17 abril 2017

PÁTRIA OU MORTE


Autor: ALBERTO BARRERA TYSZKA
Editora: PORTO EDITORA

Miguel Sanabria, médico oncologista e professor universitário recém-reformado, vê a sua vida ser invadida por uma inquietação que rapidamente se tornará permanente e aflitiva. Entre Beatriz, esposa e fervorosa antichavista, e Antonio, irmão fiel ao radicalismo da revolução bolivariana, Sanabria está, tal como o país, encurralado e esmagado sob o peso de duas formas de vida. Quando de Cuba chega um telemóvel com vídeos surpreendentes dos últimos momentos do Comandante, o que fazer? «Que vida pode caber num telefone?» Hugo Chávez está doente, e arrastou consigo a Venezuela para a doença. 

Neste livro é apresentada uma perspectiva abrangente do contexto social venezuelano, sobretudo durante o período da doença de Hugo Chávez, através das várias personagens que compõem a trama, com peripécias muitas vezes correlacionadas. Este contexto social está sobretudo presente na corrupção, violência, propaganda política e no confronto ideológico, em «Pátria ou Morte» ensombrado pelo misterioso estado clínico de Hugo Chávez.
Duas das personagens estão a desenvolver trabalhos de investigação, com motivações distintas, sobre o carismático líder venezuelano, o que dá um enquadramento bem conseguido ao enredo. Torna-se muito interessante para o leitor a compreensão sobre as facetas de Hugo Chávez, desenvolvidas ao longo do livro. Trata-se da ascensão e construção de uma imagem baseada num espírito revolucionário, sem o ter sido, para um símbolo religioso com o evoluir da doença.

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10 abril 2017

MANIFESTO ANTI-KEYNES - Uma perspetiva da Escola Austríaca

Autor: CARLOS NOVAIS GONÇALVES
Editora: CHIADO EDITORA

A refutação do Keynesianismo, onde o consumo cria a sua própria produção, o investimento cria a sua própria poupança e a despesa cria o seu próprio rendimento.

Carlos Novais inicia esta obra com algumas notas onde "desconstrói alguns dos argumentos do Keynesianismo original". De facto, a primeira parte deste livro é um ensaio de Carlos Novais onde o autor "descreve criticamente a teoria keynesiana original, quebrando mitos que sobrevivem até aos dias de hoje. O caso mais exemplar é a forma como as afirmações de Say sobre o papel da oferta foram distorcidas e como a distorção foi reproduzida no tempo, ao ponto de se tornar uma verdade absoluta entre economistas nos dias de hoje".
Este livro inclui também dois ensaios traduzidos de dois grandes pensadores da Escola Austríaca, Hans-Hermann Hoppe e Murray Rothbard. Segundo Carlos Novais "estes dois ensaios, com preocupações diferentes, complementam-se".
Assim, o autor defende que a publicação deste manifesto "pretende, em primeiro lugar, expor em língua portuguesa uma dissecação crítica frontal, ainda que sintética, de erros cometidos em pontos fulcrais pela teoria económica Keynesiana - na aplicação dos conceitos de desemprego, de moeda, de juro e do crescimento económico - que se irradiaram em diferentes variantes da doutrina que se tornou dominante; e, em segundo lugar, enquadrar a personalidade de Keynes no seu pensamento e história concreta de sucesso, dado em boa verdade ter influenciado toda a doutrina económica e o espectro político, da esquerda à direita (incluindo até os seus extremos), passando pelo centro".

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21 março 2017

DESASSOSSEGO DE ENSINAR

Autor: DANIEL JOANA
Editora: ESFERA DO CAOS

Desassossego de Ensinar é uma obra que retrata os desafios da Escola portuguesa dos nossos dias, segundo uma perspetiva dinâmica, mul­tímoda e muito pessoal. Como ensinam os professores? O que pensam os pais? Como aprendem os alunos? Por que razão se abor­recem? O que lhes atiça a curiosidade? De onde vem a indisciplina? Que geração vem aí?

Contrariamente ao que se possa esperar ao ler o título desta obra, Daniel Joana considera que este livro não é para professores, nem para alunos, pois nele não encontrarão "nada de novo", já que "nestas páginas não está mais do que uma pequena parcela do que se passou e passa todos os dias dentro de uma sala de aula e da alma de quem a vive". Assim sendo, este livro destina-se "a alguém que apenas vê a escola por fora" e que desta forma "talvez possa entender melhor esta geração de gente que aprende e que tenta ensinar.".
Daniel Joana define este livro como "uma coletânea de crónicas, de artigos críticos, de contos (...) um diário, uma autobiografia profissional".
Neste livro estão retratadas experiências desde 2008 até 2015 e que passam por escolas em Coimbra, Quiaios, Figueira da Foz, Sátão e Guarda, num tom descontraído e envolvente, que nos aproxima da realidade que se vive nas escolas portuguesas.

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17 março 2017

A ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA - O fundo Administração do Concelho de Torres Vedras


Autora: SUZETE LEMOS MARQUES

Este é um trabalho de natureza historicista e tecnicista, enquadrável no paradigma custodial, tão necessário e pertinente para a promoção do acesso à informação acumulada nos arquivos municipais e, neste caso particular, do Arquivo Municipal de Torres Vedras. Pois não chega afirmarmos o princípio do livre acesso à informação se, no momento seguinte, anularmos esse acesso pela não organização da informação aí acumulada e, consequentemente, a sua não comunicação. Aqui reside uma das maiores contradições dos arquivos, de que a porta aberta não é condição suficiente para garantia do acesso à informação.

Suzete Marques inicia este trabalho com uma "reflexão teórica sobre a função arquivística mais complexa: a organização arquivística". De facto, a organização é uma das palavras-chave neste contexto, uma vez que "não se pode comunicar um fundo sem que este esteja organizado, da mesma forma que não existe preservação e conservação sem antes se organizarem os documentos.". Assim a autora introduz a organização arquivística e, depois, aborda a normalização, aclarando as diferentes normas existentes e fazendo uma análise crítica às normas internacionais. Uma vez que para aceder à informação "é necessário desenvolver instrumentos que sejam capazes de permitir a sua localização e recuperação", Suzete Marques apresenta detalhadamente os instrumentos de descrição documental.
No segundo capítulo desde livro é apresentado o fundo Administração do Concelho de Torres Vedras, "desde a sua caraterização à metodologia usada na sua organização".
Já na terceira parte desta obra faz-se uma abordagem à profissão de arquivista, suportada pela "experiência e aprendizagem" da autora.
Este é o primeiro livro da coleção Ciência da Informação (CI) – uma parceria das Edições Colibri com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta coleção "pretende ser a montra de muitos trabalhos finais de mestrado e doutoramento em Ciência da Informação, assim como de reunião de estudos dispersos de docentes e investigadores incontornáveis na área da Ciência da Informação. Um projeto pioneiro em Portugal.".
Ficamos a aguardar as próximas publicações.

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16 março 2017

PORTO - PATRIMÓNIO MUNDIAL - 20 ANOS, 20 IMAGENS


Editora: INCM

«A 5 de dezembro de 1996 na cidade de Mérida, no México, o Centro Histórico do Porto foi acrescentado à lista dos sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO tendo por base o critério IV (cultural), considerando que este bem possui notável valor universal pelo seu tecido urbano e pelos seus inúmeros edifícios históricos que testemunham o desenvolvimento ao longo do último milénio de uma cidade europeia virada para o ocidente pelas suas ligações comerciais e culturais.»
Porto Património Mundial — 20 Anos/20 Imagens testemunha a metamorfose através das visões do geógrafo Álvaro Domingues, do historiador Gaspar Martins Pereira e do repórter Manuel Carvalho, associadas a vinte olhares fotográficos, «de um Porto presente, vivo, vibrante, repleto de gente, com histórias e relações a consolidar-se, na ponte entre ontem e amanhã.»

Coube ao atual presidente da Câmara Municipal do Porto a introdução desta bela obra. Neste âmbito, Rui Moreira refere que "são mil as maneiras de viver o Centro Histórico do Porto. Partindo do Morro da Sé - onde se situam as primeiras marcas populacionais - e experimentando a gastronomia e o vinho, abeirando-se do rio Douro e atravessando a icónica ponte, são muitos os pontos de interesse, exemplares de arquitetura, obras de arte pública, que desenham uma experiência de atravessamento da História.".
Álvaro Domingues, por sua vez, faz um breve resumo das centenas de anos de história da cidade do Porto, com grande destaque para o património e para a mobilidade, terminando a sua intervenção dizendo que "quando se fala da cidade, fala-se da diversidade, da relação, da cultura, dos valores civilizacionais positivos, das oportunidades, do ambiente de liberdade e tolerância".
Já Gaspar Martins Pereira centra o seu discurso nas mudanças que ocorreram nestes 20 anos, reforçando "os sinais de modernidade que se conjugam com novas dinâmicas culturais e económicas. Sobretudo nas ruas da baixa, uma babel de línguas e rostos veio reforçar a feição cosmopolita e de abertura ao mundo do Porto.".
Por fim, Manuel Carvalho recorda o grandioso dia de 5 de dezembro de 1996, quando nasceu o Porto Património Mundial. Até porque, acredita, "sem esse dia mágico de há 20 anos, sem o reconhecimento mundial de um património que conserva essas memórias e projeta essa identidade, seria sem dúvida muito mais difícil perceber o velho burgo, protegê-lo e amá-lo como merece.".

Este livro está escrito em português, inglês e francês.

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15 março 2017

MARCA PESSOAL

Autora: MANON ROSENBOOM ALVES
Editora: RH EDITORA

Porque é que certas pessoas parecem ter sucesso mais facilmente do que outras? Hoje em dia não basta ter um curso superior nem um MBA para se destacar ou para ser valorizado conforme deseja. É essencial ter consciência das suas qualidades únicas e saber como comunicá-las junto das pessoas ou empresas que são importantes para si. Com base em métodos comprovados, estudos científicos e determinadas experiências, vai entender como tirar o maior partido das suas caraterísticas pessoais, comunicação verbal, não-verbal e online, etiqueta e vestuário para desenvolver, reforçar e manter a sua marca pessoal.

Para começar, Manon Alves lembra que "os clientes não fazem negócios com empresas, mas sim com pessoas" e nesse sentido a autora espera que este livro sirva de guia para a construção da marca pessoal do leitor.
Assim, o primeiro capítulo do livro é dedicado, precisamente, a explicar o que é o marketing pessoal e por que motivo é importante "ter e ser uma marca pessoal".
Depois, "irá descobrir os elementos que fazem parte de uma marca pessoal bem-sucedida, baseada nos três vv", ou seja, o Valor interior, onde se propõe uma introspeção e definição de objetivos; o Valor exterior, onde se dão diretrizes sobre comunicação da marca pessoal presencialmente e online, bem como sobre a imagem pessoal, uma vez que "o nosso visual e as roupas que usamos transmitem mensagens sobre as quais as pessoas fazem a sua interpretação" e "poucos programas ensinam sobre assuntos como estar corretamente vestido para entrevistas e criar uma imagem profissional com a qual a pessoa se sente confortável e que transmite profissionalismo e competência". Quanto ao Valor atribuído, a autora prevê que o leitor entenda "como pode avaliar melhor como os outros o veem e como pode aumentar o seu autoconhecimento com base no feedback que pessoas importantes para si possam dar". No final, Manon Alves dá "dicas sobre como pode fortalecer a sua marca pessoal e continuar a aumentar a sua visibilidade".
Tal como a autora, esperamos que depois de lerem este livro saibam como fazer o vosso próprio plano de marketing pessoal e identifiquem os meios certos para "adaptar e fortalecer" a vossa marca pessoal.

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08 março 2017

ASSESSORES DE IMPRENSA E JORNALISTAS

Autor: VASCO RIBEIRO
Editora: AFRONTAMENTO

É importante que jornalistas e assessores se conheçam bem, que conheçam bem as respetivas áreas de intervenção, os constrangimentos específicos de cada domínio, as especificidades de um sistema comu- nicacional complexo e que muda, hoje, quase a cada dia que passa. Nesse sentido, este livro -- mais um resultado palpável, entre vários outros que têm sido dados à estampa, de um já longo trabalho de reflexão e investigação do autor -- traz um inestimável contributo ao tal conhecimento mútuo que se deseja. Conhecimento que é essencial para a compreensão, a colaboração e o respeito de parte a parte. Com ele podem beneficiar, sem dúvida, os profissionais de ambos os lados da fronteira, assessores e jornalistas. Mas pode igualmente beneficiar o público, todo o público para quem eles alegadamente trabalham e que é, no limite, a sua verdadeira razão de ser. (Joaquim Fidalgo, in Prefácio)

Vasco Ribeiro inicia este livro com um resumo das teorias da comunicação de massa e respetivos efeitos e com uma breve abordagem à "notícia como construção social da realidade".
O capítulo sobre as fontes de informação no processo de produção de notícias é o núcleo duro desta obra. Aqui o autor explora vários temas, nomeadamente, a rotina; o acesso privilegiado das fontes de poder; as notícias como produto do capitalismo; as fontes profissionais ao serviço dos grupos de pressão; a interação entre os jornalistas e fontes de informação; o pragmatismo das fontes profissionais de informação; a crescente dependência do jornalismo face às fontes de informação; a negociação permanente; os modos de saber usar a fonte; a relação adversativa e de troca; o "casamento de conveniência" e, ainda, a utilização e citação de fontes em função da credibilidade.
Após analisar os pontos acima referidos, Vasco Ribeiro conclui que atualmente se considera que "a fonte é, na maioria dos casos, o ponto de partida do processo de produção noticiosa" e, nesse sentido, "o trabalho do jornalista sofre fortes constrangimentos (ou é, pura e simplesmente inviável) sem o acesso a fontes de informação. Por outro lado, a qualidade da notícia depende muito da qualidade da fonte (ou fontes) que esteve na sua origem. Daí que exista uma «hierarquia de credibilidade» entre as fontes, que o jornalista respeita na expetativa de garantir uma informação mais rigorosa e qualificada.". O autor refere também que a capacidade dos assessores de imprensa fornecerem "dados pertinentes" e criarem "eventos noticiáveis atingiu um elevado grau de sofisticação", simplificando, por sua vez, o trabalho dos jornalistas. Assim, "fontes e jornalistas criam entre si uma «relação simbiótica», que decorre da perceção de que juntos conseguem mais facilmente concretizar os seus objetivos.".
No final do livro fica a promessa deste investigador e professor universitário desenvolver mais publicações sobre como as organizações e as fontes profissionais de informação têm atuado ao longo da história.

20 fevereiro 2017

INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS

Autor: EDUARDO SÁ SILVA
Editora: VIDA ECONÓMICA

A obra apresenta os conceitos elementares de fluxo, fundo de maneio (FM), necessidade de fundo de maneio (NFM), tesouraria líquida (TL) e outros de uma forma aprazível, sem descurar o rigor científico. Com casos práticos.

Eduardo Sá Silva refere que esta é "uma obra essencialmente didática" que tem como objetivo principal "uma abordagem da gestão financeira na sua componente mais relevante que é a dinâmica dos fluxos financeiros". Isto porque "o dinheiro é a preocupação de qualquer gestor".
Na prática, neste livro o autor começa por abordar os objetivos essenciais da função financeira, contextualizando também a evolução desta função. Posto isto, Eduardo Sá Silva passa a explicar a análise financeira e o processo de normalização contabilística, já que enquanto a análise financeira "visa o apuramento do resultado", a perspetiva contabilística "visa a identificação e análise dos primeiros fluxos financeiros, de modo a assegurar o normal funcionamento da empresa". 
Segue-se a noção de fundo de maneio; a problemática do equilíbrio financeiro; a composição do balanço funcional; as necessidades de fundo de maneio e o ciclo de exportação, sendo ainda apresentadas "várias situações possíveis de ocorrer em termos financeiros".
O autor refere também o quadro dos fluxos e as FM/NFM/TL; os métodos dos rácios; o efeito de alavancagem e a rentabilidade da exploração e o risco associado.
Eduardo Sá Silva apresenta ainda uma série de casos práticos, com exercícios sobre os temas acima descritos.
Mas a obra não termina por aqui. Ainda há lugar para abordar as NFM e o financiamento bancário, ou seja, é explicada "a ligação entre as NFM e a visão de quem concede o crédito"; para descrever o cálculo do crescimento sustentável e para demonstrar os fluxos de caixa. Sendo que Eduardo Sá Silva apresenta no final desta obra dois casos práticos "relativos à elaboração da demonstração dos fluxos de caixa e origem e aplicação de fundos".
Estamos, portanto, perante uma obra que se mostra muito útil para estudantes, empresários e gestores, que desta forma terão ao dispor uma série de informações relevantes que os poderão auxiliar no momento de tomar uma decisão. 
De referir que esta obra veio substituir a obra anterior 'Gestão financeira - Análise de fluxos financeiros'.

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14 fevereiro 2017

PESOS E PORÇÕES DE ALIMENTOS

Autores: ANA GOIOS, MARGARIDA LIZ MARTINS, ANA CAROLINA OLIVEIRA, CLÁUDIA AFONSO & TERESA F. AMARAL

A avaliação da ingestão alimentar requer a quantificação da porção de cada alimento consumido. Obteve-se a porção média de alimentos, a partir de pesagens efetuadas por um grupo constituído por cinco nutricionistas, utilizando alimentos nacionais e importados, disponíveis no mercado no Norte de Portugal. Este manual, desenvolvido com o objetivo de facilitar a quantificação de alimentos, fornece uma alternativa atualizada, rápida e viável à pesagem de uma grande variedade de porções de alimentos. Para além da inclusão de novos alimentos e de novos grupos de alimentos, a presente edição deste manual visa também atualizar alguma informação recolhida na 1ª edição.

Neste manual o leitor encontrará dados relativos "a cerca de 1750 alimentos, incluindo diferentes formas de apresentação e métodos de confeção, resultantes de um total de 21550 pesagens". Nesta edição houve o cuidado de fazer uma "adaptação aos padrões alimentares atuais", procurando "dar resposta às tendências de consumo".
Na prática, são apresentadas as seguintes unidades de medida: "medidas caseiras (cálice, caneca, chávena almoçadeira, chávena de café, copo, colher de café, colher de chá, colher de sobremesa, colher de sopa, colher de servir, forma de arroz/puré, mão-cheia, prato raso, prato de café, prato de sobremesa, prato de sopa, scoop, taça e tigela), embalagem, lata, pacote, tetrapack e outras que se consideraram pertinentes para determinados alimentos".
Quanto aos alimentos, estão organizados nos seguintes grupos:
- Leite, produtos lácteos e alternativas de origem vegetal;
- Carne e derivados;
- Pescado e derivados;
- Ovos e derivados;
- Leguminosas frescas, secas e derivados;
- Cereais e derivados;
- Bagas, sementes e outros produtos de origem vegetal;
- Bolachas e biscoitos;
- Cereais prontos-a-comer, barras e farinhas especiais;
- Produtos hortícolas, tubérculos, saladas e sopas;
- Fruta fresca, frutos oleaginosos, outros frutos e derivados;
- Azeite, óleo e gorduras;
- Açúcar, mel, derivados e outros adoçantes;
- Cacau e derivados;
- Sobremesas doces, bolos de pastelaria, gelados e outros doces;
- Molhos, sal, especiarias e ervas aromáticas;
- Pratos de carne, pratos de pescado e outros pratos;
- Refeições pré-preparadas, boiões de alimentação infantil, sandes e fastfood;
- Aperitivos e snacks;
- Bebidas alcoólicas e bebidas não alcoólicas.
É, portanto, um livro abrangente e que certamente será muito útil a todos os interessados na avaliação nutricional.
Esta obra é resultado de uma investigação desenvolvida na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

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08 fevereiro 2017

TUDO POR UMA BOA HISTÓRIA

Coordenação: ANABELA NATÁRIO, ISABEL NERY, SOFIA BRANCO (Sindicato dos Jornalistas)

Como são preparadas as reportagens? Como são sentidas pelos repórteres? Que contrariedades enfrentam? Vinte e quatro jornalistas de várias gerações oferecem-nos um relato vivo sobre o que acontece no terreno, dando-nos a conhecer melhor uma profissão que, numa época de informação fácil e barata, mas ao mesmo tempo tão perigosamente manipulável, nunca foi tão importante para a democracia.

Neste livro encontramos 24 relatos sobre como se prepara e se sente uma reportagem, na perspetiva do jornalista. São textos de jornalistas, sobre jornalismo, mas não meramente para jornalistas. São para todos os que querem perceber o jornalismo e "a razão de ele ser".
No prefácio, Isabel Nery refere que "o que estes repórteres nos deixam é, ao mesmo tempo, uma lufada de esperança e um alerta para o que pode fazer perigar a missão de informar - logo, o direito de ser informado".
Nestes relatos encontramos diversos desafios que se impõe a quem quer fazer jornalismo e ficamos mais próximos daqueles que tantas vezes são criticados pela sociedade. Uma vez que, por norma, são os jornalistas a dar voz a quem quer ou precisa de o fazer, desta vez temos um livro onde a liberdade de expressão não teve limites e onde podemos conhecer esse mensageiro.
José Pedro Castanheira, Catarina Santos, Carlos Daniel, Cândida Pinto, José António Cerejo, Conceição Queiroz, Miguel Carvalho, Catarina Gomes, Sena Santos, Vânia Maia, Rui Cardoso Martins, Bárbara Baldaia, Cesário Borga, Sofia Lorena, Vítor Serpa, Ana Sousa Dias, Nuno Tiago Pinto, Ana Margarida de Carvalho, Tiago Carrasco, Ana Sofia Fonseca, Pedro Caldeira Rodrigues, Ana Cristina Pereira, Tiago Salazar e, ainda, Mário Cruz, são os notáveis 24 que dão vida a este livro.

Mais detalhes sobre este livro aqui!

26 janeiro 2017

OS INOVADORES

Autor: WALTER ISAACSON
Editora: PORTO EDITORA

Quais as capacidades que permitiram a certos inventores e empreendedores transformar as suas ideias visionárias em realidade? O que provocou os seus saltos criativos? Por que razão alguns foram bem-sucedidos e outros fracassaram? Em Os Inovadores, Walter Isaacson dá resposta a estas questões, oferecendo-nos a mais completa história da revolução digital, uma narrativa fascinante acerca daqueles que criaram o computador e a Internet. Numa escrita empolgante e ágil, Isaacson organiza um roteiro minucioso que começa com Ada Lovelace, filha de Lord Byron e pioneira da programação na década de 1840, passa pela fundação do mítico Silicon Valley e segue até aos nossos dias, com Steve Jobs ou Bill Gates. 

Neste livro, Walter Isaacson lembra que apesar da internet e do computador serem das mais importantes invenções da nossa época poucos sabem quem os criou. Esta é a história desses "pioneiros, hackers, inventores e empreendedores" que, contrariamente ao que por vezes se imagina, trabalharam essencialmente em equipa.
Neste âmbito, o autor focou-se "em cerca de doze dos avanços mais significativos da era digital e nas pessoas que os levaram a cabo", analisando também "as forças sociais e culturais que abriram caminho ao ambiente necessário à inovação".
Além disso, Walter Isaacson recorda que a verdadeira criatividade da era digital foi fruto daqueles que conseguiram ligar as artes e as ciências, porque "acreditavam na importância da beleza". Este facto é reforçado ao longo desta obra, onde se conclui que no futuro a inovação nascerá, precisamente, "de pessoas capazes de cruzar beleza com engenharia, humanidade com tecnologia, poesia com processadores".
Uma obra admirável sobre a revolução digital, que merece a atenção de todos.

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12 outubro 2016

A IMAGEM-TEMPO - CINEMA II

Autor: GILLES DELEUZE
Editora: DOCUMENTA

A teoria do cinema não recai sobre o cinema mas sobre os conceitos do cinema, que não são menos práticos, efectivos ou existentes do que o próprio cinema. Os grandes autores de cinema são como os grandes pintores ou os grandes músicos: ninguém fala melhor do que eles do que fazem. Mas, ao falarem, tornam-se outra coisa, tornam-se filósofos ou teóricos, até mesmo Hawks que não queria saber de teorias, até mesmo Godard quando finge desprezá-las. Os conceitos do cinema não estão dados no cinema. E no entanto são os conceitos do cinema, não teorias sobre o cinema. Pelo que há sempre uma hora, mais cedo ou mais tarde, em que já não se trata de perguntar «o que é o cinema?» mas «o que é a filosofia?». O cinema em si é uma nova prática das imagens e dos signos da qual a filosofia tem de fazer a teoria como prática conceptual. Porque nenhuma determinação técnica, seja aplicada (psicanálise, linguística) ou reflexiva, é suficiente para constituir os conceitos do próprio cinema. [Gilles Deleuze]

Segundo Deleuze uma reflexão insuficiente concluirá "que a imagem cinematográfica está necessariamente no presente. Mas esta ideia feita, ruinosa para toda a compreensão do cinema, é menos culpa da imagem-movimento que de uma reflexão demasiado apressada. Porque, por outro lado, a imagem-movimento suscita já uma imagem do tempo que se distingue dela por excesso ou por defeito, por cima ou por baixo do presente como curso empírico: desta vez o tempo já não se mede pelo movimento, antes é ele mesmo o número ou a medida do movimento (representação metafísica)".
O autor conclui que "entre a imagem-movimento e a imagem-tempo há muitas transições possíveis, passagens quase imperceptíveis, ou até mistos". Aliás, "do cinema clássico para o cinema moderno, da imagem-movimento para a imagem-tempo, o que muda não são só os cronossignos, mas os noossignos e os lectossignos, uma vez dito que é sempre possível multiplicar as passagens entre os dois regimes assim como acentuar as suas diferenças irredutíveis".
Por toda a teoria (que também é prática) inerente a esta obra, sugerimos a leitura deste livro aos estudantes de cinema.

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04 outubro 2016

START UP EM 12 MESES

Autora: MELINDA F. EMERSON
Editora: SELF

Este livro é para quem quer fazer da sua paixão a sua profissão. Melinda Emerson decidiu criar um guia prático mensal, 12 meses passo a passo, para ajudar outros que pretendem lançar o seu negócio. Conselhos imperdíveis, tabelas com informação real e importante, e todos os passos necessários para se tornar um CEO de sucesso na aventura de criar um negócio.

Doze meses. Sim, Melinda Emerson acredita que um ano é o tempo ideal para planear um negócio de forma eficaz. 
Ter uma boa ideia de negócio é importante, mas não é suficiente para este prosperar. Nesse âmbito, Melinda revela cinco perguntas que "qualquer aspirante a empreendedor deveria responder antes de abrir um negócio", que são: Quanto custa produzir o seu produto ou fornecer o seu serviço profissional? Por quanto vai vender? O seu negócio pode ser facilmente copiado? O seu marketing faz sentido? Sabe vender-se?
Ao longo deste livro, a autora ajuda a responder a estas questões.
Assim sendo, na prática, os primeiros passos para criar uma start up em 12 meses são: organizar um plano de vida, elaborar um plano financeiro, pensar como um empresário, criar um modelo de negócio e contratar um advogado e um contabilista. Estas são as tarefas para os três primeiros meses. Depois deverá começar a delinear quem serão os clientes, a organizar as finanças, a criar uma marca para o negócio, a desenvolver o site e a criar uma estratégia de conteúdos. Nos restantes seis meses deve passar à ação, ou seja, abrir um estabelecimento (nesta fase poderá trabalhar em casa, mas convém ter uma morada comercial, por exemplo), formar uma equipa, estabelecer sistemas de apoio ao cliente e fazer um inventário para ter a certeza que está tudo no devido lugar.
Se já atravessou todos estes passos deverá estar preparado para lançar o negócio.
Melinda Emerson refere que "nos negócios, você nunca perde; ou vence ou aprende!". Portanto se têm uma ideia a fervilhar que tal lerem este livro e começarem a pô-la em prática?

03 outubro 2016

TIC E DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Autores: SYLVIE FAUCHEUX, CHRISTELLE HUE & ISABELLE NICOLAÏ

Será que as TIC podem ser o vetor do desenvolvimento sustentável a nível mundial? Como conseguir que o crescimento económico enverede por um novo caminho mais benéfico para o ambiente e a coesão social? Por outras palavras, como encontrar o caminho do desenvolvimento sustentável? Muitos consideram que a resposta a esta questão passa pela generalização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC). No entanto, quais são os riscos e as oportunidades (diretas e indiretas) das TIC em relação às três dimensões da sustentabilidade, ou seja, a economia, a vertente social e o ambiente? A tese segundo a qual as TIC contribuiriam favoravelmente para o processo de desmaterialização, através da mudança estrutural da economia, é sustentável a médio e longo prazo.

Neste livro os autores pretendem demonstrar que as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) "ao contrário da perceção generalizada, não são sinónimo de conservação do ambiente, de coesão social ou até de equidade".
Nesse sentido, o primeiro capítulo desta obra destaca os desafios da relação entre as TIC e o desenvolvimento sustentável, "apresentando simultaneamente as grandes áreas de aplicação das TIC no futuro, cujas repercussões são consideradas as mais importantes do ponto de vista das políticas de desenvolvimento sustentável". Já no segundo capítulo, o enfoque recai sobre os riscos e as oportunidades das TIC para promoverem um desenvolvimento sustentável, apresentando "uma análise pormenorizada de todos os impactos diretos e indiretos sobre cada uma das dimensões do desenvolvimento sustentável, nomeadamente a dimensão económica, a social e a ambiental". Por fim, o último capítulo aborda as políticas e medidas que condicionaram a generalização das TIC em prol do desenvolvimento sustentável.
Dada a abrangência do tema, acreditamos que este livro será útil, por exemplo, a estudantes que frequentam cursos no domínio da inovação tecnológica, economia industrial, economia social, economia do ambiente e do desenvolvimento sustentável, assim como os estudantes de escolas de engenharia e escolas comerciais.

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30 setembro 2016

HIMALAIAS


Autor: MICHAEL PALIN
Editora: BIZÂNCIO

Neste livro, Palin conduz-nos em mais uma incrível jornada, desta feita pelos Himalaias, começando pelo Paquistão e terminando no Bangladesh, passando pela Índia, Nepal, Tibete, China e Butão, dando-nos a conhecer, os aspectos geográficos, políticos e culturais incrivelmente diversos ao longo da maior cadeia de montanhas da terra.

Michael Palin e a sua equipa decidiram fazer um diário de viajante, apresentando os Himalaias "não do topo até à base, mas de uma ponta até à outra; do desfiladeiro de Khyber, onde num amontoado compacto de montanhas nascem as grandes cordilheiras do Kush Hindu, do Karakoram e dos Himalaias, até ao Bangladesh, onde os Himalaias, então reduzidos a poeira e areia, são varridos para a Baía de Bengala".
Neste livro, Palin acredita que conseguiu dar uma perspetiva humana dos Himalaias e lembra que encontrou "gente a viver a altitudes maiores do que as mais altas montanhas da Europa; civilizações milenares a sobrevivem em planaltos a grande altitude fustigados pelo vento; gargantas rochosas de quatro quilómetros de profundidade, através das quais os comerciantes encontram o seu caminho há milhares de anos e, por todo o lado, a religião, vibrante e colorida, prosperando no meio da adversidade".
E é com estas descrições em mente que vos convidamos a entrar nesta viagem rumo à mais alta cadeia montanhosa do mundo.

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16 junho 2016

MINUTAS E FORMULÁRIOS - Anotados e Comentados

Autor: ANTÓNIO SOARES DA ROCHA
Editora: VIDA ECONÓMICA

Minutas e Formulários integra cerca de 100 documentos, com esclarecimentos práticos e advertências suscitadas pelo autor que permitem ao cidadão comum a celebração de contratos, procurações, impugnações e reclamações, entre muitos outros atos do dia a dia.
Edição prática que faculta um conjunto de ferramentas que permitem assegurar de forma mais eficiente a garantia da defesa dos direitos, bem como o cumprimento de obrigações ou deveres contratuais que decorrem da vida em sociedade.

Talvez porque o autor acredita que "o conhecimento deverá ser ampliado, a burocracia deverá ser atenuada, o conteúdo deverá derrogar o formalismo, os serviços públicos deverão ajudar e não reprimir ou ser assiduamente parte litigante", surge este livro, muito prático, onde temos acesso a minutas e formulários que abrangem as seguintes áreas: direito civil (arrendamento; auto-impugnações; auto-recurso; comodato; contrato de empreitada; a fiança; procurações; proteção jurídica); direito de processo civil; direito executivo; direito criminal; direito fiscal; contencioso tributário, entre outros.
De realçar que o leitor deverá adaptar cada minuta à situação concreta em que pretende atuar, "retirando ou acrescentando o que for pertinente".
Partilhamos da opinião de Fátima Tavares, que escreveu o posfácio deste livro, onde a mesma reforça que esta obra nos apresenta "um conjunto de ferramentas fundamentais para que possamos fazer valer os nossos direitos, e que serão certamente uma ajuda preciosa na resolução de muitas situações com que todos nos deparamos no dia a dia".
Na realidade, além de ser uma obra de grande utilidade para advogados e solicitadores, contabilistas, entidades públicas e estudantes de direito, será claramente muito relevante para os cidadãos em geral.

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12 junho 2016

MANUAL DE GESTÃO E AVALIAÇÃO DE DESEMPENHO

Autor: PEDRO B. DA CAMARA
Editora: EDITORA RH

A gestão de desempenho é um sistema-chave na gestão integrada de recursos humanos.
É através dela que se consegue um eficaz alinhamento dos colaboradores com os objetivos organizacionais, bem como a mobilização dos mesmos na prossecução desses objetivos.
Na atual conjuntura de negócios, dispor de uma força de trabalho alinhada, motivada e produtiva é um fator crítico de sucesso empresarial.
O presente manual, contextualizando a gestão de desempenho no âmbito de um modelo de gestão estratégica de pessoas e analisando o seu impacto nos sistemas que se situam a montante e a jusante, pretende dar um contributo prático de como construir um sistema desta natureza, como o implementar e como medir o seu contributo para os resultados de negócio.

Ao longo deste manual o autor apresenta-nos problemas e soluções, baseados na experiência de vida dele e consequentemente ligados à realidade portuguesa, na expectativa de "apoiar e orientar todos aqueles que se decidam a implementar sistemas de gestão de desempenho nas nossas empresas". De facto, o público-alvo deste livro são os académicos e gestores "que têm de desenhar e implementar sistemas desta natureza".
Na prática, este manual divide-se em nove capítulos onde o leitor poderá ler sobre os princípios gerais desta temática; a gestão por objetivos; o acompanhamento do colaborador ao longo do ano; a avaliação de desempenho; a entrevista de avaliação; os sistemas de notação; o processo de implementação de um sistema de gestão de desempenho; as especificidades da gestão do desempenho de colaboradores expatriados e, ainda, a respeito do impacto do sistema de gestão de desempenho noutros sistemas de gestão de recursos humanos.
Sendo os sistemas de gestão de desempenho "uma ferramenta essencial para monitorizar e controlar o desempenho da organização como um todo", acreditamos que este livro é um excelente contributo para todos aqueles que precisam de explorar esta área.

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02 junho 2016

REGRESSO AO FUTURO - A nova emigração e a sociedade portuguesa

Organização: JOÃO PEIXOTO, ISABEL TIAGO DE OLIVEIRA, JOANA AZEVEDO, JOSÉ CARLOS MARQUES, PEDRO GÓIS, JORGE MALHEIROS & PAULO MIGUEL MADEIRA
Editora: GRADIVA

Entre as principais questões a esclarecer encontra-se o caminho que Portugal irá seguir após a encruzilhada da crise mundial de 2008 e do resgate financeiro de 2011. Estarão os novos movimentos de emigração fortemente dependentes da conjuntura, vindo a desacelerar após uma eventual recuperação económica do país? Serão um tipo de movimento distinto, que cria novas formas de transnacionalismo, a partir do qual a existência de duplas residências e de duplas atividades não põe em causa as ligações e interesses económicos no país? Ou serão um indicador da perda de espessura da sociedade  portuguesa, que pode assim ver-se sem muitas das suas elites e força de trabalho, acentuando o seu estatuto periférico na Europa?
Num contexto de inúmeros debates sobre a nova emigração portuguesa, este livro fornece respostas fundamentadas e sérias, contribuindo decisivamente para a reflexão e o conhecimento desta temática com consequências para o nosso futuro.

É bastante provável que qualquer português que leia esta publicação conheça outro português que emigrou nos últimos anos. E com este livro é possível perceber que a emigração contemporânea diverge substancialmente da emigração do passado.
De facto, nesta obra conclui-se que o Reino Unido é o principal destino do fluxo migratório português contemporâneo, integrando tanto profissionais qualificados como menos qualificados. França é também um dos principais principais destinos para os cidadãos nacionais, uma vez que lá já existe uma rede migratória sustentada e uma extensa comunidade portuguesa, resultado de movimentos migratórios passados. Há também o Luxemburgo, cuja emigração portuguesa "revela perfis, que de algum modo, a aproximam da situação verificada no caso do destino migratório francês". Quanto ao Brasil, o fluxo migratório é mais modesto, quando comparado com movimentos migratórios anteriores, ainda assim "trata-se de uma migração com elevados níveis de qualificação académica e/ou profissional e que se insere maioritariamente em profissões qualificadas e, genericamente, bem remuneradas". No caso da emigração para Angola, "carateriza-se por ser composta por uma elevada percentagem de homens" e "pela forte presença de indivíduos com níveis de qualificação superior".
Posto isto, deixamos aqui algumas das questões que podem ver respondidas neste livro, nomeadamente: A Europa Ocidental comunitária como destino ou diversificação com fluxos «mais para sul»?; Um fluxo de qualificados que arrasta um processo de brain drain ou uma emigração educacional e profissionalmente diversificada?; Há um declínio das redes sociais de conterrâneos e familiares e a afirmação da emigração como projeto individual suportado por canais institucionais?; Emigração portuguesa contemporânea: «constante estrutural» ou fenómeno conjuntural?
De destacar ainda que este livro resulta de um projeto de investigação, financiado pela FCT, que decorreu entre 2013 e 2015, e que envolveu várias instituições universitárias portuguesas (SOCIUS/CSG, ISEG, Universidade de Lisboa; CEG, IGOT, Universidade de Lisboa; CES, Universidade de Coimbra; CIES, ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa).

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25 maio 2016

OS FILHOS DE MAOMÉ - A oposição entre sunitas e xiitas no Médio Oriente

Autor: FRANCISCO SOROMENHO-MARQUES
Editora: ESFERA DO CAOS

Em Os Filhos de Maomé Francisco Soromenho-Marques propõe ao leitor uma viagem pela História do Islão e pela geografia política e religiosa do Médio Oriente. Desde a longínqua e turbulenta alvorada da religião fundada por Maomé à sangrenta e híbrida afirmação do Daesh como grupo terrorista global e proto-Estado, o autor convida-nos a olhar para uma das regiões mais instáveis do mundo, não pelas lentes do Ocidente, mas pelo esforço de compreender a secular dilaceração religiosa e identitária dos seus habitantes.

Nas 100 páginas deste livro, Francisco Soromenho-Marques inicia com "as origens do Islão e a posterior divisão entre sunitas e xiitas, após a morte de Maomé". Depois "incide na longa rivalidade que opõe no Iraque a maioria xiita à minoria sunita" já que "o intensificar deste conflito representa um importante foco no terrorismo islâmico, contribuindo para a instabilidade regional". Segue-se uma análise à Guerra Civil Libanesa "enquanto fenómeno gerador de violência entre sunitas e xiitas com consequências contemporâneas". Posto isto, o autor explora a Revolução Islâmica no Irão, "acontecimento que despertou a consciência xiita, criando uma nova militância que em muito afetou os conservadores sistemas políticos sunitas".
Francisco Soromenho-Marques também expõe as "complexas relações entre a Arábia Saudita e o Irão, que ambicionaram, respetivamente, a liderança sunita e xiita no mundo muçulmano". Por fim, o autor aborda o Daesh, apresentando "este fenómeno contemporâneo como uma violenta reação do fundamentalismo sunita a alterações geopolíticas no Médio Oriente".
Com estes argumentos, esperamos conseguir despertar o vosso interesse por esta obra.

Mais detalhes sobre este livro aqui.

20 maio 2016

COMBATER DUAS VEZES - Mulheres na luta armada em Angola

Autora: MARGARIDA PAREDES

A história contemporânea de Angola é inseparável das guerras e conflitos que duraram entre 1961 e 2002, incluindo as Lutas de Libertação nacional e a Guerra Civil após a independência. Um dos aspetos mais marcantes destas guerras foi a participação das mulheres como combatentes.
Num contexto social de dominação masculina, esta participação nem sempre significou, para estas mulheres, maior visibilidade, e a verdade é que, depois das guerras, muitas foram esquecidas. No entanto, não há como negar que a participação das mulheres na luta armada reforçou a luta pela emancipação feminina e igualdade de género, já que elas assumiram papéis que lhes estavam interditos anteriormente.

Neste livro encontramos algumas respostas para a invisibilidade das mulheres nas guerras e no pós-guerra e percebemos melhor como se reproduz esse ato de exclusão.
Com este trabalho, constitui-se "um arquivo de memórias no feminino sobre crimes coloniais, sobre a resistência anticolonial, a Luta de Libertação, a Guerra Civil e os conflitos". Na verdade, nos testemunhos que lemos nesta obra "os múltiplos episódios de violência e as várias formas de opressão e exploração a que as mulheres estavam submetidas destacam-se com nitidez: exploradas e oprimidas pelos homens, quer os seus contemporâneos, quer os colonizadores, e depois pelos «companheiros de luta»". Assim, "as reflexões destas mulheres, no seu conjunto, ecoam um apelo ao revisitar da história oficial de Angola".
Na prática, numa primeira fase do livro, a autora "sublinha a importância de trazer as mulheres para dentro da história contemporânea, como sujeitas ativas da luta armada. Num segundo momento, e apesar de muitas destas obras referirem a presença de mulheres entre as forças nacionalistas, o trabalho de Margarida Paredes vem juntar-se a um pequeno grupo de académicas que procuram ampliar a presença feminina, a partir dos olhares e das perspetivas das próprias mulheres".
Aplaudimos este trabalho de Margarida Paredes, que esteve em contacto com estas mulheres combatentes, durante cerca de um ano e, desta forma, nos deu a conhecer as suas vivências.

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