01 agosto 2014

A RÁDIO EM PORTUGAL - 'Sempre no ar, sempre consigo'

Autor: ROGÉRIO SANTOS

O aparelho de rádio estava ali, num lugar central da sala. À minha memória afluem os ruídos do rádio quando sintonizado em ondas curtas, com o meu pai a procurar não sei bem o quê nessas ondas. Talvez porque começara a ouvir as emissões em português da BBC desde a II Guerra Mundial, à espera de informação verdadeira sobre a realidade do nosso país. Ele nunca me conseguiu explicar a origem de ruídos e sons se ouvirem mais altos e mais baixos, vindos daquelas ondas, às vezes desaparecendo no meio de outros sons. Lembro-me, em igual época, das emissões em ondas médias, com vozes graves de locutores e muita música. Na magia da infância, procurei o dono da voz por detrás da telefonia, mas ele não estava, o que aumentou o meu fascínio e curiosidade.

O livro «A Rádio em Portugal - 'Sempre no ar, sempre consigo' (1941-1968)» surge no seguimento do livro «Vozes da rádio (1924-1939)», editado em 2005. 
Segundo Rogério Santos, "o objetivo principal deste livro é investigar o contributo cultural da rádio e a relação da sua programação com um mundo mais vasto, o da música, incluindo a promoção de artistas, a realização de espetáculos, a promoção de fonogramas e o modo como a rádio e os jornais se articulavam". Além disso, ao autor teve como missão "interrogar a relação das instituições públicas do Estado Novo com as estações, os programadores e os autores". Para isso, Rogério Santos interrogou-se sobre: o impacto político e ideológico na programação das estações; a importância dos produtos independentes na rádio; que inovações estéticas e de programação introduziram; que alterações estruturais ao longo de quase trinta anos de emissões radiofónicas e, ainda, qual o peso relativo de cada estação ou grupos de estações.
Com efeito, este livro é bastante rico e tem indubitavelmente enorme valor cultural.

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