29 abril 2013

A GUERRA DOS JUDEUS - HISTÓRIA DA GUERRA ENTRE JUDEUS E ROMANOS

Autor: FLÁVIO JOSEFO
Editora: Sílabo

A narrativa de Josefo de uma guerra marcada pela traição e atrocidade é um relato detalhado da rebelião judaica contra Roma entre os anos 66 e 70 d.C. Originalmente um líder rebelde, Josefo mudou de lado depois de ter sido capturado, tornando-se um negociador romano, ficando assim numa posição excelente para observar os eventos desde o cerco de Jerusalém até à resistência heróica e suicídio coletivo em Massada. O seu relato fornece muito do que sabemos acerca da história dos judeus sob domínio romano, com descrições vividas de figuras chave como o imperador Vespasiano e Herodes, o Grande.

Esta obra surge em consequência do esforço da Sílabo em publicar o historiador Flávio Josefo (37 ou 38 d.C.), em Portugal. Enquadrado na colecção Líderes e Povos da Sílabo, este testemunho, de um interveniente nos acontecimentos, foi escrito na sua forma original em aramaico no ano de 76 d.C. e posteriormente traduzido para o grego. 
Ao todo este livro reúne sete livros. O primeiro livro é introduzido pela revolta dos Macabeus durante os conflitos entre os nobres judeus com pretensões ao poder supremo e descreve a conquista de Jerusalém por Herodes. No livro segundo Flávio Josefo aborda a controvérsia em relação à sucessão ao trono de Herodes e da revolta dos Judeus contra os Romanos. No terceiro livro Josefo rende-se aos Romanos.
Nos livros seguintes é abarcado o clima de estabilidade entre as facções judaicas e como estas se uniram para travar os Romanos, a destruição do Templo pelo fogo, e Tito incentiva as tropas a arrasar Jerusalém, terminando com a conspiração dos Sicários com um governador romano.
Salienta-se que para auxiliar a compreensão do texto, foi preparado um conjunto de anexos que detalham cronologias, quadros genealógicos, mapas, plantas e diagramas que nos informam sobre as operações militares e características de relevo geográfico.

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26 abril 2013

INVEST [99]

Revista: INVEST
Número: 99

Uma edição que começa dedicada ao luxo, em concreto a mordomos de luxo da «Concierge Etc» que estão disponíveis para satisfazer qualquer pedido a todas as horas (pág.6-7). Falando de luxo, numa inspiração na rainha Cleópatra VII, a «Tomelo» comercializa os 'Cleo', sabonetes de leite de burra, a imitar os segredos de beleza da rainha que lhes deu nome (pág.8-9).
Nesta edição perceba ainda como o amor por uma região e os dinheiros do QREN estão a revolucionar a oferta da hotelaria no centro de Portugal (pág.12-15). Ainda no âmbito da hotelaria, conheça os hotéis que se transformam em experiências (pág.16-17).
Sabe qual é a rede que põe as empresas a negociar sem dinheiro? É a RedeBarter (pág.20-21).
Entre muitos outros temas, conheça a 25 melhores empresas de Santarém nesta edição da «Invest».

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20 abril 2013

LINGUAGENS WEB

Autores: ALEXANDRE PEREIRA; CARLOS POUPA
Editora: SÍLABO

Esta obra, agora em 5ª edição, revista e aumentada, inclui um capítulo novo sobre MySQL e uma secção de programação para telemóveis que utilizem o sistema operativo Android da Google. Desta forma, o livro reforça o seu objetivo original que é permitir que o leitor consiga levar a cabo tarefas tão diversas como:
-Criar páginas HTML interativas, com um grafismo cuidado;
-Criar páginas dinâmicas, tanto em ambientes Microsoft como em Linux;
-Utilizar bases de dados Microsoft ou de código aberto;
-Instalar e configurar um servidor da Internet da Microsoft ou de código aberto;
-Criar serviços da Web, tanto em Windows como em Linux;
-Utilizar os standards de comunicação para aplicações da Internet;
-Criar aplicações para telemóveis.

Linguagens Web engloba as principais linguagens de programação aplicadas na Internet. De acordo com os autores a principal dificuldade, para uma obra que se propõe ser referência, é conseguir transmitir o máximo de informação pertinente num número de páginas aceitável. Para fazer cumprir este objetivo os autores recorrem a um discurso prático e a uma escolha criteriosa das temáticas a tratar. Conseguiram-no. Assim, este trabalho apresenta sete linguagens em sete capítulos, na seguinte ordem: HTML; CSS; JAVASCRIPT; MYSQL; ASP.NET; PHP; JAVA. 
Pode, por exemplo, ficar a conhecer melhor o Javascript, através da descrição da sua sintaxe, quais os eventos a que esta linguagem dá suporte, a estrutura dos programas e a integração da mesma como o HTML. Noções que são exemplificadas com diversas aplicações. Por outro lado fique a par do modelo relacional e as principais regras de bases de dados no contexto MySQL.
O capítulo final deste livro é dedicado aos fundamentos de programação aplicados a qualquer linguagem de programação, através da exploração de conceitos como operadores e tipo de operandos, formato genérico das instruções de controlo de fluxo, entre outros.
Alexandre Pereira e Carlos Poupa têm formação em Engenharia Eletrotécnica e de Computadores, mas escreveram um livro recomendado tanto para um público especializado como para autodidatas.

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16 abril 2013

OS FILHOS DO ZIP ZIP

Autora: HELENA MATOS
Editora: A ESFERA DOS LIVROS


Em 1960 existiam em Portugal 31 256 televisores. Dez anos depois, eram dez vezes mais: 387 512. Uma televisão custava, em média, 50000$00. Um valor significativa à época, mas um bem sentido como necessário para todos. Rodar o botão e esperar que o ecrã sintonizasse era um ritual. O país parava em frente à televisão. Para ver As Conversas em Família de Marcello Caetano, para ver chegar o Homem à Lua ou para assistir a um programa que mudou a forma de ver televisão em Portugal. Marcou uma geração e transformou um país. Zip-Zip. Um programa coapresentado por Carlos Cruz, Raul Solnado e Fialho Gouuveia. Pelo Zip-Zip passaram desde Almada Negreiros a um anónimo limpa-chaminés que nunca havia sonhado aparecer no pequeno ecrã. Houve polémica, transgressão, riso e muito divertimento.

No entendimento da autora os filhos do Zip-Zip não foram os primeiros a ver televisão, porque muitas das crianças só tiveram acesso à televisão após o golpe de estado de 1974. Para Helena Matos, filhos do Zip-Zip são todos aqueles para quem o que se via na televisão se tornava tema de conversa, são as crianças que brincavam fora de casa. Geração à qual a autora pertence.
Neste relato sobre a vida de Portugal nos anos 70 (período do marcelismo) a autora começa por descrever a fuga do interior para as cidades do litoral, em particular da aglomeração de pessoas nos subúrbios de Lisboa, e as consequências sociais deste fenómeno, como a proliferação do negócio imobiliário é disso exemplo, muitas vezes praticado à margem da lei. Outras das consequências é o aparecimento das grandes superfícies comerciais (Pão de Açucar) que vieram ameaçar o comércio tradicional. Tudo isto nos primeiros dois capítulos de um total de 23.
O conteúdo deste trabalho é, portanto, imenso. O Portugal dos anos 70 descrito por Helena Matos aborda diversos temas entre os quais a importância da televisão (Zip-Zip, Festival da Canção), o flagelo da juventude (sexo, drogas e rock n´roll), a massificação do automóvel, os brinquedos didácticos, o aumento do delito (assalto a bancos), a questão religiosa e o enfraquecimento da censura antes do 25 de Abril, assim como a "emancipação" da mulher.
Se este livro tem tudo para agradar aos mais saudosistas, é também uma boa sugestão para quem quiser estudar uma época da história portuguesa marcada pela mudança. O texto é complementado por inúmeras imagens como folhetos, páginas de jornal, anúncios publicitários, que serviram como fonte de informação para a autora e podem agora invocar nostalgia no leitor. De realçar que Helena Matos colaborou na série «Conta-me como foi» da RTP como consultora histórica, sendo este livro resultante da pesquisa feita para a série.

10 abril 2013

PORQUE FALHAM AS NAÇÕES - AS ORIGENS DO PODER, DA PROSPERIDADE E DA POBREZA

Autores: DARON ACEMOGLU; JAMES A. ROBINSON

Brilhante e escrito de uma forma simples, Porque Falham as Nações responde à pergunta que deixou perplexos os peritos durante séculos: porque é que umas nações são ricas e outras pobres, separadas pela riqueza e a pobreza, a saúde e a doença, os alimentos ou a fome?

A grande motivação deste livro é expor as razões da polarização entre as nações, enfatizada pelos diferentes níveis de rendimento e de vida que separam os países mais ricos dos mais pobres.
A argumentação de Acemoglu e Robinson desmistifica as teorias comummente aceites para explicar os diferentes níveis de riqueza, encaradas neste trabalho como teorias que não funcionam, como a hipótese geográfica, a hipótese cultural e a hipótese da ignorância (que afirma que existe desigualdade no mundo porque nós ou os nossos governantes não sabemos como tornar ricos os países pobres). O exemplo para fazer cair estas hipóteses é dado apartida pela cidades de Nogales, no Arizona (EUA) e Nogales, Sonora (México), cidades que partilham fronteira e cultura, mas a primeira é muito mais rica do que a segunda em parte devido às instituições que se formaram em cada um dos lados. E a origem desta diferença remonta ao período colonial das Américas. Sendo que a economia do Parelelo 38, a fronteira entre a Coreia do Norte e a Coreia do Sul, também serve esse propósito.
Por sua vez os autores colocam a tónica na política e nas instituições políticas como principal motivo para a desigualdade, porque são estas que vão determinar as instituições económicas dos países. A teoria mostra que existe uma interação entre as instituições políticas e económica determinante para gerar pobreza ou prosperidade. Assim, apresentam conceitos fundamentais a esta análise como instituições económicas inclusivas ou extrativas, destruição criativa e cunjunturas críticas, sendo que a história tem muito peso em toda a exposição.
Terá muitos motivos para desfrutar este livro, ainda mais se gostar de história, ciência política ou economia. Descubra então a razão pela qual «Porque Falham as Nações» foi considerado melhor livro do ano pelo Financial Times.

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02 abril 2013

RH MAGAZINE [85]

Revista: RH MAGAZINE
Número: 85

A grande entrevista desta edição foi feita a José Galamba de Oliveira, presidente da «Accenture» Portugal (pág.10-21). Posto isto, poderá ler os artigos de Jorge Horta Alves, «Quem são as pessoas que fazem o seu negócio correr maiores riscos?»; de João Paulo Feijoo, «Pessoas e processos - irmãos gémeos da transformação» e de Tiago Borges «Estudos de clima - 10 medidas para aumentar o compromisso dos colaboradores» (pág.22-40).
Leia ainda a entrevista Alexandra Andrade, managing  director da «Msearch» (pág.44-50).
Nos mitos e factos, saiba se «Quando se escolhe uma empresa de consultadoria, o renome é garantia de competência?» (pág.55).
A ideia inovadora desta edição pertence à «Style in a Box», uma plataforma que veio revolucionar o conceito de investimento, dando acesso exclusivo a vestidos de grandes marcas (pág.58-59).

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