26 novembro 2014

AS 25 TAREFAS INCONTORNÁVEIS DO GESTOR DE PME

Autor: LUIS CASTAÑEDA
Editora: ACTUAL

Neste livro, claro e sintético, o autor apresenta uma análise da sua experiência como gestor de pequenas e médias em-presas, seleccionando as 25 tarefas indispensáveis para obter melhores resultados na liderança deste tipo de organizações. De forma directa e simples, esta obra irá ajudar o leitor a aprofundar as suas competências, abrindo caminho a novas formas de pensar e agir.

Um livro de pequeno formato, mas rico em conteúdo. De facto, não se deixe iludir pela dimensão do livro porque nele estão conselhos preciosos para qualquer gestor de uma empresa. Aliás, como o próprio autor refere algumas vezes ao longo do livro, um dos problemas dos diretores é precisamente acharem que sabem tudo e que não precisam de ajuda ou aconselhamento. Desenganem-se. 
Além de conselhos técnicos, este livro está bastante focado na importância a dar aos recursos humanos. Ouvir os empregados e tomar iniciativas que ajudem na criação de boas relações entre os funcionários são aspetos que são reforçados ao longo do livro.
Quanto às tarefas propriamente ditas, algumas das sugestões de Luis Castañeda são: tomar decisões precisas e oportunas; manter uma estrutura organizacional sólida e simultaneamente flexível; criar um ambiente de trabalho que propicie o bem-estar, a melhoria contínua e a produtividade; formar líderes dentro da organização; estar permanentemente atento a oportunidades e, ainda, salvaguardar os ativos da empresa.
Se é diretor de uma empresa ou está a criar um projeto, vale a pena ler este livro e ter em conta as 25 tarefas propostas pelo autor.

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21 novembro 2014

POR TRÁS DA GRADE - POESIA CONVENTUAL FEMININA EM PORTUGAL (SÉCULOS XVI-XVIII)

Autora: ISABEL MORUJÃO
Editora: INCM

Os primeiros sinais de visibilidade editorial do rosto feminino da escrita portuguesa foram dados pela produção literária originada nos mosteiros.
A explicação para este facto — ainda pouco consciencializado pela história da literatura e da cultura portuguesas — constituiu a motivação e a preocupação deste livro, que percorre tem e formas dominantes da poesia produzida nos mosteiros femininos, focalizando-se em oito das escritoras mais representativas dos séculos XVI a XVIII e da diversidade de ordens religiosas da época: carmelitas, clarissas, cistercienses, dominicanos, agostinhas... A articulação dos textos produzidos com os ambientes em que circularam (entre a comunidade conventual e a sociedade de corte) permitiu suspeitar redes, perceber funcionalidades e ponderar diálogos textuais, que fazem das composições femininos campos férteis de intertextualidades várias.
Em suma, procurou-se entender o impulso destas mulheres para a escrita, no quadro de uma sociedade e de uma organização de vida religiosa que, paradoxalmente, as vocacionava para o silêncio e para o recolhimento.

Neste estudo, "os textos impressos constituíram a fonte documental que mais escorou esta investigação, não só por serem aqueles que, através da dignidade da imprensa, a sua época caucionou como mais relevantes, como pelo facto de representarem a parte mais substancial do material recolhido, A partir deles, delimitou-se um conjunto de oito poetisas, que consideramos representativas desta poesia conventual, não só por serem as mais editadas, como poer permitirem uma compreensão desta literatura através de ordens religiosas diversas".
Com efeito, este estudo divide-se em três partes distintas. "Na primeira parte, reflecte-se sobre as condições de emergência desta poesia feminina conventual, precisando-lhes razões, contextos e funções. Na segunda parte, descrevem-se as formas poético-literárias dominantes, procurando determinar-lhes a origem e a consistência e avaliar os efeitos decorrentes da sua translação para o contexto monástico. Finalmente, a terceira parte procura articular as formas e os temas preferenciais desta poesia com o tempo e os ritmos de vida claustral, tentando reconstruir funções, circunstâncias, experiências e finalidades que lhe estiveram associadas".
Assim, estamos perante uma obra bastante relevante para todos os interessados na poesia no feminino em Portugal, particularmente no contexto religioso.

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13 novembro 2014

LITERATURA & JOGO

Organizadores: ISABEL LIMA PATIM; DANIEL SEABRA; RUI ESTRADA; FERNANDO HILÁRIO
Editora: ESFERA DO CAOS

Perspetivada, não apenas como um objeto de estudo próprio nos domínios das línguas e culturas ou em estudos de área, mas também como uma ferramenta de análise crítica noutras disciplinas, como as ciências naturais, da saúde, sociais e humanas, ou políticas, a Literatura tem sido equacionada para além das fronteiras académicas e disciplinares, con­vocando múltiplas áreas do conhecimento e modos de questionar, a partir de diferen­tes abordagens. Neste volume, a Literatura também se enquadra na sua relação com a sociedade, promovendo-se aqui o enquadramento de áreas disciplinares diver­sificadas — Linguística, Publicidade, Antropologia, Sociologia, Desporto, Medicina, Psicologia, História, Direito, Política e Relações Internacionais, entre outras —, na sua relação com o Jogo e com as especificidades da produção de narra­tivas, discur­sos, representações e mitos que daí decorrem.

Aqui há jogo, e como diz Rui Estrada na introdução do livro "aqui ganha-se sempre".
Esta obra aborda o jogo de uma forma não convencional. Para começar, na secção literatura são apresentados vários tópicos como o jogo da linguagem poética, a presença e a relevância de diversos jogos na literatura, o jogo humano, o jogo dos quartos de hotel, o jogo e o delito na literatura inglesa, entre outros. Já no que respeita à saúde "temos o jogo patológico e a doença de Parkinson, o jogo do corpo na adolescência, a importância do sono e da alimentação no desporto, o jogo e lesões e jogo e doping". Com efeito, este livro torna-se bastante interessante por todas estas abordagens. E não se ficam por aqui. O jogo e a publicidade, o caso da Coca-Cola com os advergames, o jogo discursivo no anúncio publicitário e o jogo do bigposter são também objeto de análise neste livro. Para terminar, "há ainda jogo e simbologia, jogo e pedagogia, jogo e museologia".
Assim, há jogos para todos os gostos e para várias áreas do conhecimento.
Desafiamo-lo a ler.

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11 novembro 2014

O CAPITAL NO SÉCULO XXI

Autor: THOMAS PIKETTY
Editora: TEMAS E DEBATES

Quais são as grandes dinâmicas que regem a acumulação e a distribuição de capital? As questões sobre a evolução da desigualdade a longo prazo, a concentração da riqueza e as perspetivas de crescimento económico estão no cerne da economia política. Mas é difícil obter respostas satisfatórias devido à falta de dados corretos e de teorias claras. Em O Capital no Século XXI, Thomas Piketty analisa um conjunto exclusivo de dados de vinte países, que percorrem mais de três séculos, para discernir os padrões socioeconómicos fundamentais. As suas descobertas transformarão o debate e as prioridades da reflexão sobre riqueza e desigualdade das próximas gerações.

Originalmente publicado em 2013, «O Capital no século XXI», é definido por Paul Krugman  como “o mais importante livro do ano – e talvez desta década”, e os argumentos para esta afirmação são facilmente comprovados assim que começamos a ler o livro.
Apoiado numa investigação de quinze anos, Thomas Piketty defende que a desigualdade não é um acidente mas um fator incontornável do capitalismo, sendo que apenas pode ser minorada através da intervenção do Estado. A tese de Piketty é sustentada numa fórmula que relaciona a taxa de retorno de capital com a taxa de crescimento económico, que engloba os lucros, os dividendos, os juros e as rendas, entre outras dimensões do capital. 
Na base do discurso do autor está a noção de que os estudos dedicados à desigualdade, estão limitados pela “relativamente escassa quantidade de factos solidamente estabelecidos, e em muita especulação puramente teórica”. Por isso mesmo é importante ler com atenção a análise crítica que Thomas Piketty fez relativamente à teoria de Thomas Malthus, ao princípio da escassez de Ricardo e ao princípio da acumulação infinita de Karl Marx.
O livro divide-se em quatro partes: Rendimento e Capital; Dinâmica da Relação Capital / Rendimento; A estrutura das Desigualdades; Regular o Capital no Século XXI. 

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06 novembro 2014

OS APANHADORES DE CONCHAS

Autora: ROSAMUNDE PILCHER
Editora: MARCADOR

Os Apanhadores de Conchas é um romance de laços e ligações: de uma família, das suas paixões, das mágoas e desgostos por ela vividos durante três gerações.
Um romance de pessoas reais - mães e filhas, maridos e amantes -, inspirado em valores e ideias tangíveis que tocam verdadeiramente todos os leitores. 
Um romance mágico, daqueles que surgem uma vez a cada cinquenta anos e que nos faz querer regressar sempre às suas páginas. 

Quando tiverem vontade de ler um bom romance (daqueles mesmo bons, como já não leem há muito tempo), o livro «Os apanhadores de conchas» é a solução.
Cada capítulo foca uma personagem e a estória avança e recua no tempo, com uma leveza extraordinária. 
Neste livro, acompanhamos a vida de Penelope Keeling, dos três filhos (Nancy, Olivia e Noel) e de pessoas que foram entrando na vida de Penelope ao longo de mais de sessenta anos. O título do livro refere-se ao nome de um quadro, pintado por Lawrence Stern, pai de Penelope, um pintor vitoriano cujas obras começam a relevar um valor surpreendente nos anos 80. Assim, entre temas como a pintura e a Segunda Guerra Mundial vamos sabendo mais sobre a família Keeling e sobre o destino de Penelope e dos quadros do pai.
Uma estória envolvente, sem grandes rodeios, que nos capta a atenção do início ao fim.

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05 novembro 2014

A HERANÇA DE SANTOS SIMÕES - Novas perspectivas para o estudo da azulejaria e da cerâmica

Coordenação: SUSANA VARELA FLOR

Autor de vasta obra publicada, João Miguel dos Santos Simões (1907-1972) foi figura marcante para o estudo da azulejaria e cerâmica portuguesa e holandesa. Passados mais de quarenta anos sobre o seu desaparecimento, a obra legada é não só de referência imprescindível, como serviu também de estímulo a inúmeros investigadores, cujo trabalho reflecte o dinamismo de uma geração que soube trilhar os caminhos abertos por Santos Simões. O livro que agora se dá à estampa tem como objectivos o de apresentar novas perspectivas histórico-científicas em torno dos estudos sobre Azulejaria e Cerâmica e o de prestar bom testemunho da recepção da herança de Santos Simões. A afirmação da História da Arte como ciência aberta tem-se reforçado em Portugal nos últimos anos, justamente porque soube prosseguir a lição dos seus grandes nomes-referência.

Esta obra divide-se em cinco áreas: preservação patrimonial; projetos científicos; estudos de azulejaria (sécs. XVI-XX); estudos de cerâmica (sécs. XV-XX) e, ainda, interações artísticas na azulejaria e na cerâmica. Ao todo são 28 artigos que constroem este livro, que contou com a coordenação científica de Susana Varela Flor. Alguns dos textos publicados são reflexo da interação entre a Rede Temática em Estudos de Azulejaria (coordenada por Susana Varela Flor) "com os vários ramos do saber, numa perspectiva alargada e de investigação integrada, e que em muito ultrapassam a mera inventariação da obra de arte".
Assim sendo, estamos perante uma vasta reunião de estudos sobre a azulejaria e a cerâmica, que merecem a nossa atenção.

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