08 setembro 2014

LEPROSARIA NACIONAL

Autores: Paulo Providência; Vítor M. J. Santos; Ana Luísa Santos; Sandra Xavier; Emanuel Brás & Luís Quintas 
Editora: DAFNE

O antigo Hospital-Colónia Rovisco Pais, na Tocha, onde funcionou o que em tempos se chamou a Leprosaria Nacional, foi concebido nos anos de 1930 e a sua construção prolongou-se até ao final dos anos 1950. Projectado pelo arquitecto Carlos Ramos sob a tutela do «médico empreendedor» Bissaya Barreto, esta obra hospitalar constituiu-se como uma pequena colónia, com bairros de habitação, equipamentos e espaços públicos, onde foram confinados os portadores da doença de Hansen em Portugal. Alguns destes espaços e edifícios têm vindo, desde 1996, a ser convertidos e remodelados para funcionamento do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro Rovisco Pais, outros encontram-se em ruína e outros acolhem ainda ex-doentes de Hansen. Neste livro procuram descodificar-se vários níveis de interpretação que acompanharam a construção do conjunto, os conhecimentos médicos sobre a doença, a transformação do edificado e a imagem dos espaços e construções.


Sandra Xavier e Paulo Providência explicam que "este livro regista uma abordagem interdisciplinar à Leprosaria Nacional Rovisco Pais, decorrente do interesse comum de um conjunto de investigadores das áreas da Antropologia, Arquitectura e Fotografia sobre o edifício - a sua história -, e sobre a doença de Hansen para a qual foi concebida".
Com efeito, o livro dá-nos uma visão abrangente, tanto da doença, como do edifício.
Assim sendo, resultou numa obra valiosa e completa, recheada de textos e imagens que nos dão a conhecer a profunda história desta Leprosaria. Por ter uma abordagem multidisciplinar, este livro é útil para investigadores de diversas áreas do conhecimento, que daqui podem tirar proveito.

Quanto à doença, tal como é assinalado neste livro, já foram curados "mais de 14 milhões de pacientes, em duas décadas, eliminando a lepra de 119 países". Dados da OMS de 105 territórios revelam que "a prevalência global registada no início de 2012 situou-se em 181.941 casos". Atualmente, o combate faz-se maioritariamente na Ásia e na África.


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