30 março 2014

INTRODUÇÃO AOS SISTEMAS DE INFORMAÇÃO ORGANIZACIONAIS

Autor: BRÁULIO ALTURAS
Editora:SÍLABO


Vivemos hoje numa sociedade da informação e do conhecimento, também caracterizada por ser uma sociedade em rede, onde a dependência da informação e interdependência entre organizações são uma realidade. Os gestores das organizações em geral e das empresas em particular, cada vez mais consideram a informação como um recurso estratégico fundamental para o sucesso das suas atividades. Gerir é tomar decisões, e para tomar boas decisões há que possuir boa informação. Quase todos os tipos de profissionais necessitam de utilizar sistemas de informação nas suas atividades diárias, e, em muitos casos, são chamados a participar na implementação dos mesmos. O domínio dos principais conceitos relativos a tecnologias da informação, já não é só para os informáticos, pois estas tecnologias estão sempre presentes no nosso dia-a-dia, quer em termos profissionais quer particulares. Este livro é destinado a estudantes e a profissionais não informáticos, com necessidades de formação especializada em sistemas de informação, bem como em ferramentas informáticas aplicadas à sociedade da informação e do conhecimento. Estes profissionais poderão ter formação de base em domínios da comunicação social, das ciências de gestão, das ciências sociais e humanas, das ciências médicas e da saúde, etc. Este livro será também muito útil para docentes do ensino secundário e universitário, investigadores, gestores, quadros técnicos de empresas e quadros de topo. É objetivo deste livro transmitir os conhecimentos adequados para que os leitores possam melhorar as suas competências como utilizadores de tecnologias e sistemas de informação, aprofundar, aperfeiçoar ou adquirir novos conhecimentos e aptidões específicas nas áreas da informática e das tecnologias da informação, desenvolver e aprimorar as suas capacidades para construir modelos e sistemas de informação organizacionais.

Tendo em conta a vantagem competitiva que uma organização pode obter a partir de uma boa gestão da informação, Bráulio Alturas apresenta um trabalho essencial para os profissionais que lidem com este recurso valioso. Isto porque um profissional, independentemente da sua formação, que saiba tirar partido da informação está não só a criar valor para a organização mas também a destacar-se perante os demais. 

Este é um livro acessível e direcionado a um público alargado, uma vez que o objetivo do autor não é fazer do leitor um especialista na análise de sistemas. É, sim, um trabalho que pretende incutir no leitor noções de modelação de sistemas de informação, para que estes "possam utilizá-la na sua atividade, dialogando, se necessário, com os analistas de sistemas e compreendendo a terminologia que estes utilizam".
Por isso mesmo, o ponto de partida deste trabalho passa por definir conceitos essenciais como "dados", "informação" e "conhecimento", porque só dominando estes conceitos se podem compreender os sistemas de informação. Para além disso são dadas as noções de organização e sistemas de informação. Uma vez compreendidos estes conceitos a abordagem torna-se mais específica e o autor explora o Desenvolvimento de sistemas de informação, a Modelação, explica o desenho de bases de dados (Modelo Relacional), para terminar com um capítulo dedicado ao Planeamento de sistemas de informação.
Bráulio Alturas é doutorado em Organização e Gestão de Empresas com especialização em Marketing e tem desenvolvido trabalho na área da Informática Aplicada à Gestão e Ciências Sociais, com particular interesse nos Sistemas de Informação Organizacionais.

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25 março 2014

MEDICINA PALIATIVA

Autor: ALEXANDRE COTOVIO MARTINS
Editora: ESFERA DO CAOS

Partindo de uma perspectiva sociológica de análise, esta obra aborda a problemática da medicina paliativa em internamentos hospitalares.
Envolvendo trabalho empírico aprofundado e centrado no juízo dos médicos e na sua acção, introduzem-se, numa abordagem específica às temáticas da saúde, questões inovadoras, procurando compreender a uma nova luz o trabalho médico em cuidados paliativos.
Fundamental para todos os que se dedicam ao trabalho sociológico, no plano académico ou profissional, mas também para os profissionais de saúde empenhados em descortinar alguns elementos axiais das transições entre paradigmas de cuidados que entretecem os actuais quotidianos profissionais no domínio da saúde e no nosso país.

Um livro dedicado a uma área relativamente recente em Portugal que, numa primeira fase, aborda teoricamente os grandes temas e questões orientadores que organizam a análise realizada neste âmbito; dedica-se à elucidação dos problemas metodológicos e à explicitação dos elementos práticos de pesquisa; foca-se na restituição e interpretação das condições pragmáticas da ação nos cuidados paliativos e ao julgamento e ação médicas nos cuidados paliativos. Numa segunda fase, o livro explora a medicina paliativa numa perspetiva compreensiva. "Com efeito, o trabalho paliativo decorre, muitas vezes, em hospitais. Tratando-se de hospitais 'clássicos', estes são dispositivos altamente complexos de saúde, organizados no seio de um mundo cívico-industrial que os vocaciona, as mais das vezes, para a luta contra a doença. Assim, segundo os médicos dos cuidados paliativos, não estão orientandos, do ponto de vista construtivo como do ponto de vista da regulamentação e funcionamento internos, para o trabalho de cuidado a doentes terminais.". Neste sentido, lê-se também neste livro a 'crítica' feita pelos médicos dos cuidados paliativos à medicina em condições 'normais' de modernidade, principalmente quando orientada para a cura ou prevenção da doença.
O livro termina com a análise do inquérito por questionário que teve como objetivo "procurar, de modo exploratório, sondar o sentido moral dos respondentes em ordem a perceber se, face a situações caratecterísticas da acção e julgamento dos médicos nos cuidados paliativos, as suas opções morais eram congruentes com as destes profissionais.".
Uma leitura que certamente será uma ferramenta importante para todos os profissionais da saúde e estudantes que estão ligados à área dos cuidados paliativos.

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19 março 2014

FREUD, JUNG, LACAN: SOBRE O INCONSCIENTE

Autor: LUÍS M. AUGUSTO

Freud, Jung, Lacan: Sobre o Inconsciente debruça-se de um modo exaustivo, ainda que a um nível introdutório, sobre as teorias fundamentais do inconsciente da autoria dos três teóricos da psicanálise mais importantes até aos nossos dias. O texto divide-se em três grandes capítulos dedicados ao aspeto principal de cada uma destas teorias. No caso de Freud, aborda-se a sua teoria do inconsciente de um ponto de vista genético e do desenvolvimento das duas tópicas de modo a explicar porque é que formam uma teoria única. O inconsciente coletivo é o fil rouge que une o capítulo dedicado a Jung, autor de um surpreendente e quase proibitivo enciclopedismo. Em relação a Lacan, debruçamo-nos sobre a sua complexa teoria do inconsciente estruturado como uma linguagem, uma conceção que continua a funcionar como um maná inesgotável para a compreensão de aspetos culturais e científicos de relevo no pensamento contemporâneo. O texto permite pelo menos dois níveis de análise, um nível mais referencial no texto principal, com as abundantes notas de rodapé a facultar um nível mais crítico.

"As perspetivas freudiana, junguiana e lacaniana representam hoje muito provavelmente as três principais vertentes da teoria e da prática psicanalítica.". Com efeito, apesar de atualmente "parecer inconcebível, podemos imaginar um tempo em que o indivíduo humano não tinha consciência de si como uma unidade psicofísica agindo no meio circundante de modo mais ao menos consciente e voluntário e, como tal, responsável em maior ou menor medida pelos seus atos e até mesmo pelos seus pensamentos e intenções. (...) Não temos de olhar para esse tempo como passado; aquilo que podemos ver como um tempo 'primitivo' é não só o tempo atual de certas culturas em zonas geográficas mais ou menos remotas, mas o presente que muitos indivíduos que 'partilham' connosco as estruturas civilizacionais (direito, ciência, religião, etc.) fundadas na crença mais ou menos explícita da autoconsciência como propriedade do humano na sua maturidade e sanidade mental.". O autor explica ainda que "um dos aspetos mais interessantes do ponto de vista da história das ideias é a coincidência em meados do século XIX de crenças populares e das pseudo-ciências (magnetismo animal ou mesmerismo, por exemplo) com conceções filosóficas de carácter sistemático e ainda de hipóteses da nascente psicologia experimental à procura de verificação, todas elas em torno do inconsciente. (...) Coube a Sigmund Freud descobrir um método que, embora não completamente conforme os métodos desta psicologia experimental nascente, introduzia possibilidades de análise até então insuspeitadas (...). Firmando o terreno, a evolução do pensamento psicanalítico depressa obrigaria a divisões internas e à formação de rebentos: uma das primeiras divisões dá-se precisamente com a psicologia analítica pela mão de C. G. Jung e, alguns anos mais tarde, 'retornando' a Freud, Jacques Lacan abriu caminhos novos que continuam por explorar e cujas consequências desafiam ainda hoje a nossa compreensão.".
Uma obra relevante para todos os que se interessam pelo mundo do inconsciente. 

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18 março 2014

EGOÍSTA [51]

Revista: EGOÍSTA
Número: 51

Uma edição dedicada à poesia, com poemas e arte unidos em perfeita sintonia. Nesta «Egoísta» podemos ler e ver os trabalhos de Adrienne Rich, Alex Kanevsky, Amalia Bautista, Ana Luísa Amaral, Annie Leibovitz, Antonia Pozzi, Antonio Cicero, António Ramos Rosa, António Saias, Armando Silva Carvalho, Augusto Brázio, Christophe  Jacrot, Eduardo Pitta, Eugénio de Andrade, Fabiano Calixto, Fernando Pinto do Amaral, Filipa Leal, Gastão Cruz, Helena Gonçalves, Helga Moreira, Hilda Hilst, Inês Dias, Jaime Rocha, João Camilo, João Rui de Sousa, João Vilhena, Lu Yun, Luís Filipe Cunha, Manuel San Payo, Margarida Ferra, Maria do Rosário Pedreira, Maria João Gonçalves, Maria Manuela Viana, Maria Teresa Horta, Marina Tsevetáieva, Nuno Júdice, Pedro Cláudio, Pedro Tamen, Rainer Maria Rilke, Ricardo Alevizos, Rodrigos Prazeres Saias, Rui Cóias, Sylvia Plath, thegirlnextdoor, Vasco Graça Moura.
Deixamos algumas imagens do interior, que comprovam que realmente esta edição é belíssima:
Ficamos rendidos a este número da «Egoísta» e aguardamos ansiosamente pelo próximo.

17 março 2014

PPP E O CUSTO DE UM ESTADO FRACO - Toda a verdade sobre as parcerias público-privadas

Autor: SÉRGIO DE AZEVEDO
Editora: ALÊTHEIA

Sabia que os encargos líquidos com as Parcerias Público-Privadas rodoviárias e ferroviárias são o equivalente a 10 anos de subsídios de férias de todos os funcionários públicos e de todos os reformados portugueses?
Sabia que a maioria dos contratos das PPP é coincidente com os períodos eleitorais nacionais, e que, nalguns casos, foram as concessionárias que definiram as suas próprias remunerações?
Neste livro, descobrirá toda a verdade sobre as Parcerias Público-Privadas ferroviárias e rodoviárias: quem ganhou, quem perdeu e quem vai pagar a factura de um dossier onde tudo valeu.

O prefácio de José Gomes Ferreira é bastante elucidativo e resume perfeitamente todo o contexto do livro. Com efeito, este livro "não é apenas mais um texto sobre as PPP, é uma peça decisiva para se perceber a História Contemporânea de Portugal: selecciona dados, relaciona, interpreta, ajuda a perceber as motivações e a clarificar resultados. (...) As Parcerias Público-Privadas, sobretudo as parcerias rodoviárias, são apenas um dos capítulos mais negros dessa deriva financeiramente suicidária de todo um país: os portugueses estão a pagar quantias exorbitantes em portagens num sector onde não há concorrência...".
Assim sendo, o primeiro capítulo do livro é dedicado à definição geral de conceitos relevantes no âmbito desta matéria; segue-se a evolução legislativa no quadro das PPP e as suas implicações; os factos gerais da primeira fase de audições da Comissão de Inquérito às PPP; os encargos para o Estado Português com as PPP rodoviárias e ferroviárias e, ainda, um total de 216 conclusões e recomendações aprovadas na Comissão Parlamentar de Inquérito às PPP.
Para aliviar um pouco o nosso pensamento, Sérgio de Azevedo afirma que atualmente "é quase obsceno dizer que há coisas boas na crise que atravessamos. Mas de facto há. Se não fosse a crise nunca teríamos descoberto a dimensão deste problema. Teríamos tido muito provavelmente mais três PPP rodoviárias e continuávamos num caminho de ilusão e de alguma loucura. O lado bom desta crise permitiu-nos também estarmos mais atentos e mais sensíveis para casos de incompetência, de abuso e de gestão danosa. E isso é bom.".
Para terminar, dizer que este é um livro que os cidadãos portugueses deviam ler se pretendem ficar mais esclarecidos sobre o que realmente se passou aos longo dos anos com as PPP e que contribuiu para a situação que o país atualmente atravessa.

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11 março 2014

INDÚSTRIA E AMBIENTE [84]

Número: 84

Nesta edição da «Indústria e Ambiente» leia a entrevista a Afonso Lobato de Faria, onde o presidente do grupo «Águas de Portugal» aborda "a reestruturação do setor da água e o objetivo dessa reforma, ou seja, a sustentabilidade do setor, para a qual deverão contribuir as agregações em alta. Afonso Lobato de Faria explica também como a harmonização pode trazer justiça social e por que razão a lógica de privatização aplicada aos resíduos não se coloca na água e saneamento".
Segue-se o dossier «Águas e Resíduos», nomeadamente com os seguintes artigos: «Novos desafios para as instalações prediais: a recuperação e reutilização de recursos», de Armando Silva Afonso; «Qualidade e tratamento de água e águas residuais. Desafios e oportunidades», de Maria João Rosa, Elsa Mesquisa e Catarina Silva; «Processos e tecnologias de tratamento de resíduos sólidos: o papel dos TMB no desafio português de desvio dos RUB dos aterros», de Mário Russo; «Políticas públicas da água em Portugal: passado, presente e futuro», de João Howell Pato; «Gestão patrimonial de infraestruturas, economia e regulação», de Maria Adriana Cardoso; «Sobre a articulação entre os sistemas de planeamento territorial e dos recursos hídricos em Portugal - criar sinergias para reduzir pressões e potenciar benefícios», de Teresa Fidélis.
Paulo Praça, por sua vez, convida-o a refletir sobre os «Resíduos urbanos: um novo paradigma entre o setor público e o privado».

A próxima edição da revista terá como tema a «Internacionalização».

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09 março 2014

COMO CRIAR UM NEGÓCIO DE BOLOS DECORADOS


Autora: SÓNIA AZOIA
Editora: MARCADOR

Destinado a quem esteja a começar agora no mundo do cake design e dos bolos decorados, ou a quem já tenha uma vasta experiência, este livro é ideal. Além de dicas e truques essenciais para quem quer fazer bolos decorados (seja para oferecer aos amigos, seja para construir um pequeno negócio), inclui ainda ótimas receitas, das mais simples às mais complexas, que podem ser cofeccionadas consoante as ocasiões.

Para começar, este é um livro esteticamente muito apelativo. Não apenas pelas fotos dos bolos, mas por toda a cor e grafismo que o tornam um livro delicioso.
No que respeita ao conteúdo, o livro inicia com um resumo da história do cake design e da evolução do mesmo. Posto isto, explica-lhe o que fazer antes de começar a fazer bolos, nomeadamente, como fazer as contas (como aplicar um preço a cada tipo de bolo), quais o fatores que podem encarecer um bolo, o processo de tornar esta uma atividade profissional a tempo inteiro, como elaborar um projeto e como se processa a venda de bolos à fatia. Por si só, estes elementos tornam este livro tão especial. Além de explicar como se fazem bolos (que é a parte seguinte), a autora teve o cuidado de explicar o contexto do negócio, dando uma perspetiva diferente a este livro.
Posto isto, o foco vai para os utensílios e equipamentos; as pastas de açúcar e a respetiva aplicação; as cores (os corantes e as suas aplicações); como preparar um saco de pasteleiro; os bolos, as coberturas e os recheios. 
O passo seguinte são as receitas. Inúmeras receitas que exploram vários tipos de bolos para nove mesas distintas.
Mas antes de terminar ainda há dicas e truques da autora para que tudo corra pelo melhor.

Sónia Azóia desde sempre gostou de fazer bolos, mas em 2004 deixou o emprego de então e começou a trabalhar numa pastelaria para perceber se fazer bolos passaria a ser a nova profissão a tempo inteiro. Em 2005 frequentou um curso de pastelaria e rapidamente percebeu que o que a fascinava eram os bolos decorados. Atualmente é formadora no «Istofaz-se», a primeira Escola de Decoração Artística de Bolos acreditada em Portugal.

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