23 março 2012

INFORMAÇÃO

Autor: JAMES GLEICK
Editora: TEMAS E DEBATES

James Gleick, um dos grandes nomes da divulgação científica e autor de bestsellers, apresenta-nos agora um livro já considerado a sua obra-prima, surpreendente e revolucionária, que nos mostra como a informação se tornou a qualidade que define a era moderna - o sangue, o combustível, o princípio vital do nosso mundo.
Desde a invenção de escritas e alfabetos até aos tambores falantes de África, incompreendidos durante tantos anos, Gleick conta-nos a história das tecnologias da informação que mudaram a própria natureza da consciência humana. Apresenta-nos as personalidades que contribuíram para o desenvolvimento da compreensão atual da informação: Charles Babbage, o inventor do primeiro grande computador mecânico; Ada Byron, a brilhante e condenada filha do poeta, que se tornou a primeira programadora verdadeira; figuras fundamentais como Samuel Morse e Alan Turing; e Claude Shannon, criador da teoria da informação.

Uma História – é assim que James Gleick nos seduz, conta-nos uma história – e neste livro ela é contada de uma forma apaixonante, pois não se trata apenas de nos contar o modo como a Informação foi evoluindo, o autor teve a capacidade de relacionar uma série de conceitos e acontecimentos que ajudaram a construir aquilo que se define como “Informação”.
Entre outras, nesta História fazemos uma viagem à África subsariana para perceber como os tambores eram usados para transmitir informação quando os Europeus ainda procuravam uma forma de comunicar à distância. Com um recuo de dois milénios podemos perceber, por exemplo, como se processava a informação numa época anterior à escrita.
E é já completamente imersos na leitura que vamos ficar a conhecer a Teoria –  neste ponto o autor não abusa do aprofundamento das noções de equação e fórmulas. Procura, sim, retratar a vida e o trabalho de muitas mentes que teorizaram a Informação. Como explicar a Informação não seria viável sem abordar o trabalho de Claude Shannon, somos guiados até aos laboratórios da Bell nos anos 40 em plena Segunda Guerra Mundial, onde este trabalhava num sistema para encriptar conversas. Mas isto é apenas uma pequena amostra do material de interesse que pode ser lido sobre a Teoria.
Por fim, ficamos submersos pelo Dilúvio – aqui debate-se uma das problemáticas relacionadas com a Informação, o seu excesso. O mote é dado através da conceptualização de uma Biblioteca Universal onde não existem limites, a informação nunca pode ser esquecida, provocando o caos.

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