28 outubro 2014

EDUARDO SOUTO DE MOURA: ATLAS DE PAREDE, IMAGENS DE MÉTODO

Textos: PEDRO BANDEIRA, PHILIP URSPRUNG, DIOGO SEIXAS & EDUARDO SOUTO DE MOURA
Editora: DAFNE

Como é que um arquitecto trabalha? Sabemos que gere um número complexo de solicitações, das exigências peculiares do cliente às limitações geológicas do terreno, passando pelo autoritarismo dos regulamentos e pela subjectividade do mestre-de-obras. O projecto é o lugar onde essa gestão ganha forma documental e a Arquitectura é o saber que permite operar o projecto.
Mas como é que se cartografa esse saber? Como é que ele é composto? Como é que ele se constrói?
Este livro navega por essas interrogações, utilizando o imaginário visual do arquitecto Eduardo Souto de Moura para ensaiar algumas hipóteses. As muitas imagens que conquistaram o espaço do livro foram sendo recolhidas pelo arquitecto e dialogam com desenhos e projectos originais. Estiveram ou estão ainda afixadas nas paredes do seu escritório, arquivadas em gavetas pesadas, penduradas nas paredes de casa e, particularmente, presentes ou latentes no modo como o arquitecto imagina a Arquitectura.

Nesta obra os autores procuraram "estratificar, de modo ilusoriamente objectivo, as imagens que se assumem como metodologia para pensar o projecto de arquitectura". Apesar de Eduardo Souto de Moura ter acompanhado a construção deste atlas "abdicou da última palavra na selecção e combinação final das imagens (na sua ordem e na sua associação) na expectativa de também ele ser surpreendido por uma nova narrativa construída a partir de imagens que ele conhece tão bem". É provável que tenha ficado surpreendido, nós com certeza ficamos. Este atlas, de grande porte e capa dura, apresenta-se como uma fascinante reunião de imagens e do trabalho de um dos mais notáveis arquitetos portugueses.
As imagens apresentadas podem dividir-se em quatro grandes grupos: "imagens que emergem no âmbito da concepção do projeto e que de certo modo o antecedem; imagens que emergem durante a produção do projecto e que com ele concorrem; imagens que emergem da comunicação do projecto, afirmando-se quase sempre como imagens que lhe são posteriores; e, finalmente, imagens que emergem com a materialização da obra, com a sua recepção, imagens que a apropriação da obra, idealizada pelo autor ou participada por outros".

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