03 outubro 2011

EMPREENDEDORISMO E MOTIVAÇÕES EMPRESARIAIS NO ENSINO SUPERIOR

Autores: PEDRO PARREIRA, FRANCISCO COSTA PEREIRA, NUNO VIEIRA E BRITO
Editora: SÍLABO

Será que o empreendedorismo se ensina ou é elemento integrante do perfil genético de cada indivíduo, explicando comportamentos, atitudes e a sua relação com a sociedade, organizações e empresas? Como pode o Ensino Superior contribuir para melhor educar e formar os seus alunos, promovendo o desenvolvimento das suas competências pessoais e científicas no domínio do empreendedorismo? Qual o comportamento e as expectativas dos alunos, ao longo do seu percurso académico e em função do seu género, perfil pessoal e familiar, estatuto, área científica, perante o empreendedorismo e a sua aplicação/inserção na vida profissional? Qual o papel e a recetividade dos concursos de ideias, nomeadamente do Poliempreende e que impacto revelam no desenvolvimento regional e na criação de novas empresas por jovens altamente qualificados?
A presente investigação, que abrangeu mais de 6500 alunos do Ensino Superior, de cariz politécnico, numa dimensão geográfica compreendendo Portugal continental, para além de contribuir para o desvendar de muitas das interrogações previamente elaboradas, permitiu, igualmente, pensar, repensar e elaborar políticas e estratégicas de "educação do empreendedorismo", focadas essencialmente na realidade e contextos presentes e, de forma integrada e precisa, empreender numa proposta de "Agenda do Empreendedorismo para o Ensino Superior".

Em época de crise ouve-se com frequência a palavra "empreendedorismo" e a expressão "jovens licenciados desempregados". Este estudo, muito pertinente, mostra que, de facto, os jovens portugueses são empreendedores pois há um número significativo que se sente capaz que criar a própria empresa e que já possui ideias concretas para a criação de um negócio. Mas estas são apenas breves conclusões, os resultados do estudo são, obviamente, muito mais detalhados.
Com efeito, ao longo deste livro pode recolher informação sobre os resultados sobre o empreendedorismo e o programa Poliemprende; o auto conceito e o empreendedorismo; os traços de personalidade e os motivos empresariais; as influências e os apoios empresariais percepcionados pelos estudantes e as tipologias de empresários nos estudantes (este último ponto divide-se em: estudantes idealistas, estudantes cépticos, estudantes estabelecidos na vida e estudantes desiludidos).
De destacar também os prefácios de Rui Azinhais Nabeiro e João Sobrinho Teixeira.

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