14 julho 2017

O EFEITO TRUMP E O BREXIT

Autor: JORGE CASTELA
Editora: VIDA ECONÓMICA

Um livro, controverso e acutilante, que contém todos os ingredientes para suscitar polémica e promover um debate esclarecido sobre os dois temas que continuam a marcar o quotidiano: o Brexit e as eleições norte-americanas.

Na primeira metade deste livro, Jorge Castela aborda os pontos fortes da obra: o Brexit e as eleições americanas de 2016.
Já na segunda metade, o autor dá-nos a perspetiva dele sobre  as seguintes questões
- Como é possível acontecer o que aconteceu e está a acontecer em Aleppo?
- Como é possível que seja, no Ocidente, que se promova uma nova forma de Censura?
- Qual o papel dos “idiotas úteis”, dos “charlatães do Jihadismo” e dos seus mentores, no “Keynesianismo” e no chamado “Marxismo Cultural”, no combate à Liberdade de Expressão?
- As ameaças do Imperialismo Islâmico: Terrorismo, “Hijrah”, "Califado Mundial" e Sharia (perspectivas sobre a Imigração ilegal e a política sobre "refugiados") – os perigos de uma 3.ª Guerra Mundial ou uma "Guerra de Civilizações"?
- Portugal: da “caranguejola” à “geringonça” – as contradições de um sistema político, económico e financeiro, em contraciclo?
Com esta obra, Jorge Castela pretende "desconstruir mitos e dogmas, sem anátemas, estigmas ou 'fobias', sem catalogar pessoas por raça, sem temer as 'heresias religiosas' e as 'ditaduras do pensamento político correto' que induzem à marginalização dos livre-pensadores, que, apesar da censura institucionalizada, não cedem a questionar a 'saída do euro', o fim de uma ficção chamada 'união europeia', que não estigmatizam a existência de referendos e eleições livres (...) - a todos os que têm a coragem, a ousadia e a liberdade de pensar 'fora da caixa'".

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26 junho 2017

CASAS [PÓS] RURAIS - ENTRE 1900 E 2015

Autora: ANA SARAIVA

Num relato que se estende por um século (1900-2015), são descritos três tipos habitacionais da arquitetura popular em Portugal: a “casa do trabalhador rural” (1900-1960), ligada à agropecuária; a “casa do emigrante” (1970-2015), ligada à emigração e a mudanças profundas nos campos; e a “casa emblematizada” (1990-2015), ligada à reificação da tradição. 
A obra apresenta uma teia de temas que se intersetam constantemente e que refletem a relação com as casas em aspetos como os materiais e técnicas de construção, o espaço construído, a genealogia familiar, a vizinhança, a economia, a política, a hibridização o consumo, a identidade e o património. 

Com base nas "práticas e discursos relativos a expressões da arquitetura doméstica em espaço (pós-)rural" dos últimos cento e quinze anos, em Portugal, esta obra "incide em casas de habitação e edifícios de apoio em espaço de aldeia, erguidos e ocupados num passado associado à produção agrícola dos campos e num presente mais próximo das realidade urbanas".
O concelho é Ourém é um terreno privilegiado neste estudo, onde primeiramente se faz uma abordagem à diminuição de moradias nas aldeias, nos anos mais recentes. Isto, "reforça a necessidade do estudo do passado para interpelar posicionamentos contemporâneos de indivíduos e de grupos sociais e políticos em relação à construção e (re)apropriação de moradias em contexto de pós-modernidade e pós-ruralidade".
Na prática, o livro divide-se em cinco capítulos. No primeiro, faz-se uma síntese do panorama socioeconómico do início do século XX até à atualidade. O segundo capítulo reflete sobre as casas rurais de Ourém construídas entre 1900 e 1960. Já o terceiro capítulo trata as práticas e discursos associados às casas de portugueses emigrantes em França, que foram erguidas em Ourém e noutros territórios portugueses entre 1960 e 1990. O quarto capítulo avança no estudo das casas de emigrantes erguidas entre 2000 e 2015 - em Ourém e na periferia de Paris - e retoma antigas casas rurais de Ourém que foram sujeitas a processos de emblematização nos últimos 15 anos.
Feita toda esta análise, "sobressaem mudanças profundas na relação dos cidadãos com os campos e na produção das aldeias como arenas culturais interativas e complexas. Conclui-se que a mobilidade virtual não substitui a mobilidade física e que a globalização conduz à cidadania multicultural, mas não impede o despovoamento dos territórios".

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22 junho 2017

GRANDES VIAGENS PORTUGUESAS

Autores: PÊRO VAZ DE CAMINHA, ANTÓNIO TENREIRO, ANTÓNIO DE ANDRADE, HERMENEGILDO CAPELO, SACADURA CABRAL

A maior parte das Grandes Viagens Portuguesas realizaram-se no processo de descobrimentos ou como sua continuação.
São os casos do «Achamento da terra do Brasil», do «Itinerário de António Tenreiro, que da Índia veio por terra a este reino de Portugal» ou ainda da «Expedição portuguesa ao interior de África» de Hermenegildo Capelo.
Outras inserem-se na evangelização católica, como é o caso da visita do padre António de Andrade aos «reinos do Tibete».

Neste livro, foi feita uma escolha em função da seleção que o escritor Branquinho da Fonseca publicou na antologia de 1964, com recurso às notas e biografias dessa publicação.
Esta obra inicia com a carta em que Pêro Vaz de Caminha dá a notícia a D.Manuel da descoberta portuguesa do Brasil: "um documento de enorme interesse histórico, em que a descrição é feita com particular vivacidade". 
Segue-se António Tenreiro, "o primeiro português que vem da Índia para Portugal por terra, depois de ter viajado pela Pérsia". 
Depois temos a viagem do padre António de Andrade ao Tibete, "uma proeza famosa, já que foi talvez o segundo europeu que subiu ao Tibete". 
O livro continua com "as viagens pelo interior de África, começadas ainda no tempo do Infante D.Henrique", que apesar de numerosas, de grande parte não existem "relatos diretos ou fidedignos, por isso este volume escolhe a viagem de Hermenegildo Capelo, já dos finais do século XIX".
O volume termina com a narrativa de Sacadura Cabral, a respeito da primeira travessia aérea do Atlântico Sul, lado a lado com Gago Coutinho.
Convidamos, assim, os nossos leitores a embarcarem numa odisseia pelo Brasil, Índia, Tibete, África e Travessia do Atlântico Sul.

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21 junho 2017

DICIONÁRIO DE COMPETÊNCIAS

Autor: PEDRO B. DA CAMARA
Editora: EDITORA RH

A gestão por competências ocupa hoje um lugar central num modelo integrado de gestão de pessoas.
É esta a temática desenvolvida na presente obra, que está dividida em duas partes. Na I parte é feita uma breve introdução à gestão por competências e traçado um itinerário para a construção do modelo de competências de uma organização. A II parte consiste num dicionário de competências, contendo 146 diferentes competências pessoais, interpessoais, de liderança e gestão e técnico-profissionais, com a respetiva definição e matrizes de indicadores comportamentais observáveis.
Com este livro pretendemos contribuir para uma melhor utilização das competências como forma de desenvolver os ativos humanos nas organizações.

Doutorado em Ciências do Trabalho, o autor desenvolveu a carreira como gestor de recursos humanos em empresas multinacionais e é, atualmente, consultor em gestão estratégica de recursos humanos e professor.
Resultado do trabalho de mais de uma década nesta área, este livro é uma ferramenta que permite "a utilização das competências como instrumento de gestão", sendo um excelente auxiliar para académicos, gestores e estudiosos de gestão de pessoas.
A primeira parte do livro tem uma vertente teórica. O autor faz um breve resumo do impacto das competências na gestão de pessoas; explica os tipos de competências e como se faz uma identificação das competências relevantes para uma organização; apresenta a construção de um modelo de competências e de que modo se pode usar esse modelo como instrumento de gestão.
Na segunda parte da obra, temos acesso ao dicionário das competências em concreto. Ou seja, a mais de 146 competências comportamentais, de liderança e gestão e técnico-profissionais. De realçar que, a cada competência foi atribuído um número de série para facilitar a respetiva referenciação e consulta.

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08 junho 2017

O ADMIRÁVEL HORIZONTE DA BIOÉTICA

Autora: MARIA DO CÉU PATRÃO NEVES
Editora: GLACIAR

A Glaciar, em parceria com a Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento, apresenta a colecção “A Ciência Disruptiva”, que terá um volume trimestral sobre cada um das áreas científicas que mais podem impactar a sociedade no futuro. 
O primeiro volume traz-nos uma reflexão prospectiva sobre a BioÉtica da sua mais conceituada estudiosa portuguesa, Maria do Céu Patrão Neves. Com uma primeira parte de introdução ao tema, tem uma segunda onde se estabelece quais as linhas que poderão conduzir esta área no futuro e qual a forma como poderá modificar as nossas vidas e comportamentos. 

Tal como introduz a autora, há "três diferentes modalidades por que a ética tem vindo a ser chamada a intervir no âmbito da ciência, desde a II Guerra Mundial. A primeira modalidade é a da imposição de limites, numa ação repressiva, determinada pelo medo do inédito, por vezes confundida pela comunicação social no sensacionalismo de que procura revestir as notícias para efeitos comerciais. (...) A segunda é a da elaboração de regras, numa ação normativa, exigida por imperativos legais na padronização das boas práticas. (...) A terceira é a da constituição de uma consciência esclarecida, lúcida, numa ação formativa, que tanto interpela o cidadão comum como o cientista".
Maria do Céu Neves lembra que "é a boa ética que gera a boa ciência". Com efeito, a autora refere que "uma ética que se exerce plena e exclusivamente no âmbito das suas competências, como exigência de fundamentação da ação e de racionalidade (lógica e coerente) dos seus processos, e tomando o humano, na sua universalidade, como fim último, garantirá que o conhecimento científico se desenvolva em benefício da humanidade na salvaguarda da dignidade da pessoa e da promoção da justiça social".
Assim, no primeiro capítulo desta obra, Maria do Céu Neves recorda como surge a bioética e como é feita a institucionalização da mesma. No segundo capítulo, a autora aborda os novos horizontes da bioética. E, no terceiro e último capítulo, expõe os desafios desta "ética aplicada à vida", nomeadamente, na produção da vida humana; na engenheirização do humano; na imortalização da vida humana e, ainda, na perfetibilização do humano.
Um livro muito relevante, numa época de múltiplos avanços científicos, que estão intrinsecamente ligados à evolução das sociedades em geral e do ser humano em particular.

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06 junho 2017

OS 200 MELHORES PERCURSOS DE TREKKING DE PORTUGAL

Autor: MIGUEL JUDAS

Com 561 km de comprimento, 218 km de largura e 2351 metros de altitude, Portugal é um mundo por descobrir, que compensa a (relativa) pequena dimensão do território com uma surpreendente variedade de paisagens. E que melhor modo haverá para o fazer senão a pé, com tempo para apreciar e usufruir do que não está à vista?
É esse o desafio que fazemos ao leitor neste guia: que parta à descoberta das serras e montanhas, das planícies e rios, das ilhas, praias e cidades, da história, do património e especialmente das gentes, sempre com um pé a seguir ao outro, porque o mais importante não é a partida nem a chegada. O que interessa é o caminho.

Apaixonado pelos caminhos do Portugal profundo, Miguel Judas guia-nos, a pé, pelos distritos de Portugal e ilhas. Há percursos de dificuldade baixa, média e alta. Em cada percurso sugerido são dadas as coordenadas, os pontos de partida e de chegada, a distância a percorrer e é apresentado um breve resumo do que por lá se pode encontrar.
De fácil consulta, este é o livro perfeito para começarem a traçar pequenas caminhadas nos vossos tempos livres.

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02 junho 2017

PALACETE MARQUES GOMES

Autor: DOMINGOS TAVARES
Editora: DAFNE

Este livro – que refunde e amplia um capítulo do livro Casas de Brasileiro – procura reconstituir este exemplo de arquitectura Beaux-Arts e compreender como um cidadão de torna-viagem contribuiu para a promoção da modernidade, oferecendo condições a um jovem artista para a realização desta obra de vanguarda. O ensaio pretende identificar as formas originais da casa, as condições da sua produção e as características de alguns dos usos determinantes para a caracterização da sua imagem. É uma viagem ao Erudito e popular na arquitectura dos Torna-Viagem, percorrendo um caminho que procura preencher um espaço ainda relativamente vazio no processo de conhecimento da arte de edificar em Portugal.

"Marques Gomes, o ricaço brasileiro que começava a ganhar estima em Canidelo pelos sinais de filantropo que ia evidenciando, escolheu o que entendeu ser a melhor posição na sua propriedade, e ali mandou erigir a imaginada casa própria em 1904. Ficou instalado no alto da colina sobranceira ao rio Douro, com largas vistas sobre a foz, a costa atlântica desde o cabedelo até à Praia de Salgueiros (...)".
A designação de palacete surgiu pela "evidência que assumiu naquela posição e pela marca de novidade das formas que definiam a sua presença forte na paisagem". António Correia da Silva foi o arquiteto escolhido por Marques Gomes para concretizar este projeto. "A expressividade arquitetónica oferecida à casa como um todo resulta dos critérios de representação adotados para o pavimento intermédio e da intenção de tornar percetíveis esses valores. Tudo na base da compreensão do enunciado clássico defendido pelos académicos das Beaux-Arts, que entende para a compreensão da obra a necessidade de equilíbrio entre o conjunto e elementos formais escolhidos do vocabulário ao antigo, a submissão a uma ordem geométrica que tem a simetria axial como regra básica orientadora, respeitando os necessários ajustamentos".
Durante vários anos não foi possível apreciar esta peça de arte, devido ao intenso crescimento da mata plantada na envolvente da casa. "Parcialmente tomada pela vegetação exótica da linha de festo da colina da Alumiara, depois ardida nas convulsões sociais geradas na revanche capitalista dos anos noventa do século passado, transformou-se numa espécie de ruína-fantasma a caminho do esquecimento". Espera-se, agora, uma nova vida e um novo olhar para este palacete e para o que ele representa.

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04 maio 2017

HIPERESPAÇO

Autor: MICHIO KAKU
Editora: BIZÂNCIO

Haverá outras dimensões além das que conhecemos? Haverá portais que dão acesso a outros universos? O que aconteceu antes do primeiro dia da Criação? Estas são algumas questões que continuam no centro da actividade científica. 
Neste livro, Michio Kaku revela-nos um panorama fascinante que mudará por completo a nossa visão do Cosmos, e leva-nos para uma viagem deslumbrante por novas dimensões. 

Publicado originalmente em 1994, «Hiperespaço» teve a primeira edição em português no final do ano passado.
Apesar de já terem passado vários anos desde a publicação original este livro mantém-se atual, uma vez que a teoria do hiperespaço é bastante complexa e a investigação nesta área ainda tem um longo caminho pela frente. 
Para nos dar uma noção do que é esta teoria Michio Kaku dividiu este livro em quatro partes. Na primeira parte o autor destaca "a ideia de que as leis da Natureza se tornam mais simples e mais elegantes, quando são expressas em dimensões múltiplas", por exemplo, "se observarmos a Terra a partir do espaço é fácil compreendermos as leis um tanto obscuras que regem o clima", ou seja, ao visualizar numa terceira dimensão. Já na segunda parte, Michio Kaku sublinha que "a teoria do hiperespaço poderá ser capaz de unificar todas as leis da Natureza conhecidas numa única teoria", o que seria extraordinário. A terceira parte faz-nos abrir a mente e equacionar se o espaço pode ser "esticado até se rasgar ou quebrar". Ou seja, "o hiperespaço pode constituir um meio de «tunelar» através do espaço e do tempo". Para terminar, o autor levanta a questão-chave desta obra: se for demonstrado que a teoria do hiperespaço está correta, quando seremos capazes de dominar o poder desta teoria?
E é com esta questão em mente que vos desafiamos a entrar nesta odisseia científica.

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17 abril 2017

PÁTRIA OU MORTE


Autor: ALBERTO BARRERA TYSZKA
Editora: PORTO EDITORA

Miguel Sanabria, médico oncologista e professor universitário recém-reformado, vê a sua vida ser invadida por uma inquietação que rapidamente se tornará permanente e aflitiva. Entre Beatriz, esposa e fervorosa antichavista, e Antonio, irmão fiel ao radicalismo da revolução bolivariana, Sanabria está, tal como o país, encurralado e esmagado sob o peso de duas formas de vida. Quando de Cuba chega um telemóvel com vídeos surpreendentes dos últimos momentos do Comandante, o que fazer? «Que vida pode caber num telefone?» Hugo Chávez está doente, e arrastou consigo a Venezuela para a doença. 

Neste livro é apresentada uma perspectiva abrangente do contexto social venezuelano, sobretudo durante o período da doença de Hugo Chávez, através das várias personagens que compõem a trama, com peripécias muitas vezes correlacionadas. Este contexto social está sobretudo presente na corrupção, violência, propaganda política e no confronto ideológico, em «Pátria ou Morte» ensombrado pelo misterioso estado clínico de Hugo Chávez.
Duas das personagens estão a desenvolver trabalhos de investigação, com motivações distintas, sobre o carismático líder venezuelano, o que dá um enquadramento bem conseguido ao enredo. Torna-se muito interessante para o leitor a compreensão sobre as facetas de Hugo Chávez, desenvolvidas ao longo do livro. Trata-se da ascensão e construção de uma imagem baseada num espírito revolucionário, sem o ter sido, para um símbolo religioso com o evoluir da doença.

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10 abril 2017

MANIFESTO ANTI-KEYNES - Uma perspetiva da Escola Austríaca

Autor: CARLOS NOVAIS GONÇALVES
Editora: CHIADO EDITORA

A refutação do Keynesianismo, onde o consumo cria a sua própria produção, o investimento cria a sua própria poupança e a despesa cria o seu próprio rendimento.

Carlos Novais inicia esta obra com algumas notas onde "desconstrói alguns dos argumentos do Keynesianismo original". De facto, a primeira parte deste livro é um ensaio de Carlos Novais onde o autor "descreve criticamente a teoria keynesiana original, quebrando mitos que sobrevivem até aos dias de hoje. O caso mais exemplar é a forma como as afirmações de Say sobre o papel da oferta foram distorcidas e como a distorção foi reproduzida no tempo, ao ponto de se tornar uma verdade absoluta entre economistas nos dias de hoje".
Este livro inclui também dois ensaios traduzidos de dois grandes pensadores da Escola Austríaca, Hans-Hermann Hoppe e Murray Rothbard. Segundo Carlos Novais "estes dois ensaios, com preocupações diferentes, complementam-se".
Assim, o autor defende que a publicação deste manifesto "pretende, em primeiro lugar, expor em língua portuguesa uma dissecação crítica frontal, ainda que sintética, de erros cometidos em pontos fulcrais pela teoria económica Keynesiana - na aplicação dos conceitos de desemprego, de moeda, de juro e do crescimento económico - que se irradiaram em diferentes variantes da doutrina que se tornou dominante; e, em segundo lugar, enquadrar a personalidade de Keynes no seu pensamento e história concreta de sucesso, dado em boa verdade ter influenciado toda a doutrina económica e o espectro político, da esquerda à direita (incluindo até os seus extremos), passando pelo centro".

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21 março 2017

DESASSOSSEGO DE ENSINAR

Autor: DANIEL JOANA
Editora: ESFERA DO CAOS

Desassossego de Ensinar é uma obra que retrata os desafios da Escola portuguesa dos nossos dias, segundo uma perspetiva dinâmica, mul­tímoda e muito pessoal. Como ensinam os professores? O que pensam os pais? Como aprendem os alunos? Por que razão se abor­recem? O que lhes atiça a curiosidade? De onde vem a indisciplina? Que geração vem aí?

Contrariamente ao que se possa esperar ao ler o título desta obra, Daniel Joana considera que este livro não é para professores, nem para alunos, pois nele não encontrarão "nada de novo", já que "nestas páginas não está mais do que uma pequena parcela do que se passou e passa todos os dias dentro de uma sala de aula e da alma de quem a vive". Assim sendo, este livro destina-se "a alguém que apenas vê a escola por fora" e que desta forma "talvez possa entender melhor esta geração de gente que aprende e que tenta ensinar.".
Daniel Joana define este livro como "uma coletânea de crónicas, de artigos críticos, de contos (...) um diário, uma autobiografia profissional".
Neste livro estão retratadas experiências desde 2008 até 2015 e que passam por escolas em Coimbra, Quiaios, Figueira da Foz, Sátão e Guarda, num tom descontraído e envolvente, que nos aproxima da realidade que se vive nas escolas portuguesas.

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17 março 2017

A ORGANIZAÇÃO ARQUIVÍSTICA - O fundo Administração do Concelho de Torres Vedras


Autora: SUZETE LEMOS MARQUES

Este é um trabalho de natureza historicista e tecnicista, enquadrável no paradigma custodial, tão necessário e pertinente para a promoção do acesso à informação acumulada nos arquivos municipais e, neste caso particular, do Arquivo Municipal de Torres Vedras. Pois não chega afirmarmos o princípio do livre acesso à informação se, no momento seguinte, anularmos esse acesso pela não organização da informação aí acumulada e, consequentemente, a sua não comunicação. Aqui reside uma das maiores contradições dos arquivos, de que a porta aberta não é condição suficiente para garantia do acesso à informação.

Suzete Marques inicia este trabalho com uma "reflexão teórica sobre a função arquivística mais complexa: a organização arquivística". De facto, a organização é uma das palavras-chave neste contexto, uma vez que "não se pode comunicar um fundo sem que este esteja organizado, da mesma forma que não existe preservação e conservação sem antes se organizarem os documentos.". Assim a autora introduz a organização arquivística e, depois, aborda a normalização, aclarando as diferentes normas existentes e fazendo uma análise crítica às normas internacionais. Uma vez que para aceder à informação "é necessário desenvolver instrumentos que sejam capazes de permitir a sua localização e recuperação", Suzete Marques apresenta detalhadamente os instrumentos de descrição documental.
No segundo capítulo desde livro é apresentado o fundo Administração do Concelho de Torres Vedras, "desde a sua caraterização à metodologia usada na sua organização".
Já na terceira parte desta obra faz-se uma abordagem à profissão de arquivista, suportada pela "experiência e aprendizagem" da autora.
Este é o primeiro livro da coleção Ciência da Informação (CI) – uma parceria das Edições Colibri com a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Esta coleção "pretende ser a montra de muitos trabalhos finais de mestrado e doutoramento em Ciência da Informação, assim como de reunião de estudos dispersos de docentes e investigadores incontornáveis na área da Ciência da Informação. Um projeto pioneiro em Portugal.".
Ficamos a aguardar as próximas publicações.

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16 março 2017

PORTO - PATRIMÓNIO MUNDIAL - 20 ANOS, 20 IMAGENS


Editora: INCM

«A 5 de dezembro de 1996 na cidade de Mérida, no México, o Centro Histórico do Porto foi acrescentado à lista dos sítios classificados como Património Mundial pela UNESCO tendo por base o critério IV (cultural), considerando que este bem possui notável valor universal pelo seu tecido urbano e pelos seus inúmeros edifícios históricos que testemunham o desenvolvimento ao longo do último milénio de uma cidade europeia virada para o ocidente pelas suas ligações comerciais e culturais.»
Porto Património Mundial — 20 Anos/20 Imagens testemunha a metamorfose através das visões do geógrafo Álvaro Domingues, do historiador Gaspar Martins Pereira e do repórter Manuel Carvalho, associadas a vinte olhares fotográficos, «de um Porto presente, vivo, vibrante, repleto de gente, com histórias e relações a consolidar-se, na ponte entre ontem e amanhã.»

Coube ao atual presidente da Câmara Municipal do Porto a introdução desta bela obra. Neste âmbito, Rui Moreira refere que "são mil as maneiras de viver o Centro Histórico do Porto. Partindo do Morro da Sé - onde se situam as primeiras marcas populacionais - e experimentando a gastronomia e o vinho, abeirando-se do rio Douro e atravessando a icónica ponte, são muitos os pontos de interesse, exemplares de arquitetura, obras de arte pública, que desenham uma experiência de atravessamento da História.".
Álvaro Domingues, por sua vez, faz um breve resumo das centenas de anos de história da cidade do Porto, com grande destaque para o património e para a mobilidade, terminando a sua intervenção dizendo que "quando se fala da cidade, fala-se da diversidade, da relação, da cultura, dos valores civilizacionais positivos, das oportunidades, do ambiente de liberdade e tolerância".
Já Gaspar Martins Pereira centra o seu discurso nas mudanças que ocorreram nestes 20 anos, reforçando "os sinais de modernidade que se conjugam com novas dinâmicas culturais e económicas. Sobretudo nas ruas da baixa, uma babel de línguas e rostos veio reforçar a feição cosmopolita e de abertura ao mundo do Porto.".
Por fim, Manuel Carvalho recorda o grandioso dia de 5 de dezembro de 1996, quando nasceu o Porto Património Mundial. Até porque, acredita, "sem esse dia mágico de há 20 anos, sem o reconhecimento mundial de um património que conserva essas memórias e projeta essa identidade, seria sem dúvida muito mais difícil perceber o velho burgo, protegê-lo e amá-lo como merece.".

Este livro está escrito em português, inglês e francês.

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15 março 2017

MARCA PESSOAL

Autora: MANON ROSENBOOM ALVES
Editora: RH EDITORA

Porque é que certas pessoas parecem ter sucesso mais facilmente do que outras? Hoje em dia não basta ter um curso superior nem um MBA para se destacar ou para ser valorizado conforme deseja. É essencial ter consciência das suas qualidades únicas e saber como comunicá-las junto das pessoas ou empresas que são importantes para si. Com base em métodos comprovados, estudos científicos e determinadas experiências, vai entender como tirar o maior partido das suas caraterísticas pessoais, comunicação verbal, não-verbal e online, etiqueta e vestuário para desenvolver, reforçar e manter a sua marca pessoal.

Para começar, Manon Alves lembra que "os clientes não fazem negócios com empresas, mas sim com pessoas" e nesse sentido a autora espera que este livro sirva de guia para a construção da marca pessoal do leitor.
Assim, o primeiro capítulo do livro é dedicado, precisamente, a explicar o que é o marketing pessoal e por que motivo é importante "ter e ser uma marca pessoal".
Depois, "irá descobrir os elementos que fazem parte de uma marca pessoal bem-sucedida, baseada nos três vv", ou seja, o Valor interior, onde se propõe uma introspeção e definição de objetivos; o Valor exterior, onde se dão diretrizes sobre comunicação da marca pessoal presencialmente e online, bem como sobre a imagem pessoal, uma vez que "o nosso visual e as roupas que usamos transmitem mensagens sobre as quais as pessoas fazem a sua interpretação" e "poucos programas ensinam sobre assuntos como estar corretamente vestido para entrevistas e criar uma imagem profissional com a qual a pessoa se sente confortável e que transmite profissionalismo e competência". Quanto ao Valor atribuído, a autora prevê que o leitor entenda "como pode avaliar melhor como os outros o veem e como pode aumentar o seu autoconhecimento com base no feedback que pessoas importantes para si possam dar". No final, Manon Alves dá "dicas sobre como pode fortalecer a sua marca pessoal e continuar a aumentar a sua visibilidade".
Tal como a autora, esperamos que depois de lerem este livro saibam como fazer o vosso próprio plano de marketing pessoal e identifiquem os meios certos para "adaptar e fortalecer" a vossa marca pessoal.

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08 março 2017

ASSESSORES DE IMPRENSA E JORNALISTAS

Autor: VASCO RIBEIRO
Editora: AFRONTAMENTO

É importante que jornalistas e assessores se conheçam bem, que conheçam bem as respetivas áreas de intervenção, os constrangimentos específicos de cada domínio, as especificidades de um sistema comu- nicacional complexo e que muda, hoje, quase a cada dia que passa. Nesse sentido, este livro -- mais um resultado palpável, entre vários outros que têm sido dados à estampa, de um já longo trabalho de reflexão e investigação do autor -- traz um inestimável contributo ao tal conhecimento mútuo que se deseja. Conhecimento que é essencial para a compreensão, a colaboração e o respeito de parte a parte. Com ele podem beneficiar, sem dúvida, os profissionais de ambos os lados da fronteira, assessores e jornalistas. Mas pode igualmente beneficiar o público, todo o público para quem eles alegadamente trabalham e que é, no limite, a sua verdadeira razão de ser. (Joaquim Fidalgo, in Prefácio)

Vasco Ribeiro inicia este livro com um resumo das teorias da comunicação de massa e respetivos efeitos e com uma breve abordagem à "notícia como construção social da realidade".
O capítulo sobre as fontes de informação no processo de produção de notícias é o núcleo duro desta obra. Aqui o autor explora vários temas, nomeadamente, a rotina; o acesso privilegiado das fontes de poder; as notícias como produto do capitalismo; as fontes profissionais ao serviço dos grupos de pressão; a interação entre os jornalistas e fontes de informação; o pragmatismo das fontes profissionais de informação; a crescente dependência do jornalismo face às fontes de informação; a negociação permanente; os modos de saber usar a fonte; a relação adversativa e de troca; o "casamento de conveniência" e, ainda, a utilização e citação de fontes em função da credibilidade.
Após analisar os pontos acima referidos, Vasco Ribeiro conclui que atualmente se considera que "a fonte é, na maioria dos casos, o ponto de partida do processo de produção noticiosa" e, nesse sentido, "o trabalho do jornalista sofre fortes constrangimentos (ou é, pura e simplesmente inviável) sem o acesso a fontes de informação. Por outro lado, a qualidade da notícia depende muito da qualidade da fonte (ou fontes) que esteve na sua origem. Daí que exista uma «hierarquia de credibilidade» entre as fontes, que o jornalista respeita na expetativa de garantir uma informação mais rigorosa e qualificada.". O autor refere também que a capacidade dos assessores de imprensa fornecerem "dados pertinentes" e criarem "eventos noticiáveis atingiu um elevado grau de sofisticação", simplificando, por sua vez, o trabalho dos jornalistas. Assim, "fontes e jornalistas criam entre si uma «relação simbiótica», que decorre da perceção de que juntos conseguem mais facilmente concretizar os seus objetivos.".
No final do livro fica a promessa deste investigador e professor universitário desenvolver mais publicações sobre como as organizações e as fontes profissionais de informação têm atuado ao longo da história.

20 fevereiro 2017

INTRODUÇÃO ÀS FINANÇAS

Autor: EDUARDO SÁ SILVA
Editora: VIDA ECONÓMICA

A obra apresenta os conceitos elementares de fluxo, fundo de maneio (FM), necessidade de fundo de maneio (NFM), tesouraria líquida (TL) e outros de uma forma aprazível, sem descurar o rigor científico. Com casos práticos.

Eduardo Sá Silva refere que esta é "uma obra essencialmente didática" que tem como objetivo principal "uma abordagem da gestão financeira na sua componente mais relevante que é a dinâmica dos fluxos financeiros". Isto porque "o dinheiro é a preocupação de qualquer gestor".
Na prática, neste livro o autor começa por abordar os objetivos essenciais da função financeira, contextualizando também a evolução desta função. Posto isto, Eduardo Sá Silva passa a explicar a análise financeira e o processo de normalização contabilística, já que enquanto a análise financeira "visa o apuramento do resultado", a perspetiva contabilística "visa a identificação e análise dos primeiros fluxos financeiros, de modo a assegurar o normal funcionamento da empresa". 
Segue-se a noção de fundo de maneio; a problemática do equilíbrio financeiro; a composição do balanço funcional; as necessidades de fundo de maneio e o ciclo de exportação, sendo ainda apresentadas "várias situações possíveis de ocorrer em termos financeiros".
O autor refere também o quadro dos fluxos e as FM/NFM/TL; os métodos dos rácios; o efeito de alavancagem e a rentabilidade da exploração e o risco associado.
Eduardo Sá Silva apresenta ainda uma série de casos práticos, com exercícios sobre os temas acima descritos.
Mas a obra não termina por aqui. Ainda há lugar para abordar as NFM e o financiamento bancário, ou seja, é explicada "a ligação entre as NFM e a visão de quem concede o crédito"; para descrever o cálculo do crescimento sustentável e para demonstrar os fluxos de caixa. Sendo que Eduardo Sá Silva apresenta no final desta obra dois casos práticos "relativos à elaboração da demonstração dos fluxos de caixa e origem e aplicação de fundos".
Estamos, portanto, perante uma obra que se mostra muito útil para estudantes, empresários e gestores, que desta forma terão ao dispor uma série de informações relevantes que os poderão auxiliar no momento de tomar uma decisão. 
De referir que esta obra veio substituir a obra anterior 'Gestão financeira - Análise de fluxos financeiros'.

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14 fevereiro 2017

PESOS E PORÇÕES DE ALIMENTOS

Autores: ANA GOIOS, MARGARIDA LIZ MARTINS, ANA CAROLINA OLIVEIRA, CLÁUDIA AFONSO & TERESA F. AMARAL

A avaliação da ingestão alimentar requer a quantificação da porção de cada alimento consumido. Obteve-se a porção média de alimentos, a partir de pesagens efetuadas por um grupo constituído por cinco nutricionistas, utilizando alimentos nacionais e importados, disponíveis no mercado no Norte de Portugal. Este manual, desenvolvido com o objetivo de facilitar a quantificação de alimentos, fornece uma alternativa atualizada, rápida e viável à pesagem de uma grande variedade de porções de alimentos. Para além da inclusão de novos alimentos e de novos grupos de alimentos, a presente edição deste manual visa também atualizar alguma informação recolhida na 1ª edição.

Neste manual o leitor encontrará dados relativos "a cerca de 1750 alimentos, incluindo diferentes formas de apresentação e métodos de confeção, resultantes de um total de 21550 pesagens". Nesta edição houve o cuidado de fazer uma "adaptação aos padrões alimentares atuais", procurando "dar resposta às tendências de consumo".
Na prática, são apresentadas as seguintes unidades de medida: "medidas caseiras (cálice, caneca, chávena almoçadeira, chávena de café, copo, colher de café, colher de chá, colher de sobremesa, colher de sopa, colher de servir, forma de arroz/puré, mão-cheia, prato raso, prato de café, prato de sobremesa, prato de sopa, scoop, taça e tigela), embalagem, lata, pacote, tetrapack e outras que se consideraram pertinentes para determinados alimentos".
Quanto aos alimentos, estão organizados nos seguintes grupos:
- Leite, produtos lácteos e alternativas de origem vegetal;
- Carne e derivados;
- Pescado e derivados;
- Ovos e derivados;
- Leguminosas frescas, secas e derivados;
- Cereais e derivados;
- Bagas, sementes e outros produtos de origem vegetal;
- Bolachas e biscoitos;
- Cereais prontos-a-comer, barras e farinhas especiais;
- Produtos hortícolas, tubérculos, saladas e sopas;
- Fruta fresca, frutos oleaginosos, outros frutos e derivados;
- Azeite, óleo e gorduras;
- Açúcar, mel, derivados e outros adoçantes;
- Cacau e derivados;
- Sobremesas doces, bolos de pastelaria, gelados e outros doces;
- Molhos, sal, especiarias e ervas aromáticas;
- Pratos de carne, pratos de pescado e outros pratos;
- Refeições pré-preparadas, boiões de alimentação infantil, sandes e fastfood;
- Aperitivos e snacks;
- Bebidas alcoólicas e bebidas não alcoólicas.
É, portanto, um livro abrangente e que certamente será muito útil a todos os interessados na avaliação nutricional.
Esta obra é resultado de uma investigação desenvolvida na Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto.

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08 fevereiro 2017

TUDO POR UMA BOA HISTÓRIA

Coordenação: ANABELA NATÁRIO, ISABEL NERY, SOFIA BRANCO (Sindicato dos Jornalistas)

Como são preparadas as reportagens? Como são sentidas pelos repórteres? Que contrariedades enfrentam? Vinte e quatro jornalistas de várias gerações oferecem-nos um relato vivo sobre o que acontece no terreno, dando-nos a conhecer melhor uma profissão que, numa época de informação fácil e barata, mas ao mesmo tempo tão perigosamente manipulável, nunca foi tão importante para a democracia.

Neste livro encontramos 24 relatos sobre como se prepara e se sente uma reportagem, na perspetiva do jornalista. São textos de jornalistas, sobre jornalismo, mas não meramente para jornalistas. São para todos os que querem perceber o jornalismo e "a razão de ele ser".
No prefácio, Isabel Nery refere que "o que estes repórteres nos deixam é, ao mesmo tempo, uma lufada de esperança e um alerta para o que pode fazer perigar a missão de informar - logo, o direito de ser informado".
Nestes relatos encontramos diversos desafios que se impõe a quem quer fazer jornalismo e ficamos mais próximos daqueles que tantas vezes são criticados pela sociedade. Uma vez que, por norma, são os jornalistas a dar voz a quem quer ou precisa de o fazer, desta vez temos um livro onde a liberdade de expressão não teve limites e onde podemos conhecer esse mensageiro.
José Pedro Castanheira, Catarina Santos, Carlos Daniel, Cândida Pinto, José António Cerejo, Conceição Queiroz, Miguel Carvalho, Catarina Gomes, Sena Santos, Vânia Maia, Rui Cardoso Martins, Bárbara Baldaia, Cesário Borga, Sofia Lorena, Vítor Serpa, Ana Sousa Dias, Nuno Tiago Pinto, Ana Margarida de Carvalho, Tiago Carrasco, Ana Sofia Fonseca, Pedro Caldeira Rodrigues, Ana Cristina Pereira, Tiago Salazar e, ainda, Mário Cruz, são os notáveis 24 que dão vida a este livro.

Mais detalhes sobre este livro aqui!

26 janeiro 2017

OS INOVADORES

Autor: WALTER ISAACSON
Editora: PORTO EDITORA

Quais as capacidades que permitiram a certos inventores e empreendedores transformar as suas ideias visionárias em realidade? O que provocou os seus saltos criativos? Por que razão alguns foram bem-sucedidos e outros fracassaram? Em Os Inovadores, Walter Isaacson dá resposta a estas questões, oferecendo-nos a mais completa história da revolução digital, uma narrativa fascinante acerca daqueles que criaram o computador e a Internet. Numa escrita empolgante e ágil, Isaacson organiza um roteiro minucioso que começa com Ada Lovelace, filha de Lord Byron e pioneira da programação na década de 1840, passa pela fundação do mítico Silicon Valley e segue até aos nossos dias, com Steve Jobs ou Bill Gates. 

Neste livro, Walter Isaacson lembra que apesar da internet e do computador serem das mais importantes invenções da nossa época poucos sabem quem os criou. Esta é a história desses "pioneiros, hackers, inventores e empreendedores" que, contrariamente ao que por vezes se imagina, trabalharam essencialmente em equipa.
Neste âmbito, o autor focou-se "em cerca de doze dos avanços mais significativos da era digital e nas pessoas que os levaram a cabo", analisando também "as forças sociais e culturais que abriram caminho ao ambiente necessário à inovação".
Além disso, Walter Isaacson recorda que a verdadeira criatividade da era digital foi fruto daqueles que conseguiram ligar as artes e as ciências, porque "acreditavam na importância da beleza". Este facto é reforçado ao longo desta obra, onde se conclui que no futuro a inovação nascerá, precisamente, "de pessoas capazes de cruzar beleza com engenharia, humanidade com tecnologia, poesia com processadores".
Uma obra admirável sobre a revolução digital, que merece a atenção de todos.

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12 outubro 2016

A IMAGEM-TEMPO - CINEMA II

Autor: GILLES DELEUZE
Editora: DOCUMENTA

A teoria do cinema não recai sobre o cinema mas sobre os conceitos do cinema, que não são menos práticos, efectivos ou existentes do que o próprio cinema. Os grandes autores de cinema são como os grandes pintores ou os grandes músicos: ninguém fala melhor do que eles do que fazem. Mas, ao falarem, tornam-se outra coisa, tornam-se filósofos ou teóricos, até mesmo Hawks que não queria saber de teorias, até mesmo Godard quando finge desprezá-las. Os conceitos do cinema não estão dados no cinema. E no entanto são os conceitos do cinema, não teorias sobre o cinema. Pelo que há sempre uma hora, mais cedo ou mais tarde, em que já não se trata de perguntar «o que é o cinema?» mas «o que é a filosofia?». O cinema em si é uma nova prática das imagens e dos signos da qual a filosofia tem de fazer a teoria como prática conceptual. Porque nenhuma determinação técnica, seja aplicada (psicanálise, linguística) ou reflexiva, é suficiente para constituir os conceitos do próprio cinema. [Gilles Deleuze]

Segundo Deleuze uma reflexão insuficiente concluirá "que a imagem cinematográfica está necessariamente no presente. Mas esta ideia feita, ruinosa para toda a compreensão do cinema, é menos culpa da imagem-movimento que de uma reflexão demasiado apressada. Porque, por outro lado, a imagem-movimento suscita já uma imagem do tempo que se distingue dela por excesso ou por defeito, por cima ou por baixo do presente como curso empírico: desta vez o tempo já não se mede pelo movimento, antes é ele mesmo o número ou a medida do movimento (representação metafísica)".
O autor conclui que "entre a imagem-movimento e a imagem-tempo há muitas transições possíveis, passagens quase imperceptíveis, ou até mistos". Aliás, "do cinema clássico para o cinema moderno, da imagem-movimento para a imagem-tempo, o que muda não são só os cronossignos, mas os noossignos e os lectossignos, uma vez dito que é sempre possível multiplicar as passagens entre os dois regimes assim como acentuar as suas diferenças irredutíveis".
Por toda a teoria (que também é prática) inerente a esta obra, sugerimos a leitura deste livro aos estudantes de cinema.

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