27 fevereiro 2014

O CÁLCULO DE RISCO EM PROJETOS DE INVESTIMENTO


Autor: EDUARDO SÁ SILVA
Editora: VIDA ECONÓMICA

Conheça nesta obra o processo de cálculo do risco baseado em probabilidades.
Os conceitos de variância, covariância, correlação e desvio-padrão são elementos-chave para o entendimento do risco nos projetos de investimentos. Faz-se igualmente referência à simulação Monte Carlo.
O capítulo 6 é reservado para outros critérios alternativos, nomeadamente, o período de recuperação (payback), a análise de sensibilidade, a taxa de atualização ajustada pelo risco e os fluxos equivalentes certos.

"O risco pode ser definido como o grau de incerteza ou a possibilidade de perda, ou seja, a probabilidade de ocorrência do evento gerador dessa perda". Começa assim este livro, prático, recheado de exemplos, fórmulas, tabelas e outros conteúdos que o ajudarão entender o que é o risco; as diferenças entre situações de dependência, de alguma dependência e de total dependência; o cálculo da probabilidade de ocorrência; entre outros métodos de cálculo de risco.
Sendo que o autor conclui que o "método probabilístico pressupõe que se estimem os fluxos de caixa segundo várias hipóteses de evolução possível dos diferentes estados da economia, e que é possível conhecer-se, de forma objetiva ou subjetiva, as possibilidades de ocorrência dessas hipóteses. Neste contexto, é possível definir o perfil de risco do projeto, através da distribuição dos fluxos de caixa, e descrevê-lo através de duas medidas: o valor esperado ou a esperança matemática e o desvio-padrão".

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22 fevereiro 2014

O INÍCIO DO INFINITO - Explicações que transformam o mundo

Autor: DAVID DEUTSCH
Editora: GRADIVA

É bom ouvir num tempo de crise que o progresso existe mesmo: o futuro vai ser melhor do que o passado!
E, ainda para mais, o progresso vai ser infinito. Eis o que afirma o físico, especialista em computação quântica, David Deutsch. Conduzindo o leitor para um fascinante caminho que passa não só pelas ciências mas também pelas filosofia, pela história, pela arte, pela ética e pela política, Deutsch conta-nos nesta obra profundamente original como o ser humano consegue fornecer explicações cada vez melhores do mundo à sua volta e como essas explicações tornam melhor a sua vida no mundo. O aumento do conhecimento humano das leis da Natureza tem conduzido a uma melhor condição humana.

"Um progresso, simultaneamente rápido para ser notado e suficientemente estável para perdurar por muitas gerações foi alcançado apenas uma vez na história da nossa espécie". Será o progresso finito e terminará com uma catástrofe ou como fim de um ciclo?  O autor afirma que o progresso é ilimitado, e a infinidade do mesmo é defendida neste livro, sendo que esta tese é transversal a várias áreas do conhecimento.
O progresso a que o autor se refere, quer seja teórico ou prático, tem origem numa única atividade humana - a busca por boas explicações. Por isso mesmo David Deutsch começa por nos elucidar sobre o alcance das explicações, aprofundando diversos conceitos: explicação, criatividade, empirismo, relativismo, falibilismo, problema, racional, etc... 
Entre outros argumentos o autor recusa a ideia que o nosso conhecimento provém da experiência sensorial, mas sim da especulação alternada com a crítica.
São imensos os pontos de interesse neste trabalho. Por exemplo quando o autor aborda a criatividade artificial, para nos dizer que a inteligência artificial não evoluiu significativamente porque existe um problema filosófico por solucionar - a nossa capacidade para perceber como funciona a criatividade. Sobre o optimismo diz que é a teoria de que todos os fracassos se devem ao conhecimento insuficiente.
David Deutsch é um reputado investigador no domínio da física quântica, tendo sido galardoado pela comunidade científica pelo seu contributo para o desenvolvimento da física teórica.

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20 fevereiro 2014

WASTEBAND


Autora: PATRÍCIA PORTELA
Editora: CAMINHO

Wasteband_(do inglês) – faixa de tempo perdido que dá forma aos dias, estendendo os momentos de espera em detrimento dos que exigem acão, criando assim uma maior probabilidade de acidentes e efeitos colaterais em vidas demasiado programadas. 
Waistband (do inglês) – faixa de tecido que dá forma à cintura de um vestido, de uma saia ou a um cós de umas calcas; elástico das cuecas.

Sergei Krikalev descolou a 19 de maio de 1991... e ficou algures no espaço pois não havia dinheiro para o trazer de volta (e também por questões políticas, sociais, culturais...). Entretanto, na terra, desenrola-se a história de José e Tânia e da respetiva faixa de tempo perdido - a wasteband.
"Wasteband é como quando estamos sentados no cinema, quando as luzes já se apagaram mas os anúncios ainda não começaram nem o pano descobriu o ecrã - é nesse preciso momento, entre a confusão do sentar e o quase silêncio antes do filme que tudo é possível; é a primeira chance de podermos ver o melhor filme das nossas vidas, é o momento em que podemos esperar ter a melhor experiência do dia, do ano, até do século. É o momento em que não se sabe o que se vai ver e em que existem todas as probabilidades de se ser surpreendido. Depois... começa o filme... acaba a espera. É nesse exato momento antes desse fim que nos encontramos agora".
Deixe-se levar pela imaginação e perca tempo com este livro!

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19 fevereiro 2014

COMPORTAMENTO ORGANIZACIONAL NO SÉCULO XXI: Diálogos entre a gestão e a academia

Coordenação: PEDRO NEVES & MIGUEL PEREIRA LOPES
Editora: EDITORA RH

Indicadores recentes mostram que as escolas portuguesas das áreas de comportamento organizacional e gestão estão bem avaliadas internacionalmente. Os indicadores sobre a evolução da investigação científica feita em Portugal mostram a mesma tendência positiva. Então, o que falha para que a produtividade em Portugal não tenha acompanhado esta evolução científica? Neste livro encontrará casos de sucesso na colaboração entre a academia e a realidade empresarial e institucional do nosso país, que mostram que é possível inverter a ineficiente tradução do avanço científico em resultados de negócio. A leitura destes casos de sucesso nos «diálogos entre a gestão e a academia» é fundamental como exemplo inspirador e potenciador das melhores práticas de gestão em Portugal.

Este livro surge para mostrar como a gestão e a academia se encontram "intrinsecamente interligadas e que o conhecimento centrado em apenas uma das perspetivas é, inequivocamente, incompleto". Para o efeito foram convidados vários académicos e gestores em comportamento organizacional em Portugal, "resultando numa diversidade que mostra as múltiplas perspetivas existentes sobre o comportamento organizacional (e todos os possíveis diálogos que daí resultam)".
Esta diversidade está, efetivamente, presente ao longo do livro, onde se pode ler sobre: liderança; justiça organizacional; cultura organizacional; comunicação; papel das emoções; negociações; capital psicológico positivo; improvisação; mudança organizacional; inovação; trabalho temporário; expatriados; empreendedorismo e responsabilidade social.
Por tudo isto, este livro é uma excelente opção para todos os que pretendem compreender a ligação entre a teoria e a prática, aplicada no contexto nacional.

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18 fevereiro 2014

DESIGN ET AL


Coordenação: EMÍLIO TÁVORA VILAR
Editora: D.QUIXOTE

Dez perspectivas sobre o design escritas pelos mais destacados professores universitários portugueses. O design nas suas vertentes principais: industrial, comunicação, gestão, produto, investigação, multimédia, história e teoria.

Segundo Emílio Távora Vilar, este livro surge pois "não obstante de existir já um conjunto de sólidas abordagens teóricas, estas são geralmente de difícil transposição para o campo do projecto e têm-se revelado de pouca utilidade para quem precisa de ferramentas concretas para resolver problemas específicos ou para sustentar decisões. É pois necessária uma maior ênfase no desenvolvimento de uma vertente académica que proporcione um efectivo suporte à prática e que, ao mesmo tempo, possa contribuir de forma sistemática para um alargamento do corpo conceptual nesta área". Foi portanto com isto em mente que surgiu esta obra.
O primeiro texto, de Eduardo Aires, tem como tema os «Contributos para a definição de um modelo de análise gráfica», com o "propósito de estabelecer uma plataforma visual informativa, de modo a permitir um conhecimento e entendimento gráfico, analisando as primeiras páginas dos jornais diários portuenses que começaram a ser publicados na segunda metade do século XIX e atravessaram todo o século XX". O autor concluiu que "os esquemas organizam o conhecimento visual e gráfico do objecto de estudo e proporcionam informação acerca de como se processa, transformando dados abstractos invisíveis em fenómenos gráficos. Daí o seu carácter multifuncional, uma vez que não só mediatizam a compreensão como também a memória e o próprio comportamento. (...) Com esta metodologia, e tendo como referência as leis de Gestalttheorie, construiu-se um conjunto de soluções gráficas passíveis de serem aplicadas, em forma de esquema, não só às primeiras páginas dos jornais como a qualquer outro produto editorial impresso".
Já Emílio Távora Vilar abordou a «Gestão da imagem: o design como recurso estratégico", onde revelou que "em tempos de transição como os que se vivem, uma estratégia de imagem eficaz implica a compreensão do processo de desmaterialização em curso, a perspectivação do seu alcance e a capacidade de antecipação das situações que se alteram em sua função; implica ainda a adaptação às dinâmicas dos suportes virtuais - com uma atenção especial aos portais -, a exploração transversal e sinérgica dos novos media - cooptando designadamente valências audiovisuais e multimédia - e uma aproveitamento criativo das tecnologias de informação e comunicação". 
«Poeta, ou aquele que faz: design lacónico para um mundo menos cínico», por Francisco Providência, toca em temas como: ética do design, invenção do artificial; estética do design, esperança de superação da indiferença; três propostas para investigação em design: biodesign, ecodesign e metadesign; design português para um experiência da beleza; design criativo, da matemática à arte; design do assombro nos limites do dizível.
Heitor Alvelos apresenta-nos «The 'D' word: sete considerações e tácticas em redor da múltipla destituição do design», um ensaio redigido em 2012 e originalmente escrito em inglês. Um texto que pode não abordar obviamente o 'design' mas que se mostra como "metáfora dos dilemas urgentes que os designers enfrentam". Assim sendo, somos levados a olhar para O Natal dos Hospitais, a Feira Medieval de Santa Maria da Feira, a telenovela Dancin´Days, o iPod Suffle, entre outros, com uma perspetiva realista salpicada com humor. Há ainda espaço para o "The museum of me me me me me me me", o 'expressing oneself', onde se aborda a questão a difusão massiva do quotidiano (real? talvez não) no mundo virtual, bem como a ilusão de que se é ativista porque se faz um "gosto" numa causa divulgada no facebook. São exemplos de algumas questões que fazem pensar. A ler!
José Bártolo mostra-nos os «Modos de produção: notas para uma economia política do design», dado que "os modelos de produção alteraram-se e, com eles, um nova economia política do design foi surgindo. Uma verdadeira crítica da produção imaterial em design, uma semiótica da prática crítica contemporânea, afigura-se, por isso, como tarefa urgente e fundamental".
Para os leigos em design, talvez os próximos textos sejam particularmente interessantes, o primeiro, de Maria Teresa Cruz sobre «Arte & Design. Design & Estética. Ou os caminhos da razão técnica». Na primeira parte do texto, Maria Teresa Cruz fala sobre a semelhança entre arte e design: "A musealização do design, ao suscitar por fim, com toda a clareza, um regime especificamente estético de acolhimento do design, traz uma nova luz ao velho debate sobre arte e design, mostrando ao mesmo tempo os seus limites e equívocos. (...) As semelhanças entre as obras de arte e os objectos de design modernos são sensíveis para o olho do espectador mais inocente. As mesmas linhas geométricas, as mesmas superfícies lisas, o mesmo despojamento ornamental. (...) Seja qual for a dramatização da sua diferença, o facto é que ambos, arte e design, participam intensamente desse movimento de abstração e de simbolização que a razão moderna leva a cabo em todos os domínios da realidade.", sendo que a autora aborda ainda o design e a estética. No segundo texto, Mário Moura, fala sobre «Escrever sobre design na internet». Neste texto o autor começa por explicar que na opinião dele escrever num blogue não é menos importante do que publicar num jornal ou numa revista. "Porquê escrever na internet?", pergunta, "Porque é fácil", responde. "No caso de um designer, a possibilidade de escrever ou ler um texto no mesmo computador que usa para trabalhar é provavelmente a grande causa da explosão crítica na área que ocorreu nos primeiros anos deste século". Mário Moura conclui "não há design sem sociedade, e a fundação da sociedade democrática é o debate". O terceiro texto que destacamos é de Paulo Parra, sobre «As origens do design português: 'design suave'», onde o autor refere: "ultimamente tem-se falado muito de design no nosso país, mas normalmente é de design importado ou então de design nacional importado, que significa produtos concebidos em Portugal segundo moldes internacionais". De facto, Paulo Parra recorda que "hoje todos os territórios têm a sua bandeira, mas na época das Descobertas muitos povos terão contactado pela primeira vez com uma bandeira, através da nossa. Tal aconteceu com o mobiliário (...) e a caravela (...) e o português, moeda mandada cunhar por D.Manuel I em 1499, e que é considerada a primeira moeda global...". O autor lembra ainda que "a nossa história está presente ao longo de milhões de anos, em que desenvolvemos componentes, produtos, sistemas, até chegarmos ao inovador chip de papel...".
Vasco Branco, por sua vez, escreveu sobre «Design e investigação em design: algumas reflexões», onde concluiu que "ironicamente, parece que o que torna um designer investigador é uma sessão de auto-análise que lhe permita passar a escrito o que decidiu e revelou o desenho e cujo contributo inovador deveria ser avaliado pelos pares, na sua própria linguagem. (...) Provavelmente qualquer atelier de design é um laboratório de investigação. Se não é, poderia ou deveria sê-lo".
Victor M. Almeida estudou o «Design em Portugal: da democratização à popularização», onde concluiu que se verifica "um desconhecimento generalizado da real dimensão da disciplina nas escolas de ensino básico, o que se traduz, inevitavelmente, numa diminuição na procura dos respectivos cursos no ensino superior. Se atendermos à transversalidade disciplinar como uma característica essencial do design, será fácil partilhar o conceito de que em todas as outras áreas científicas, pedagógicas e ocupacionais há design implícito. Basta que nos mobilizemos a explicá-lo à sociedade".
Se é designer, deve ler. Se é professor na área, deve ler. Se é leigo na área, deve ler.

13 fevereiro 2014

RH MAGAZINE [89]

Revista: RH MAGAZINE
Número: 89

Abra a revista e conheça a SEA - Agência de Empreendedores Sociais, que através da Fábrica do Empreendedor já entrou na vida de mais de 1500 famílias e ajudou mais de 300 pessoas a regressar ao mercado de trabalho em apenas um ano.
Em seguida, leia a entrevista a António Henriques, CEO do Grupo CH, que afirma: "somos dos que acreditam que pessoas felizes constroem organizações vencedoras. É por isso que partilhamos cada vez mais a nosso fórmula com outras empresas". Com efeito, atualmente o Grupo CH é um "projeto de referência que produz resultados excecionais em toda a cadeia de valor. Colaboradores felizes, clientes satisfeitos, práticas que são um exemplo para a sociedade". 
Continue a sua leitura com os artigos de Maria João Velez e Pedro Neves sobre «O lado negro da liderança: quando os chefes se tornam abusivos»; de Cláudia Mamede e Neuza Ribeiro, a respeito da «Inteligência moral na liderança» e ainda de António Rodrigues que aborda «A revisão colaborativa da avaliação de desempenho».
Outros artigos de interesse são os de Paulo Mateus Calado sobre «As boas causas para os colaboradores»; de Carlos Sezões, que foca a «Gestão integrada de talento: da atração à retenção» e também de Sofia Monteiro, que apresenta «A música como fator inspirador de mudança e motivação».

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12 fevereiro 2014

EXCEL APLICADO À GESTÃO

Autor: ANTÓNIO MARTINS
Editora: SÍLABO

O Excel é a folha de cálculo mais utilizada pelos profissionais de gestão e negócios para análise e apresentação de resultados.
Este livro, escrito de um modo claro e conciso, aborda e explora as ferramentas que o Excel disponibiliza de um modo especificamente orientado para serem utilizadas num contexto de gestão e negócios.
Não pressupõe nenhum conhecimento prévio de Excel nem sequer terminologia de gestão. Sempre através de exemplos, apresenta inicialmente os fundamentos lógicos do Excel para os leitores principiantes. Numa segunda fase, evolui para matérias e ferramentas normalmente denominadas por Excel Avançado, usando a metodologia de estudo de casos aplicados à gestão e negócios. Não ultrapassando a óptica do utilizador, desenvolve, no final, as macros de comandos e o Visual Basic. Pode ser utilizado com qualquer versão do Excel.
Escrito especificamente para aqueles que trabalham ou estudam num meio envolvente de gestão. Fundamental para tirar o melhor partido do Excel.

Se ainda não está familiarizado com os conceitos básicos de Excel não terá problemas, pois é precisamente com este ponto que se inicia o livro: aprenda os conceitos básicos de folhas de cálculo e  inserção e edição de dados. A formatação de dados e folhas é o passo seguinte, aqui há vários pontos a ter em conta como por exemplo o processo de cálculo, a introdução às funções matemáticas e estatísticas, a estatística descrita no Excel, as funções lógicas, os gráficos, entre outros.
Posto isto, começa a secção de Excel avançado. Nesta segunda parte do livro poderá aprender a manipulação de texto, a utilização de datas e tempos, a consulta e a referência, as funções de informação e auditoria de fórmulas, a partilha e transferência de dados, a validação de dados, para mencionar alguns.
Segue-se a terceira parte do livro: macros e visual basic. "Visual Basic for Applications (VBA) é uma linguagem de programação que permite automatizar nas aplicações do Microsoft Office. Oferece um ambiente de programação de suporte às aplicações Microsoft Office (Word, Excel, Access e PowerPoint). Um programa (ou macro) é uma sequência de comando (representam acções) que podemos executar as vezes que forem necessárias evitando dessa forma tarefas repetitivas". Assim sendo, este capítulo ser-lhe-à útil para saber instalar e ativar o VBA, criar e editar macros, trabalhar com variáveis e funções, entre outros.
É um livro bastante ilustrativo, com recurso a imensas imagens que facilitam a execução das instruções apresentadas no livro.
Será certamente útil para o seu negócio.

10 fevereiro 2014

INDÚSTRIA E AMBIENTE [83]


Número: 83

Com uma capa particularmente interessante, este número da «Indústria e Ambiente» dedica-se à energia e competitividade - fornecer, produzir, transformar.
Leia a introdução feita por Clemente Pedro Nunes, coeditor do dossier desta edição e depois leia a grande entrevista a Luís Mira Amaral, onde este "aponta aquilo que considera serem os grandes erros da política energética portuguesa, nomeadamente a aposta, que classifica de excessiva, no setor eólico, em detrimento da biomassa ou do solar térmico, que acredita terem mais potencial. Defende também a aposta na mobilidade elétrica à escala urbana e vinca a necessidade de se interligar as redes de transporte de mercadorias, substituindo o transporte rodoviário e apostando na bitola europeia". 
Posto isto entre no dossier desta edição com os seguintes artigos: 'Economia da energia - A importância da eficiência energética', por João de Jesus Ferreira, 'Optimização das tarifas de electricidade em Portugal', de Henrique Gomes, 'Serão os biocombustíveis uma solução para a transição para um sistema mais sustentável de energia?', por Pedro Sampaio Nunes, e ainda, 'Indústria nacional de aerogeradores - uma aposta sustentável?', de José Pinto de Sá.
Estando a revista a celebrar o vigésimo aniversário, "a data simbólica que vai assinalar-se nas próximas edições, culminará com um evento sob o mote 'A indústria e o Ambiente 2020', no âmbito do qual se pretende criar um espaço de reflexão e de debate sobre a interligação da Indústria com os domínios da Energia, Ambiente e Economia."
Outros temas de interesse para ler nas secções 'notícias', 'crimes e contraordenações ambientais', 'internacionalização', 'pessoas e empresas', 'eventos', 'vozes ativas' e também a 'opinião, por Diogo Faria de Oliveira'.

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05 fevereiro 2014

CULTURA CIENTÍFICA EM PORTUGAL - Uma perspectiva histórica

Autor: LUÍS MIGUEL BERNARDO
Editora: U.PORTO

Numa perspectiva histórica e em contexto internacional, este livro descreve o estado da cultura científica portuguesa desde o aparecimento da ciência moderna até aos nossos dias. Desde o século XVIII, algumas elites nacionais pugnaram pelo estabelecimento pleno da ciência em Portugal. Porém, a nação portuguesa não acompanhou esse movimento, não prezou a ciência nem reconheceu os seus valores culturais. Os portugueses só recentemente terão compreendido a importância da actividade científica para o progresso nacional. A leitura deste livro revela que a ciência é um meio importante de transformação social e um alicerce indispensável da nossa civilização.

Estando a ciência na ordem do dia, é relevante divulgar um livro sobre a «Cultura científica em Portugal - uma perspetiva histórica». Numa obra bastante completa, Luís Miguel Bernardo inicia com os pontos: ciência e método, objetivos e funções da ciência, limites da ciência, universalidade da ciência; em seguida aborda o valor da ciência, nomeadamente, o valor cultural, as correntes filosóficas, a ciência, arte e poesia, o valor educativo e o valor económico. Posto isto, o autor foca o ensino, divulgação e promoção, em concreto, os museus, centros e exposições, a divulgação através da imprensa nos séculos XIX e XX, a educação popular, a socialização da ciência e também a juventude e ciência. E porque em torno da ciência há incompreensões, receios e medos, Luís Miguel Bernardo explica a incompreensão das teorias científicas, a dinâmica e a estabilidade social, os receios de origem cultural, o medo da guerra tecnológica, o perigo genético e outros perigos e ainda a responsabilidade dos cientistas neste âmbito. Mas afinal, quais são as condições para o desenvolvimento científico no nosso país? Para perceber este ponto, o autor escreve sobre liberdades coletivas e individuais, a paz e bem estar económico, a atividade industrial e o apoio estatal e mecenato. Outro capítulo relevante prende-se precisamente com a ligação entre os cientistas e a sociedade, neste o autor apresenta a investigação individual ou coletiva, o lugar do cientista na sociedade, os cientistas - agentes da paz ou da guerra, as associações de cientistas, os boicotes científicos, o lugar da ciência na sociedade, a fraude científica e os mártires da ciência. Por último, Luís Miguel Bernardo remete para a indústria e o progresso, assim, aborda a ciência pura e aplicada, teórica e experimental, a ciência e a indústria, a ciência e o progresso, o futuro da ciência e da tecnologia, as perspetivas pessimistas e as otimistas.
Um livro de profunda relevância para qualquer cidadão que tenha interesse em entender a evolução da atividade científica em Portugal.
Para refletirem, fica uma citação do livro:
"Para haver um desenvolvimento activo e vigoroso da ciência, cedo se reconheceu serem necessárias várias condições, como a liberdade, a independência relativamente ao poder, a paz, o relativo bem-estar económico, um ensino público de qualidade, uma indústria activa e inovadora e apoio institucional e social à cultura científica. É verdade que é difícil e até utópico garantir a concretização de todas essas condições e que, portanto, a independência e a neutralidade da ciência podem até considerar-se um mito. No entanto, uma forte presença dessas condições conduz necessariamente a uma ciência mais objectiva e verdadeira."

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04 fevereiro 2014

INTRODUÇÃO À ESCRITA CRIATIVA

Autor: JOÃO DE MANCELOS

O talento e o esforço são qualidades essenciais a qualquer aspirante a escritor. No entanto, é preciso também conhecer técnicas para criar personagens, gerar suspense, inventar espaços, retratar épocas, construir diálogos naturais... Destinado a jovens e a adultos, este manual transmite essas estratégias, com recurso a exemplos da literatura portuguesa e estrangeira. Constitui, portanto, um instrumento de trabalho fundamental tanto para alunos como para orientadores de oficinas de Escrita Criativa. 

«Introdução à escrita criativa» é um manual útil, que já vai na quarta edição. É um livro prático, leve e agradável de ler. 
À medida que vai lendo este livro, irá deparar-se com os seguintes tópicos: o que é e o que não é a escrita criativa; a preparação para a escrita; a arte de elaborar parágrafos iniciais; o suspense: como enervar o leitor; as personagens, gente de papel e tinta; ensine as personagens a falar; quem conta o quê?; estratégias para criar uma atmosfera; um futuro para a escrita criativa e, ainda, algumas obras de escrita criativa recomendadas pelo autor.
Alguns pormenores que podemos ir desvendando prendem-se, por exemplo, com o facto de o autor sugerir que entreviste a sua personagem, isto para poder traçar fielmente um perfil físico e psicológico da mesma. Na prática, deverá interrogar-se sobre: elementos básicos (como o nome, idade, género...); etnia e nacionalidade; aspeto físico; traços psicológicos; doenças e/ou deficiências; religião e vida espiritual; opções políticas; entre outros. O autor também desafia o leitor a levar a cabo alguns exercícios ao longo do livro, um deles, algo controverso, é "registar as conversas do quotidiano (...). Desloque-se a um café pouco frequentado, e portanto não muito ruidoso, com um gravador oculto no bolso do casaco ou da camisa. (...) Dez minutos de gravação bastam para obter um excerto autêntico, uma fatia do mundo real, que irá, mais tarde, transformar artisticamente".
João de Mancelos é doutorado em Literatura Norte-Americana, e professor na Universidade Católica Portuguesa, em Viseu, onde orientou diversas teses, algumas sobre Escrita Criativa.

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