clara e irrefutável de que, à escala mundial, já não se pode tratar hoje de «crescimento sustentável», nem sequer de «crescimento zero» ou de «estado estacionário», mas é o decrescimento que doravante é inelutável para assegurar uma (sobre)vivência duradoura da humanidade na Biosfera do nosso planeta Terra".
Na prática, este livro divide-se em quatro partes essenciais: 
- a lei da entropia e o problema económico;
- a energia e os mitos económicos;
- o estado estável e a salvação ecológica: uma análise termodinâmica;
- a degradação entrópica e o destino da tecnologia humana.
"Nicholas Georgescu-Roegen, pioneiro da transdisciplinaridade convida-nos a retirar as consequências teóricas e práticas da termodinâmica do desenvolvimento industrial, o que implica, bem entendido, que se conceda finalmente uma certa atenção às dimensões sociais da termodinâmica, a mais industrial das ciências da natureza, a mais económica das ciências físicas. (...) Ao evidenciar as relações íntimas entre a Lei da Entropia e o processo bioeconómico, Georgescu-Roegen desvela uma verdade propriamente ecológica, que doravante se impõe a toda a gente: o desenvolvimento económico não pode prosseguir impunemente sem uma profunda reestruturação e uma reorientação radicalmente diferente".
Concluímos, portanto, que esta é uma obra de destaque no âmbito da economia ecológica e da ecologia industrial.

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03 fevereiro 2015

O CLUBE SECRETO DOS PODEROSOS

Autora: CRISTINA MARTÍN JIMÉNEZ
Editora: MATÉRIA-PRIMA

Há 61 anos que Bilderberg, o clube mais restrito e poderoso do mundo, se reúne. A um grupo limitado de membros efetivos, do qual faz parte o português Francisco Pinto Balsemão, junta-se todos os anos um rol de convidados dos quatro cantos do mundo.
Mas o que é afinal o Clube de Bilderberg? Como atua? Porque surgiu? Quais os seus planos? Que ideologia defende? Quem são os seus membros? Que relações existem entre esta organização e os grandes acontecimentos políticos, económicos e sociais à escala mundial?
Sabia que tanto Blair, como Obama ou José Sócrates subiram na hierarquia do poder depois de terem passado por uma das reuniões anuais de Bilderberg?

Com um discurso forte e que chama o leitor à realidade, a autora expõe o ponto de vista dela, fundamentado pela investigação que a própria levou a cabo enquanto jornalista.
Antes de explicar como funciona o Clube de Bilderberg, a autora reforça que o leitor "poderá ou não acreditar no que vai ler", até porque este Clube foi "um segredo muito bem guardado", uma vez que, "foi preciso passarem 52 anos desde a fundação para uma reunião do Clube de Bilderberg aparecer numa machete de jornal". Segundo a autora "desde a sua criação, não há um único líder contemporâneo de ambos os lados do Atlântico que não tenha assistido a Bilderberg. O Clube funciona como um centro de recrutamento de jovens promessas. Há muitos, mas os exemplos mais famosos são os de Bill Clinton e Tony Blair". 
Neste livro também se faz referência ao Clube Bilderberg em Portugal, onde, entre outros aspetos, Cristina Martín Jiménez conclui que "através do resgate a Portugal, Bilderberg conseguiu tirar a soberania ao País e passá-la para uma entidade supranacinonal: a Troika, formada pela Comissão Europeia, o FMI e o BCE. À frente dos três organismos Bilderberg colocou os seus membros: Durão Barroso - substituído em novembro de 2014 por Claude Junker -, Christine Lagarde e Mario Draghi. Desta forma, comprovamos que o atentado à democracia, que deveria passar pela representação e gestão da causa pública nos parlamentos, é tão evidente em Portugal como no resto das nações que fazem parte do Clube".
Se ficaram curiosos sobre a forma de atuação de Bilderberg recomendamos que leiam este livro.

Mais informações sobre este livro aqui!

02 fevereiro 2015

ESCOLA DO PORTO: LADO B | 1968-1978 (Uma história oral)

Autores: NUNO FARIA & PEDRO BANDEIRA
Editora: SISTEMA SOLAR

«Há momentos na história (da arte, da arquitectura) em que se torna particularmente aguda a necessidade de haver uma separação das águas, uma radicalização dos conceitos e das práticas, uma superação dos meios e da linguagem. O livro "Escola do Porto: Lado B" revisita, em forma de história oral, um conjunto de propostas de intervenção não conformistas e indisciplinadas que, entre 1968 e 1978, no seio da ESBAP, questionaram radicalmente o modelo dominante e que, sendo algumas delas extraordinariamente actuais, encontram no CIAJG, em articulação com o projecto Parque de Ricardo Jacinto, o lugar e o tempo certo para serem reconsideradas. "Escola do Porto: Lado B" nasceu de um notável trabalho de campo realizado por Pedro Bandeira, na senda de outros inovadores projectos que vêm definindo uma marca autoral transdisciplinar, que mescla, com rara subtileza, rigor na investigação e ironia na proposição. Evocando o espírito da época, poderíamos dizer que este é um dos momentos em que as atitudes se tornaram forma.»Nuno Faria

Este é um catálogo publicado por ocasião da exposição "Escola do Porto: Lado B – 1968-1978 (Uma história oral)" [25 de Outubro 2014 – 11 de Janeiro 2015, na Plataforma das Artes e da Criatividade / CIAJG, Guimarães], produzida pelo Centro Internacional das Artes José de Guimarães.
É uma edição bilíngue, em português e em inglês, e conta com vários testemunhos que resultam de uma série de vinte e três entrevistas informais.
Neste livro poderá encontrar o 'lado b' da história oficial, ou seja, "histórias que oscilam entre dois pólos: entre a utopia social e política fortemente influenciada pelo Maio de 68; e a utopia formal e disciplinar que caracterizou o pensamento radical na década de 1970.".
Assim, poderá ler sobre a 'Organização insurreccional do espaço', um projeto desenvolvido em 1975 pelos alunos Mário Ramos e Fernando Barroso, que se apresenta "como uma visão crítica de todas as formas de poder político e ideológico" e onde "a sua maior dimensão crítica reside no seu âmbito disciplinar, ao anular parcialmente um dos espaços mais emblemáticos da cidade do Porto: a Avenida dos Aliados.". Em seguida este livro guia-nos até ao 'requiem por uma experiência', que se refere ao "regime experimental" do ano letivo 1960-70, na ESBAP, organizado por temas e não por anos, sem horários nem faltas, que incentivou alguma liberdade nas metodologias de ensino, mas que não se veio a repetir. Daqui partimos para a 'responsabilidade social', onde os alunos de Teoria e História I (de 1970-71) foram desafiados por Octávio Lixa Filgueiras, a criar um "atlas" de imagens recortadas, que englobou temas como a cidade, o quotidiano, o transporte, a poluição, a habitação, o progresso, a tecnologia e, ainda, o futuro, onde "alguns trabalhos arriscam, ao sabor da primavera marcelista, a denúncia dos problemas da habitação e das desigualdades sociais". Quanto à 'arquitetura analítica' Lixa Filgueiras pediu aos alunos para fazerem um levantamento à escala de 1:100 e 1:20, de todas as casas e comércios do bairro do Barredo no Porto. "Os levantamentos de Filgueiras dão conta de uma realidade urbana, quotidiana, tomada a partir de dentro". 
Entre outros, também a 'ecologia' foi tema relevante, tendo como resultado, por exemplo, uma exposição em 1975 sobre 'ecologia e energias verdes', na Avenida dos Aliados, "que alertava para as questões relacionadas com a poluição, as variações climáticas, o perigo da radioatividade, o esgotamento das matérias-primas, etc.".
Já o processo 'SAAL', desenvolvido na ESBAP, partiu do princípio do 'direito à habitação' reivindicado pela população já em liberdade e da reivindicação do 'direito à cidade'. O SAAL levantou questões como a autoconstrução, a ocupação de espaços devolutos ou desabitados e o desurbanismo. De facto, "o SAAL norte foi um momento de empenhamento de alunos e professores numa causa excepcional que não teve mais repercussão. Antes pelo contrário, a sensibilidade ao tema social, revelou-se inversamente proporcional ao crescimento da escola e do seu reconhecimento internacional".
Como finda Pedro Bandeira "O que podemos nós aprender com o 'Labo B' da 'Escola do Porto'? Havia alternativas, havia experimentação, havia radicalidade, havia (por mais paradoxal que pareça) pensamento livre em tempo de ditadura, havia esperança e sentido de futuro e não menos importante, havia espaço para errar.".
Por tudo o que foi aqui exposto só podemos concluir que este livro deve fazer parte das leituras de todos os aspirantes a arquitetos.

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