05 fevereiro 2014

CULTURA CIENTÍFICA EM PORTUGAL - Uma perspectiva histórica

Autor: LUÍS MIGUEL BERNARDO
Editora: U.PORTO

Numa perspectiva histórica e em contexto internacional, este livro descreve o estado da cultura científica portuguesa desde o aparecimento da ciência moderna até aos nossos dias. Desde o século XVIII, algumas elites nacionais pugnaram pelo estabelecimento pleno da ciência em Portugal. Porém, a nação portuguesa não acompanhou esse movimento, não prezou a ciência nem reconheceu os seus valores culturais. Os portugueses só recentemente terão compreendido a importância da actividade científica para o progresso nacional. A leitura deste livro revela que a ciência é um meio importante de transformação social e um alicerce indispensável da nossa civilização.

Estando a ciência na ordem do dia, é relevante divulgar um livro sobre a «Cultura científica em Portugal - uma perspetiva histórica». Numa obra bastante completa, Luís Miguel Bernardo inicia com os pontos: ciência e método, objetivos e funções da ciência, limites da ciência, universalidade da ciência; em seguida aborda o valor da ciência, nomeadamente, o valor cultural, as correntes filosóficas, a ciência, arte e poesia, o valor educativo e o valor económico. Posto isto, o autor foca o ensino, divulgação e promoção, em concreto, os museus, centros e exposições, a divulgação através da imprensa nos séculos XIX e XX, a educação popular, a socialização da ciência e também a juventude e ciência. E porque em torno da ciência há incompreensões, receios e medos, Luís Miguel Bernardo explica a incompreensão das teorias científicas, a dinâmica e a estabilidade social, os receios de origem cultural, o medo da guerra tecnológica, o perigo genético e outros perigos e ainda a responsabilidade dos cientistas neste âmbito. Mas afinal, quais são as condições para o desenvolvimento científico no nosso país? Para perceber este ponto, o autor escreve sobre liberdades coletivas e individuais, a paz e bem estar económico, a atividade industrial e o apoio estatal e mecenato. Outro capítulo relevante prende-se precisamente com a ligação entre os cientistas e a sociedade, neste o autor apresenta a investigação individual ou coletiva, o lugar do cientista na sociedade, os cientistas - agentes da paz ou da guerra, as associações de cientistas, os boicotes científicos, o lugar da ciência na sociedade, a fraude científica e os mártires da ciência. Por último, Luís Miguel Bernardo remete para a indústria e o progresso, assim, aborda a ciência pura e aplicada, teórica e experimental, a ciência e a indústria, a ciência e o progresso, o futuro da ciência e da tecnologia, as perspetivas pessimistas e as otimistas.
Um livro de profunda relevância para qualquer cidadão que tenha interesse em entender a evolução da atividade científica em Portugal.
Para refletirem, fica uma citação do livro:
"Para haver um desenvolvimento activo e vigoroso da ciência, cedo se reconheceu serem necessárias várias condições, como a liberdade, a independência relativamente ao poder, a paz, o relativo bem-estar económico, um ensino público de qualidade, uma indústria activa e inovadora e apoio institucional e social à cultura científica. É verdade que é difícil e até utópico garantir a concretização de todas essas condições e que, portanto, a independência e a neutralidade da ciência podem até considerar-se um mito. No entanto, uma forte presença dessas condições conduz necessariamente a uma ciência mais objectiva e verdadeira."

Pode comprar o livro aqui!

Nenhum comentário:

Postar um comentário